Throwing Punches
9 Slow Dancing in a Burning Room
Notas iniciais
Espero que gostem. (:
Sam's POV
Acordei na cama da Carls, meio torta, mas bem descansada. Acho que acabamos caindo no sono aqui, ontem. Logo depois do Freddie ter ido embora, os primos foram também, e eu fiquei ali na cama com a Carls.
Olhei pro lado e ela ainda não tinha acordado. Resolvi tomar um banho e me vestir. Eu sempre tinha mas roupas reservas na casa dela, já que ficava lá quase sempre. Coloquei um short preto não muito curto, um all star branco, uma blusa roxa e um casaco branco.
Saí do banheiro e ela ainda não tinha acordado. Já eram 6:45.
- Carls.. Carly. Carly! CARLOTTA SHAY! — dei um tapa na bunda dela.
- O QUEEE? — ela sentou na cama, irritada.
- Levanta, criatura. Temos aula. — eu disse. Ela me olhou de cima a baixo, e levantou as sombrancelhas.
- Já tá pronta?
- Sim.
- E acordou mais cedo que eu? — ela disse, incrédula.
- É.
- Wow. Isso é estranho.
- Pois é. Acho que tô ansiosa pra fazer esse teste logo. — eu disse.
- Isso é ainda mais estranho. — ela riu.
Enquanto ela se vestia, desci pra comer alguma coisa. Quando cheguei lá embaixo vi o Spencer esparramado no sofá, completamente torto, com um pedaço de pizza grudada na cara. Nunca vou saber o quê tem de errado com o Shay.
Assim que a Carly desceu, fomos pro colégio. Chegamos no Ridgeway 15 minutos antes do horário, e ficamos ali, esperando. Depois de uns 5 minutos, o Devon chega, animado.
- Oi gatinha! — ele disse, abraçando a Carls. — Oi, Sam! — disse, sorrindo.
- Hey Devon. Beleza? — disse.
- Beleza. Ei, alguma de vocês viu o Freddie? — ele disse, olhando o corredor.
- Não vi ele hoje, porque, Dev? — disse a Carls.
- Não é nada, é que ele vai me imprestar um drive de.. — bloqueei meu cérebro pra aquela conversa nerd. Já basta um na minha vida.
- Oi, gente! — disse o Freddie, vindo correndo na nossa direção.
- Tá atrasado! — falei.
- Eu sei. É que eu.. perdi o horário.. hoje. — ele disse, ofegando. Assim que o sinal tocou, o Howard passou nós.
- Puckett, Benson, venham. — apontou pra sala 8. Que era a sala de detenção.
- Boa sorte! — disseram a Carls e o Devon.
Entramos na sala e sentamos em silêncio. Olhei pro Benson, e ele sorria pra mim, me encorajando. Sorri de volta. Eu não estava tão nervosa assim, eu sabia a matéria. Tinha estudado, me sentia preparada.
O Sr. Howard nos entregou as provas.
- Vocês tem 45 minutos. E sem gracinhas, dessa vez. — ele disse, sentando em sua mesa e pegando um jornal qualquer pra ler.
Respirei fundo, e então olhei pra prova. A maioria era multipla escolha. E parecia tão fácil! A.. A.. B.. D.. Fui marcando as respostas, rapidamente. As questões pessoais me tomaram bastante tempo. Eu queria caprichar, escrever bem, queria tirar uma nota ótima nesse teste. Não só pra passar, mas também pra provar pra todos que eu tenho capacidade. E provar pra mim mesma, que eu conseguia. Eu sei que podia.
Terminei de responder a última questão, e depois de revisar, me levantei e entreguei a prova. Ele estava terminando de corrigir a do Freddie.
- Benson, B+. — ele disse, indiferente. — pode se retirar. — Freddie olhou pra mim, confiante, pegou o teste e saiu da sala.
Esperei pacientemente aquela maldita prova terminar de ser corrigida. DEUS DO CÉU, que demora. Tinha quase certeza que o Howard fazia isso de propósito.
Então ele olhou pra mim, e sorriu. Por um momento pensei que tinha ido muito mal.
- É.. nota interessante, Puckett. — ele me encarava, rindo.
- Quanto eu tirei? — eu disse, impaciente.
Freddie's POV
Aquela prova não tinha sido difícil. Uma ou outra questão deixei passar, por não lembrar muito bem, mas como eu esperava, fui bem. Tirei B+.
Eu, a Carly e o Devon esperávamos impacientes a Sam sair da sala. Ela tinha que ir bem, cara. Aquela prova valia muito. Se ela fosse mal.. Não tive tempo de concluir meu pensamento, vi ela saindo da sala de cabeça baixa.
- Então.. foi bem? — perguntei, ansioso.
- O quê você acha, Benson? — disse ela, decepcionada. AH NÃO, cara! Tínhamos estudado tanto!
- Poxa, Sam. Eu sinto muito.. olha, você ainda pode fazer a rec..-
- CALA ESSA BOCA, CARA! É claro que eu fui bem! — disse ela, pulando. Ela me mostrou a prova, e.. A+?!
- A+?! SÉRIO, ISSO?! Parabéns, Sam! — eu a abracei, e rodei ela no ar. Ela ria, muito feliz.
- Valeu. Mas eu não teria conseguido sem a sua ajuda. — ela me abraçou mais forte.
- U-uh. — pigarreou a Carly, rindo. Foi quando percebi que eu ainda girava ela no ar. Nos afastamos, sem graça.
- Parabéns, Sam! Viu? Eu disse que conseguia. — a Carls abraçou ela. O Devon fez o mesmo. Depois contamos pro Gibby, pra Meg, Chase e Hayley, e todos ficaram muito felizes por ela.
O resto da aula foi aquele tédio típico, e depois fomos pra uma lanchonete, comemorar.
- É sério, gente. Vocês não precisam gastar dinheiro por minha causa. — a Sam disse, quando sentamos numa mesa.
- Claro que precisamos! Afinal, você gabaritar uma prova? Não é um feito que se vê todo dia. — eu ri. Ela deu um tapa na minha nuca.
