Thug Love
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Leon Vargas
Gelei na hora ao ver o "Sr. James" parado na minha frente. Sintam a Porra da ironia, to fugindo do cara e o encontro bem na minha frente. Realmente, a sorte não está ao meu favor.
— Temos muito o que conversar, filho. — afirmou sorrindo cínico
— Desculpe Senhor, acho que está me confundindo com alguém! — falei me recuperando e fingindo de bobo
— Ah, não se faça de bobo meu filho querido! Que saudades de você! — falou debochado e eu peguei meu celular, me distanciando dele.
*
Federico, Sr. James me achou! Estou indo para o galpão, cuide de Violetta, volto logo.
Leon
*
Escrevi a mensagem e enviei, não tinha mais como fugir. Fui andando em direção ao galpão, sabia que o homem no qual eu temia viria atrás de mim. Eu estava nervoso para caralho. Temo que ele envolva Violetta nesses esquemas da pesada que ele tem, e principalmente, envolvesse minha Mãe.
Chegamos no galpão e eu me joguei em uma cadeira, esperando-o começar á falar.
— Como está a Violetta, filho? Fiquei sabendo que ela veio morar com você! — falou
— Como sabe que ela esta aqui? — perguntei temendo a resposta
— Eu não sabia, você acabou de me dizer! — falou sorrindo vitorioso.
Respirei fundo,não acreditando na merda que eu fiz.
— Como a sua mãe está também? — perguntou com um sorriso malvado nos lábios
Gelei ao ouvir ele falando da minha mãe. Avancei até ele, o mesmo não estava preparado. Peguei-o pelo colarinho, jogando-o contra a parede.
— Filho da Puta, o que foi que você fez com minha mãe? — gritei socando James
Não mexa com a minha mulher!
Não mexa com minha mãe!
Parei de socá-lo, jogando-o no chão. James se levantou, ele estava acabado, seu nariz sangrava dos dois lados e seu olho estava roxo, mas mesmo assim o desgraçado ainda soltou uma risada debochada.
Era esse individuo que eu chamava de pai?
— O menininho da mamãe aprendeu á socar foi? — perguntou debochado.
Trinquei o maxilar, a raiva me dominava cada vez mais.
— O que você quer? — perguntei soltando fogo pelo nariz.
— O que você acha? Acha que quero seu perdão? Perdão do um garotinho fraco que esta se transformando na mesma pessoa que eu sou? — perguntou ainda com um maldito sorriso nos lábios.
Eu não sou igual á ele. Eu não sou igual á ele. Eu amo a Violetta, nunca levantaria uma mão para ela.
— Eu não sou igual á você! Eu nunca bati na Violetta. — gritei apontando o dedo na cara dele.
— Leon, você não percebe, você já está igual á mim. Você tem o meu sangue! — falou — Mas vamos direto ao ponto. Eu preciso de dinheiro, e você vai me dar. — afirmou, ele afirmou.
— E porque você acha que eu vou te dar dinheiro? — perguntei arqueando uma sobrancelha.
— Leon, meu caro, você não me conhece? Tem um cara, perigoso, atrás de mim. Estou devendo para ele. Preciso de dinheiro. — falou.
— Repetindo, porque você acha que eu vou te dar dinheiro, se é você que esta devendo? — perguntei.
— Você ama sua namorada? Ama sua mãe? Então faça por elas. Não terei remoço ao colocar elas na mira dos barra pesada. — falou sem expressão nenhuma no rosto.
Porra! O que eu faço agora? Sou orgulhoso demais para simplesmente dar o dinheiro para ele, mas também amo minha mãe, minha namorada.
— Quanto você está devendo? — perguntei bagunçando meu cabelo em um ato de nervosismo.
— 70 Mil. — falou e eu o olhei espantado.
70 Mil? Onde diabos eu vou arrumar 70 mil?
— Porra! 70 Mil? O que você comprou dele pra acumular 70 mil? Um órgão? — gritei.
— Não interessa. Cadê o dinheiro? — perguntou cruzando os braços.
— Como assim "Cadê o Dinheiro", você acha que é fácil assim? 70 Mil é muito dinheiro! — falei suspirando, eu não tinha saída.
— Se vira. Você tem uma semana. Ou... Já sabe! — falou e saiu andando.
Em um ato de nervosismo corri até James, o joguei no chão, começando á socá-lo novamente, descarregando minha raiva. Isso até eu ser jogado no chão com o impacto do soco dele. Senti os seus socos eu meu rosto e até mesmo chute.
Meu nariz já sangrava e nem ver direito eu conseguia. Senti ele parar e tampei o rosto, esperando por mais uma sequência de socos, mas o mesmo não veio.
— Você ainda tem muito o que aprender sobre a vida, muleque! — falou e saiu andando.
Minha cabeça rodava, meu nariz sangrava e meu abdômen era dominado pela dor de seus chutes. Tentei me levantar, mas novamente tudo rodou e foi ficando preto. Fui andando, cambaleando até a parede para me sustentar. Cadê a merda do celular quando preciso dele?
Tateei meu bolso, encontrando o celular com a tela toda quebrada, liguei o mesmo, passando os dedos para desbloquear, mas nada aconteceu. A merda do celular não pegava mais.
Aquilo só fez com que a raiva me dominasse ainda mais, a vontade de matar esse desgraçado me dominava, assim como o medo também em dominava, eu já falhei com minha mãe, ainda espero que ela em perdoe, já falhei demais com Violetta, espero que ela também me perdoe, principalmente por trazê-la para essa vida de merda na qual eu vivo.
Mas o egoísmo, a vontade de tê-la somente perto de mim me dominava, não me deixava tirar Violetta de perto de mim. Eu estava perdido.
Eu não queria admitir, mas eu precisava de ajuda.
Violetta Castilho
— Federico? Cadê o Leon? — perguntei após se passarem 3 horas que eu acordei e mais de 3 que o Leon saiu e não deu noticias para ninguém.
— Violetta, não acho que o Leon gostaria de ter você sabendo onde ele esta — falou.
— Federico, faz mais de 3 horas que o Leon saiu, por favor. Com quem ele esta? — perguntei.
— Violetta! Ele esta com o pai dele. — falou Federico me fazendo parar com tudo.
— Federico, eu não estou com bom pressentimento. Vamos lá? Por favor. — pedi quase chorando e Fede suspirou assentindo.
— Também acho que ele está demorando demais. Vamos até lá — falou e eu assenti, peguei minhas coisas e deixei Federico me guiar até onde eles se escondem.
Não demorou muito para chegar, o lugar era realmente um esconderijo. Passei meus olhos por todo o local.
— Leon, cara, você ta ai? — gritou Federico, não houve respostas.
Fui andando pelo local até ver Leon sentado com as costas na parede, parecia desmaiado, ele estava branco, seu nariz sangrava e tinha roxos por seu rosto. Meu coração doeu com a cena.
— Federico me ajuda. Acho que ele ta desmaiado. — gritei e Federico veio correndo me ajudar.
Colocamos o de pé, fiz ele ficar escorado no Federico e abri a porta do carro e em seguida ajudei Federico á colocar Leon no banco de trás, entrei no banco do carona e fechei os olhos, deixando as lagrimas caírem.
— Ah Leon, onde você se meteu! — sussurrei e fomos embora.
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