Notas iniciais
Capítulo trsite demais, eu aconcelho os que choram a pegar lencinhos se não vão morrer afogados nas suas próprias lágrimas.

Pov’s Pam

Eu acordei, porém ninguém ousou me atrapalhar. Minha cabeça doía e a cada movimento repentino de meu corpo uma onda de calafrios percorria o mesmo.

Eu já não sabia com oque me preocupar, minha situação ou as pessoas fora da UTI conversando. Tudo era embaçado e ao mesmo tempo girava, eu já não tinha fome e nem noção do tempo.

A porta corrida do meu quarto se abriu. Fechei os olhos e suspirei tentando não chamar atenção de Eric, o homem que estava cuidando para que eu não morresse.

– Quantas pessoas têm lá fora? – Perguntei ao velho grisalho de estatura baixa que tinha uma pança que só não saltava das vestes graças ao jaleco.

– A sua espera? – Tentei afirmar com a cabeça, mas tudo só piorou – Posso te falar que muitas...

– E meus pais... ? – Perguntei já que eles estavam viajando e quase nem sabiam da minha vida.

– Pam... – Ele começou.

– Esqueça. – Falei antes de ele conseguir terminar a frase.

– Vou trocar o soro.

Ele chegou perto de meu braço esquerdo e bateu na seringa que perfurava a minha pele pálida. Foi até o tubo de soro e o trocou. Suspirei e me afundei em meio daqueles brancos lençóis e fechei os olhos à espera que o sono me chegasse.

Eu sempre quis ser livre e quando consigo acaba em um horrível hospital, onde, tomo soro e tenho uma perna enfaixada além de ataduras nas costelas e pinos no braço direito. Cirurgias já foram feitas em meu braço e perna onde eu quase entenda, eu quase tive que amputar.

Eric saiu do quarto e pude ouvir o choro de alguém, do meu irmão. Eu odiava fazer tudo errado, eu juro que tentava fazer certo, mas parecia que o azar me amava. O azar e os garotos, claro. Porque ninguém me podia ver como alguém madura? Eu sei que sempre me metia em encrenca, mas...

Olhando a janela em que o Sol era o único que ousa adentrar a sala que, estava gelada, uma lágrima caiu de meus olhos. Após aquelas várias outras surgiram em meio a soluços e fungadas.

Minha vida era péssima e eu, em meio a tantos aparelhos conectados a mim que por acaso estava sozinha, eu tinha a sã vontade de simplesmente deixar a vida, mas a única coisa que me deixava ficar era rever o sorriso do meu irmão, que tinha feito menos bobagens que eu, mas elas eram sempre maiores.

Eu nunca tentei seguir a frase de Maquiavel: “Se for para fazer o bem, faça aos poucos para as pessoas nunca esquecerem. Se for para fazer o mal, faça de uma vez para as pessoas esquecerem”

Eu nunca soube se a bendita frase era real, eu nunca tive a consciência de segui-la.

Pude ouvir os aparelhos apitarem e os médicos entrarem na sala. Fechei os olhos e pude perceber que eu tinha conseguido adormecer, uma força me puxava para baixo, mas eu a rejeitei, eu queria ouvir as piadas de meu irmão, as rizadas de May, os problemas de Jhonny e as mentiras de Léo para conseguir ver Cat. E eu não conseguiria fazer tudo isso se aceitasse aquela força tentadora me puxando para baixo.

Pela primeira vez, eu estava em um abismo e tinha a opção de pular ou não. E eu não queria pular. Eu queria viver!

Pov’s Cat

Depois de uma mensagem aparecer em meu celular de May dizendo que a irmã de Léo estava no hospital e que era para eu dar apoio e ir até lá, Yori me deixou em casa e como eu não queria conversar com Léo, mesmo que Pam estivesse mal, ele deixou o apartamento indo até o hospital, seja lá fazer oque.

