Three Federations: R-103

3 Capítulo 2: What I'm doing?


Notas iniciais
Sorry, sorry, sorry, sorry, mil sorry T.T Eu sei que demorei muito, mas finalmente consegui termina-lo! Ebaaa! o/ Espero que gostem, e mesmo se não gostarem me avisem ta. :3 Se tiver algum errinho me avisem, acabei de termina-lo e dei uma revisãozinha rapida (por mais que tenha lido umas mil vezes antes de termina-lo KKK) Bem, não vou enrolar mais por que sei que estão loucos para lerem :3 Aproveitem o/

Já se passava das 2h da madrugada. Nina chegou a seu apartamento. Ele era grande, mas só havia um cômodo e meio. Uma grande sala ocupada por um espaçoso sofá preto e na parede ao lado havia uma porta dupla branca como a parede, mas não era outro cômodo, era apenas um closet. A cozinha era mediana, separada por uma meia parede. Em frente ao grande sofá, a parede era totalmente de vidro, dando vista para quase toda a cidade. Era um apartamento refinado, com moveis e decorações em preto e branco.

Nina estava cansada, sua cara estampava isso muito bem, ela só queria tomar um banho e dormir.

Foi direto para o banheiro. Retirou a roupa, se virou de costas para o espelho e viu com dificuldade os arranhões vermelhos em suas costas, resultado de suas aventuras dessa noite. Ela suspirou, deixando aquilo de lado. Soltou seu cabelo e entrou para de baixo do chuveiro. Encostada na parede, ela deixou a água cair sobre seu corpo. Aqueles minutos são preciosos para ela. São os únicos momentos em que sua mente fica vazia, não pensava em nada, mas só durava por alguns pequenos minutos.

“O que eu estou fazendo?”

Esse pensamento sempre surgia neste momento. Quando ele surgia, ela saia de seu banho. Ela vestiu uma camisa branca e se jogou em seu sofá. Olhou para a vidraça e viu a claridade que surgia da cidade, mas isso não a incomodava. Segundos se passaram, e antes que ela percebesse, já havia caído no sono.

O sonho. Aquele sonho. Já o tinha a tanto tempo que já estava acostumada a tê-lo. Era uma lembrança muito antiga, mas não sabia o que era.

Nina era pequena, tinha uns 5 anos de idade. Seu pai, um homem de cabelo escuro bagunçado, penteado para traz, e cavanhaque, falava algo para ela, algo importante. Ela não podia ouvir. No sonho, um chiado dominava seu ouvido. Ele estava preocupado e assustado. Algo importante acontecia. De repente, uma explosão. Ela não ouviu, mas sentiu o tremor e viu a fumaça e o fogo surgirem bem distante, atrás de seu pai. Ele disse uma ultima coisa para Nina e depois correu em direção à explosão.

– Papai! – ela gritou, o chamando, mas já era tarde, ele já estava muito longe.

Nina acordou, mas não por sua vontade. Um grande veículo flutuante passou bem em frente ao seu apartamento, refletindo uma luz forte para dentro da sala onde Nina dormia.

– Você precisa se lembrar de acionar as cortinas antes de dormir. – disse, de repente, uma voz feminina vinda da cozinha, fazendo Nina cair do sofá de susto, mas era apenas Saphira. – E bom dia.

– Como você... – Nina se interrompeu, passando a mão na cabeça por causa da dor. – ...Entrou aqui?!

– O sistema de segurança do seu apartamento é horrível. – ela respondeu com a boca cheia. Estava comendo cereal, sentada na mesa da cozinha de Nina. Analisando melhor a Saphira, Nina percebeu que ela estava com a mesma roupa da noite anterior.

“Onde ela esteve à noite inteira que nem pode trocar de roupa?”

“Bem, melhor eu não saber.”

– O que você quer? – Nina reformulou a pergunta, já de pé, indo em direção à cozinha.

– Não posso visitar uma amiga? – Saphira perguntou irônica.

– Fala logo o que você quer. – insistiu Nina, pegando o cereal das mãos de Saphira e o comeu.

– Quero te levar num lugar.

– Que lugar?

– Eu te conto no caminho.

