Three Federations: R-103

5 Capítulo 4: Was a big long day - Part 2


Notas iniciais
Eaiiiiiiiiiiiii pessoal! o/ Espero que ainda estejam ai u.uDemorei um pouquinho mas saiu! o/Pra quem lê minha outra história minhas sinceríssimas desculpas T.T É que esse proximo capitulo que estou demorando um ano pra escrever vai definir completamente o resto do rumo da história! Então tem que ta perfeito! Eu já escrevi 3 mil palavras nele mas esse capitulo não pra dividir em duas partes, sério... Mas eu não abandonei! Relaxem! Enfim...Espero que gostem desse novo capitulo! o/Ah! Mudei a capa de novo, mas nas notas finais direi os motivos de ter mudado...Bem... Aproveitem...

No Capitulo Anterior...

Uma catastrófica queda de sistema atinge a Cidade Central, capital da Federação Subterrânea.

Saphira descobre que a queda não foi causada pela Torre, a antena que comanda todo o sistema de comunicação da cidade, e sim por algo ocorrido 16ª Estação de Metrô.

Alexander pede para Nina uma tarefa importante para saber quem ou o que causou a queda, algo que apenas as habilidades de Nina podem descobrir, e Ryan deixa bem claro para Alexander que não confia nela.

Capítulo 4 — Was a big long day (Part 2)

Nina, Saphira e Tommy continuavam naquela mesma sala. Todos em estavam em silencio, parecia até mesmo que a sala estava vazia. Nina estava sentada em frente a um grande monitor, onde havia quatro janelas mostrando as filmagens da 16ª Estação uma hora antes da queda do sistema. Cada janela no monitor mostrava um local diferente da estação, e Nina não perdia o foco de nenhum deles. Já havia se passado meia hora que Nina estava vendo aquelas gravações.

– Ei, Saphira. – chamou Nina, sem se desconcentrar do que estava fazendo.

– O quê?

– Como você sabia que o sistema ia cair?

– Eu não sabia. Na verdade foi o Tommy que me avisou. – ela explicava. – Ele percebeu que havia algo estranho tava começando a acontecer no sistema. Quando vi que uma queda de sistema iria começar, lembrei que você estava na rua e isso seria perigoso, então te alertei.

– Ah... Valeu. – ela agradeceu, sem tirar os olhos do monitor.

– Sem problema...

Mais alguns minutos se passaram e Nina continuo a assistir os vídeos, até que finalmente percebeu algo.

– Espera... Pare o vídeo aqui. – Nina pediu.

Atendendo ao pedido, Tommy, que estava quieto esse tempo todo, parou a gravação no mesmo instante.

– Descobriu alguma coisa? – perguntou Alexander, acompanhado por Ryan, no mesmo momento que voltou a sala.

– Nina acabou de perceber algo. – informou Saphira.

Alexander e Ryan não disseram mais nada, apenas se aproximaram de Nina para ver o que ela acabará de desvendar.

– Está vendo aquele cara ali? – Nina perguntou retoricamente, apontando para um garoto de agasalho cinzento e boné azul escuro surrado que passava pela entrada principal da estação. Ele estava encurvado, de cabeça baixa e segurando um peculiar pacote de papelão de baixo do braço esquerdo. – Dez minutos antes do incidente ele entrou na estação segurando esse pacote. Poderia acelerar o vídeo da câmera 2 pra cinco minutos depois? – ela pediu e rapidamente Saphira acelerou o vídeo. – Cinco minutos depois ele foi embora sem o pacote. – ele mostrou no segundo vídeo o mesmo rapaz, saindo por umas das saídas da estação, mas sem o pacote nas mãos.

– Ele não entregou pra alguém? – perguntou Ryan intrigado com aquelas deduções.

– Foi o que pensei, mas não achei ninguém saindo com esse mesmo pacote. – ela explicou.

– Viu onde ele deixou o pacote? – perguntou Alexander dessa vez.

– Não, ele deve ter deixado em algum lugar onde as câmeras não veem.

– Consegue descobrir quem ele é, Saphira? – perguntou Alexander concordando com as deduções obtidas por Nina.

– Claro, vai demorar alguns minutinhos, já que estamos sem os scanners de retinas, então vamos ter que fazer a moda antiga. – ela concordou e explicou, já vasculhando pela rede alguém com o mesmo perfil que o rapaz do vídeo, e Tommy fazia o mesmo. Seria um pouco difícil, porque aquele jovem estava com o rosto abaixado e não deixava as câmeras de segurança o ver muito bem.

– Encontrei! – afirmou Tommy, alguns minutos depois. – Seu nome é Scott Benson, 15 anos, mora na Avenida Kennedy, no prédio 5, apartamento 12.

***

Com essas informações, Ryan e Nina, a pedido de Alexander, foram atrás do tal suspeito no suposto prédio onde deveria morar.