- Abre teu olho. — disse, fingindo estar brava. Mas logo depois sorriu, ela ainda estava muito feliz.
- Parabéns, de verdade. — eu disse.
- Obrigada. E sério, valeu por ser o professor mais mala e exigente que eu já tive. — ela sorriu. Eu ri.
Comemos o lanche, conversamos, foi divertido.
- Então, Sam.. vai na festa hoje, né? — perguntei, de repente.
- Sim, vou. Com o Chase. — ela disse.
- Posso te fazer uma pergunta?
- Tá. Pode falar.
- Você, por acaso.. gosta dele? — eu me encolhi. Estava com bastante medo da resposta.
- Se eu gosto do Chase? — ela falou, baixo, já que ele estava a 1 metro, no outro lado da mesa. — gosto dele. Mas não daquela forma. Você sabe.. — ela disse. — ele é um garoto legal, bonito, divertido. Mas é pra amigo, sabe? — ela deu de ombros. — Porque a pergunta?
- Nada não. Curiosidade.
- E você.. convidou a Hayley? — ela perguntou, fazendo uma careta.
- Convidei, sim. — eu disse. Ficamos em silêncio a partir dali.
- Então, gente.. vamos? — disse a Carls, se levantando. — ainda temos que nos arrumar pra festa. — ela disse animada.
- Carly, pelo amor de Deus, ainda são 16:00. — disse o Gibby.
- É, mas.. uma boa maquiagem requer tempo. — ela disse.
- Mulheres.. — ele riu.
Fomos todos pra casa da Carls, e lá encontramos o Spencer fazendo mais uma escultura. E essa era de.. uma moça.
- Spencer, cheguei! — disse a Carls.
- Hey, maninha! — ele olhou pra mim e pra Sam. — Sam, Freddie. E.. — olhou pra porta, surpreso. — Gibby, Devon, Chase, Megan e Hayley.
- Eai. — dissemos.
- Então.. bela escultura. Quem é? — eu disse.
- Ahm.. e-eu.. fiquei inspirado. — ele disse, envergonhado.
- Na Lucy? — a Carls sorriu.
- É.
- Eu quero conhecer ela, qualquer dia. Pelo o que você fala, ela é incrível. — ela disse.
- E ela é mesmo! Ela quer te conhecer também. — ele sorriu.
Ficamos ali o resto da tarde, conversando, jogando. Quando deu 19:00 a Carls resolveu que era hora dela e da Sam se arrumarem. Elas subiram, e o pessoal resolveu voltar pra casa e se arrumar também. Pra não ficar ali, sozinho, também fui pra casa.
- Mãe? — disse, entrando no meu apartamento.
- Oi, filho. — ela sorriu.
- Nossa, está tão bonita. — eu disse. Ela usava um vestido preto, um salto e uma maquiagem bem feita.
- Obrigada, querido. — ela sorriu, colocando os brincos.
- Vai onde? — perguntei.
- Na reunião do clube do livro, que eu lhe disse.
- É, mas.. arrumada assim?
- Vamos.. vamos jantar fora antes. Num restaurante chique. — ela disse sem olhar pra mim.
- É.. tá. Então, vou tomar meu banho, e já me arrumar pra festa. — eu disse.
- Ok. Já vou indo também, meu filho. Até amanhã. — ela sorriu, me deu um beijo e saiu.
Alguma coisa andava muito estranha com a minha mãe, e eu sentia que ela escondia algo de mim. Não me senti bem com isso, ela sempre foi muito franca comigo. Mas não vou pressioná-la, quando se sentir pronta, que me conte.
Tomei um banho bastante demorado. Depois saí, de toalha, e fiquei tentando escolher que roupa usar. Eu definitivamente, não queria usar nenhum daqueles ternos que minha mãe separou.
Por fim, coloquei uma skinny preta, um vans branco, uma regata preta e uma camisa roxa por cima. Quando finalmente fiquei pronto, ainda eram 20:10. Decidi ir ver as meninas.
- Carls? Sam? — chamei, entrando no apartamento dos Shay.
- Elas ainda estão lá em cima — o Spencer disse, do sofá. — tá bonito, Freddo. — ele disse, me olhando.
- Ahm.. valeu. — eu ri.
Minutos depois o Gibby também chegou, e em seguida o Devon, o Chase, a Meg e a Hays. Ficamos ali conversando, até que já eram 20:45. Iriamos nos atrasar.
- Meninas, vamos logo! Estamos atrasados! — eu gritei.
- Já vamos descer, Freddie! Espera! — gritou a Carls.
O 'já vou' da Shay significava outra coisa.
Eu morreria esperando.
Sam's POV
— Não, NÃO CARLS! — tossi. Ela atolava a minha cara com aquele pó de maquiagem esquisito. Não entendi pra quê tudo aquilo, era só uma festa. Que absurdo.
- Para, Sam! Vai me fazer borrar tudo! — ela disse, rindo. — pronto, terminei. — disse, orgulhosa.
- Até que enfim, não aguentava mais você me riscando com essas coisas bizarras. — apontei pro estojo.. ou melhor, mala de maquiagem dela. Ela riu.
- Tá ok. Hoje do vestido. — ela disse, correndo até o closet.
- Oh não.
- Oh sim. — ela voltou com ele. Eu arregalei os olhos.
- Ca-Carls.. o que? — aquilo era completamente, absurdamente, absolutamente exagerado. Era um vestido lindo, e tudo mais. Mas eu nunca me arrumei assim, pra lugar nenhum. Me sentia extremamente desconfortável com tudo aquilo.
- Não, Carls, eu não posso.
- Pode sim, vai logo, se veste. — ela disse, me empurrando — ah, espera. Leva os sapatos também, quero que saia pronta. — ela disse.
Suspirei, derrotada. Peguei o vestido e fui pro closet. Lá dentro, fiquei uns 5 minutos olhando pra ele. Era o vestido mais maravilhoso que eu já tinha visto, roxo, decotado. Eu não estava pronta pra isso tudo.