Nina hesitou, colando uma porção do cereal na boca. Queria saber o Saphira queria com ela, mas não estava a fim de sair. No final ela se rendeu, revirando os olhos.

– Ta, deixa eu me vestir. – ela foi até o closet, pegou uma roupa e depois foi para o banheiro se trocar e se arrumar.

Ela vestiu um top totalmente preto, igualmente como o resto da roupa, um shorts, um par de meias acima do joelho e um par de botas de cano curto de cadarço. Ela prendeu seu pingente de estrela no shorts, ela nunca o dispensava. Prendeu seu cabelo como sempre prendia e saiu do banheiro.

Saindo do apartamento, viu Saphira já a esperando ao lado do elevador. Alem do apartamento de Nina, havia mais três naquele andar, dois na direita e dois na esquerda. Provavelmente eles eram do mesmo tamanho do de Nina. As duas entraram no elevador, que ficava no final do corredor, e dentro dele, continuaram em silencio por um tempo.

– Desculpe por isso. – pediu Saphira antecipada.

– Desculpa? Pelo o... – antes de terminar a frase, Saphira espetou algo em seu pescoço. – Ai! O que foi isso? – segundos depois, sua vista escureceu. Ela desmaiou.

***

– Nina... Nina... – uma voz ecoava chamando por ela. Ela começa a despertar. Sua vista estava turva e borrões de luz incomodavam seus olhos. – Nina... Acorda. – a voz continuava. Quando a visão de Nina voltou ao normal, percebeu que era Saphira que a chamava em pé ao seu lado.

– Que merda você fez comigo? – perguntou Nina ainda meio sonolenta por causa dopagem, se levantando do chão com a ajuda de Saphira.

De pé, ela percebia que estava em outro elevador, de paredes de vidro, bem iluminado e bem afastado das paredes metálicas que o cercava.

– Desculpe, foi preciso. Senão você saberia pra onde estamos indo. – respondeu Saphira indiferente.



– Então isso é um sequestro? – perguntou Nina parecendo nada preocupada, coçando os olhos, tentando sair daquela ressaca. – Não seria mais fácil me vendar, me amarrar e me jogar dentro de um carro preto? – ela perguntou brincando.

– Não, você saberia o caminho pelo som e o odor do ambiente, cachorrinha. – Responde Saphira cínica, com um leve deboche. Mas era verdade.

“Vaca”

– Então... – continuou Nina, mudando de pergunta. – Pra onde está me levando?

– Logo você irá descobrir. – responde Saphira ainda enigmática.

Depois de alguns minutos mantidos em silencio, o elevador para de subir, parando em frente a uma ponte metálica com uma porta de metal fechada logo em frente.

– Vamos. – Saphira começou a caminhar quando a porta do elevador se abriu.

Nina a segue, andando pelos cantos da ponte, vendo lá embaixo o quão elas subiram naquele elevador.

– É... Seria uma péssima queda. – comentou Nina para si mesmo, percebendo o quão alto elas estavam.

Enquanto isso, Saphira colocava sua mão direita em um dispositivo da porta que fez uma leitura digital. Assim que completa, um teclado digital aparece ao lado, no qual Saphira digita um código de oito números. Então a porta se abriu.

"Welcome back, Miss Dale." Cumprimentou uma voz feminina eletrônica, assim que a porta se abre.

– Srta. Dale? – perguntou Nina irônica e sarcástica.

– Cala a boca. – resmungou Saphira.

Elas entraram, e logo se depararam com um curto corredor branco, onde havia outra porta logo em seguida. Assim que se aproximaram, a porta se abriu automaticamente e se depararam com uma enorme instalação, ligada em outras salas por portas, escadas e corredores. Nela havia algumas pessoas passando, algumas mais velhas que as duas e outras com aparentemente a mesma idade.

Ao centro da instalação havia uma grande redoma de vidro, onde dentro havia um tubo também vidro e nele estava uma grande esfera verde reluzente flutuante.

Aquele lugar não era familiar para Nina, mas para Saphira era conhecido.

– Que lugar é esse?... – perguntou Nina, quase como um sussurro, analisando todo aquele ambiente.