– Urgh, que lugarzinho mais... Aconchegante. – ironizou Nina, subindo as escadas velhas daquele apartamento rústico, com paredes úmidas e desbotadas, até mesmo pichadas. Em cada andar se encontrava um mendigo ou um drogado jogado pelos corredores, o que deixava o ar de pobreza maior ainda sobre aquele lugar.

– É, nem todo mundo pode ter um apartamento luxuoso no centro da cidade. – ele retrucou sarcástico.

– Como você... Ah, esquece. – ela se auto interrompeu, deduzindo que Alexander ou Saphira devem ter contado algo pra ele sobre a vida dela.

– Me diz, como você conseguiu um apartamento daquele? – ele perguntou curioso, tentando descontrair o clima entre os dois.

– É uma longa história... – ela respondeu tentando parar aquele assunto sutilmente, não queria falar sobre aquilo.

– Ok... – Ryan percebeu, então ambos ficaram em silencio por um tempo.

– Droga... Nem sei o que eu estou fazendo aqui. Eu já fiz a minha parte. – ela queixou resmungando.

– Não podemos fazer nada. O resto do pessoal está ocupado com outros assuntos da queda. – ele respondeu tentando controlar e suportar toda aquela impaciência e teimosia de Nina.

– Eu ficaria mais sossegada se não tivesse que acompanhar alguém tão desconfiado. – ela murmurou resmungando se referindo a ele.

Ryan iria perguntar como ela sabia, então se lembrou da habilidade da garota, a habilidade de dedução.

– Não me olhe assim. Eu sei que você não confia em mim. – ela retrucou o olhar desconfiado do garoto.

– Não é que eu não confio em você. – ele tentou se defender. – É que...

– O que?

– Não, você tem razão. Não confio em você mesmo. – ele foi sincero, tão sincero que doeu até em Nina. – Mas... Se Alexander confia tanto em você, tenho que aprender a confiar.

– E se eu provasse que você pode confiar em mim? – ela propôs.

– Como você provaria?

– Bem... Estou pensando nisso ainda. – ela foi inconclusa, deixando Ryan curioso.

Depois de toda aquela conversa, eles chegaram ao andar e ao apartamento em que provavelmente o garoto suspeito da estação estava.

“Se ele for esperto já deve ter fugido”

– Toma. – Ryan entregou a ela uma arma platinada com um leitor digital ao lado do gatilho.

– Qual é, precisamos disso? – ela perguntou achando aquilo exagerado, não gostava de usar armas fora do UnderGame.

­- Não se preocupe, ela esta no modo elétrico. – ele explicou mostrando no leitor digital que mostrava a marca que dizia que a arma estava programada para usar as balas elétricas.

Ele se preparava para bater na porta, mas de repente Nina segurou seu braço o impedindo.

– Espera... – ela sussurrou e aproximou sua orelha na porta.

As novas leis da Federação exigiam que os apartamentos fossem a prova de som, para o bem estar e conforto dos vizinhos, isso dificultava Nina a ouvir alguma coisa. Mas ela tinha uma ótima audição, o que já ajudava um pouco.

“Passos... Gavetas... Coisas caindo...”

“Isso não é bom!”

– Ele ta fugindo! – ela alertou imediatamente.

Sem pensar duas vezes, Ryan chutou a porta para tentar arromba-la. Na segunda tentativa ele obteve sucesso.

Com o espanto, o garoto, que ainda usava as mesmas roupas de quando estava na estação, pegou sua mochila e saltou pela janela em frente à cama desarrumada. Ryan tentou para-lo, mas acabou errando o tiro na hora que ele saltou.

– Filho de uma... – Nina resmungou, e com destreza voou pela mesma janela que aquele garoto havia pulado. Com os joelhos flexionados ela aterrissou em uma viela ao lado do apartamento, onde havia vários entulhos de lixo e alguns delinquentes passando, que se assustaram tanto com a aparição repentina da garota quanto a do garoto.

“Meu Deus! Caralho, como isso dói! Muito!!”

“Porra! Eu tenho que parar de fazer isso!”

Ignorando a dor que sentia em suas pernas, ela seguiu apressada pela avenida atrás do rapaz.

– Nina! Espera! – chamou Ryan daquela mesma janela, mas ela o ignorou e continuou atrás daquele garoto.

Seguindo pela avenida, ainda naquele distrito de classe baixa, Nina procurou o garoto e logo o avistou correndo a alguns metros de distância. O garoto era atrapalhado, esbarrava em tudo e em todos, derrubando mercadorias e pessoas pela rua, parecia que ele não tinha experiência com esse tipo de coisa. Mas Nina já tinha mais agilidade, ela desviava dos objetos e pessoas em seu caminho com mais facilidade. Com isso, ela já estava bem próxima dele, faltava bem pouco para alcança-lo, mas bem em um momento que ele atravessou uma avenida, um veículo grande ficou entre eles, fazendo Nina dar um passo para traz para evitar ser atropelada.

Quando o veiculo se foi, Nina não encontrava o garoto em lugar nenhum, não sabia para onde e para que lado havia ido.