- Sam! Vamos logo! — ela me apressou.
- Fica na tua, Shay. Você me meteu nisso, agora deixa eu ao menos fazer direito. — disse, fechando o zíper das costas e calçando os saltos — não tem espelho aqui dentro, não? — disse, olhando pros lados.
- Não. Eu tirei ele daí, quero que você se veja somente aqui fora. — ela disse, rindo. Sacanagem.
- Meninas, vamos logo! Estamos atrasados! — ouvi o nerd gritar lá de baixo. Oh não. Ele.. ele não. Ele ia me ver assim, e.. não.
- Merda. — sussurrei.
- Que foi? — disse a Carls, preocupada.
- É que.. tá todo mundo lá embaixo, Carls. Vão me ver assim, e..
- Para com isso, Sam! Você vai ficar incrível. Anda, sai daí logo, quero ver.
Respirei fundo e abri a porta do closet. Olhei pra cima e a Carls estava com um sorriso gigante no rosto.
- E.. e aí? Ficou.. bom? — perguntei, insegura.
- Sam. Você está maravilhosa. — ela disse, sorrindo.
- É? — fiquei feliz com aquilo.
Ela deu de ombros, e colocou o espelho na minha frente. Eu sorri. Normalmente, eu não falo isso, ou sequer penso.. mas eu estava realmente linda.
- Gostou? — disse ela, segurando meus ombros.
- Adorei. — sorri pra ela — obrigada, Carls.
- De nada. — ela disse. — vamos?
- Vamos.
Freddie's POV
Já estávamos realmente atrasados, eu andava de um lado pro outro da sala, impaciente.
- Cara, elas estão demorando muito! — o Gibby disse, no sofá.
- Eu sei! MENINAS, VAMOS! — gritei.
- Tá, tá. Já estamos aqui. — disse a Carls, descendo as escadas. Ela estava muito bonita, com um vestido vermelho. Caiu bem nela.
- Cadê a Sam? — perguntei, cortornando o sofá e ficando ao pé da escada.
- Aqui. — ela disse, descendo, devagar.
Puta merda. O que.. o que era tudo aquilo? Meu Deus. Ela estava simplesmente linda. Aquele vestido, aquela maquiagem.. sapato, penteado. Aquele.. aquele corpo. Engoli em seco. Eu definitivamente não esperava por aquilo. Eu já havia notado que o corpo da Sam tinha mudado bastante ao longo dos anos, mas não a via assim, normalmente. Ela estava simplesmente.. perfeita. Eu realmente não esperava por aquilo.
- Então.. o que acharam? — perguntou, insegura.
- Perfeita. — sussurei. Ela me olhou, surpresa. — Ahm.. q-quer dizer.. é.. — limpei a garganta. — está linda, Sam. — sorri.
- Obrigada. — ela disse, baixo, corando.
- Bom, vamos? — disse o Chase, dando o braço pra ela. Ela o segurou, e foram pra porta. Meu rosto esquentou. Aquilo era absurdamente injusto. Eu quem deveria estar segurando o braço dela. Ela deveria estar comigo.
- Freddie? Freddie! — senti a Hayley me cutucar.
- Ahm? Ah, oi, Hays.
- Todos já estão saindo. Vamos? — disse ela, sorrindo. Como eu era insensível. A Hays não tinha nada a ver com esse meu ciúme insuportável. Eu não devia deixá-la de lado, dessa forma. Afinal.. ela era o meu par.
- Claro, vamos. — dei o braço á ela, e saímos.
Fomos a pé o caminho todo, conversando. Quando chegamos na rua da Wendy, dava pra ouvir a música alta, e bastante gente na frente da casa dela. Essa realmente, seria uma festa grande.
- Gente! Vocês vieram! — disse a Wendy, vindo até nós, sorrindo. Ela também estava muito bonita, com vestido preto justo, e os cabelos ruivos em cachos.
- É claro que viemos! Não perderíamos por nada! — disse a Carls, animada. Todos demos um abraço nela, e entramos.
- Hey, pessoal. — disse o Shawn, vindo até nós. Ele era um cara meio bizonho, mas era gente boa.
- Eaí, cara. Beleza? — disse.
- Sempre. Ah, nem sabe quem veio na festa hoje. — ele disse, animado.
- Quem? — a Carls perguntou, curiosa.
- Hey hey hey, Shay! — disse o Brad, abraçando ela.
- Oh meu Deus! Brad! O que está fazendo aqui? — ela disse, sorrindo.
- Achou que eu perderia essa festa? É tipo assim, a festa do ano! — ele disse, fazendo voz de garota. Nós rimos.
- Pensei que fosse voltar de viajem só amanhã. — eu disse.
- E eu ia.. mas a pescaria com meu pai.. não deu muito certo. — ele riu.
- Freddie, trouxe um ponche pra nós. — disse a Hayley, se aproximando.
- Ah, valeu, Hays. — eu disse.
- Olá. — disse o Brad, sorrindo pra ela.
- Oi. Você é..? — ela disse, confusa.
- Ah, me desculpa. Eu sou o Brad. Trabalho no iCarly com o pessoal. — ele disse.
- Prazer, Brad. Hayley Parker. — ela disse, sorrindo.
Por algum motivo me senti sobrando.
Ficamos ali, conversando, dançando, comendo. Os pais da Wendy estavam de viajem, então a bebida era liberada também. Mas procurei não beber muito, a última coisa que eu queria era pagar mico.
Sam's POV
A festa estava realmente bem divertida. Tinha uma banda legal, músicas boas. O Brad voltou de viajem mais cedo, então estávamos bem animados.
Lá por umas 22:20, vi a irmã da Wendy chamar a atenção do pessoal, no palco.
- Hey, gente! Atenção, por favor. — ela disse — então, eu queria propor um brinde, a minha irmazinha, que está completando 18 anos. — ela disse, emocionada. — feliz aniversário, sua peste! — ela disse, rindo, erguendo a taça. Todos aplaudimos, e cantamos parabéns. — aniversáriante, sobe aqui. — disse ela.
