Thriller

4 Capítulo 4 - Caça e Caçador


Notas iniciais
Leiam com a música Vampires Will Never Hurt You do My Chemical Romance.
http://www.youtube.com/watch?v=BOJZrRCNRsg&feature=related - para ouvir
http://vagalume.uol.com.br/my-chemical-romance/vampires-will-never-hurt-you-traducao.html
Para quem quiser saber a tradução

Os quatro sobreviventes conseguiram ficar numa caverna durante duas horas inteiras sem ter que fugir de nenhum ser assustador. Eles se mantinham em silêncio, temendo falar e deixar um barulho suspeito passar sem que notassem. Até que Fred disse:

- São quatro horas.

- Que horas podemos ficar a salvo? – perguntou Jess.

- Creio que quando o sol nascer. E já que eu ouvi dizer que aqui na cidade amanhece cedo, isso deve acontecer às cinco horas.

- Espero que sobrevivamos até lá. – Sean falou, desanimado.

- Acho que não tem mais nenhum ser para aparecer, certo? – perguntou April.

- Tem... – Sean pensou por um instante. – Vampiros.

- Ah, eu não vi Drácula de Bram Stoker e nem Entrevista Com O Vampiro. – falou April. Os outros disseram que também não haviam assistido a nenhum daqueles filmes.

- Eu já vi Crepúsculo. – falou Jess.

- Você acha que vampiros que brilham no sol vão machucar alguém?

- Ha-ha, muito engraçado. Também há vilões no filme, sabia?

- Ah, claro. O protótipo de Bob Marley, o loiro sem tanquinho e a mulher-leão. – riu April. – Qual é, eu preferia que alguem tivesse assistido Entrevista Com O Vampiro. Assim teríamos Tom Cruise e Brad Pitt... Seria uma morte linda.

- Ah, só se for pra vocês, garotas. Francamente, ser mordido pelo Brad Pitt, vê se pode. – Sean sacudiu a cabeça.

- Quatro e dez. – continuava contando Fred. – Notaram que além de aparecer os seres de filmes que vimos, eles só aparecem depois de termos mencionado ou falado sobre eles?

- Tá dizendo que protótipo e companhia devem aparecer a qualquer momento pra nos matar? – perguntou April.

- Se eu estiver certo, isso aí. – falou Fred. Todos franziram a testa.

- Valeu, Jess, se tivesse ficado quieta teríamos saído na boa.

- Na verdade não, não se esqueçam dos outros que já estão soltos por aí. – lembrou Fred. Os outros três franziram suas testas.

- Mas a melhor saída é continuar onde estamos, certo? – perguntou Sean – Já que até agora nehum dos monstros veio até aqui...

- Mas agora os vampirinhos da Jess podem chegar na gente, né. – disse April.- Vocês que puxaram assunto. – Jess deu de ombros. Então os quatro ouviram barulhos vindos do lado de fora, parecia que alguém estava andando em direção à caverna, pois seus passos faziam barulho nas folhas.

Depois de um minuto de tensão, uma sombra surgiu na beira da caverna e em seguida uma pessoa começou a entrar no lugar. A princípio os jovens se assustaram ao verem que a roupa da pessoa estava muito rasgada, mas sorrisos se abriram ao perceberam que se tratava de Harvey.

- Harv! – exclamou Jess, levantando-se e abraçando o amigo.

- Cuidado, o lobisomem me arranhou fundo. – ele mostrou um corte feio no braço.

- Ai, mas pelo menos voce está vivo, amigão! – falou Sean que havia se levantado e apertado a mão do braço bom de Harvey.

- Não fiquem tão felizes assim. Vim até aqui com medo de ser atacado, ouvi uns barulhos estranhos lá fora. – falou Harv, e os outros começaram a se preocupar.

- Fred, que horas são? – perguntou Sean.

- Quatro e meia. Eles têm pouco tempo pra nos atacar, mais meia hora e estamos livres. – disse o outro. Então algo envolto em sombras entrou na caverna. Mas quando a luz da lua iluminou o ser, todos viram do que se tratava: um vampiro. E esse, tinha apenas parte da aparência humana, pois seus olhos eram totalmente negros e tinha todos os dentes da boca afiadíssimos, o que deformava seu rosto de certa forma.

- Que ótimo, eu vi 30 Dias de Noite. – anunciou Harvey.

- E eu. – falou April. O vampiro olhou para todos e seu olhar parou em Jess, cujo coração acelerou.

- Merda. – murmurou a garota.

O vampiro se preparou para pular pra cima dela, e, depois de um segundo pulou, mas sua trajetória foi interrompida por uma madeira que Fred pegara na fogueira e enfiara em seu coração. Os outros ficaram olhando de boca aberta o vampiro caído no chão.