“Droga! Maldita hora pros carros voltarem a funcionar!”

Nesse instante, seu P.M. começa a tocar e ela atende na mesma hora.

– Ele foi pela direita. – informou uma voz feminina do outro lado da linha, era Saphira. Ela estava na instalação, como o esperado, monitorando cada movimento daquele garoto fujão pelas ruas e avenidas diante de um dos computadores. – Se você for rápida consegue alcança-lo. Vou mandar a localização dele para o seu P.M.

­Saphira desligou, mas na mesma hora mandou para Nina uma espécie de GPS com dois pequenos pontos, um vermelho e outro azul, o vermelho estava em movimento, então com certeza era o rapaz.

Sem perder mais tempo, Nina foi atrás dele, seguindo as orientações do GPS. Era um pouco difícil correr para lá e para cá segurando corretamente aquele P.M. em forma de caneta nas mãos. Nessas horas ela desejava ter um P.M. em forma de bracelete.

Ela correu por mais alguns minutos a procura dele, até que o achou em outra rua, descansando da fuga, achando que havia despistado Nina, mas quando a notou voltou a correr novamente. Nina já perdia a paciência. Ela guardou o seu P.M. e continua a perseguição.

Quando quase o alcançava novamente, alguém vindo do beco ao lado donde o garoto passava se jogou para cima dele, o derrubando no chão. Nina chegou perto e percebeu que era Ryan.

– Qual a parte do “espera” você não entendeu?! – ele perguntou irritado com Nina, levantando o garoto a força do chão segurando seu braço. Com certeza aquela garota lhe traria uma grande dor de cabeça.

– Foi mal, não ouvi. – ela mentiu na cara dura.

Instantes depois, um carro mandado pela R-103 apareceu. Nina e Ryan entraram, levando o garoto junto com eles.

***

De volta à instalação, o garoto estava sendo interrogado por Alexander dentro daquelas salas de interrogatório, iguais as de delegacias. Escurecida, apenas com uma mesa e uma cadeira de metal.

Ryan e Nina assistiam ao interrogatório pelo vidro espelhado do lado de fora, onde do lado de dentro não se podia ver quem estava obervando do lado de fora.

– Bem... Eu já terminei o que eu tinha que fazer aqui. Vou indo nessa. – Nina afirmou alongando seus braços para cima, cansada de tudo que já havia feito aquele dia.

– Tem certeza? – Ryan confirmou voltando seus olhos para ela, que já estava saindo daquele corredor em frente à sala do interrogatório.

– Tenho. – ela respondeu.

Saindo da instalação, e do Shopping Center que ficava abaixo dela, Nina seguiu seu caminho indo para casa. No caminho, ela passou por uma viela escura e vazia, um péssimo lugar para uma garota passar sozinha, mas ela não se importava. Porém, quando quase estava saindo dela, dois homens surgiram por traz e a agarraram. Ela se rebatia tentando se soltar e tentava gritar por ajuda, mas eles a seguraram bem e tampavam sua boca com as mãos com força. De repente uma espécie de van surgiu, e os homens injetaram uma agulha em Nina, fazendo a apagar, e a jogaram dentro da van, com ela inconsciente.

Durante o percurso, Nina acordou algumas vezes, mas seu corpo ainda sentia os efeitos da droga. Ela sentiu seus pulsos amarrados atrás de suas costas e seu corpo deitado de lado no fundo da van. Mesmo ainda muito zonza, ela tentou ao maximo se concentrar em tudo ao seu redor para saber onde estava.

“Três homens, um é o motorista...”

“A mesma luz refletindo varias vezes pela janela... A mesma sequencia...”

“Seriam postes?... Não... Talvez um túnel...”

“A van está tremendo de mais... Estrada instável...”

“Não escuto a rua... Não estamos mais na cidade...”

Seu corpo e sua mente não aguentaram mais. Sem que percebesse ela apagou novamente. Aquela droga era mais forte do que ela imaginava.

Minutos, ou até mesmo horas depois, ela acordou mais uma vez, mas foi como antes, seu corpo ainda estava fraco e sua cabeça zonza.

Ela estava sendo arrastada por dois daqueles três homens. Podia ver seus pés arrastando pelo chão molhado feito de tijolos. Só isso que ela via naquele momento, não tinha forças nem mesmo para virar ou levantar a cabeça. Como antes, ela tentou analisar o maximo que podia sobre onde estava.

“Um barulho irritante... Fagulhas caindo do meu lado...”

“São serras... Varias delas...”

“Um cheiro horrível de esgoto...”

“Passos... Vários deles...”

Ela apagou novamente, mais rápido do que antes. Aqueles dois chegaram ao lugar desejado e a jogaram dentro de uma jaula dentro uma sala escura, cheia de outras dezenas de jaula, de vários tamanhos diferentes.