– Saphira! – chamou uma voz distante. Um rapaz de cabelo castanho avermelhado bagunçado, usando óculos grandes de armação preta e segurando uma espécie tablet transparente em uma das mãos se aproximava. Ele até que era bonito, mas ele mesmo não percebia isso. – Estamos com um problema no software de novo, poderia dar um jeito? – ele pediu meio sem jeito, parecia que o problema era frequente.

– Já disse que não sou suporte técnico, Tommy. – ela reclamou revirando os olhos.

– Por favor, é a ultima vez. – ele insistiu, ainda sem jeito, com um olhar de cachorrinho.

– Tá bem... – ela aceitou hesitante. – Nina, espere aqui.

Eles foram resolver o tal problema do software. Tommy mostrava alguma coisa para ela no tablet que segurava no caminho, discutindo sobre algo, provavelmente sobre o tal software, mas Nina não podia ouvir, já estavam distantes.

Nina volta a olhar aquela esfera esverdeada dentro do tubo. Ela se aproxima da parede de vidro onde estava a esfera, tocando com a mão direita no vidro. Nenhuma reação se manifestou, nem mesmo calor se sentia através do vidro.

– Bonito, não é? – comentou alguém se aproximando. Nina se vira simultaneamente e vê um homem mais velho, entre quarenta e cinquenta anos. Seus curtos cabelos grisalhos eram bem penteados, seu rosto, que portava finos olhos azuis, continha poucas marcas de idade. Suas vestes, um sobre-tudo preto aberto, e sua áurea manifestavam um ar de autoridade. – Esse é o reator Green Spes, a fonte de energia ilimitada mais estável já criada. – ele comentou se aproximando de Nina e olhando para o reator ao seu lado. – Seu tataravô criou o seu projeto e seu bisavô conseguiu desenvolvê-lo. Sem eles, não teríamos conseguido fundar as Federações.

– Quem é você? – ela perguntou.

– Ah, desculpe a grosseria. – ele pediu. – Meu nome é Alexander Blake.

– Por que estou aqui? – ela perguntou indo direto ao assunto. – Não acho que seja por causa de meu parentesco. – ela comentou, se referindo aos criadores do reator.

– Tem razão, não é por causa disso que você está aqui. – ele confessou. – Você está aqui porque você tem habilidades muito promissoras.

– Minhas habilidades? O que elas têm haver com isso? E que lugar é esse? – ela fez varias perguntas desconfiada.

– Venha comigo, quero lhe mostrar uma coisa. — ele passou por ela, seguindo adiante, parecendo ignorar todas as perguntas da garota.

Mesmo desconfiada, Nina o seguiu. Queria saber o motivo de estar ali e por que suas habilidades eram desejadas por aquele homem. Eles chegam a uma ala onde havia uma grande tela, com centenas de filmagens de câmeras, todas eram câmeras de vigilância da Federação Subterrânea. Eram imagens de centenas de lugares diferentes, ruas, estabelecimentos, empresas e até mesmo de residências. Alexander seleciona uma das filmagens com a mão direita e a imagem se expande, ocupando quase toda a tela. Atualmente as câmeras de seguranças tinham a imagem muito nítida, deixando a filmagem perfeita. Nela mostrava um homem entre vinte e trinta anos, sentado no banco de um ponto de ônibus, parecendo desatento e cansado.

– Antes que eu lhe responda, me diga, o que você vê aqui. – de braços para trás ele perguntou, sem tirar os olhos da enorme tela.

– O que eu vejo? Uma pessoa, oras – ela respondeu, estranhando a pergunta.

– Não, Nina. – ele a corrigiu, balançando a cabeça negativamente. – O que você vê. – ele enfatizou.

Ela suspira. Havia percebido o que Alexander queria dizer. Antes de respondê-lo novamente ela olha atentamente a filmagem por mais alguns segundos.

“Não acredito que vou ter que fazer isso.”

