Notas iniciais
Segundo capítulo e uma tristeza por nenhum favorite *0* Enfim, Mariana a que está me cobrando todos os dias a fanfic está acompanhando, e o que importa é a saúde né non? Então vamos lá! Boa leitura ♥

— Qual é o seu problema garota? – ele disse com a voz nasalada, pois segurava o nariz entre as mãos e rolava de um lado pro outro enquanto seu corpo roçava na lateral do meu.
— Meu problema? – toquei minha têmpora enquanto sentia as coisas girarem lentamente ao meu redor – Você me deu uma bolada!
— Foi um acidente. – fiquei com vontade de rir da voz que ele apresentava ao falar – Você é doente só pode!
— Olha aqui querido, se você está reclamando tanto eu posso acertar seu olho da próxima vez! – virei minha cabeça e ele acabou fazendo o mesmo.
— E eu posso evitar da próxima vez, querida. – ele enfatizou a palavra, ambos nos fulminando com o olhar enquanto ainda permanecíamos deitados no chão do ginásio.
— Não tenha tanta certeza disso – levantei minha mão para socá-lo, mas ele foi mais rápido e a segurou, a baixando gradativamente até que ficasse presa a lateral de meu corpo devido à pressão da mãe dele.
— Não é tão forte assim não acha? – ele riu deixando que a voz nasalada sumisse. Revirei os olhos devido ao sarcasmo que ele estava usando comigo, qual é, eu era a sarcástica aqui! Nunca deixaria esse Kenzinho tirar com a minha cara.
Simplesmente fiquei sobre sua barriga o fazendo perder o fôlego pela pressão e estava pronta para com a mão livre, lhe desferir um soco. A platéia de alunos que estavam assistindo a confusão, só aumentando.
Quando movi meu braço em direção de seu rosto ele a segurou também, que droga! Porque tinha que ter os reflexos bons?
Gemi de frustração e raiva, o que acabou parecendo um guincho de um porco raivoso, eu precisava lhe dar aquele soco era uma questão de honra, minha honra.
— Como disse – ele inverteu as posições, ficando sobre mim dessa vez – Não é tão forte assim, não acha? – ele segurava firmes meus braços frenéticos clamando por liberdade.
Mesmo com o corpo sobre o meu, ele não soltou seu peso e me olhava com aquele maldito sorrisinho de deboche, como eu desejava tirar aquele sorriso dele... Até porque, eu possivelmente estava comparada a um pitbull raivoso que acabou de perder o brinquedo favorito, além de que aquilo era uma humilhação pessoal e pública. Se eu não saísse por cima, seria perseguida por essa situação até o fim do colegial.
Desci o olhar para meus pés, claro! Como pude ter me esquecido de um detalhe tão importante como aquele?
Pá!
— Ai sua imbecil! – ele caiu do meu lado novamente, agora gemendo alto de dor com as mãos segurando o membro. Havia acertado um certeiro e belo chute bem no meio de seu... Ai que felicidade!
— Não é tão forte agora, não acha? – repeti irônica enquanto me levantava – Espero que não queira ter filhos Gordon. – pisquei para Marcelly que nem se deu o trabalho de retrucar, pois correu para junto do... namorado?
— Mariana Hale. – meu nome ecoou pelo ginásio antes que eu conseguisse alcançar a porta, seria muita prepotência achar que conseguiria me safar dessa? – Aqui. Agora. – a diretora Quinn me olhava com uma cara de poucos amigos.
Dei um giro e me virei olhando para ela, um sorriso tão inocente quanto o de um bebê que nunca faz nada por querer.
— Sim, Joana. – disse com o tom maroto de sempre, só faltando colocar uma auréola sob minha cabeça.
— Primeiro, pra você é diretora Quinn. Segundo, você está muito encrencada. Terceiro, já pra minha sala e espero que já tenha preparado uma explicação pra lá de satisfatória para o que me contaram.
A diretora inconscientemente olhou para Clearwater fêmea quando disse a última parte, e ao fitar a Bonequinha Barbie Pocket vi que estava toda alegrinha, possivelmente comemorando internamente a minha suspensão que não duvidava nada que iria levar. Já que sua mentirinha deve ter sido “ela tentou estrangular meu irmão, vou ligar pro meu pai agora!” e obviamente como todos gostam dela, ninguém irá a desmentir.
Ao passar do seu lado, além de sentir seu perfume irritantemente doce tive também que segurar a onda em nome da minha permanência naquele colégio.
— Senhor Clearwater, também terá de vir. – ouvi um gemido vindo do chão e ri internamente, parece que não seria a única ferrada.
— Senhora Quinn, ele foi o mai prejudicado! Olha o que essa desequilibrada fez, quase que... – bonequinha Barbie se calou no meio da frase, com certeza falaria algo inapropriado e achou melhor não continuar.
— Consegue se levantar ou precisa de ajuda? – a diretora perguntou, já disse que amo essa mulher? Eu percebia o tom divertido em sua voz, e quase que me juntei à ela para zombar do garoto.
— Eu posso me levantar. – sua voz estava tão fina quanto a de uma mulherzinha. Seus amigos idiota um e dois o ajudaram a se por em pé e ele veio andando vagarosamente, o mais ereto que conseguiu apesar de estar parecendo o corcunda de Notre Dame, de tão curvado.

