Notas iniciais
Gente...então mkvsjhkvj bem, eu acabei postando o cap. em outra fic minha e fiquei de boas ai hoje chega a senhorita Beatriz e me fala que eu n postei ai pronto kjfkjfkfj. Bem ja ta ai (UHUL) E o próximo cap talvez não demore ja que a bia ja esta em foco nele (bais ou benos) mais vocês entenderam...ou não...ou dane-se jknbmfjkfj ( como diria nossa friend beatriz)

Samantha

Estou tremendo não sei o que faço aqui, quem é essa?

Alexi não esta mais lá, sinto que deveria ir lá, mas também acho que deveria deixá-la só.

–Me encontre na livraria amanhã logo que dispensada do empreguinho, maninha...- ela sai rebolando, sinto uma vontade de cuspir em seu cabelo, mas me controlo.

–Que vadiazinha – suspiro e então pego um táxi.

Estou com medo daqueles feiticeiros, com certeza estão me seguindo, preciso ficar esperta agora, mas Alexi agora esta do meu lado, pareço uma super heroína falando, mas não. Tenho uma amiga e sei que poderei confiar em Alexi, mas preciso confirmar se seus olhos estão mentindo para mim.

Preciso perguntar, se ela é uma bruxa.

***

Esqueço que moro com meus pais e chego em casa normalmente apesar de ser mais tarde do que deveria.

–Samantha Lucia Ouylind – grita o pai.

Seu nome era horrível, Samantha às vezes mentia sobre seu nome, era humilhante.

–Eu tive que sair – falo tentando bolar alguma coisa, eu deveria ter pensado logo no táxi.

–Para onde? – disse Ali, um apelido para pirralha.

–A casa de uma amiga! – encobrir a verdade.- Ela também trabalha comigo...- faço uma pausa e reflito o que disse.-Pelo menos trabalhava – sussurro.

–O que? – disse mamãe se aproximando.

–Nada!

–Suba, se lave para comer, deve estar imunda – diz meu pai com a fúria do cão.

Durante o banho choro mais do que deveria, e perco toda a fome, a água parece não estar lavando nada, saio do banho e vou direto ao quarto, Ali estava lá, alias o quarto também é dela, me troco com a toalha ainda enroscada em mim.

–Sam, eu – ela começa a chorar.

–O que foi pirralha? – digo sentando-se ao seu lado e fazendo carinho em seu fino cabelo.

–A mamãe quer me levar – ela se engasga com o choro -, eu não quero...ir – ela tosse entre as palavras.

–Para onde Ali? – digo pensando em como os problemas nunca irão parar.

–O conselho – ela me encara. – Eles contaram, tudo sobre esse mundo e eu sei que você sabe, o papai falou que eu preciso ir!

–Todos precisam assumir que...

–SOMOS BRUXOS! É ISSO!

–Não grita o pirralho dois não pode saber!

–Bruxos...Eu odeio essa família, odeio tudo!

–Você atingiu a idade, assim como eu, você precisa ir, não negue suas obrigações como bruxa. Vou te visitar, além do mais a vovó é muito legal, ela cuidou de mim como uma mãe.

–Vou depois do meu aniversario semana que vem – ela me encara.

–Honre sua família, suas obrigações, é fácil se acostumar eu juro eu chorei muito, mas depois chorei para não ir embora!

Ela sorri. A Ali tem um belo sorriso.

Dou-lhe um abraço quente e dou um sorriso, não percebi como o tempo passou e que há três anos era eu, jogada na cama sem poder contar a ninguém sobre ir ao conselho, meus irmãos muito novos não poderiam saber, Ali teve sorte de eu estar aqui, sentirei saudades dessa pururu!

–Não vai comer? – diz Ali

–Não...Eu não to afim- digo respirando tão fundo que quase me afundo na minha própria respiração.

***

Acordo com um péssimo mau humor, sinto que não queria acordar, nunca mais.

Ser uma bruxa-humana não é simples é?

A historia dos meus pais serem os dois brancos era muito estranho, eu pensei na possibilidade de um deles ser negro e por isso eu sobrevivi quando passei pelo outro lado, não posso contar a ninguém, droga. Pensei em contar a Alexi, se ela fosse uma bruxa claro, tenho que parar de pensar como se ela já fosse, porque talvez eu esteja desesperada por uma amiga que possa contar sobre coisas que aconteceram no mundo branco, seria minha primeira amiga.