– Um homem, 1,75 de altura, casado, tem um filho, uma menina talvez... Pelas cicatrizes nas mãos ele trabalha na linha de produção de androides que não fica muito longe dali. Não ganha muito, mas é o suficiente para sustentar a família, pelo menos é assim que ele pensa. – Nina suspira, para recuperar o ar. Alexander estava ligeiramente impressionado, mas esperava mais da garota. Mas ela ainda não havia terminado. – Por isso que ele está fugindo. – ela continua. – Trabalhadores na linha de androides devem chegar muito cedo ao trabalho, então os funcionários devem morar perto da filial, resumindo, ele não precisa pegar ônibus. E por que ele está fugindo? Provavelmente sua esposa está grávida. Um salário mínimo é o suficiente para sustentar uma família de três pessoas se ela economizar no maximo, mas com quatro pessoas é quase impossível. Ou... Ele deve ter sido demitido, o que levaria a mesma situação, mesmo sem uma quarta pessoa. – ela termina, suspirando novamente, se virando para Alexander. – Satisfeito? – ela perguntou sarcástica.

“Eu poderia ter dito os detalhes chatos, mas como eu disse, eles são chatos.”

– Muito bem, impressionante. Você tem a habilidade de perceber o que as pessoas geralmente não percebem. Mas você a desperdiça, é por isso que você está aqui.

– Quem é você pra me dizer o que fazer? – ela começou a ficar irritada.

– Sou Alexander Blake, líder da R-103, e quero que você faça parte dela. – ele explica.

– R-103? O que é isso? – ela perguntou mais confusa ainda.

– Uma organização criada sem ligação ao governo, para manter as Três Federações erguidas. – ele começou a caminhar, saindo daquela ala onde estava a grande tela, e Nina o seguiu, tentando entender no que estava se metendo. – Qualquer ameaça que possa quebrar a “amizade” entre as Federações nós impedimos.

– Então você quer que eu faça parte dessa trupe que salva a nação? – ela perguntou cínica, se afastando, indo até a saída. Aquilo não lhe interessava nem um pouco. – Não, obrigada. Não faz meu estilo.

– Pense bem Nina, esse é jeito que você passar sua vida? Desperdiçando seus talentos com jogos de sobrevivência e roubando os ricos a sua volta? – Alexander dá um sermão, mas sem perder o tom calmo e grave que estava esse tempo todo.

– Algum problema com isso? – ela pergunta ainda cínica, se virando para ele.

– Era isso que o seu pai iria querer? – ele tocou na ferida de Nina.

Mencionar seu pai foi um erro.

– Meu pai morreu há 12 anos! – ela se exalta, chamando a atenção das pessoas que andavam por aquele lugar. Ao perceber seu descontrole ela respirou fundo, voltando ao seu normal. – Ele deixou de querer alguma coisa há muito tempo. – sem mais nada para dizer nem para ouvir ela deixou aquele lugar, atravessando aquela porta de antes, que dava em um corredor branco e até o elevador.

Alexander respirou fundo e deixou que ela fosse. Ele deu um sorriso de canto, tendo um pressentimento sobre a garota de cabelos roxos.

– Tudo bem deixa-la ir assim? – perguntou Tommy se aproximando, ajeitando seus óculos de armação grossa.

– Sim, deixem ela, sei que ela vai voltar. Afinal... – ele fez uma pausa, se virando em direção ao reator Green Spes. – Ela é igualzinha ao pai dela...

***

O elevador desceu por alguns pequenos minutos. Apoiada na parede de vidro do elevador, Nina tentava esvaziar sua mente, mas não estava obtendo muito sucesso. Finalmente o elevador para, mas para a surpresa de Nina, foi em um lugar muito imprevisível.

“Tá de brincadeira comigo...”

O elevador parou em um centro comercial, conhecido popularmente como Shopping Center. Havia centenas de lojas, todas abertas, e centenas de pessoas passando. Nina riu consigo mesma.

“É... É um ótimo lugar para esconder uma instalação secreta.”

Nina não havia dado nem um passo e já se deparou com Saphira em sua frente, encostada em uma parede, comendo uma casquinha de sorvete de morango.

– Há quanto tempo está aqui? – perguntou Nina.

– Ah, faz alguns minutos. Desde a hora que Alexander estava te testando. – ela respondeu mordendo a casquinha do sorvete, fazendo sua voz sair estranha.

– Não, há quanto tempo está aqui, com eles? – Nina refez a pergunta.

Antes de responder, Saphira engole o pedaço de sorvete, calculando em sua cabeça.

