Throwing Punches
19 Much Time, No Time
Notas iniciais
OMG. EU NÃO MORRI.
Eu sumi por meses.. omg. Eu sinto tanto por isso, guys :/
Além do fato de eu ter ficado - e ainda estou - absolutamente atolada com estudos, projetos, outras fics, contos - btw um dos contos que eu estou escrevendo talvez vá realmente pra um livro, não é daora isso? LOL -, eu realmente havia empacado com essa fanfic. Eu não sei, a inspiração não vinha, e não vinha.. e eu me sinto realmente muito mal por ter feito vocês esperarem tanto tempo por um capítulo novo.
Só espero que não tenham desistido da fic, porque por mais que eu tenha demorado, eu NUNCA vou abandoná-la :)
Bom, dando a minha absoluta palavra roxa de almôndega marota -OE?- eu vou voltar a upar sempre, agora.
Então, sem mais encher linguiça, tá aí o capítulo 19.
Espero que gostem! (:
Sam’s POV
- Sam, vamos logo, ainda temos que falar com o presidente da gravadora antes da sessão de autógrafos. – ouvi o Matt me apressar mais uma vez, na lanchonete da gravadora.
Suspirei, irritada.
- Matt, eu estou sentada aqui há apenas 5 minutos, será que eu posso almoçar? – perguntei, o encarando. Ele só ficava ali de pé, em frente a minha mesa, impaciente.
- Claro que pode, mas seria mais fácil se você fosse mais rápida. – ele disse, cruzando os braços. Suspirei novamente.
- Eu já disse, eu já vou. – disse, voltando a atenção ao meu prato. Ele suspirou.
- Sam, nós realmente..
Larguei meu garfo com força no prato.
- Droga, Matt! Eu disse que eu já vou! Ainda temos bastante tempo, e eu não me lembro a última vez que consegui sentar pra comer nessa lanchonete. Agora, será que dá pra me deixar em paz?! – disse, praticamente gritando.
Ele me olhou por alguns sentidos e assentiu, saindo sem dizer nada. Olhei pros lados e percebi vários olhares voltados pra mim, assustados.
Empurrei meu prato e apoiei os braços na mesa, cobrindo meu rosto. Suspirei. Eu não sentia nem mais fome.
O fato é que tudo estava sendo bem diferente do que eu pensei que seria.
Eu não sentia fome – coisa que nunca me ocorreu antes – e quando sentia, não tinha mais de 10 minutos pra isso.
Eu não tinha tempo pra absolutamente nada. Era sessão de autógrafos num dia, show no outro, entrevistas. Eu nem me lembrava a última vez que consegui sentar e ficar uma hora sem fazer absolutamente nada.
E o pior é que só haviam se passado duas semanas desde o show no Rock Ball Club. Em duas semanas as coisas mudaram bem mais do que eu imaginava.
Eu não sei se isso é apenas a minha preguiça falando, já que eu estou acostumada a passar boa parte do tempo sem fazer nada.. mas eu me sinto realmente cansada. Não só fisicamente, mental e emocionalmente também. Me sinto exausta.
Eu nunca gostei de estudar, mas se eu pudesse passar uma tarde inteira aturando a Briggs e o Howard gritando nos meus ouvidos, do que os dias que eu tenho tido, eu escolheria eles.
Tudo o que eu queria era um dia, uma hora, um tempo de tudo isso.
Á essa altura, vocês devem estar se perguntando se eu não quero essa carreira. Se eu me arrependo de ter subido naquele palco, semanas atrás.
A resposta é não, eu não me arrependo. Nunca vou me arrepender, disso eu tenho certeza. Eu nunca vou voltar atrás em relação a minha música.
Cada momento que eu tenho relacionado á música, é a melhor parte do meu dia. Cada vez que eu consigo me sentar e compor, ou toda vez que eu estou no estúdio gravando algo. Absolutamente toda vez que eu me apresento, vejo a felicidade dos meus fãs, e reflito isso no meu próprio sorriso, pois eu estou fazendo o que eu amo.. toda vez, é incrível.
Disso eu nunca vou me arrepender, e sou realmente muito grata por ter tudo isso.
O problema é que.. eu nunca pensei que pra ter todas essas coisas, eu teria que enfrentar piores.