Nina acordou novamente, mas dessa vez parecia que a droga já perdia o efeito. Estava tudo totalmente escuro, só se enxergava uma fraca iluminação vinda de uma pequena janela de vidro de uma porta distante. Ela se sentou de joelhos no chão com dificuldade, por causa de seus pulsos amarrados. Percebeu que jaula era apertada, mal cabia ela em pé, com um cheiro horrível de urina impregnando aquele lugar. Obviamente aquele lugar pertencia a algum animal que já não estava mais lá.

Aquela escuridão já estava deixando-a agoniada. Ela pensou em chamar alguém, mas no que ia adiantar? Ninguém daria bola. De repente, escutou alguém se aproximando, parando bem em frente à porta, tampando a única fonte de luz que Nina tinha. Então a tal pessoa entra, arrastando com ela um banquinho de metal até em frente à jaula de Nina, onde se sentou.

Ele deixou a porta aberta, para que houvesse uma iluminação melhor, mas não adiantou muito, a iluminação ainda estava fraca, Nina mal podia ver direito o rosto do sequestrador, mas notou o volumoso cabelo encaracolado e o corpo esguio e alto que ele possuía.

– Então, garota... – ele começou. – Qual é o seu nome?

– Vocês me sequestram e nem sabem meu nome. Como são competentes... – ela debochou sarcástica.

– Tem razão, foi um desleixo da minha parte. – ele concordou, parecendo não ligar para o deboche de Nina. – Mas seu nome não me importa muito. Você não irá durar muito mesmo.

– Fale logo o que você quer. – Nina foi direto ao assunto, já sem paciência.

– Nada de mais, apenas ficando quites. Vocês tem um dos nossos, e nós temos um de vocês, simples assim. – ele respondeu tranquilo, se referindo ao garoto que Nina havia perseguido hoje.

– Não sei do que está falando. – ela tentou negar.

– Não seja idiota, eu sei que vocês levaram meu garoto. O garoto que implantou nosso pequeno “presente” na estação. – ele confessou com certa satisfação.

– Então foram vocês mesmo...

– Claro que fomos nós! – ele confessou novamente, com o peito cheio de orgulho, mas depois soltou uma risada sem graça, deixando Nina confusa. – Na verdade aquilo foi um acidente. Pretendíamos criar uma bomba comum, mas ai percebemos que ao aciona-la ela soltava uma onda eletromagnética de grande escala que afetava apenas os sistemas de comunicação. Minutos depois ela explodiria. Interessante, não é? – ele explicou. – Não queríamos explodir ou afetar a Cidade Central, mas tínhamos que testar os efeitos numa cidade de verdade. – ele defendeu-se, mas não parecia se sentir culpado.

– E o que vocês pretendem fazer com ela agora? – ela perguntou intrigada.

– Nós? Nada. – ele respondeu honestamente. – Mas as pessoas que nos pagarem farão qualquer coisa com elas. – ele riu maleficamente, imaginando alguma coisa. – Imagine os efeitos dessa bomba na Federação Flutuante, ou até mesmo na Submersa. – seu sorriso era assustador, era como se ele sentisse prazer nesse tipo de situação.

Nina começou a pensar nos efeitos que essa bomba causaria nas outras federações. Se ela afetasse o sistema de flutuação da Federação Flutuante, ou no sistema de pressurização na Federação Submersa seria uma enorme catástrofe.

– Você é louco! Quem compraria uma coisa desta?! – ela perguntou incrédula.

– Qualquer um! – ele respondeu entusiasmado. – Por interesses políticos, vingança, diversão! As possibilidades são infinitas! – de repente seu entusiasmo se foi, e agora ele estava mais sério. – Mas... Se eu fosse você, se preocuparia mais consigo mesma agora.

– Pelo o que eu percebi, você pretende fazer uma troca comigo, não é mesmo? Minha vida pela a daquele garoto que implantou a bomba.

– Isso mesmo. – ele riu. – Bem, pelo menos é o que você e outros que te esperam pensam... Seria uma pena se você morresse sem querer no meio da troca.

Ele se aproximou mais da jaula e puxou Nina pelo queixou, para analisar melhor o rosto da garota que havia mandado sequestrar.

– Tão bonita... Que pena, você poderia me lucrar um bom dinheiro... – ele disse com desdém, ainda segurando o rosto de Nina.

– Posso dizer uma coisa? – ela perguntou.

– Claro... Serão suas ultimas palavras mesmo. – ele disse tentando parecer ameaçador, mas Nina apenas riu.

– E se eu te disser que estamos a um passo a sua frente?

Ele pareceu estar confuso.

– O que você quer dizer com isso?

Nina não respondeu mais nada, apenas mostrou a língua para ele. Ele não entendeu nada, mas então notou algo, tinha alguma coisa na língua dela, algo preto, do tamanho de um comprimido, que piscava uma fraca luz vermelha. Então ele percebeu.

– Sua desgraçada... – ele se irrita, querendo bater naquela garota maldita, mas então percebe uma agitação vinda de seu complexo.