Deitei no único sofá do apartamento e lá fiquei olhando o teto de gesso branco comendo o sorvete de morango em minha pele, que eu não sentia já que o gelo impedia. Conseguia ouvir o som da Tv que parecia estar distante.

Lembro dos versos da canção que toca na Tv, são as únicas coisas que consigo ouvir antes de lágrimas escorrerem de meu rosto. Os versos continuam soando em minha mente. E aquilo com certeza foram versos feitos para mim, para mim lembrar dele.

I wish that I could wake up with amnesia

Forget about the stupid little things

Like the way it felt to fall a leep next to you

And the memories I never can escape

'Cause I'm not fine at all

The pictures that you sent me

They're still living in my phone

I admit I like to see them, I admit I feel alone

All my friends keep asking

Why I'm not around

It hurts to know you're happy

And it hurts that you've moved on

It's hard to hear your name

When I haven't seen you in so long

It's like we never happened

Was it just a lie?

If what we had was real how could you be fine?

'Cause I'm not fine at all

E depois dos ridículos e reais versos ressoarem algumas mil vezes em minha mente, pego o celular e olho as fotos das quais tiramos antes de ele me contar que não me amava. Uma mensagem brilha na tela do celular.

May “Se você não vier, não uma, mas sim duas pessoas tem um ataque cardíaco”.

Eu “ A Pam teve um ataque cardíaco ”.

May “ É. Agora vem rápido, ninguém tá acalmando o Léo ”.

Como eu iria acalmar um garoto que nem me ama. Yori estava lá e May também, além de várias outras pessoas que com certeza ele amava mais.

Pov’s Léo

Andar de um lado para o outro já não era uma solução. Estava tudo bem até que vi Pam e os médicos saírem da sala da UTI e sabe-se lá para onde irem. Nada me segurava, a anos lágrimas não caiam de meus olhos. Eu estava desesperado e ninguém podia fazer nada.

Pam estava na maca e já era de tarde. As perguntas rodeavam a minha cabeça e a única que mais me atormentava era se ela iria sobreviver.

Na sala de espera do hospital May não olhava para a minha cara, já que o bendito assunto de 3 anos atrás voltar a tona. Não era minha intenção a embebedar e depois transar com ela em um motel e no dia seguinte a deixar lá.

Yori estava ao lado dela. Eu não entendia o porquê dele lá, se o desesperado aqui, era eu. Eu sei que May era como uma irmã para Pam e que ela estava sofrendo como eu. Eu queria me desculpar com May, mas eu já não sabia se ela iria me desculpar.

Mat e Jhonny conversavam junto a May e Yori que permaneciam calados. Deles eu era oque demonstrava mais preocupação. Só uma pessoa faltava no grupo e era a única que eu desejava e que sabia que não iria vir.

Um toque em meu obro me fez assustar e olhar para trás. Cat me abraçou e eu retribui tal ação, mas eu não queria aquilo. Todos nós olhavam e pude ver um sorriso de canto no rosto de May.

– Tentar se afastar de mim, não vai fazer diminuir o que eu sinto por você... – Ela disse me fazendo rir.

– O responsável por Pamela Black – Uma enfermeira disse me fazendo soltar Cat.

– Eu.

– Ela já pode receber visitas.

Corri para a nova sala da UTI muito bem preparada e fiquei olhando para a pele pálida da garota e para o rosto angelical em sua face.

Notas finais
Triste né? Eu sei, desculpa! Bem, não sei quando sai o próximo, mas sei que se apróxima do especial... Hahaha, spoilers demais, já vou e dou a vocês uma boa semana sem os meus capítulos, quer dizer... até quarta... TRIBUTOS NOTICIA URGENTE, ESTREIA DE A ESPERANÇA PARTE 1 QUARTA FEIRA!!! Voltando ao que interessa, até quarta e rezem para que eu va bem nas bimestrais se não tchau tchau capítulos tristes da Tia Lu! Mandem reviews para May responder. - Kisses!