- Oi, gente. — disse a Wendy no palco, meio envergonhada. — então, eu queria agradacer a presença de cada um de vocês aqui, significa muito pra mim. Obrigada por estarem sempre do meu lado, tornando meus dias mais felizes. — ela sorriu. — vocês são, FODAS, MANO! — ela gritou. Todos rimos. — só o que tenho pra dizer é, curtam a festa! — ela sorriu. — que tal um pouco karaokê?
Logo depois que ela desceu, uma garota subiu no palco e cantou uma música engraçada. Depois dela, foram vários outros. Nem precisar saber cantar de fato, todo mundo ria e aplaudia, era só pela diversão.
- Sam? — a Carls me chamou, tirando minha atenção do pessoal que cantava.
- Ahm? Ah, oi, Carls.
- Porquê não vai lá? — ela disse, sorrindo, apontando pro palco.
- O quê? Por.. porque eu? — disse, nervosa.
- Porque eu vejo como você olha pra tudo isso. Percebo o quanto você quer estar lá em cima. — ela disse.
- C-Carls.. não, eu.. e-eu nem sei cantar. — disse.
- Claro que sabe. Quer dizer, você nunca cantou pra mim, mas eu já te vi cantarolando por aí. Você tem um voz bonita. — ela disse, sorrindo.
- Acha que eu devo, mesmo? — eu disse, indecisa.
- Acho. Acho muito. — ela disse, me encorajando.
Suspirei.
- Tá, eu vou. Mas, se algo der errado, eu juro, Shay, você..
- Para com isso, Sam. Vai se sair bem. Agora vai logo. — ela disse, me empurrando.
Atravessei a multidão e fiquei ao pé do palco, esperando a música de quem estava lá acabar. Percebi que cantavam uma música meio lenta, então faria o mesmo.
Eles saíram do palco, rindo, divertidos. Então o guitarrista da banda pegou o microfone.
- E aí, quem quer tentar, agora? — disse, animado.
- Eu quero! — gritei. Alguns olharam pra mim, surpresos, mas aplaudiram, encorajando.
- Beleza. Sobe aí. — ele disse, me passando o microfone quando subi no palco. — que música? — disse baixo, só pra mim.
- The Only Exception, Paramore. — eu respondi. Ele sorriu, e falou com a banda.
- Ok. Manda ver. — ele disse. Assenti.
Olhei pra plateia. Deviam ter umas 400 pessoas ali. Todos me olhavam, atentos. Senti meu estômago revirar. Eu nunca tinha feito algo assim antes. Eu, que nunca cantei pra ninguém, estava ali, agora, prestes a soltar a voz na frente de centenas de pessoas. Eu não sabia se era boa. Não sabia se daria certo. Eu simplesmente amo música, e amo cantar, mas não imaginei que minha primeira plateia seria grande, assim.
Olhei pra baixo, o microfone tremia nas minhas mãos. Ouvi o violão ao fundo, se aproximando do primeiro verso. Respirei fundo, aproximei o microfone da boca e fechei os olhos.
Era agora.
Freddie's POV
Eu realmente estava curtindo a festa. Tava legal
Fui ao banheiro, e quando voltei pra mesa, ela não estava ali.
- Carls, cadê a Sam? — perguntei.
Ela apenas sorriu, e apontou pro palco às minhas costas. Ouvi uma música familiar.. do Paramore, eu acho. Mas de quem era aquela voz?
Me virei e não acreditei no que vi. A Sam, no palco, cantando pra mais de 400 pessoas. Cara, a voz dela era incrível! Mas, porque ela nunca nos disse que cantava assim? Ela era tão talentosa.
You are the only exception, you are the only exception.. ♪
Fui empurrando todo mundo, e me aproximando do palco, até ficar bem aos pés dela. Fechei os olhos, e ouvi sua voz. Deus do céu, aquela garota era simplesmente maravilhosa. Quando os abri, me deparei com aquele lindos olhos azuis me fitando, profundos.
I've got a tight grip on reality, but I can't let go of what's front of me here..I know you're leaving in the morning, when you wake up, leave me with some kind of proof it's not a dream.. ♪
Senti uma lágrima escorrer por meu rosto. Ninguém nunca poderia entender o que eu sentia naquele momento. Ela era.. perfeita. Em cada detalhe, ou até cada defeito.
Oh, and I'm on my way to believing... ♪
Um último acorde. Silêncio.
Ela ficou ali, com o sorriso mais bobo do mundo, rindo, feliz. Satisfeita com o que tinha feito. De repente, todos aplaudem de forma ensurdecedora.
Fiquei ali, olhando pra ela, que nem um babaca. Não sei porque demorei tanto pra definir meus sentimentos pela Sam, mas se algum dia eu já tive dúvida, ela não existia mais.
Suspirei. Eu estava, definitivamente, completamente apaixonado por ela.
Sam's POV
Eu.. eu realmente fiz isso? Eu realmente acabei de cantar, na frente de tanta gente?
Me me sentia muito feliz. É.. é simplesmente impossível descrever a sensação de estar num palco. Mas eu só tinha uma certeza, eu não queria que aquela fosse a última vez. Definitivamente, não.
Quando estava voltando pra mesa, a Carls me esmagou num abraço. Todos também me deram parabéns. Eu achava aquilo engraçado.
- AAAAAAAAAAH você foi incrível, Sam! — ela disse, dando pulinhos.
- Valeu, Carls. E obrigada, mesmo. Sério, se você não tivesse me encorajado, eu não teria feito algo assim.
- De nada. — ela riu. — vamos sentar? — ela disse.
Ficamos ali na mesa, a Carls conversava animadamente com o Devon. Eu gostava daquilo. Ela estava tão feliz. A Carly não tinha um namorado sério desde que terminou com aquele babaca do Griffin. Onde já se viu, um cara de 16 simplesmente obcecado por filhotes de pelúcia?Patético.
De repente as músicas animadas pararam, e deram espaço pra uma lenta. Era "Slow Dancing in a Burning Room", do John Mayer.