Ele saiu apressado e fechou a porta. Nina ficou lá naquela escuridão novamente, apenas esperando, até que ouviu alguém brigando do lado de fora, bem ao lado da porta. A briga parou, e então a porta se abre com tudo, revelando o rapaz que estava lá, um rapaz que Nina já conhecia.

– Olha só, parece que alguém sabe se meter em uma briga. – ela zombou, vendo que era Ryan que estava ali. Por mais que quisesse negar, ela estava aliviada por ele estar ali.

– Há-Há, continua assim que eu te deixo ai mesmo. – ele brincou, mas sem perder tempo ele foi até a jaula que ela estava e a tirou de lá.

– Você sabe que isso foi muito arriscado, não sabe? – ele comentou enquanto cortava a corda que prendia os pulsos de Nina.

– Eu sei, mas eu tinha que ganhar sua confiança de alguma maneira. – ela brincou.

Ele riu, sabia que ela não havia feito tudo isso apenas pra ter a confiança dele.

Flashback – On

No horário que Nina e Ryan haviam chegado ao prédio onde o suspeito morava, Nina o puxou rapidamente para perto da porta.

– O que foi?! – ele perguntou desconfiado.

– Aja naturalmente. – ela murmurou disfarçadamente perto dele.

– Hã? Do que você ta falando? – ele ficou confuso.

– Estamos sendo seguidos. – ela avisou discretamente.

– Como você sabe? – ele perguntou já agindo naturalmente como Nina havia pedido.

Para poder disfarçar melhor, Nina o puxou para perto dela, como se fosse lhe dar um abraço amoroso e deitou a cabeça dele em seu ombro, e Ryan retribui, sabendo o que ela estava tentando fazer.

– Está vendo aqueles dois? Sentados num banco do outro lado da rua? – ela sussurrou bem perto de seu ouvido.

Ryan olhou de relance, ainda apoiando sua cabeça no ombro de Nina, e percebeu os dois homens no banco de concreto, um era calvo e lia um jornal e o outro, sentado a lado, usava uma boina e lia uma revista de esportes.

– Estou vendo. O que têm eles? – ele confirmou, também sussurrando.

– O da ponta está lendo o jornal de três dias atrás. O outro nem mexe os olhos quando para numa das paginas da revista. – ela explicou e tirou Ryan de seus braços, entrando no prédio.

Ryan ficou impressionado, nunca viu ninguém perceber coisas como aquelas.

– O que vamos fazer? – Nina perguntou.

– Bem... Vamos esperar, ver se eles continuam a nos seguir. – ele sugeriu e Nina concordou com a ideia.

Depois da perseguição, Ryan pegou o garoto e o jogou no carro que a R-103 havia mandado, mas depois esperou mais um pouco do lado fora com Nina.

– Ainda estão nos seguindo. – ela comentou discreta, escorada de braços cruzados ao lado do carro.

– É, eu percebi... – ele concordou, olhando de relance novamente aqueles dois, que agora estavam cada um em um canto diferente. O calvo estava em frente a uma loja, fingindo olhar os produtos da vitrine, enquanto ao outro que usava boina estava do outro lado da rua, fingindo que mexia em seu P.M. – Temos que fazer alguma coisa.

– Eu estava pensando... – ela começou olhando para o nada, pensativa. – Se pegamos um dos deles, talvez eles queiram um dos nossos, para fazer uma troca. – ela voltou os olhos para ele, para ver se ele captou a ideia.

Ele não havia compreendido no começo, mas então percebeu o que ela queria insinuar com aquilo.

– Ah não! Nem pensar! – ele discordou na hora, ficando preocupado com a ideia absurda. – É muito arriscado! Eles podem te matar sem pensar duas vezes!

– Se for como eu estou pensando, eles não irão. – ela discordou. – Só preciso de algo como um rastreador para você poder me localizar.

Ryan ainda era contra, mas era o único plano que eles tinham em mente no momento, e mesmo fazendo apenas um dia que conhecia Nina, percebeu que ela não mudaria de ideia.

Com o garoto sob custódia, Nina observava sozinha do lado de fora o interrogatório pelo vidro espelhado da sala de interrogação.

– Ele está cooperando? – Ryan perguntou passando pelo corredor que Nina estava.

– Não muito por enquanto. – ela respondeu desinteressada naquilo.

– Consegui o que precisávamos. – ele foi direto ao assunto, tirando do bolso da calça uma caixinha preta. Ele a abriu e mostrou um pequenino dispositivo, do tamanho de um comprimido, preto e com uma pequena e fraca luz vermelha que piscava constantemente. – Tommy que me emprestou, disse que quer de volta depois. Parece que é apenas um protótipo.

Nina o pegou com delicadeza e o analisou bem de perto entre os dedos aquela pequena pecinha.

– Uau, é bem pequeno mesmo. – ela comentou impressionada com o tamanho.

– Ele disse que você tem que prendê-lo no molar, para não acha-lo. – ele explicou, e Nina o colocou em seu dente na mesma hora. – Só não engula, ok? – ele brincou, fazendo Nina rir também. – Você tem certeza disso? — ele perguntou sério agora.