– Faz um ano e meio... Eu acho... – ela respondeu incerta.

– E por que se juntou a eles? Não acho que faça seu estilo.

Saphira sorri antes de responder, parecia que havia pensando em alguma coisa.

– Vamos fazer um acordo? Se você participar, eu te conto meu motivo. – ela propôs.

– Então você vai manter isso em segredo por um bom tempo. – irônica, Nina deu um tapinha em seu ombro e foi embora, enquanto Saphira provavelmente voltava para a instalação.

Ao sair do centro comercial, Nina percebeu que estava na Cidade Central, também conhecida como Cidade Nº 1. Em todas as Federações, as cidades eram nomeadas por números, dependendo da ordem que foram criadas. A primeira cidade criada por cada Federação recebeu o nome de Cidade Central ou Cidade Nº 1, normalmente elas são as maiores e as mais desenvolvidas. Na Federação Subterrânea ha 13 cidades, com boatos que estava sendo construída uma 14ª. A Federação Flutuante havia 10 cidades e a Submersa havia apenas 5, afinal, ela era a mais difícil de ser construída.

Sem prestar atenção naquela grande e moderna metrópole, Nina seguiu direto para a estação de metrô. Entrou no primeiro metrô que avistou, sem ligar para onde ele ia. Só queria ficar quieta com seus pensamentos. O metrô era bem espaçoso e rápido, e andava por cima da cidade. Ele não flutuava, havia trilhos de metais por cima e do lado dos prédios. Em sua estrutura, metade para baixo dele era de metal e metade para cima era de vidro, que daria para ver toda a cidade se não fosse pelas dezenas de propagandas holográficas que cobriam os vidros.

O vagão de Nina estava quase completamente vazio, se não fosse por ela e por mais dois homens que estavam sentados um do lado do outro, distantes de Nina. Ela sentou em uma fileira vazia, cruzando os braços e as pernas, mostrando que não queria ser incomodada.

Aqueles dois, que usavam roupas simplórias e gastas, cochichavam um para o outro e olhavam para Nina o tempo todo, mas ela os ignorava. Não ligava a mínima para eles, só queria pensar um pouco no que havia acabado de passar.

“Alexander Blake...”

“Quem ele pensa que é...”

Aqueles dois no vagão, que desviavam o olhar constantemente para Nina, se levantaram e foram até ela.

– Eai, bonitinha, ta indo pra onde? – perguntou ousado o primeiro, já na frente dela.

– Sabia que eu gosto de garotas de cabelo colorido? – insinuou o segundo, do lado do primeiro, olhando Nina de cima a baixo.

Nina continuou a ignora-los, nem ao menos olhou para eles, nem por um segundo.

“Me juntar a aquela organização?”

“Humpf, quem ele pensa que eu sou?”

“As Federações nunca fizeram nada por mim, por que deveria ajuda-las?”

– Ei? Tá me ouvindo? – perguntou o primeiro, ainda insistente, colocando a mão sobre o ombro esquerdo dela, mas isso foi um erro.

No instante que foi tocada, Nina segurou o pulso daquele intrometido e numa velocidade alarmante o jogou no chão, ainda segurando seu pulso e com o joelho direito apoiado nas costas dele, deixando-o imobilizado no chão e fazendo o outro se afastar de susto.

– Não vê que estou pensando?! – ela perguntou enfurecida, ainda sobre o rapaz.

– D-Desculpe! – ele pediu com dificuldades e parecendo estar com dor.

Nessa hora, o metrô chega à próxima estação. Ela se levanta e liberta o rapaz, deixando-o ir embora, junto com o outro, que saiu antes dele. Nina sai pela outra porta do metrô, querendo evitar a presença daqueles dois novamente.

Fora da estação, Nina chega a uma ampla avenida comercial. Mesmo sendo uma nação de baixo da terra, todas as cidades se pareciam com cidades normais modernas, a única diferença é que não havia céu. A avenida não estava muito movimentada, poucos carros, tanto flutuantes quanto terrestres, passavam por ela. O numero de pessoas era moderado, não havia muitas nem poucas.