Que eu teria que lidar com gente rude, que nem todos seriam bons como eu pensei. Que eu não só ganharia fãs, mas também gente que me odiasse. Pra ser honesta, não é isso realmente que me preocupa, pois a opinião deles pouco significa pra mim.
Acho que o maior inimigo que eu vou fazer nessa jornada toda, é o tempo. Sempre foi o tempo.
Idas ao cinema, vitaminas no Groovie Smoothie, tardes sem fazer absolutamente nada no sofá da Carls. Eu não tenho mais tempo pra isso.
A minha vida agora é acordar, ir pro Ridgeway, e em seguida pra gravadora. Ás vezes até me dão licença da escola, pra que eu dedique o dia inteiro aos meus compromissos. E os fins de semana são ainda mais ocupados.
Eu poderia fazer uma lista enorme sobre tudo o que eu tenho e o que eu não posso fazer agora, mas eu não consigo. Eu não consigo sequer pensar direito.
Eu me sinto sufocada, eu não tenho tempo pra nada, e-eu..
- Sam? – senti uma mão no meu ombro. Olhei pra cima e o Matt me encarava, o olhar preocupado. Suspirei.
- Oi, Matt. – disse. Ele cruzou os braços, inseguro.
- Eu.. não quero te apressar novamente, mas estamos só nós aqui. – ele disse. Olhei em volta, e todos já haviam voltado pros seus afazeres. Olhei o chão.
- É.. me desculpa ter gritado com você aquela hora. – disse. Ele negou.
- Não, não, me desculpa ter te apressado, eu sei que você só queria almoçar, e..
- Não, Matt. De verdade, a culpa foi minha. Eu.. eu só.. – suspirei – nada. Deixa.. deixa pra lá.
Ele se sentou ao meu lado.
- Você está bem? – ele perguntou. Dei de ombros.
- Sinceramente? Eu não sei. – franzi a testa. – acho que.. essa nova rotina me pegou desprevenida. Eu não sabia que seria tudo tão..
- Apressado? – ele disse. Assenti. Ele suspirou.
- Olha, Sam.. eu sei que parece difícil agora, mas é porque você não está acostumada.
- Mas Matt, eu não tenho nem mais tempo de ver meus amigos. A Carls, e.. – suspirei. Eu não queria pensar nele agora.
Ouvi o Matt suspirar.
- Eu sei no que você está pensando. Eu tenho certeza que eles te entendem. – ele pôs a mão no meu ombro – tenho certeza que o Freddie te entende. – ele disse. O olhei. — Eles te apoiam nisso desde o início, e eu sei que vão continuar te apoiando. Você só não pode se aborrecer agora. Não esqueça.. você escolheu isso. Você quer essa vida, não quer? – ele ergueu as sobrancelhas. Sustentei seu olhar, séria.
- Você sabe que sim, Matt. Eu nunca fiquei com um pé atrás em relação a minha carreira, e não é agora que eu vou. – suspirei – mas ainda é difícil.
Ele se levantou, sacudindo meus ombros de leve.
- Eu sei que é difícil, mas você tem que encarar isso de frente. Você é uma Puckett, se lembra? – ele sorriu. – Talentosa e forte.
Sorri de leve.
- É.. eu me lembro. – disse. Ele sorriu, se afastando.
- É isso aí. Eu vou subir agora, temos hora marcada com o presidente da gravadora em 10 minutos. Você já vem? – ele perguntou, chamando o elevador. Assenti.
- Já vou subir, só vou.. ficar aqui mais um pouco. – disse. Ele assentiu, desaparecendo logo em seguida.
Levantei lentamente, jogando meu almoço intocado no lixo, e resolvi dar uma volta pelo prédio.
Passando por aqueles corredores, vendo todos aqueles quadros de artistas assinados, todos bem sucedidos, me fazia pensar que talvez eu estivesse sendo dramática demais.
Ter uma carreira não era fácil, mas ninguém nunca me disse que seria.
Talvez valesse o esforço, e a falta de tempo. Se isso fosse me fazer atingir o que eu sempre sonhei, valia a pena.
Eu só espero que o que Matt disse seja verdade. Meus amigos vão ficar do meu lado.