– Se você tiver uma ideia melhor é só avisar. – ela sugeriu cínica.

– Qualquer ideia é melhor do que essa ideia!

– Bem, já fizemos metade do plano, então agora temos que continua-lo.

Flashback – Off

O lado de fora do complexo que produzia as bombas estava cercado de agentes da R-103. Eles pareciam pessoas comuns, de varias idades diferentes, não usavam uniforme militar, ou policial e nem nada parecida. Eram apenas pessoas comuns que foram escolhidas para fazer parte de algo maior.

O complexo ficava no final de um túnel abandonado de condições precárias, muito afastado de qualquer cidade da Federação Subterrânea. Um lugar perfeito para produzir bombas ilegais.

Dezenas de pessoas que trabalhavam naquele complexo ilegal estavam sendo presas agora, e os equipamentos que usavam também estavam sendo levados. Enquanto isso, Nina observava tudo de longe.

– Acho que você merece uma medalha. – comentou Ryan se aproximando, que até agora estava ajudando a levar os criminosos até os veículos.

– Não, não teria onde coloca-la. – ela brincou com o comentário, e ele riu. Os dois ficaram juntos em silencio por um tempo, apenas observando aquela movimentação que estava lá. – Sabe o que eu acabei de perceber? – ela perguntou.

– O quê?

– Você ainda não me disse seu nome.

Ele riu pela verdade. Afinal, Nina só havia descoberto seu nome porque Saphira havia lhe chamado sem querer.

– É Ryan Bennett. – ele declarou.

– Bem, foi ótimo conhecê-lo. – ela cumprimentou irônica. – Acho que eu já vou indo. – ela se despediu, já indo em direção a um dos veículos que partiria naquele momento.

– Vai para casa? – ele perguntou curioso.

– Na verdade... Não. – ela confessou. – Tenho um assunto para resolver ainda.

***

Enquanto isso, em uma avenida residencial repleta de casas de mesma estrutura, estava Saphira sentada na calçada mexendo em um tablet, em frente a uma das poucas casas com as luzes ainda acesas. A rua estava vazia, só se encontrava Saphira lá fora naquele momento, mas então ela ouviu passos de alguém se aproximando, porem não se preocupou, sabia quem era. Era Nina.

– Acho que você errou o caminho de casa. – comentou Saphira sem tirar os olhos do que estava fazendo.

– Não, foi proposital. – ela respondeu já próxima de Saphira, se apoiando ao poste que estava ao lado dela.

As duas se mantiveram em silencio por um bom tempo. Saphira continuava a fazer o que estava fazendo antes de Nina chegar, e ela observava a rua vazia sem nada melhor para olhar.

– Se lembra da primeira vez que eu hackiei alguma coisa? – Saphira perguntou do nada, parando de mexer em seu tablet e o colocando em um canto do seu lado.

– Lembro. – Nina riu. – Tínhamos 9 anos. Você hackiou o sistema de alarme de incêndio da escola porque não tinha estudado para a prova de matemática.

– Bons tempos. – ela riu também, lembrando-se do momento nostálgico.

– Você tinha um cabelo chanel horrível naquela época. – acrescentou Nina.

– Aff... Por favor, não me lembre disso. – Saphira tentou cortar o assunto vergonhoso, odiava lembrar o visual que ela tinha naquela época.

– Sabe... Você me deve uma aposta. – disse Nina.

– Que aposta? – perguntou Saphira.

– Sobre me contar o porquê de você ter entrado naquela organização.

Saphira tentou conter um sorriso. Ficou feliz e aliviada por ela, pelo menos assim Saphira poderia ficar de olho e controlar a amiga.

– Há um ano e meio... – ela começou. – Eu fazia o que eu melhor sabia fazer: hackiar e invadir qualquer sistema. Até que um dia, como todos os outros, eu invadi um sistema qualquer e então um pensamente me veio do nada: “O que eu estou fazendo?”. Eu percebi que o que eu fazia não tinha propósito, não tinha razão, nem ao menos por diversão eu fazia. Desde então aquele pensamento me vinha todos os momentos. Até que um dia Alexander apareceu e me ofereceu uma proposta, de trabalhar com ele. Eu recusei no começo, como você, mas então eu percebi que eu podia fazer parte de algo melhor, fazer algo que realmente valesse apena.

Nina não disse nada. Aquilo que Saphira sentia a um ano e meio atrás era o mesmo que Nina sentia até agora. Ela pensava agora que talvez a maioria das pessoas que fazia parte da organização se sentisse do mesmo jeito antes.

– Saphira, querida, venha jantar. – chamou uma senhora amável de dentro da casa

– Já estou indo vovó! – respondeu Saphira para a senhora dentro da casa.

– Não acredito que ainda mora com a sua avó. – debochou Nina.

– Não vejo problema nenhum nisso. – respondeu Saphira se levantando da calçada. – Não quer jantar também? – ela ofereceu.

