Notas iniciais
e^e Título idiota, igual eu aehuhfiij~ essa seria a tradução de acordo com o pouco de italiano que sei..
Deu-me uma vontade absurda de escrever essa fanfic :3 passei dois dias escrevendo, tirei várias ideias e saiu isso ♥, não do jeito que eu queria, mas dá pro gasto. Enfim.
Boa leitura - Guten lese

Estava uma madrugada calma e fria, tinha chovido horas antes. O relógio do celular, que fora jogado de qualquer forma em cima da mesa da cozinha, marcava exatamente uma e quatorze. A enorme casa de Antônio só não estava na completa escuridão porque os postes da rua iluminavam boa parte, e também pela luz da sala que ainda estava ligada. Era uma sala grande com um sofá de couro preto que ocupava um canto da parede, à frente uma mesa redonda e depois a TV. Esparramado no dito sofá, estava um italiano, Lovino, deitado de tal maneira que parecia estar com a coluna desligada do resto do corpo; a mão clicava botões aleatórios em busca de um canal que preste. Céus! Como queria que o sono lhe pegasse com força, sem malícias, estava exausto do dia no trabalho e ainda mais a insônia. Suspirou mal-humorado, queria que aquele maldito estivesse ali para lhe infernizar com perguntas idiotas, ao menos teria com quem conversar.

Antônio é um espanhol e trabalha como engenheiro para uma construtora nacional, nas últimas semanas ele tinha tido uma briga com um primo e acabou se afundando ainda mais no trabalho e se distanciando dos amigos, lógico que isso não passou despercebido de Lovino, mas queria evitar que ele se estressasse mais ainda, já que quando Antônio ficava com raiva não tinha ninguém que o parasse. Cinco dias atrás o espanhol revelará que ficaria fora de casa por alguns dias para resolver um problema com um novo cliente. Dizendo para si mesmo que não sentiria saudades, apenas jogou-se no sofá quando o outro saiu pela porta com uma mala. Não conseguiu sustentar a ideia do outro fora por tanto tempo assim, queria-o, e queria-o já, a saudades era tanta que logo no segundo dia ele estava chorando de raiva. Passados seis dias Lovino encontrava-se em estado deplorável. Noites mal dormidas, vinha se alimentando de besteiras, e passava maior parte do tempo triste.

Deixou o controle na mesa e socou a almofada a sua frente, a raiva lhe consumindo, a saudade lhe corroendo, o sono lhe controlando aos poucos. Iria dormir no sofá mesmo, levantou-se para pegar um cobertor no quarto; nesse momento Antônio chegava de táxi, exausto e com sono, arrastou a mala para perto de si e procurou a chave para abrir a porta, foi quando descobriu que esta já estava aberta, algo se passou em sua mente e tratou de esquecer a exaustão e preocupou-se com Lovino. A televisão estava ligada e ele ouviu passos lentos no andar de cima, suspirou aliviado, nada havia acontecido contra ele, já podia dormir feliz. Curioso ele foi até a cozinha com mala e tudo, abriu a geladeira e tirou um último pedaço de pudim de chocolate, devia ser do italiano, mas nem pensou nisso. Em um canto perto da bancada de mármore ele deixou a mala.

Mudou o canal novamente e decidiu prestar atenção em um documentário sobre peixes exóticos, embrulhou-se no seu cobertor vermelho favorito que era todo estampado com tomates. Nem ao menos dera conta de que a porta estava devidamente trancada e o espanhol estava na cozinha devorando seu enorme pedaço de pudim, com certeza sairia morte dali quando este descobrisse.

Antônio ainda estava na metade do doce quando se aproximou sorrateiramente do sofá, deixou o prato na mesinha e com cuidado inclinou-se para observa-lo. Sentia saudades de seu italiano e dos insultos, gostaria abraça-lo, mas não queria acorda-lo sendo que ele ficava mais fofo quando dormia, tanto que nunca confessará a Lovino das noites que ficava acordado enquanto lhe apreciava a face engraçada e corada enquanto tentava terminar algum projeto. Comeu mais um pedaço do pudim e suavemente passou os dedos nas bochechas do outro. O que Antônio não sabia era que Lovino, mesmo de olhos fechados, ainda não tinha dormido e sim apenas ouvia a mulher do documentário falando sobre uma espécie de cavalo-marinho; ao sentir o toque pulou do sofá e acabou caindo de mau jeito, tateando o tapete atrás de algum objeto que lhe servisse de arma, já achando que era um ladrão.