Todo mundo foi pegando seu par. Então eu vi a cena mais estranhamente fofa do mundo. O Gibby, completamente envergonhado, tirando a Megan pra dançar.
- Tô sentindo um clima entre a Meg e o Gibbs. Acho que eles se gostam. — disse a Carls, sorrindo.
- Eu também. Isso é bom, assim ele esquece logo a Tasha. — eu disse.
- É. Ahm.. Sam? — ela disse, insegura.
- Oi.
- Você se importa de ficar aqui um pouquinho? Eu queria dançar com o Dev. — ela disse, apontado pro Devon, que estava no meio da pista, esperando ela.
- Claro que não, Carls. Vai lá. — eu disse. Ela sorriu, e foi.
Fiquei ali tentando me distrair no celular.. sem sucesso. Eu me sentia mal. Todos estavam dançando. Carly e Devon, Gib e Megan, até o Brad tirou a Hayley pra dançar. E eu ali, sozinha, na mesa. O Chase tinha sumido há um tempão, e eu não via o Freddie desde que ele estava na plateia, enquanto eu cantava.
Quase que por coincidência, ouvi uma voz familiar atrás de mim. Me virei, e lá estava ele, com as mãos no bolso da calça, girando nos calcanhares, envergonhado.
- Que foi? — eu disse.
- Bom.. todos estão.. bem. Você.. você quer dançar? — disse o Freddie, vermelho. Estendeu a mão e sorriu, tímido. Fiquei em dúvida. O Benson nunca gostou de mim. Só podia ser sacanagem. Olhei pra ele, com os olhos semicerrados.
- Qual é, Puckett. Não tem como você me odiar tanto assim. — ele sorriu, divertido. Revirei os olhos, e peguei sua mão.
Ele me levou até o centro da pista, se virou e segurou minha cintura com fimeza. Envolvi os braços em seu pescoço, tímida. Ele sorriu. Meu coração acelerou. Eu não estava acostumada a ficar assim com ele. O corpo dele tão próximo do meu. Mas eu admito.. eu estava gostando. Bastante.
- Então.. porque nunca me disse que cantava daquele jeito? — ele perguntou.
- Nunca disse pra ninguém. Não sei como tive coragem, foi a primeira vez que fiz algo assim. — eu disse.
- Espero que não seja a última, você foi realmente incrível. — ele sorriu.
- Obrigada, nerd. — eu sorri. Ele riu.
- Você nunca vai ser capaz de manter um diálogo comigo sem usar apelidos, não é? — ele disse, divertido.
- Nunca. — eu disse. Ele revirou os olhos. — e.. e a Hayley? — perguntei.
- O que tem ela?
- Bem.. não é meio estranho? Afinal, ela é.. seu par. — disse. Ele deu de ombros.
- Eu vi ela dançando com o Brad.. não quis atrapalhar. — ele disse, indiferente.
- Mas.. você não gosta dela? — perguntei, com medo da resposta.
- Quer mesmo saber? — ele disse, sério.
- Claro.
- Não, eu não gosto da Hayley. — ele sorriu. — bom, não dessa forma. E acho que ela também não. Somos bons amigos.
- Oh, legal. — aquilo me aliviou de uma forma inexplicável.
Ficamos em silêncio por alguns segundos.
- Você está linda, sabia? — ele disse, de repente.
- É, claro. — disse, com uma cara debochada.
- Falo sério. Você é linda, Sam. — ele sorriu, gentil.
- Obrigada. — corei. — e você.. é um idiota. — sorri. Ele riu.
Segurou minha cintura com mais firmeza, e eu simplesmente deitei a cabeça em seu ombro. Ele me abraçou, gentilmente. Não estávamos acostumados com.. tudo isso. Não sei exatamente quanto tempo ficamos ali, rodando, abraçados. Duas, três músicas. Dias, semanas. Não importava. Eu me sentia bem, ali, com ele. Me sentia.. segura. É estranho, mas eu poderia ficar assim pra sempre, o quanto fosse possível. Qualquer medida de tempo com ele.. não seria suficiente.
My dear, we're slow dancing in a burning room.. ♪
Raramente, eu me sentia tão bem quanto agora. Em paz, segura. Com ele. Suspirei. As coisas definitivamente, tinham mudado.
Senti ele me soltar, e o olhei, confusa.
- Ahm.. a música acabou. — ele disse, rindo.
- Oh. Tá, vamos voltar pra mesa. — disse, desanimada.
Nos sentamos novamente, e senti a Carls me cutucar. Quando olhei, ela me olhava com um sorriso malicioso.
- O que..? — eu disse, confusa.
- Eu vi aquilo. — ela levantou as sombrancelhas.
- Não foi nada demais, Carls. Eu estava sozinha, e.. ele também. Me tirou pra dançar, e conversamos um pouco. Só isso. — eu disse, tentando esconder minha felicidade.
- É.. sei. — ela riu, e voltou a falar com o Devon.
De repente vi o Chase se aproximando, com uma cara simplesmente horrível.
- Caramba, o que houve? — disse preocupada.
- Tô enjoado. Foram aquele malditos salgadinhos. — ele se sentou ao meu lado. — e talvez um pouco do ponche que eu tomei.
- Quer ir pra casa?
- Não, não. Vou ficar bem. Só preciso ficar sentado um pouco, beber uma água. — ele disse, jogando a cabeça pra trás.
- Tá. Vou ao banheiro. Qualquer coisa, me chama. Se estiver muito mal, podemos voltar. — eu disse.
- Tá ok. Valeu, Sam. — ele disse, fechando os olhos e respirando fundo.
Peguei minha bolsa e fui ao banheiro, me olhei no espelho. Minha maquiagem estava levemente borrada. Senti uma vontade estranha de refazer tudo, queria ficar arrumada.
Depois de uns 10 minutos, respirei fundo, e voltei pra festa, animada. Quase chegando na mesa, meus pés travaram.