- Isso se chama raciocínio rápido, agora vambora antes que cheguem mais deles! – falou Fred, saindo da caverna.

Os cinco amigos saíram correndo da caverna e foram na direção onde pensavam estar a estrada. No caminho eles perceberam um vampiro seguindo-os ao lado.

- É o Stuart Townsend? – Jess chegou a parar para olhar melhor a figura. Mas April pegou-a pelo braço, puxando-a de volta à corrida.

- Não é hora pra isso, Jess.

Então April deixou de sentir a mão da amiga, e quando se virou – parando por um instante – a viu sendo arrastada por um dos vampiros da face deformada. Por mais que quisesse ajudar a amiga, April sabia que se fosse também acabaria morta. Com lágrimas nos olhos, voltou a correr atrás dos meninos.

- São quatro e quarenta e cinco! – gritou Fred, que estava mais á frente para os outros de trás.

- Como consegue olhar a hora numa situação dessas? – indagou Harvey, logo atrás dele. Então os cinco pararam. Estavam cercados por cinco vampiros. Três com cara deformada, um era o que Jess dissera se tratar de Stuart Townsend e o outro era o que April chamara de “protótipo de Bob Marley”.

- Ah, que droga! – reclamou Sean. Um sorriso malicioso surgiu nos lábios de um dos vampiros deformados. – Eles têm quinze minutos disponíveis pra matar a gente.

- Talvez possamos distraí-los. – murmurou Harvey, pegando rapidamente um galho de madeira que avistara no chão. Os vampiros deram uma hesitada.

- Enfio isso no coração de quem chegar perto. – um dos vampiros com a face deformada pulou pra cima de April, mas Harv foi rápido e jogou o pedaço de madeira para a garota, que o enfiou no vampiro no último segundo, fazendo o corpo dele cair sobre ela, que o empurrou para o chão.

- E aí, quem quer ser o próximo? – perguntou a garota, segurando a madeira ameaçadoramente.

Então eles começaram a sentir passos pesados e ouviram uma árvore sendo cortada. Os vampiros, por incrível que pareça, temendo os passos, saíram dali para o meio das árvores. Os quatro se viraram e perceberam que se tratava de Jason.

- Cadê a Jess? – perguntou Sean, quando olhou em volta.

- Os vampiros... – April não conseguiu terminar a frase, nem foi preciso. Todos ficaram em silencio por um instante.

- Quatro e cinqüenta e cinco. – anunciou Fred.

- Então é só a gente correr que daqui a pouco ele some? – perguntou Harv.

- Creio que sim. – e os quatro começaram a correr na direção oposta a de Jason.

Correram o mais rápido que puderam, os quatro. E, para surpresa deles, encontraram a estrada a uns metros a frente. Eles ouviam Jason em sua cola.

Pararam quando chegaram no meio da estrada deserta, e Jason saiu do meio das árvores.

- Dez, nove, oito, sete... – contava Fred, enquanto o ser se aproximava e os quatro estavam parados, sem ter pra onde ir ou forças pra correr. – seis, cinco, quatro... – Jason estava a meio metro. – Três, dois, um. – Quando o monstro levantou a serra elétrica para atacá-los, ele desapareceu como pó – literalmente — e o sol nasceu. Os jovens respiraram aliviados.

- Conseguimos! – April sorriu, protegendo os olhos enquanto olhava na direção do sol.

Os quatro deram um abraço coletivo, mas também estavam tristes pela perda dos amigos. Então começaram a ir em direção ao carro de Harvey.

- Harv, você disse que o lobisomem te arranhou. – comentou Fred.

- Sim. – concordou Harv.

- E... – Sean disse hesitante. – Os lobisomens não passam sua maldição pela mordida ou arranhão?

Os quatro pararam um instante e depois riram.

- Que besteirol! – sorriu April – Que tal voltarmos amanhã pra pegar nossas coisas no acampamento.

- Pode ser. – concordaram os outros três, por mais nervosos que estivessem com a idéia. Então chegaram ao carro e voltaram o mais tranqüilamente possível pra casa.

Nota final: Os quatro não voltaram depois de irem pegar suas coisas. Não se sabe se se perderam ou pelo fato de talvez – segundo os amigos mais próximos para quem os quatro contaram sua história — Harvey Simon ter se tornado um lobisomem na mesma noite e começado a caçar seus amigos. Os jovens continuam desaparecidos.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste último capítulo =D
Não se esqueça de seu review e obrigado à quem leu e comentou ou apenas leu esta história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!