Eu só espero que ele também fique.
Freddie’s POV
Era final de tarde, e eu estava no sofá do meu apartamento sem fazer absolutamente nada.
As coisas tem estado meio paradas ultimamente. Eu tenho saído bastante com a Carls, o Gibby e o resto do pessoal, mas não é a mesma coisa sem a Sam.
Eu estou realmente muito feliz por ela, de verdade, por estar dando tudo certo na carreira dela. Se passaram apenas duas semanas desde o show dela no Rock Ball Club , mas as coisas tem andado muito rápido.
Ela está sempre na gravadora, dando entrevistas, se apresentando. Eu sempre vou nos shows, e algumas vezes conseguimos sair pra jantar depois, ou algo assim.
Eu realmente estou feliz por ela, mas ainda assim, eu sinto falta de como as coisas eram antes. Me sinto um pouco egoísta por pensar isso, já que ela deve estar mais feliz do que nunca.. mas eu sinto falta de como podíamos passar uma tarde inteira na Carls, sem fazer absolutamente nada.
Ou quando fugíamos no meio da noite pra ir para o parque em que eu a levei tantas vezes.. nosso parque, na verdade.
Eram coisas bobas e pequenas, mas que podíamos fazer juntos o tempo todo. Hoje, mal consigo ter uma conversa decente com ela, sem que o seu celular toque, a avisando que ela tem algum compromisso em seguida.
Eu não sei se as coisas deveriam ser assim, mas acredito que sim. Quer dizer.. é o show business, não é? Compromissos, tudo corrido. Acredito que é assim que funciona.
Tento ser entender, mas querendo ou não isso me chateia um pouco. Mas eu não digo isso á Sam em hipótese alguma. Eu percebo o quanto ela anda meio estressada com toda essa correria, então acho que o mínimo que eu devo fazer é ser compreensivo.
- Freddie? Freddie! – senti minha mãe me cutucar.
- Ah, oi, mãe. – disse. Ela me olhou, preocupada.
- Você está bem, meu filho? – perguntou. Assenti.
- Sim. Porque não estaria? – disse.
- Parece meio distante. – ela se sentou ao meu lado – algo errado?
Suspirei, me ajeitando no sofá.
- Bom.. o que você faria se sentisse falta de passar o tempo com alguém, pois essa pessoa anda realmente muito ocupada, mas você tem que apoiá-la, afinal ela está feliz, e.. você a ama? – perguntei. Minha mãe me olhou, surpresa.
- Oh.. eu acho que você tem que entendê-la, afinal, como você disse.. ela está feliz. – ela disse, sem graça. Me encostei no sofá novamente.
- É.. eu já sei disso. – disse. Ela suspirou.
- Isso é por causa da Sam? Freddie.. você sabe como funcionam essas coisas. Vocês sabiam desde o início que isso tomaria o tempo dela. Eles precisam vender, gravar. Por isso, precisam dela boa parte do tempo. – ela me abraçou – não se preocupe com isso. Logo, ela vai ter mais tempo pra você. E ela te ama, Fredward. – sorriu. Senti meu rosto queimar.
- É.. eu sei. – sorri. Ela riu.
- Que bom. Agora, eu preciso me arrumar. Vou dar uma passada na casa do James pra ver ele e o Jay. – ela disse, sorridente. Me levantei.
- Ok, eu também vou sair agora. Vou na Carls, ou algo assim. Até mais, mãe. E.. obrigado. – sorri.
- De nada, filho. – Me deu um beijo na testa e voltou pro quarto.
Saí do meu apartamento e entrei no dos Shay. A Carly estava arrumando algumas tigelas de salgadinhos na cozinha.
- Pra quê tudo isso? – perguntei, pegando um pouco.
- Disse pro pessoal vir pra cá, e não é pra comer agora! – ela deu um tapa na minha mão, sorrindo. Revirei os olhos. — Video-games, filmes, essas coisas. Eles já devem estar chegando. – ela disse, sentando no sofá.
- Não convidou a Sam? – perguntei, sentando ao seu lado.
Ela passava os canais da TV casualmente, evitando me olhar.