Olhei pra pista, e vi eles. O Freddie, dançando, e rindo animado com a Hayley. Pareciam até estar flertando. Senti meu rosto queimar.
Quem olhasse de fora, com certeza veria um casal ali. Fiquei ali parada, no meio do salão, que nem uma idiota, os olhando. Então vi ele a puxar pela cintura e sussurrar algo no seu ouvido. Ela riu, feliz.
Senti uma lágrima rolar por meu rosto. Eu não aguentaria nem mais um segundo vendo aquilo. Corri até a mesa, coloquei as coisas apressadamente na bolsa, e ia saindo do salão, quando senti alguém puxando meu braço.
- Onde vai, Sam? — disse a Carly, confusa.
- Vou embora. — eu disse, virando o rosto.
- O que.. o que houve? Sam. Olha pra mim. — respirei fundo e a olhei, tentando parecer tranquila.
- Não houve nada. Só quero ir embora. Não estou me sentindo muito bem. — e aquilo era completamente verdade.
- Tá, nós.. nós podemos chamar um táxi, ou o Spencer, e..
- Não, Carls. Eu vou sozinha. Fica, curte aqui, com o Devon. Não se preocupa comigo, eu vou ficar bem. — eu disse.
- Tem certeza? Eu não me importo, nós podemos..
- Eu prometo. Vou ficar bem. — a assegurei. Ela soltou meu braço.
- Tudo bem. Qualquer coisa, me liga, por favor. Eu saio correndo daqui, e..
- Tá legal, Carls. Obrigada. — disse, saindo.
Saí praticamente correndo da casa. Eu só queria ficar sozinha, fugir. Me sentia a criatura mais ingênua e idiota do mundo. IDIOTA, IDIOTA, IDIOTA! Como eu fui acreditar naquele papinho ridículo de "somos apenas bons amigos"? Ele era tão mentiroso, falso.
Então era isso que ele queria? Me usar? Me elogiando, dando aquele sorriso estúpido que consegue, insuportávelmente me deixar sem ar. Já estava de saco cheio dele. Disso tudo, desse ciúme inútil, dessa merda toda. Eu sentia que iria desabar a qualquer momento.
Freddie's POV
- Você viu a Sam, aquela hora, no palco? — disse pra Hayley, animado, enquanto dançávamos.
- Sim! Ela foi incrível, eu não fazia ideia que ela cantava daquele jeito. — ela sorriu.
- É.. ela foi.. realmente incrível. — eu disse, suspirando.
- Hm, eu conheço esse sorriso. — ela disse, com uma cara divertida.
- Que sorriso?
- O sorrisinho bobo de 'garoto apaixonado'. — ela riu.
- Eu.. eu não.. — disse, nervoso.
- Fala sério, Freddie, Eu vejo a forma que você olha pra ela. Acho ela uma garota muito legal também, apesar de ela não gostar muito de mim — ela fez uma careta — mas eu sei que você gosta dela.
- Bem, eu..
- Deveria dizer isso á ela. — ela disse.
- Eu sei.. mas, por favor, não conta pra ninguém.
- Não contar o que, mesmo? — ela fez uma cara debochada, se fazendo de desentendida. A puxei pela cintura e falei baixo no seu ouvido, pra ninguém escutar.
- Não conta pra ninguém que.. eu gosto da Sam. Quando ela tiver que saber, quero que seja por mim. — eu disse. Ela riu.
- Acha realmente que eu ia contar? — ela sorriu. — mas faça isso logo.
- Mas.. e se ela não corresponder? — eu disse, inseguro.
- E se ela corresponder? — ela levantou uma sombrancelha. — você nunca vai saber, se não tentar.
- Você tem razão. Valeu, Parker. — disse. Ela riu.
Voltamos pra mesa, e eu não vi ela por ali.
- Carls, cadê a Sam? — eu disse.
- Eu não sei. Ela foi embora, disse que não se sentia muito bem, e que eu não precisava me preocupar. Bom, não adiantou muito. — disse ela, nervosa.
- Eu vou atrás dela. Hays, foi mal, eu..
- Não, que isso. Vai lá. Ela deve precisar de você. — ela disse, piscando. Assenti.
Fui a pé mesmo, em direção ao Bushwell. Cheguei lá, e pra variar, aquele infeliz do Lewbert gritou comigo. Não o culpo, já eram 2:30 da manhã. O ignorei, e subi as escadas correndo, até o oitavo andar.
Chego lá, e vejo aquela cena, que mais uma vez, partiu meu coração.
A Sam, sentada na porta do meu apartamento, com a cabeça entre as pernas, chorando.
- Sam? — disse, em voz baixa. Ela me olhou, vacilou um pouco, mas rapidamente se recompos, limpando as lágrimas e se pondo de pé.
- O que você quer? — disse, irritada.
- O que eu quero? Quero saber o que tem de errado com você. Não é a primeira vez que te encontro assim essa semana. O que está acontecendo, Sam? — disse, me aproximando.
- Fica longe de mim. — ela disse.
- O que.. o que eu fiz? — disse, confuso. Ela riu, irônica.
- Fala como se não soubesse.
- E não sei. Quer me explicar?
- Só sai da minha frente, Benson. — disse ela, tentando passar por mim. Coloquei o braço na frente da porta, trancando passagem. Ela me olhou, furiosa.
- Eu disse pra sair da minha frente.
- Eu não vou a lugar nenhum. — disse, destrancando a porta. Me aproximei mais, sabendo que aquilo a obrigaria a entrar.
- Arg, porque simplesmente não me deixa em paz?! — ela reclamou, entrando no meu apartamento. Entrei, fechando a porta atrás de mim.
- Porque me importo com você. — disse.
- Há, desde quando? — disse, levantando o tom de voz.
- Desde sempre. Agora, por favor, quer me dizer o que houve? — eu já estava impaciente.
- Você fala como se não soubesse. — ela repetiu aquela frase, me deixando ainda mais confuso.
- E eu não sei! Pode, por favor, me ex..
- Cacete, não se faz de idiota, Benson! — ela gritou.
- O que eu..
