Notas iniciais
- Passando rápido porque estou na pressa. - Obrigada aos maravilhosos comentários do capítulo anterior. Amamos cada um. - Espero que gostem

León Narrando

Mas que porra

Minha garota está, a menos de um metro de distancia de mim. E a mulher que sou obrigado a "namorar" está a um metro de distancia dela. A única coisa que pode acontecer, é merda.

— Emily? O que está fazendo aqui? — perguntei, ainda assustado.

— Sinceramente, Vargas?! — pronunciou ela, dando um passo para frente. Me olhou de cima a baixo com um olhar malicioso e um sorriso do mesmo modo. Só então me toquei. Eu estou só de cueca. — Estava vindo até aqui para acabar com você, mas então dou de cara com essa visão... — a medida que vai falando, vai se aproximando mais e mais. E eu me afastando mais e mais.

Devo está pagando penitencia. Só pode.

Transei com a Emily uma vez. E foi a pior transa da minha vida.

Tudo bem, eu estava bêbado e ela, desesperada. E eu estava meio carente, então rolou. Mas no outro dia, quase me espanquei. E, como não consigo esconder nada, absolutamente nada, da Violetta, eu contei a ela. E esse foi um dos meus piores erros. Pensei que ela iria me esfaquear pelo telefone. Mas então, no final, ela me desculpou — depois de umas duas semanas. Confesso que me surpreendi com sua reação, mas nossa relação é assim. Ela sabe que a amo e sabe que sou apenas dela. E que é com ela que quero passar o resto da minha vida.

Meus pensamentos foram interrompidos quando os lábios de Emily encostaram no meu, nem ouve tempo de eu reagir e ela já me jogava na parede.

— Para com isso, Emily — pedi enquanto me afastava dela e a dava as costa, limpando meus lábios.

A ouvi bufar e respirei fundo.

— Qual é, León? — a ouvir indagar — Você me deixa plantada em um salão de festas te esperando por horas. Não responde minhas mensagens. Quando eu ligo dá desligado... — falava, irritada — … o mínimo que você pode me dar agora é sexo — disse simplesmente. — E você vai me dar, não vai? — se aproximou novamente.

Antes que eu pudesse me pronunciar, um barulho surgiu do meu quarto, roubando a atenção da Lily e a minha. A Violetta ouviu.

Santo inferno.

To lascado.

— O que foi isso? — Emily, indagou.

— Er... — cocei a nuca — … não é nada — falei, rapidamente — Acho que foi a televisão — menti, descaradamente. Ela iria abrir a boca para falar algo, mas a interrompi — Fique aqui, já volto — falei e fui correndo para o quarto.

Ao entrar lá, apenas vi a Vilu com o rosto mais vermelho do que um pimentão. Fudeu. Assim que me viu, pulou em mim me batendo.

— Aí, caralho — resmunguei, baixo, para que Emily não ouvisse. — Para, amor — pedi, enquanto segurava suas mãos.

Ela era pequena, mas um tapa dela ardia que... meu Deus.

— Tá me achando com cara de ótaria? — perguntou, completamente nervosa. Neguei rapidamente. — Ótimo, porque agora eu não vou mais deixar essa... essa... — soltou um grito fino e alto. Coloquei minha mão em sua boca, mandando-a se calar — Me larga — mandou, enquanto me empurrava. Soltei um suspiro frustrado — Presta atenção no que eu vou te falar, amorzinho — segurou meu queixo apertando-o — Você vai lá naquela sala agora e vai mandar aquela vagaba ir embora. Porque se não eu... — a interrompi.

— Tudo bem — concordei — Calma, okay? — pedi e ela me lançou um olhar mortal.

— Tudo bem — concordei — Calma, okay? — pedi e ela me lançou um olhar mortal. Me virei, saindo do quarto, mas a pequena mão da minha garota me interrompeu.

— Veste uma roupa — ordenou, entre dentes — Agora.

Assenti, sem discutir. Pois, se eu ao menos protestasse, ela ficaria mais brava, mais irritada, com mais ciúmes. E isso não seria nada bom.

Vesti uma bermuda e uma camiseta e fui em direção a sala, já sentindo minha cabeça latejar.

Uma mulher no meu pé, eu aguento. Agora duas, e ainda juntas, não.

— Me desculpa, era somente a televisão... — falei, dando um pequeno sorriso.