Aproveitando que sua mente estava mais calma, Nina decidi pesquisar um pouco das informações que tinha. Ela pega um dispositivo que estava em seu shorts que parecia uma caneta, mas na verdade era um celular. Em 2194 existia dois modelos de celulares, os Pencil-Mobiles e os Pulse-Mobiles, os dois eram chamados apenas de P.M., deixando o nome “celular” para traz. Ela aciona seu P.M. e depois puxa a sua tela.

– Pesquise “Alexander Blake”. – ela ordenou ao P.M. e então uma grande lista com fotos de homens com aquele mesmo nome surgiu na tela digital. Depois de um bom tempo rolando aquela lista ela não consegue encontrar nenhum Alexander Blake que perecesse com o que ela conheceu.

– Isso não vai funcionar. – informou uma voz desconhecida. Nina olha pra o lado e vê um rapaz apoiado num poste. O mesmo rapaz que a observava na noite passada. – De acordo com o sistema, Alexander não existe. – ele explicou se aproximando.

– E quem é você? – ela perguntou desconfiada.

Em apenas alguns segundos, antes de continuarem a conversa, Nina o analisou por completo, analisando a postura, a voz, os olhos e também o olhar, as vestimentas, que eram simples, mas que combinavam com ele, e a atitude. Ela fazia isso naturalmente, quase nem percebia mais quando fazia.

– Ninguém importante. – ele respondeu nada explicativo.

– O mais correto não seria você dizer seu nome? – ela insinuou erguendo a sobrancelha.

– Pra você procurar meu nome no seu P.M.? Não, obrigado. – ele respondeu cínico, cruzando os braços.

– Então, desde quando está me seguindo? – ela fez outra pergunta, vendo que ele não daria nenhuma informação valida para ela.

– Desde quando você saiu da instalação sem dar uma resposta. Alias, foi incrível o jeito que derrubou aquele cara. – ele respondeu, rindo da ultima parte que havia dito. Provavelmente não imaginaria nenhuma garota fazendo aquilo.

– Então você está aqui para me convencer?

– Talvez, mas por enquanto só tenho que ficar de olho em você. – ele respondeu convencido.

– Que ótimo, agora tenho uma babá. – ela redeia os olhos, indignada. Perdendo a paciência novamente, ela começar a caminhar na rua.

– Não se preocupe. – ele avisa tentando acompanha-la, mas ela tentava evita-lo. – Você nem vai perceber que estou por perto.

– Isso não me conforta. — nesse instante seu P.M. começa a tocar, então ela puxa sua tela para poder atendê-lo, parando no meio da rua.

Não havia identificação na tela, nem mesmo o numero do telefone. Havia apenas uma tela preta e escrito no meio “Não identificado” em vermelho no centro da tela. Desconfiada, Nina atendeu, intrigada com aquilo.

– Ni--, Nina! Con--gue me ouvir? – perguntava aflita uma pessoa do outro lado da linha. A voz estava sendo cortada por alguma interferência, e a filmagem da pessoa que deveria estar na tela não aparecia, estava uma imagem estática, como uma TV sem sinal.

– Saphira? É você? – com dificuldade, Nina conseguiu reconhecer a voz. – Qual o problema? – ela pergunta preocupada.

– Me escu--, você tem q-- sair daí ag-ra! – ela alertou bastante assustada.

– Saphira, o que aconteceu? – perguntou o garoto, escorando em Nina, para que ele pudesse se aproximar do dispositivo que estava na frente dela.

– ­Q-- bom, Ryan está com você... – ela suspira um pouco mais aliviada, revelando para Nina o nome dele, mas ainda estava nervosa. – Não te--o tempo para expli--r! Saiam daí! Rápido! – a ligação caiu, mais precisamente, o sinal foi cortado.

Notas finais
E ai? Gostaram? Não gostaram? Espero que seja a primeira opção KKK Ah, eu sei que "Pencil" é lapiz em inglês, e não "caneta", mas eu achei que "Pen-Mobile" ia ficar estranho KKKK Aé, sei que as outras duas Federações não apareceram ainda mas caaalma que elas vão aparecer no momento certo. Comentem, comentem, eu não mordo :3 Ah, provavelmente não vou demorar muito no proximo, já tenho ele em mente. Hu, hu u.u Até o proximo o/