- Eu ia, mas a Sam provavelmente teria algum compromisso. – ela deu de ombros. O sorriso no seu rosto já havia desaparecido.
- Provavelmente. – encarei a TV, aqueles pensamentos vindo a minha mente novamente. Senti o olhar da Carly em mim, até que ela colocou a TV no mudo e se virou pra me encarar.
- Eu estou tão chateada quanto você, Freddie. – ela disse, séria. A olhei. Ela estava sendo sincera, mas diferente de mim procurava não demostrar isso. Suspirei.
- Acha que estamos sendo muito egoístas? – perguntei. Ela deu de ombros.
- Não sei.. eu estou muito feliz pela Sam, de verdade, mas o fato de ela não poder passar meia hora conosco me chateia também. E só faz duas semanas, o que significa que se ela ficar mais conhecida, isso vai exigir ainda mais tempo dela. – ela disse, a preocupação visível no seu rosto.
- Eu.. não tinha pensado nisso. – disse. Carly suspirou.
- Mas é um fato. Agora, sobre nós estarmos sendo egoístas, não, não acho. A Sam é a minha melhor amiga, Freddie. E sua namorada. Então, mesmo isso sendo difícil, o mínimo que podemos fazer é aceitar. É uma escolha dela, e temos que apoiá-la, quer isso nos agrade ou não. – ela disse. Assenti.
- Certo. É, eu.. só tenho que parar de me preocupar tanto com isso. – disse.
Ouvimos a campainha tocar. Carls se levantou pra abrir a porta.
- Hey, pessoal. – disse o Chase. Não deixei de notar que ele estava de mãos dadas com a Jenny. Logo atrás deles estava o Gibby, a Meg, e todos os nossos amigos. Bem.. quase todos.
- Oi, Freddie. – disse a Hay, sentando do meu lado. Brad apertou minha mão e se sentou ao lado dela.
- Oi, Hays. – apontei pra TV – pronta pra jogar? – sorri.
- Se você estiver pronto pra perder. – ela sorriu de volta. Ergui uma sobrancelha.
- Ah, é mesmo? Essa eu quero ver, Parker. – ri – Liga o videogame, Brad. Tem uma ruiva aqui que vai aprender da pior maneira. – disse, a provocando. Ela semicerrou os olhos.
- Fica quieto e joga, Benson. – ela disse, voltando a atenção pra TV.
Ficamos ali o resto da tarde, jogando, rindo. Eu estava um pouco mais relaxado, agora. Estava me divertindo.
Só espero que ela também esteja.
Sam’s POV
- Vamos precisar gravar essa de novo, Matt? – perguntei a ele, de dentro do estúdio. Ele sorriu.
- Não, ficou ótimo. Acho que é tudo por hoje, Sam. – ele disse. Assenti, tirando meus fones e saindo da cabine. – Eu já vou indo pessoal, vejo vocês amanhã. – disse, me despedindo rapidamente de todos.
Quando pisei fora do prédio, senti o ar gelado batendo no meu rosto. Olhei pra cima, e algumas gotas caiam do céu nublado. Coloquei o capuz e continuei andando. Eu realmente não me importava de andar na chuva, eu gostava. Mesmo o clima estando frio, me acalmava.
Suspirei, aliviada por hoje ter sido um dos poucos dias em que o trabalho na gravadora termina cedo.
Ainda eram seis da tarde, então pensei em dar uma passada na Carls. Talvez pudesse passar o resto da tarde com eles.
Chegando no Bushwell, subi direto pro oitavo andar. Ouvi música alta e risadas do apartamento da Carly, e achei aquilo meio estranho.
Bati na porta várias vezes, mas eles não me ouviram. Então simplesmente a abri.
A cena que eu vi não deveria ter me incomodado tanto, mas incomodou.
Todos os meus amigos ali, juntos, rindo, jogando, se divertindo.. sem mim.
Absolutamente todos eles. Até o Spencer estava sentado no chão com a Lucy, rindo e conversando sobre algo.
Pensei em entrar, em dizer que meu dia no estúdio havia sido bom, em me divertir ali com eles.. mas eu não conseguia me mexer. Pareciam tão felizes.. diferente de mim. Não pareciam sentir minha falta.