- Você é tão falso! Mentiroso! E ainda se faz, fingindo não saber de nada. — ela gritou ainda mais. Aquilo me ofendeu, e muito.
- MENTIROSO? EU?! É você que sempre esconde as coisas dos outros, e ainda tem a cara de pau de querer julgar alguém! Qual é o seu problema?! — gritei, nervoso.
- Você. — ela disse.
- MAS QUE MERDA EU FIZ?!
- Você não fez nada. É isso, você nunca faz nada. Se eu sou tão horrível assim, porque ainda está perdendo tempo aqui comigo? Vai, volta lá pra Hayley. — ela disse, mas vi que se arrependeu logo que aquelas palavras saíram.
- A Ha.. o quê?
- Esquece o que eu disse. — disse ela, nervosa.
- Então tudo isso.. é por causa da Hayley? — eu disse, incrédulo.
- Cai fora daqui. — ela disse.
- Não. Essa casa é minha.
- Então eu saio.
- Você também não vai a lugar nenhum. — eu disse, ficando a sua frente.
- Eu não te devo satisfação, Benson. — ela disse, irritada.
- Deve sim! Deve, agora!
- Eu tô avisando. Sai da minha agora, se não eu..
- SE NÃO O QUE, SAM? Vai me bater? Chutar, socar? Vá em frente, eu não ligo. Faz o que você quiser, eu só quero saber o que está acontecendo com você! — eu quase gritava.
- O que acontece comigo não te interessa! Nunca interessou! Não finja que se importa. Apenas sai do meu caminho, e eu..
- PORRA, QUAL É O SEU PROBLEMA? — berrei. Ela recuou, assustada. — Porque simplesmente não me diz logo o que está acontecendo? Não confia em mim?!
- Eu diria, se merecesse confiança. — ah, não, aquilo foi demais.
- AH, CLARO! AGORA EU NÃO MEREÇO CONFIANÇA? Eu sempre estive aqui, do seu lado, pra te apoiar, mesmo com você me ignorando e jogando a culpa de tudo em cima de mim! O que eu nunca entendi, também. O que que eu te fiz, Sam? NADA! NUNCA TE FIZ NADA! Mas mesmo assim, você insistia em ser rude, estúpida, e fazer o que quisesse comigo. Mas eu nunca liguei pra isso, porque EU me importo com as pessoas. EU me importo com você! Como se você merecesse isso.. tão ingrata, tão insensível, tão.. tão idiota.
- Me chamou de que?! — ela disse, furiosa.
- DE IDIOTA! SIM, PUCKETT, VOCÊ É UMA IDIOTA! EGOÍSTA, ESTÚPIDA, QUE SEMP.. — fui interrompido pelo peso da mão dela no meu rosto.
Aquele tapa tinha doído, e muito. Mesmo assim, virei o rosto de volta pra ela, com o sorriso mais debochado do mundo.
- Satisfeita? — disse, irônico. — Me bateu. Pronto, se sente melhor? — ela piscou várias vezes, vacilando. — a verdade dói, né? Só o que você não entendeu ainda, Sam, é que isso não adianta mais comigo. Eu NÃO SOU MAIS aquele garotinho de 14 anos que você batia, e fazia o que queria. Eu não tenho mais medo de você! Eu só sinto.. pena. Pena por você ser tão covarde. Eu NUNCA te fiz absolutamente nada, e você mesmo assim me tratava como um merda. Está sempre se escondendo, fingindo que não sente, que não se abala com nada, quando na verdade você é a pessoa mais fraca e covarde que eu conheço!
- Cala essa boca, agora. — ela disse, de olhos fechados, entredentes.
- PORQUE? O QUE VOCÊ VAI FAZER?! Vai me bater, de novo? Isso só prova o quão imbecil você é. Todos esses anos, se escondendo de tudo. Você se faz de corajosa, durona, mas não é, Sam! VOCÊ É UMA COVARDE! Se você quer que as pessoas te ouçam, ou te respeitem, PORRA, CRIA VERGONHA NESSA CARA, ENGOLE ESSA MERDA DE ORGULHO, DESFAZ ESSA MÁSCARA ESTÚPIDA, E SEJA MULHER AO MENOS UMA VEZ NA VIDA, E DIZ O QUE VOCÊ SENTE, SAM! — eu cuspi aquela palavras na cara dela, furioso.
Ela somente respirava fundo, de olhos fechados, se contendo pra não me bater de novo.
- VAMOS! Eu estou esperando! Vai me dizer o que tem de errado com você?! Porque você faz isso, cara? Porque você FEZ isso, todos esses anos?! Eu só quero UMA resposta. Qual é o motivo de tudo isso? O que você está sentido, Sa-
Fui interrompido quando ela me puxou e praticamente esmagou meus lábios nos dela. Fiquei paralisado, em choque. Ela me beijava de forma intensa, desesperadora, quase violenta. Mesmo assim, era.. incrível, sentir seu beijo novamente, depois de tanto tempo.
Então.. era isso? O tempo inteiro? Eu queria corresponder, dizer que me importava, mas eu simplesmente não conseguia me mover.
Então ela me soltou. Me olhava, assustada, como se não acreditasse no que tinha feito. Nem eu acreditava.
- Satisfeito? — ela disse, com lágrimas nos olhos.
Respirei fundo e disse:
- Absolutamente, não. — e a puxei novamente pra mim.
Sam's POV
Depois que ele me beijou novamente, eu.. eu não me situava á nada. Não fazia ideia de onde estava, como, ou porquê. Só o quê eu via naquele momento era ele, e estava apenas ciente de que ele me tocava.
Quando percebi, já tinhamos ído pro seu quarto. Caímos na casa, ainda nos beijando. Era tão.. diferente. O beijo dele era quente, doce. Mas ao mesmo tempo urgente, e.. enlouquecedor. A língua dele fazia movimentos estranhos com a minha, como uma dança esquisita. Não, eu nunca tinha beijado ninguém assim. Era surpreendentemente incrível.
