Notas iniciais
Yaaay, queria constar que tenho esse capitulo a uma semana e esqueci de postar e ficava adiando o dia de postar por PREGUIÇA, enfim ta ai finalmente, não foi O capitulo, mas foi um capitulo, aproveitem.

–Vovó o conselho é um tipo de Tribunal?

Magdalena pois se a sentar em sua enorme cadeira de balanço, então analisou a pergunta da jovem neta.

–Bem, não é assim que a banda toca, mas é o mais perto que temos de um Tribunal aqui em Hentland é o conselho.

–Posso ser presa? – diz a menina com as pupilas maiores do que de costume.

–Sim, na verdade pode perder até seus poderes como bruxa!

–Eles conseguem tirar a bruxaria de nós? – a garota finalmente se sentou ao colo da avó.

–Na verdade eles apagarão sua memória e a mandaria para outro mundo como o mundo em que você nasceu, se lembra?

–Sim – a garota tornou-se pensativa, mas finalmente havia matado sua curiosidade.

***

Samantha

Haily, me desculpe por isso, eu não queria e você sabe disso, mas a culpa foi minha e não tem como negar isso, eu deveria ter deixado quieto eu deveria, mas a raiva é um sentimento que nos consome, que nos faz capaz de qualquer coisa, e foi exatamente o que ela fez comigo, me consumiu, me fez de bonequinha, e agora eu tenho que pagar pelos meus atos, e salvar quantas vidas eu puder, me desculpe.

***

Entramos na casa de Morgan, a sua antiga casa e mais conhecida de toda a Hentland, entrar na casa me vem um certo arrepio, saber que eu nasci aqui e poderia ter morado aqui, graças a deus foi diferente, não fui criada com essa doente por bruxaria, capaz de se meter onde não deve.

–Gostou do lugar Samantha? – sinto a voz forte de Morgan ecoando por toda a casa.

–Adorei – dou um sorriso e reviro os olhos, não encontro Morgan, mesmo assim tento fixar meu olhar para o chão.

–Que bom que gostou filha – então Irie sai de trás de mim e sobe escada despercebidas por mim.

–O que vai acontecer? – digo e finalmente passo meus olhos por toda a casa, é puramente feita de madeira, tem alguns moveis também feitos de madeira e uma escada que leva um lugar mais iluminado.

Dora implorou para que eu entrasse disse que precisava me aliar a Morgan, e Theo disse que voltaria quando eu precisasse, mas tive que arrancar alguns fios já que o efeito do beijo com certeza tinha ido embora, e mesmo se eu beijasse novemente em questões de algumas horas o efeito teria ido por água abaixo.

–Venha – falou Morgan.

Sai devagar do meu lugar e subi as escadas, cada degrau ecoava por cada canto da casa, quando pisei no primeiro andar e último degrau minha roupa agora era uma longa camisola branca e eu estava descalça.

–Me sinto vendo minhas filhas novamente – a voz vinha da segunda porta.

4 portas no decorrer do corredor e apenas uma era revestida com metal, um tipo de metal que parecia uma espelho, para ser mais exata quarta porta, a segunda tinha a letra ‘B’ feito com um tipo de artesanato, abri a porta, haviam três camas e em uma delas Irie estava sentada com a mesma camisola em sua cama feito com o mesmo tipo de material o ‘I’, na cama onde Morgan se encontrava havia um ‘M’, e na última cama um ‘S’, me encaminhei ao ‘S’.

–Vão ficar morando aqui até eu achar o ‘M’.

–Quem é o ‘M’?

–Vão descobrir...

–E minha irmã, o que acontecera com ela nesses dias?

–Sua irmã adotiva você quer dizer, mas enfim ficara com seus pais, mas uma falha sua e você já sabe.

–Eu ti odeio! – o grito se expandiu pela casa e então coloquei minha cabeça no travesseiro branco e as lagrimas desceram.

Morgan veio até mim e me deu um horrendo beijo na testa, então foi para o outro lado e fez o mesmo com Irie, deixando a cama do ‘M’ vazia ao fundo do quarto.

–Bom sonhos, minhas filhas.

A porta se fechou devagar e tudo se escureceu.

–Eu estou com medo. – sussurrou Irie.

–Você com medo?

–Olha essas roupas é como um filme de terror, e essas camas, parece um tipo de casa mal assombrada

–É melhor dormir antes que ela volte.

Virei de lado e pensei o quanto estava ferrada, ouvir Morgan me chamar de filha é como cair da escada dez vezes, e agora serei obrigada a participar desse ‘plano secreto’ no qual a Morgan nunca ira contar.

Queria estar morta.

***

De manhã me sinto como se tivesse sido pisoteada, me viro e Irie está com uma calça colada e um espartilho, um pouco demais para uma manhã, eu penso.

–Onde vai? – forço meus olhos a acordarem.

