Three Federations: R-103
12 PRÉVIA Capítulo 10: Blue - Part 1
Notas iniciais
Eles entraram em um corredor mais espaçoso e curto que o interior. Era idêntico ao corredor branco que se encontrava na entrada R-103 da Federação Subterrânea, porém aquele que estavam agora estava com as luzes piscando, por alguma falha elétrica, deixando-o com momentâneos breus.
Ao saírem dele, se depararam com um enorme saguão, também idêntico ao da R-103 da Federação Subterrânea, mas com entulhos e destroços espalhados para todos os lados. Outra diferença é que não havia o Green Spes, o grande reator de energia que alimentava toda a Federação, e isso deixou o saguão muito mais espaçoso.
A explosão parecia não ter só afetado o escritório do líder, mas sim a instalação inteira. Várias paredes estavam rachadas, metais e pedras que despencaram das paredes e do teto estavam caídos para todos os lados, dezenas de lâmpadas estavam quebradas, deixando o local um pouco escurecido, e algumas soltavam faíscas. Havia também muita água espalhada, que seria perigoso se encostasse nos fios expostos.
Ryan e Nina andaram com cuidado pelo lugar, evitando as pedras no caminho, e tentando não pisar em alguns fios expostos que estavam largados no chão.
– Não, não! Sua maquina idiota! – exclamou uma voz distante. – Você quer desabar o resto do lugar?!
Ryan seguiu a voz que vinha de um canto do saguão, e Nina foi atrás dele. Em um canto, onde estava uma passagem bloqueada por causa dos entulhos, estava o rapaz que gritava. Ele monitorava a maquina que tirava os entulhos do caminho bloqueado.
– Eu deveria doar você pra uma faculdade. – o rapaz reclamou mais uma vez antes de perceber as duas pessoas se aproximando.
– Sabe que gritar assim com ele não vai adiantar, não é? – comentou Ryan, chamando a atenção dele.
– Ryan! Há quanto tempo! – o rapaz se virou e abraçou Ryan fortemente com um sorriso.
O rapaz era mais alto que Ryan, tinha olhos azuis, cabelos mais claros que os de Ryan e um pouco de barba no rosto. Ele também era apenas alguns anos mais velho do que Ryan.
– Veio ajudar a limpar a bagunça? – o rapaz perguntou olhando a bagunça que estava aquele lugar.
– Viemos tentar descobrir quem fez a bagunça, na verdade. – Ryan respondeu, e então olhou para Nina que estava ao seu lado. – Ah, está e a Nina. Nina Callaway.
– Você é a novata da Federação Subterrânea, certo? – o rapaz perguntou.
– Hm... Creio que sim. – ela sorriu. – Senhor...
– Ah, desculpe, sou William McBee. – ele respondeu percebendo que não havia se apresentado.
– Então, William, por que a obsessão por essa porta? – Ryan perguntou olhando para a passagem bloqueada, que a maquina ao lado ainda tentava abrir.
– Estamos tentando chegar até a sala de vídeo. – William explicava. – Esse é o único corredor que vai até lá. Só espero que a água não tenha danificado nada...
– Então vocês ainda não têm pistas de quem fez isso? – Ryan perguntou intrigado.
– Não, ainda não...
Enquanto Ryan e William trocavam informações, Nina se afastou dos dois, sem que eles ao menos percebessem, e começou a andar pelo o enorme saguão.
Parecia ter poucas pessoas naquela instalação, muito menos do que na da Federação Subterrânea. Era de se esperar que Alexander mandasse alguém pra lá para poder ajudar.
Nina andou olhando para cima, observando as poucas pessoas passando pelos corredores acima dela e os cabos expostos pendurados no teto. Neste pequeno momento de distração, ela não notou a poça de água que estava a sua frente com um cabo elétrico exposto em cima. Mais um passo e seria fatal.
Fale com o autor