Eu estava pronta pra fechar aquela porta, pra sair do prédio e fingir que aquilo não havia acontecido.. se ele não tivesse me visto.
O Freddie estava dando a volta no balcão e me viu na porta. O único que me viu. Ficou ali parado, me encarando, sem entender a minha expressão.
Sustentei seu olhar. Eu não fazia ideia de como eu parecia agora, mas meu rosto deve ter entregado, já que ele me olhava preocupado agora.
Sem pensar, fechei a porta e desci as escadas rapidamente, sem me importar se ele viria atrás de mim ou não.
Saindo do prédio eu senti uma mão puxando o meu braço, e virei pra encará-lo.
- O que houve, Sam? – ele perguntou, me olhando sério. Desviei o olhar.
- Não houve nada, Freddie. Só quero ir pra casa. – disse, livrando o meu braço. Ele assentiu.
- Tá bom, eu posso te levar e..
- Não, obrigada. Eu prefiro ir sozinha. – disse, seca. Ele me olhou, confuso.
- O que aconteceu? Não me diga que não foi nada, Sam. Você apareceu na porta da Carls, e quando eu te vi você parecia.. magoada. E agora simplesmente diz que quer ir pra casa? – ele perguntou, soando como se aquilo não fizesse sentido. E talvez não fizesse.
Dei de ombros.
- Eu só quero um tempo sozinha. – menti. Ficar sozinha era a última coisa que eu queria, agora.
Ele de repente ficou sério, sua expressão dura.
- Um tempo sozinha? Como se você não estivesse tendo isso, ultimamente. – ele disse, irônico. Ergui uma sobrancelha.
- O que quer dizer com isso? – perguntei. Ele riu.
- Você sabe muito bem o que eu quero dizer. Ficar longe de nós é tudo o que você tem feito. – ele disse, seco. Senti meu rosto esquentar de raiva. Ele não estava jogando isso na minha cara, não, ele não estava.
- É mesmo? Como se vocês sentissem muito a minha falta. – disse, igualmente irônica.
- Acha que eu não sinto?
- Estavam se divertindo perfeitamente bem sem mim, Freddie. – ele riu ainda mais.
- Tá falando sério, Sam? É, eu estava tentando me divertir, sendo que tudo o que eu pensava era em como estava sendo o seu dia. Se você estava cansada, se sentia minha falta, se.. se estava feliz. Mas eu não me importo, não é? – ele disse, levantando o tom de voz. Eu reconhecia esse tom. Era o tom que a voz dele tinha quando ele estava prestes a chorar.
- Freddie, e-eu.. – tentei dizer, mas ele levantou as mãos.
- Não, Sam. De verdade, não precisa dizer nada. Eu entendo, você anda ocupada, isso é super normal. Agora não venha me dizer que eu não sinto sua falta, quando tudo o que eu tenho me preocupado é com você! – ele dizia, mais nervoso. – Talvez eu não devesse me preocupar tanto. – disse, abaixando a voz. O olhei, confusa.
- O que quer dizer?
- Quero dizer que tudo o que me preocupa é você e a sua carreira, e tudo o que parece te preocupar é isso, também. A sua carreira, sempre a sua carreira. – ele disse. O olhei, ofendida.
- Não é culpa minha! Você sabe que eu sempre quis isso, Freddie. Está me culpando por ter tido uma oportunidade única e por estar fazendo o que eu amo? É isso? – perguntei, incrédula. Ele encarou o chão por um bom tempo, antes de me olhar de cima, novamente.
- Não.. não é isso. Eu sei que não é culpa sua, é só que.. – ele suspirou – nós não passamos mais tempo nenhum juntos. Eu.. sinto sua falta. – ele disse, tentando me abraçar. O empurrei, irritada.
- E você acha que eu não sinto?! – perguntei, minha voz levantando, dessa vez. Ele me olhou, confuso. – Você é simplesmente tudo o que eu tenho sentido falta, Benson. Absolutamente tudo o que eu tenho pensado é no tempo que eu tenho perdido. Tempo que eu podia estar passando com você. A única coisa que me faz questionar essa decisão que eu tomei, é você! – respirei fundo – Me questionar se vale realmente a pena tudo isso, todo esse esforço. Ficar longe dos meus amigos, deixar de ver vocês, pra pôr toda a minha energia em algo que eu nem sequer sei se vai dar certo! – eu estava praticamente gritando, agora. Ele me olhava assustado, e ao mesmo tempo ferido e preocupado.