— Tudo bem — Me olhou desconfiada. — Bom, já que o clima acabou... — olhou para mim, já que estava vestido e revirou os olhos — … podemos ir jantar fora? — perguntou, um tanto animada.

Eu não poderia ser um cara normal? Que não precisasse namorar a própria professora só para se manter no colégio. E que tem uma namorada — somente uma. E que se sustenta sozinho. Mesmo que fosse da maneira errada.

Olhei para o lado e pensei: Se eu disser sim, a Violetta me mata. Se eu disser que não, a Emily não me deixará em paz — literalmente.

— Eu... acho melhor não. Estou cansado — falei, enquanto passava as mãos pelos meus cabelos. Ela revirou os olhos e comprimiu os lábios.

— Tudo bem, então ficamos aqui mesmo — deu de ombros e se sentou no sofá.

Isso só pode ser brincadeira.

Quantos pecados eu cometi? Porque acho que já paguei os meus e estou pagando os dos outros também.

— Tudo bem, Emily — me ouvir dizer. — Vamos sair pra jantar.

Um sorriso vitorioso surgiu em seu rosto, antes de senti-la me abraçar.

Meus pensamentos estavam confusos, não queria deixar a Violetta aqui, mas eu precisava "ser" um adolescente normal. Ou do contrario, iria parar na prisão. Ou então, morto.

Emily disse que iria para casa se vestir, e que depois nos encontraríamos no restaurante. Concordei e ela se foi.

— Violetta? — gritei assim que adentrei no quarto, mas não a encontrei. Ouvi um barulho do banheiro e fui até lá. A encontrei com o rosto sobre a tampa do vazo vomitando. Ela estava pálida e parecia sem força — Vilu, o que houve? — perguntei, enquanto ela fechava a tampa do vazo e se sentava sobre o mesmo, de cabeça baixa. Me agachei em sua frente e peguei em suas mãos que estavam gélidas e tremulas — O que você tem? — perguntei, preocupado.

— Não sei — murmurou baixo — Deve ser náusea de ver você agarrado com aquela vadia — resmungou, brava.

Não me importei com o que ela disse, pois estava muito preocupado com seu estado. Ela estava branca como um papel.

— Estou falando serio — disse eu, irritado.

— Eu também — falou do mesmo jeito e logo em seguida se levantou, indo em direção a pia e escovando os dentes.

Soltei um suspiro frustrado e fui em direção a cozinha e peguei alguns remédios e um copo de água. Voltei ao quarto e a encontrei deitada na cama com as mãos na cabeça. Me sentei ao seu lado e, novamente, suspirei.

— Me desculpe, okay? — pedi, mas ela não disse nada. — Amor, você sabe que nada disso acontece porque eu quero. Mas se eu pudesse escolher, jamais teria te metido nisso tudo ou me envolvido com a Emily. Mas eu não posso escolher — falei meio frustrado, comigo mesmo.

Violetta tirou as mãos da cabeça e abriu os olhos, me olhou por um instante e logo depois se virando na came — me dando as costas — e cobrindo todo seu corpo com um edredom.

— Tudo bem, León — a ouvir dizer — Vai se arrumar para se encontrar com a sua namorada — disse ela simplesmente.

Mentalmente, contei até dez. Tentei entender o lado dela, sei que é difícil, e por isso tento ser paciente. Mas ela também deveria entender o meu lado. Terminar com a Emily agora está fora de cogitação, pois ela iria me perseguir de todas as formas e acabar sabendo o que não deve.

E durante todos esse tempo em que convivemos juntos, eu sei — que ela é louca — e que se ela descobrir da Violetta, ficará furiosa.

— Você está bem? — resolvi ignorar sua fala anterior e perguntar o que realmente me preocupava — E não minta para mim — pedi.

— Sim eu estou — falou prontamente — Quero ficar sozinha — disse, em uma ordem.

Mordi meu lábio inferior e balancei a cabeça. Não falei nada, apenas me dirigi até o closet e me troquei.

Quando voltei ao quarto, ela já dormia e parecia um pouco melhor. Olhei para o criado mudo que estava ao lado da cama e vi que ela havia tomado os remédios. Sorri fraco e peguei meu celular e minhas chaves, saindo do meu apartamento logo em seguida.

Eu queria que as coisas fossem diferente, mas sinto que só vão piorar.

Notas finais
- Me desculpe pelos erros. - COMENTEM! Agora é com a Sarah! Beijos