–Morgan me mandou ter um certo encontrinho com alguns velhos.

–Ta fazendo mesmo isso porque quer? – não me cai na cabeça uma pessoa seguir a Morgan por total confiança, ninguém ameçou sua família porque ela não simplesmente vai embora?

–Fui criada para esse momento, não posso decepcionar minha vinda.

–Pode ser você se quiser.

–E acabar como você?

–Pelo menos eu tenho consciência no que estou metida e sei suas consequências.

–E está arrependida para caralho e presa com Morgan, eu estou bem querida.

Olho para o chão, é verdade, fiz tudo por mim até agora e olha onde estou, numa casa de doente, arrependida, sem as pessoas que eu mais amava, sem amigos, sem a mim. Me levanto e saio do quarto sem perguntar mais nada, esbarro com Morgan no meio da escada e me lembro que quero me jogar dessa escada.

–Temos trabalhos a fazer...

–Se o trabalho for com aquele espartilho eu estou fora.

–Não seu trabalho é um especial.

–Já não sou especial o bastante pra você Morgan?

–Por isso o melhor é com você, filha. – ela faz questão de mudar a voz ao falar filha.

–Posso saber o que é especial para você?

–Matar, isso sim é especial.

–E quem preciso matar?

–Aquele que dignos do colar foram.

Paraliso, dignos do colar, aqueles falsos filhos ela quer dizer? Alexi, Alexi usa o colar.

–Não posso. – porque ela os quer mortos?

–Claro que pode, pela sua irmã você se mataria duas vezes e qual é o problema de matar sua amiguinha?

–Eu matei a irmã dela por sua culpa e quer que eu a mate!

–Primeiramente você queria vingança e fica chorando pelos cantos, segundo seria melhor para ela, ficar no céu com a sua irmãzinha.

–Você é o próprio diabo. – como ela pode pensar assim?

Desço correndo ignorando as lagrimas. Escuto um tipo de estalo e então o chão muda o chão agora é um chão de pedra, as paredes agora são enormes, passo o olhar por tudo, estou na cela.

Minha roupa agora é a mesma de antes, não entendo a cela é anti-bruxaria, como Morgan fez isso?

Vou ate o portão e acho que ninguém notou minha ausência, a pessoas passando com um tipo de café da manhã, volto para dentro e vejo o quanto é tedioso nessa cela.

Um homem com pouca barba bate na porta, me levanto e pego um tipo de prato com duas unidades de pão com um tipo de gosma amarela em seu miolo, e um copo com um líquido preto como café mais com espessura mais grossa.

–Bom dia – ele diz.

–Espero que seja mesmo um ótimo dia. – digo enquanto vou até a cama, largo as coisas ali e fico rodopiando pelo quarto a espera de alguma coisa, meus pensamentos voam e caem numa velocidade incrível, até que tropeço no chão e penso o quanto estou sendo estranha.

Me levanto e meu tornozelo dói, mas é suportável. Vou para a porta e então vejo um loiro andando pelo corredor, então vai chegando perto vejo sua feição seria, ele chega até mim, fico parada.

–O conselho a chama para um interrogatório aberto. – ele abre a cela e começo a gelar.

–Aberto?

–Com Alexi, assim os erros de ambos os interrogatórios serão esclarecidos.

DROGA, e agora como vou mentir, Alexi desmentira na hora! Estou ferrada, sujarei meu nome no conselho por culpa de Morgan, sem falar que não tem mais jeito, vou precisar matar Alexi de uma forma ou de outra, pela minha irmã.

Andamos o corredor e vejo as pessoas pela pequena janela da porta, será que serei uma condenada?

Chegamos em uma enorme porta branca, e posso ver Alexi sentada de costas, sou tão covarde a ponto de ter vergonha de olha-la cara a cara, o que devo passar para ela? Medo, desconfiança, felicidade? O que? Faço uma cara de que acabei de acordar, me sento ao seu lado, primeiro a encaro, ela não retribui o olhar, então reviro o lugar com meu olhar, é maior que a sala de interrogação, é um lugar claro com alguns moveis pretos, a três mesas em nossa frente, mas nenhuma está ocupada por alguém.

–Está pronta Samantha? — ela diz e me finalmente me olha.

Não respondo, simplesmente porque não sei o que dizer. “Sim, eu vou acabar com você” ou “não, eu estou arrependida.” Então é melhor ficar quieta.

Um homem com uma bata vermelha entra, seguido por um outro de terno e uma mulher de bata azul.

–Vamos começar — diz o de vermelho se sentando na mesa do meio.

Nenhuma de nos responde, então começo a planejar algumas respostas e o meu “Eu estava sobe feitiço”, o que eu não estou mentindo em alguns momentos.

–Eu acuso Samantha Li de bruxaria em humanos inocentes, e causar até a morte dele.

Notas finais
Agora é soó rezar para a Beatriz não demorar, Kissus para vocês