– Não, agora vou pra casa. – ela dispensou a oferta, estava cansada de mais para jantar na casa de Saphira agora.

Vendo que Saphira já entrava na casa, Nina se virou e seguiu seu curso, agora realmente indo para casa.

– Ei! Nina! – chamou Saphira antes de entrar. – Te vejo amanhã?

– Sei lá, quem sabe... – ela respondeu incerta, mas Saphira sabia sim que ela a veria amanhã com certeza.

***

Finalmente Nina estava no prédio onde morava. Ela sobe até seu apartamento e a primeira coisa que faz ao entrar é se jogar no sofá, totalmente exausta.

– Televisão, ligar. – ela ordenou e a parede de vidro a sua frente se tornou negra e de repente uma grande tela de TV aparece, ligada bem no noticiário.

– ...Agora informações sobre a queda de sistema ocorrida na Cidade Central. – informava a ancora do telejornal. – Aparentemente uma falha técnica na grande Torre foi à causa dessa catástrofe dessa tarde, que causou mais de 200 feridos e 10 mortes. Especialistas dizem que já estão tomando providencias para essa falha e que irão garantir para que isso não ocorra novamente. Agora sobre a economia...

Nina não se surpreendeu com a noticia, já sabia que a mídia era mentirosa há muito tempo. Ela ignorou as outras noticias, já que não as interessavam, mas continuou com a TV ligada.

Ela desprendeu de seu short o pingente de estrela que sempre usava e segurou a sua frente, vendo aquela estrela prateada brilhante balançar de um lado para o outro.

– Hoje foi um grande longo dia... – ela comentou, parecendo falar com a estrela a sua frente. – Não é mesmo?

Epilogo

Federação Submersa – Cidade Central

A Federação Submersa sempre foi conhecida como a Cidade Brilhante, por causa de sua imensa claridade causada pelas luzes fortes e os holofotes em neon que cercavam todas as cidades, e também parecia que tudo tinha um ar meio azulado e branco, que lembrava mais ainda as profundezas do mar. E é claro que na Cidade Central dessa Federação não podia ser diferente.

Naquela noite, no terraço de um prédio de entretenimento, onde ocupava uma enorme quadra de basquete, uma garotinha loira, de cabelos compridos e lisos, que na ponta se enrolavam, rebatia uma bola de basquete sozinha no meio da quadra. Seu nome é Livy Everhart, tinha aparentemente 12 anos, além de loira, tinha belos olhos azuis claros, vestia uma longa camiseta regata azul celeste, um short azul escuro que se escondia por baixo da camiseta, calçava um par de meias 7/8 brancas e um par de All Star azuis turquesa.

Livy para de rebater a bola no chão e a segura com as duas mãos, mirando na cesta distante e muito alta, alta até de mais para ela. Mas então ela arremessa e acerta perfeitamente na cesta.

– Uhuu! Três pontos!! – ela comemorava, dando vários pulinhos com os braços para cima. – Você viu Willy?! – ela perguntou animada para o rapaz que estava sentado sozinho na arquibancada lendo um e-book.

Seu nome na verdade é William McBee, mas Livy sempre o chamava de Willy. Ele era um rapaz de 20 anos, cabelos castanhos curtos, bem penteados, olhos verdes escuros e o rosto de um homem feito e bem charmoso. Ele usava uma camisa polo branca com a gola aberta, junto com uma simples calça jeans azul escura com um par tênis.

– Aham Livy, vi sim... – ele afirmou distraído, na verdade nem sabia o que a garotinha tinha feito.

– Willy! Seu chato! Você não viu nada! – a garotinha ficou emburrada por causa da atitude do rapaz.

– Ah, parece que Ryan me mandou um arquivo. – ele comentou, ignorando completamente Livy, vendo a pequeno alerta que surgiu no tablet que lia seu e-book. – Parece que temos uma nova recruta interessante... – ele afirmou abrindo o arquivo.

– Deixe eu ver! – Livy surgiu do nada e pulou sobre os ombros de William que não se incomodou. Ele aproximou o tablet para que a garota visse melhor. No arquivo havia informações sobre Nina, junto com uma foto dela ao lado.

– Que fofa! Willy, posso deixar meu cabelo roxo também? – ela pediu com a voz meiga e doce que tinha.

– Nem pensar. – ele negou, sem pensar duas vezes.

– Viu! Eu disse que você é chato! – ela ficou emburrada novamente, saindo dos ombros do rapaz que era como um irmão mais velho para ela.

Federação Flutuante – Cidade Nº 3

A Federação Flutuante era moderna e sofisticada, como as outras federações, mas algumas cidades, como essa, mantinham as estruturas com o ar da Europa Colonial, mas sem perder a tecnologia e a sofisticação de uma cidade moderna.

Em uma ponte ao lado de uma auto peças, em um alto andar da cidade, estava sentada na mureta de concreto avermelhado uma garota morena, de 16 anos, sem se preocupar com a altura ou com o medo de cair. Seu nome é Zoe Morallez.