- Sam, você sabe que vai dar cer-
- Quer parar de me dizer isso?! É só isso que todo mundo me diz! Que vai dar certo, que eu tenho que acreditar em mim mesma. Bom , parem! Eu já ouvi isso! Eu já sei disso! – gritei — O que eu quero é alguém do meu lado, Freddie. Eu.. preciso disso. – disse, finalmente respirando.
A chuva havia aumentado absurdamente, e agora caía sobre nós, dificultando a minha visão.
Freddie me olhava cautelosamente, e deu outro passo tentando se aproximar de mim.
- Sam.. você sabe que eu vou estar do seu lado, sempre. Você sabe disso! – ele disse, tentando segurar minha mão. Me esquivei, novamente. Mesmo que tudo o que eu quisesse fosse me atirar nos braços dele, eu simplesmente não conseguia. Eu sentia raiva, ansiedade.. eu estava magoada. Eu não conseguia.
- Então, por favor.. não me julgue. Você não sabe o quanto isso é difícil pra mim, provavelmente mais do que pra todos vocês. Você não faz ideia do que é trabalhar duro o dia inteiro e ainda tem alguém pra dizer que não está bom, que você tem que fazer de novo. Não sabe o que é querer ver seus amigos mais do que tudo, e não poder, pois você é obrigada a descansar pra trabalhar ainda mais no dia seguinte. Shows, entrevistas, ensaios. Isso.. isso está acabando comigo. – suspirei, soltando um fôlego que eu nem sabia que estava segurando.
Fechei meus olhos com força. Era tão difícil colocar isso tudo pra fora, olhando ele nos olhos.
Senti seus braços envolvendo a minha cintura, e olhei pra cima. Ele me olhava com um pequeno sorriso nos lábios, o cabelo molhado da chuva pingando sob o seu rosto.
- Isso tudo é difícil, eu sei que é difícil. Mas você se esqueceu que não tem só coisas ruins, Sam. Você pode ficar cansada, e sem tempo.. mas você sabe muito bem que toda vez que você voltar pra casa, eu vou estar lá esperando por você. Eu, a Carls, e todo mundo. A gente se orgulha tanto de você, Sam.. – ele ergueu meu queixo, me fazendo olhar diretamente nos seus olhos – por favor, veja o lado bom disso tudo. – disse, sorrindo.
Assenti, envolvendo meus braços em volta do seu pescoço e o puxando pra mim, pressionando meus lábios suavemente nos dele. Nós nos beijando apaixonadamente na chuva, ele me puxando ainda mais contra ele. Era uma cena tão chichê.. mas eu sinceramente não ligava.
O Freddie sempre despertou a pior e a melhor parte de mim, então me fazer parecer uma pateta fazia parte.
Nos afastamos e ele manteve as mãos firmes na minha cintura, colando nossas testas juntas.
- Então, estamos bem? – ele perguntou, os olhos brilhando. O apertei mais contra mim.
- Vamos ficar.. assim que você me beijar de novo. – disse, mordendo o lábio. Ele sorriu, e colou os lábios nos meus novamente.
Fazia tempo em que não ficávamos assim, e eu realmente senti falta disso. Eu sentia falta dele.. mais do que qualquer coisa no mundo. Dos seus beijos, dos seus toques, da sua voz rouca no meu ouvido dizendo que tudo ficaria bem.
Pela primeira vez em semanas, eu senti que ficaria tudo bem. Eu só precisava saber que eles estariam do meu lado. Que ele estaria comigo.
Sabendo isso, sinceramente, o tempo, ou a falta dele não importava mais.
Eu só precisava dele do meu lado, sempre.
Qualquer medida de tempo com ele não seria suficiente.. mas podíamos começar com o agora.
Notas finais
Me perdoem se esse capítulo não ficou muito bom, eu preciso entrar no espírito da fic de novo, xD
Gostaram, odiaram, querem um sanduíche?
Bom, digam tudo o que acharam.
Reviews? u.u
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