-Lovi, você está bem? – pulou o sofá e tentou aproximar-se.

-Bastardo? Quando foi que você voltou? E já disse um milhão de vezes para não me chamar assim, merda. – passou a mão nas costas doloridas e afastou-se do toque – Não chega perto.

-Por quê? Deixa-me cuidar de você.

Sem argumentos para afastar-se dele, decidiu por se entregar a emoção, ignorando parcialmente a dor. Abraçou o moreno e o apertou, amaldiçoou-se por estar quase chorando de saudades, como era fraco emocionalmente! Antônio sorriu ao ver as bochechas coradas dele, apertou-as e quase morreu de fofura ao ver aquele fiozinho dele se mover de jeito engraçado. O sentou no sofá e pegou o prato com o doce, tudo na sala ficou vermelho para Lovino.

-Você está comendo… meu pudim? – costumava gritar com ele, o que significava que estava tudo normal, quando ele procurava objetos ao redor, perigo extremo, mas no caso, ele disse em uma voz baixa, o que era raro e significava perigo extremo em dobro. Antônio não conseguiu entender.

-Estava na geladeira, desculpa. É que eu nem almocei hoje porque estava com pressa de voltar. – fez cara fofa, paralisando momentaneamente o outro – Achei que você não ia ligar.

-É “meu” pudim, você acha mesmo que eu não ligaria?

-Sim. – Lovino cerrou os olhos, queria estrangula-lo.

-Devolva-me. – tentou pegar o prato, em vão, o espanhol era mais ágil – É sério Antônio, passa isso para cá!

Com um sorriso misterioso e maníaco, ele deixou o prato na mesa e beijou-o; paralisado e morto de vergonha, Lovino se manteve em posição de pedra, fora apenas um leve selinho. Antônio sorriu vitorioso, não tanto quanto nos quinze minutos depois em que tentava desviar dos inúmeros socos que levava. No dia seguinte acordaria com hematomas nos braços e abdômen, mas sem um pingo de arrependimento pelo ato.

Após sossegar um pouco Lovino fora puxado para um abraço, corando novamente ao ouvir um “Eu te amo, meu pequeno Lovi” deixando-se abraçar e receber os carinhos. No fundo ele queria ouvir a declaração e queria mais e mais beijos, sentir o calor de seus abraços, mas como ele não gostava de engolir seu enorme orgulho para admitir ficou por isso mesmo, ficando mudo e emburrado, porém a coloração da face lhe denunciava. O Vargas acabou dormindo primeiro, Antônio teve certa dificuldade em levantar e leva-lo ao seu quarto, já que o dorminhoco praticamente grudará em seu peitoral, riu-se; decidiu dormir juntinho dele também.

Na manhã seguinte acordou primeiro, mas não parecia que ia levantar tão cedo, apertou seus braços contra a cintura de Lovino e afundou seu rosto nos cabelos dele, os fios tinham cheiro de erva-doce. Uma ideia iluminou seus pensamentos e o obrigou a sair de sua zona de conforto, precisava fazer o desjejum para seu Lovi; e já com a ideia de preparar churros ele levantou e correu, silenciosamente, para seu quarto. O italiano remexeu-se na cama e fez bico, estava gostando de ficar um tempinho abraçado ao bastardo, mas fazer o que quando a fome bate? Levantou-se e foi procurar uma toalha para tomar seu banho. Antes de entrar no banheiro ele olhou para a janela e puxou a cortina, a vista dava para seu jardim, sussurrou:

-Eu também te amo, seu idiota. – deu um pequeno sorriso e escondeu parte do seu rosto na toalha que encontrou, rapidamente tratou tomar seu banho.

Antônio, que ainda não tinha ido para seu quarto, estava encostado à porta, agarrou a camiseta e sorriu bobamente.

Notas finais
Danke schön caro leitor(a) por ter lido. E viva o Spamano ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!