Havia poucas pessoas naquela avenida, os donos dos estabelecimentos ficavam de bobeira em frente as suas lojas, e três crianças brincavam de bola na rua parada. Era um dia tranquilo, como todos os outros.

A garota morena usava uma regata laranja, um short jeans claro, e um tênis esportivo, com o cabelo castanho ligeiramente escuro e ondulado, preso a um rabo de cavalo alto e frouxo. Ela ouvia musica no modo estéreo em seu aparelho Mp3 e balançava seu corpo de um lado para o outro ao ritmo da musica. A morena olhou para cima, vendo o sol forte que refletia sobre a cúpula de vidro que cobria a cidade. Seus olhos eram castanhos, mas ao olhar mais de perto se percebia um leve tom esverdeado em volta pupila.

– ‘Cause all little things, gonna be all right. ♪ — ela cantava o refrão da musica que ouvia, que parecia combinar perfeitamente com o clima que estava aquela avenida.

– Pelo amor de Deus... – resmungou uma voz feminina que vinha de baixo de um carro velho que estava sendo arrumando na auto peças. – Dá pra parar de estragar a musica? — de baixou do carro surgiu uma garota de cabelos curtos lisos, de um loiro platinado e olhos azuis claríssimos. Sua pele era bem alva, mas por causa do sol forte da Federação Flutuante sua pele vivia bronzeada. Seu nome é Rebecca Delacour, tinha 18 anos, ela usava uma camisa xadrez vermelha e preta, com as mangas dobradas até o cotovelo, e também usava um short jeans, mas o seu era escuro e junto com ele calçava um par de coturnos pretos já bem gastos. Por estar concertando um carro, sua pele estava toda suja de graxa, que fazia a garota perder a sua beleza.

– Mas é Bob Marley! – defendia Zoe se virando para Rebecca, mostrando a imagem da capa do álbum em seu mp3. – Soube que suas musicas eram bem populares na época dos continentes.

“Época dos continentes” era como as pessoas hoje em dia se referiam ao período antes das Federações.

– Não estou falando do cantor, estou falando da sua voz. – ela esclareceu debochando, enquanto se levantava do chão e abria o capo do carro velho que tentava concertar. Não conseguiu escutar muito bem, mas jurava que havia escutado Zoe resmungar alguma coisa.

– Ainda tentando concertar essa coisa velha? – perguntou alguém se aproximando das duas.

Rebecca e Zoe olharam para a direção da voz e viram que era um rapaz que ambas conheciam: Ryan Bennett.

– Olha só quem voltou do inferno. – Rebecca deu as boas vindas da maneira dela.

Inferno era a maneira ofensiva que os alguns cidadãos Federação Flutuante se referiam a Federação Subterrânea, por eles viverem de baixo da terra, enquanto eles se auto nominavam Paraíso, por estarem acima das nuvens.

– Ryan! – Zoe desceu em um pulo da mureta, correndo aos braços do garoto, como uma criança faz ao ver os pais chegarem do trabalho, mas nesse caso seria como ver um irmão mais velho chagando em casa. – Me conta, me conta! Como que é lá em baixo? – ela perguntou animadíssima.

– Hm... Claustrofóbico. – ele respondeu brincando, mas achou que essa foi a melhor maneira de descrever aquela nação.

– Quero ir para lá um dia... – fantasiava a morena. Certamente, por mais que aparentasse ter 16 anos, Zoe agia como uma criança de 12.

– Indo direto ao assunto. – interrompeu Rebecca. – O que você foi fazer lá mesmo?

– No começo nada, mas então me pediram pra tentar chamar uma garota pra fazer parte da equipe. – ele explicou, começando a mexer em seu P.M. – Essa garota aqui. – ele mostrou uma foto de Nina arquivada em seu P.M.

– Adorei o cabelo dela... – comentou Zoe olhando a foto de perto.

– Hm... Prefiro o meu. – Rebecca retrucou.

– Não acredito que mostrei a foto pra vocês ficarem falando do cabelo dela. – bufou Ryan incrédulo.

– Foi mal... – riu Rebecca. – Mas o que ela tem de especial?

– Ela tem habilidades incríveis. – ele respondeu. – Mas...

– Mas o que? – perguntou Zoe, vendo que ele estava pensativo.

– Algo me diz que Alexander nos esconde algo sobre ela...

Notas finais
E aiiii? Adoraram? Amaram? Gostaram? Odiaram? Detestaram? Me digam a verdade eu aguento, eu sou forte u.uBem, mudei a capa porque na outra capa havia uma foto de uma garota de supostamente deveria se parecer com Nina, mas encontrei uma foto que combinaria mais com ela, então mudei. Me digam também quais personagens vocês acharam mais bonitos, estou louca pra saber :3Aé Bianquinha querida, estou ansiosíssima para ler seus comentários maravilhosos ¬¬Até o proximo capitulo o/