Arrumo-me com qualquer roupa, saio sem falar com ninguém ou tomar um café da manhã, estou sem fome, sem sede, quero apenas ir trabalhar como um humano não bruxo.

Respiro fundo durante todo o caminho, sou uma humana, sou uma humana, entro no elevador e fico mais tranqüila, as vezes penso que alguém apontaria para mim e começaria a rir,Bruxas, ver filmes onde bruxas são queimadas vivas não foi uma boa escolha, eu tive pesadelos por semanas, bruxas não sou apenas ruins, humanos estúpidos.

Chego na sala do meu chefe e vejo de cara uma boa papelada.

–Samantha minha querida – ele diz animado, enquanto estou fervendo por dentro.

–Chefinho...- tento sorrir, mas pareço ridícula fazendo isso.

–Bem uma das nossa filiadas esta crescendo e com isso temos que investir mais então preciso que preencha isso e que vá no banco depositar um bom dinheiro para essa afiliada – ele pisca logo depois que termina de citar meus afazeres, pensei que hoje ele me liberaria, droga!

–Ok – tento sorrir de novo.

–Pare de forçar um sorriso e vá ser feliz de verdade! – ele entrega os papeis pra mim e lá vou eu.

***

Saio do banco suada e desesperada para ir a livraria.Entro no metro e tento respirar sem parecer que corri a cidade inteira. Chego na estação certa e saio correndo, será que ela sabe que estou indo? Espero que saiba, não sei porque quero tanto falar com ela, sinto algo nela.

Chego na rua e começo a me acalmar, a livraria tem um cheiro de poeira e livros novos, e hortelã, avisto seu cabelo de longe, platinado e percebo que ela tem mechas azuis, minha mãe dizia que rebeldes faziam mechas para mostrar o tão diferente que podem ser, que não seguem padrões e que por isso gostam de destaque.

–Ei – chamo-a, ela se vira e seus olhos amarelos parecem ver uma premio e lê um livro o que é difícil de se adivinhar, apesar de que a garota tem uma cara de que se mataria por algo do seu interesse.

–Sam, maninha – ela ri.

–Você – percebo que não sei seu nome e ela fala como se fossemos melhores amigas.

–Irie – ela seus olhos tem um brilho natural.

–Irie..., O que você quer?

–Venham – ela pega meu braço e vamos para o fundo da livraria e avisto o idoso ele sorri e pega um livro, corremos e o mundo parece congelar seja lá para onde eu olhe.

Tem uma escada bem no fundo, desse ponto ela não precisa mais me puxar já estou a seguindo de forma natural.

O lugar parece um estoque de livros, divido em varias salas a primeira contem apenas cadeiras, então vamos para a segunda que contem um sofá velho, mas que parece ser macio para uma leitura agradável, tem também uma mesinha de centro pequena talvez para suportar uma xícara de chá para saborear a leitura com mais gosto, e uma luminária, bem velha digamos que seja uma relíquia, com desenhos delicados de flores prestes a nascerem.

–Sente-se.

Sento-me no sofá e meu pensamento se confirma o sofá é muito fofo, poderia dormir ali sem problemas.

–O assunto é delicado, não tão delicado cumpri-lo.

–Cumprir o que exatamente? – ela pega um livro de capa marrom e o encara como um tesouro, o que com certeza deve ser.

–Morgan – ela ri -, pensa que pode se esconder para sempre? Vadia – ela já diz mais seria.

–Ela faz o que bem quer...- digo eu falaria mais sobre seus pactos e sobre sua magia, mas Irie me corta.

–Sua mãe também esta aqui novamente, mas os bruxos só ligam para o porcaria da bruxa que fez um maldito pacto! Mas eu – ela ri de sarcasmo-, eu ligo pra tudo. Fui atrás da mãe dela o que é uma historia longa..., Mas enfim como eu já havia previsto ela não esta nesse mundo, e tenho quase certeza no qual ela poderia estar – ela fecha o livro e me amostra, é um livro normal. – Itakura, é Morgan é melhor fugir – seus olhos brilham e ambos sorrimos, não sei porque me sinto mais calma sabendo onde Morgan pode estar.

Itakura.



Notas finais
Gente lembre-se cada comentário menos uma escritor morto kk, palavra de nyah! Beijão, beijinhu e beijo!