Minutos mais tarde, estávamos sentados em duas cadeiras um do lado da outra e olhando para a diretora, ela ainda lhe perguntando se precisava de uma enfermeira e eu quase perguntando “Desde quando um chute no saco precisa de cuidados médicos?”.
— Alguém pode me dizer quem foi que começou?
— Ele.
— Ela.
Dissemos ao mesmo tempo apontando um para o outro, a diretora não deteve o revirar de seus olhos, se mostrando impaciente.
— Mas será possível! Estamos nisso à quase meia hora. – ela soltou o ar – Porque começaram?
— Ele me acertou uma bolada de basquete, a senhora sabe como ela é pesada? Imagina o impacto. – me fiz de vítima ao máximo.
— Foi um acidente, já disse! – ela se virou para mim alterado, mas eu não o olhei.
— Acidente? Que nada! Sabia que eu fiquei com a visão negra? E se eu ficasse cega? – como um drama é bom.
— E se eu tivesse quebrado meu nariz ou sei lá, não pudesse ter filhos? – ele ainda se mantinha virado pra mim, berrando em meu ouvido e quase me deixando surda.
— Calem-se os dois! – a diretora se levantou e ele enfim se virou para frente – Vamos ver se eu entendi: o senhor Cleawarter deu uma bolada na senhorita Hale. – confirmamos com a cabeça – A senhorita caiu no chão e revoltada por isso lhe deu um soco no nariz? – confirmamos novamente – Então o senhor para tentar a conter lhe segurou e ela acabou acertando seu... te acertou?
— Exatamente. – falamos em uníssono.
— E o que a senhorita estava fazendo no ginásio, no meio do treino do time de basquete? – sério isso? Ia sobrar pra mim?
— É senhorita Hale – Kenzinho fez sua voz de deboche – O que a senhorita estava fazendo lá?
— Eu fui ganhar minha vaga nas Cherioos. – fechei o punho e vi o pescoço de Lucas se virar tão rápido na minha direção que eu me perguntei como que não havia se quebrado.

— Você – ele apontou para mim descrente – Uma cherioo?
— Excelente senhorita Hale! – a diretora só faltou me aplaudir – Vejo que seguiu minhas instruções para se adaptar – as instruções dela foram dadas tipo, à três meses atrás mas não era hora de lhe corrigir – Sua antiga escola disse que você era uma boa atleta, mas que começou a se comportar muito mal depois que Ale...
— Diretora! – gritei para que ela se calasse, nem que aquilo me originasse uma suspensão mas ela não iria continuar. Ela não tinha o direito de falar isso na frente desse...
— Oh desculpe. – enfim ela se tocou, mas já era tarde. Lucas só faltava apontar uma arma para a diretora prosseguir, mesmo que não tivesse insistido verbalmente. – Enfim, vamos encerrar esse assunto de uma vez, como sabem, temos uma política de tolerância zero quanto à violência física.
Merda! Mais uma expulsão não.
— Mas não vou os expulsar, nem suspender...
Obrigada Deus!
— Mas isso não quer dizer que não haverá retaliação...
Merda!
— Vocês irão limpar a sala de troféus, inteirinha, sobre a minha supervisão após as aulas.
— Ainda bem. – suspirei aliviada, afinal, quantos troféus a escola tinha? Trinta, no máximo.
— Ainda bem? – Lucas se virou incrédulo pra mim? – Por acaso sabe quantos troféus tem naquela sala? Uns...
— Quinhentos. – a diretora falou junto dele, mostrando satisfação em dizer.
— O que? – me levantei – O que vocês sãos? Um tipo de super atletas que ganham todos os jogos, competições ou campeonatos que vêem pela frente? Só podem ter comprado metade ou sei lá, roubaram de outras escolas... Isso é im...
— Hale! – a diretora foi quem se levantou – Sente ai, agora!
— Desculpe Joana. – murmurei voltando a me sentar.

— Diretora Quinn. – ela falou quase sem paciência – Essa escola tem mais de cinqüenta anos, e é mais que natural que guardemos todos os títulos, troféus e prêmios que ganhamos ao longo da história. Tirando que não temos a fama de campeões átoa.

— ela disse com orgulho – Seu pai mesmo estudou aqui...
— Ele não é meu pai. – vociferei decidida.

— Sim ele é. – a diretora prosseguiu – Então, caso não deseje ser expulsa ou suspensa até que a semana de provas passe...
— Mas... – começamos em uníssono novamente, isso estava ficando esquisito.
— Mas nada, agora dêem o fora da minha sala. Os dois e senhor Clearwater – o garoto gemeu enquanto se levantou – Vá colocar um gelo nisso ai.
— Sim senhora. – ele começou a andar em direção a saída enquanto eu o seguia.
— Feliz? – ele se virou me fulminando com o olhar, aproveitando que a porta se fechou atrás de mim.
— Não sabe quanto – disse irônica indo até ele e passando meus braços por cima de seu pescoço – Sabe há quanto tempo eu quero ficar sozinho com você em uma sala de troféus? – passei o dedo próximo de sua boca e o larguei.
— Que bom – ele sorriu olhando o corredor que teria de andar até a enfermaria – Nos vemos lá então, bonitinha.
Meu rosto se avermelhou e esquentou, quem ele pensa que é? Bonitinha é a senhora sua avó!
Esse garoto realmente está me tirando do sério... Acho que vou ter de adiantar o plano de Alex. Ou não me chamo Mariana Clark Hale.

Notas finais
E ai gostaram? Querem uma aproximação mais hardcore? Quem é Alex? Porque ela quer o vingar? Um beijo, um queijo e até lá!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.