Senti aquele vestido deslizar por meu corpo, caindo no chão. Em seguida, meu sutiã, e o resto das minhas roupas. Me concentrei em suas carícias. Ele descia, por minha barriga, subia, mordia meu pescoço, e voltava, desesperado, aos meus lábios.
Eu não sabia ao certo se estava pronta pra isso, nunca tinha pensado muito a respeito. Mas por algum motivo, eu me sentia pronta. Com ele, eu me sentia pronta. Pra qualquer coisa.
Freddie's POV
Eu estava na cama. Com a Sam. Tudo o que aconteceu depois do beijo foi.. puro impulso.
A despi, tirando lentamente aquele vestido, bastante complicado de abrir, por sinal, do seu corpo. Ainda mais lentamente, retirei seu sutiã e o resto de suas roupas. Eu precisava ser um pouco dramático. Aquela provavelmente seria a melhor noite que já teria.
Assim que retirei sua última peça de roupa, a encarei. Meu Deus, ela era simplesmente linda. A olhei de cima a baixo, e vi ela corar, percebendo que eu.. 'me animei' a admirando.
A beijei, novamente. Fui descendo, por seu pescoço, mordi ali, e finalmente cheguei aos seus seios. A encarei, ela assentiu, tímida, e mordia o lábio inferior cada vez que eu a tocava. Desci minhas carícias, com uma lentidão desnecessária.
Eu a provocada, beijando suas pernas, e arrancava suspiros, mordendo o interior de suas coxas.
Finalmente, cheguei a sua intimidade. Nunca imaginei muito como seria.. fazer isso, mas.. ela tinha um gosto simplesmente maravilhoso. Sem aviso prévio, introduzi 2 dedos, e vi ela arquer as costas, gemendo baixo. Sorri, satisfeito.
Não tinha absolutamente nenhuma experiência com tudo isso, mas presumi que estava fazendo direito, já que ela puxava meu cabelo com força, e gemia meu nome, pedinte, por cada vez mais.
Aumentei o rítimo, ela se debatia nos travesseiros, mordendo o lábio. Ela estava completamente descontrolada. A olho novamente, excitado, e maravilhado com a visão da garota que amo, ali, se contorcendo, gemendo meu nome.
Subi a beijei novamente, ainda a estimulando. Ela gemeu, mais alto, em meus lábios. Ela tinha atingido seu máximo.
Olhei pra ela, sorrindo. Ela ainda treme, envergonhada.
- Freddie? — diz, em voz baixa.
- Sim, Sam?
- Você.. tem.. preservativo? — ela diz, corando.
- O quê? AH, sim, t-tenho. — disse.
Procurei rapidamente na gaveta da cômoda, e agradeci mentalmente pela pegadinha que o Gibby e o Brad fizeram no meu aniversário, me dando um pacote com 40 camisinhas.
Ela rasgou a embalagem com a boca, e deslizou o preservativo lentamente sobre meu membro. Riu, quando eu gemi agudo, com seu toque. Já era sacanagem.
A segurei com força, e a deitei novamente. Me posicionei, nervoso. Aquilo era completamente.. novo pra mim. Aposto que estava até mais nervoso que ela.
- Sam.. você.. tem certeza? Se não quiser, ou.. não estiver pronta, eu.. eu posso esperar. — disse, ancioso. — Ela negou.
- Estou pronta. Se for com você.. estou. — ela sorriu.
Lentamente, a preenchi, sentindo uma pressão estranha. Com certeza, seu hímen havia se rompido. Ela solta um gemido abafado.
- Eu.. eu te machuquei? — perguntei, preocupado. Ela riu.
- Não. Só é.. diferente. — então ela me puxou novamente pros seus lábios.
Eu entrava e saía, devagar. Fiz isso mais algumas vezes, mais rápido. Independentemente de quantas vezes eu tenha imaginado isso.. nunca pensei que seria assim. Era a melhor sensação do mundo.
Depois de alguns minutos, senti que nós dois chegaríamos ao nosso máximo, então, sem aviso prévio, desci minha mão livre e a toquei, novamente. Ela gritou, arfando.
Envolveu as pernas na minha cintura, levantando ainda mais o quadril. Ela estava definitivamente descontrolada. Puxava meu cabelo com força, mordia meu lábio, arranhava minhas costas. Doía, bastante, mas nada comparado ao prazer que eu sentia em ter a mulher mais perfeita do meu mundo ali, sendo completamente minha.
Instantes depois, nós dois explodimos. Senti ela tremendo, debaixo de mim. Ofegávamos, completamente exaustos.
Rolei na cama e fiquei ao lado dela. Não sentíamos necessidade de dizer nada, então apenas a puxei pros meus braços. Ela suspirou.
- Me desculpa. — ela disse, de repente.
- Pelo quê?
- Por.. ser tão idiota com você, todos esse anos. Você nunca teve culpa de nada, e ainda assim eu fui estúpida, e..
- Para, Sam. Eu que te devo desculpas. Não deveria ter sido tão grosso com você, ter te dito tudo aquilo.
- Mas é a verdade.
- Não importa. Eu estava errado. Sinto muito. — ela me olhou, divertida.
- Se você não tivesse explodido daquele jeito, nada disso teria acontecido. — ela me deu um selinho, sorrindo.
Me senti bem, por finalmente poder ser eu mesmo com ela. Sem ter que esconder o que eu sentia.
- Eu tô cansada.. — ela bocejou, e se aconchegou ainda mais nos meus braços. — boa noite, Fredweird. — diz. Eu ri.
- Boa noite, Sammy. — eu disse, sorrindo.
Em poucos minutos, ela adormeceu. Eu me sentia simplesmente o homem mais feliz do mundo. Com a Sam, ali, comigo, me senti tão.. completo.
Beijei sua testa, e relembrando tudo o que aconteceu hoje, adormeci, com um sorriso no rosto, num sono profundo e sem sonhos.
Notas finais
Bom.. esse capítulo foi bastante complicado de escrever.
Eu nunca escrevi um cena.. dessas, então, quero a opinião de vocês :D
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