Those Eyes - Dean Thirteen
6 Sem o seu amor, minha vida não é nada.
Notas iniciais
Já estava entardecendo quando os dois pegaram uma estrada que dava para ver a praia.
- Nossa, faz tempo que eu não vejo o mar! — disse Thirteen animada.
- Nossa, nem eu!
- Olha! Um parque de diversões! Vamos lá, Dean!
- Sério?
- Claro! Vamos comer um pouco de pipoca, algodão doce, atirar em umas latas e ganhar bichos de pelúcia! Nós merecemos isso!
- É… acho que vai ser divertido!
Dean estacionou o carro e assim que os dois saíram do carro, Thirteen pegou na mão dele, como namorados fazem e ele gostou muito. O parque ficava praticamente na praia, a noite já estava chegando, e as luzes dos brinquedos brilhavam mais ainda.
- Olha! Vamos ver quem é melhor de pontaria! — disse ela puxando o caçador até uma barraca de tiro ao alvo.
Primeiro foi a vez dela, pegou uma da pistolas e começou a atirar nas latas. Acertou metade e ganhou um ursinho de pelúcia.
- Veja e aprenda! — disse Dean na vez dele.
Claro, ele acertou todas as latas em um tempo recorde, o rapaz da barraca ficou impressionado e Dean ganhou o prêmio máximo, um urso enorme, marrom escuro com um laço vermelho no pescoço.
- Pra você! — disse o caçador com um sorriso, dando o urso para a médica.
- Quanta gentileza!
Os dois continuaram andando pelo parque e ela, agarrada no urso. Bateu a fome e o casal foi para as barracas das comidas.
- Olha essas comidas! — disse ela um pouco espantada.
- Relaxa, Remy! Não vai te fazer mal comer uma salsicha empanada e frita, vai!
- Isso é uma bomba de colesterol!
- Você disse que queria vir aqui, comer, se divertir…
- Sim! Mas eu pensei em pipoca, algo mais… light?!
- Ah, vai! Experimenta! — disse Dean oferecendo a tal salsicha.
Ainda um pouco preocupada, Remy mordeu o negócio.
- Hum… é, é bom, não posso negar! — assumiu ela.
Andaram mais um pouco, dividiram um algodão doce, tiraram fotos engraçadas na cabine, se divertiram sem culpa. Ambos tiveram infância e adolescência, complicadas, ela com uma mãe doente e ele com um pai caçador, eles realmente mereciam aquele momento de alegria e descontração. Já estava noite quando Thirteen decidiu que queria andar na roda gigante.
- Vamos? A vista lá de cima deve ser linda! Ainda mais com essa Lua cheia refletindo no mar! — disse ela empolgada.
- Tem certeza?
- Por que?
- Ah… tem mais barracas para a gente olhar!
- Ai não, Dean! Vamos na roda gigante! É romântico! — disse ela dando um selinho nele e o puxando para a fila.
O que ela não sabia, era do pavor de altura que o Dean tem, mas ele preferiu não falar nada e para agradá-la, subiu na roda gigante. Assim que eles se sentaram, ele agarrou firme na barra de segurança e ela distraída, nem percebeu. Quando o brinquedo começou a girar, ficou mais complicado para disfarçar o medo que estava sentindo.
- Nossa, nem lembro a última vez que andei de roda gigante! — disse Thirteen olhando a paisagem.
- Ai droga, essa porcaria balança! — reclamou ele que nem ouviu o que ela disse.
- Dean? O que foi?
- Ahn? Nada — na hora a roda parou e os dois ficaram no alto — Merda! Isso parou? Quebrou?
- Calma! É normal, sempre para um pouco!
- Vai demorar muito?
- Dean, o que foi? Está com medo?
- Eu? Ha! — disse ele com um sorriso amarelo tentando disfarçar.
- Está sim! Não adianta mentir!
O caçador revirou os olhos e percebeu que a médica o encarava esperando uma resposta.
- Tá… eu tenho medo de altura.
- Por que você não me avisou antes?
- Ah, você estava tão empolgada, não quis te atrapalhar!
- Não precisava! — disse ela olhando com dó para ele — Mas como já estamos aqui, eu vou te ajudar. Olhe pra mim e segure as minhas mãos — ele obedeceu — agora feche os olhos, sinta a brisa do mar, relaxe!
Ela percebeu que as mãos dele estavam tensas e geladas, mas conforme ele foi relaxando, suas mãos começaram a se aquecer.
- Agora abra os olhos, olha só que Lua linda! — disse ela.
Ainda um pouco desconfiado, Dean abriu os olhos lentamente, viu Thirteen com um sorriso doce e atrás dela a Lua cheia e brilhante.
- Nossa, é a coisa mais linda que eu já vi! — exclamou ele.
O brinquedo voltou a mexer e ele segurou firme na mão dela.
- Pronto! Já acabou! — disse a médica para ele, quando os dois saíram do brinquedo.
- Desculpa pelo meu papelão! Eu não tenho medo de nada, mas altura… é complicado viu!
- Tudo bem! Todo mundo tem algum medo, faz parte de todos nós!
Os dois sorriram, ele a abraçou e os dois voltaram a andar pelo parque. Já era madrugada, o lugar já estava ficando vazio quando o casal resolveu ir embora.
- Agora vamos procurar um hotel! — disse ele ligando o carro.
O rádio estava tocando umas baladas de rock, é o que normalmente as rádios tocam durante a madrugada, já fazia uns 20 minutos que os dois estavam na estrada quando ele percebeu que Thirteen não parava de olhar para ele.
- O que? — perguntou ele desconfiado — Tem alguma coisa na minha cara? No meu cabelo?
- Não, não tem nada.
Ela começou a se aproximar dele lentamente.
- Remy? O que foi?
- Shhh…
A médica começou a beijar o rosto dele, passar uma das mãos na perna dele.
- Ôpa, Remy, estou dirigindo, você está me desconcentrando, e se … — ele foi interrompido pela mordida dela na orelha dele — ah… assim, não dá!
- Para o carro! — pediu ela enfiando a mão debaixo da camisa dele.
- Mas estamos no meio do nada, não tem nenhum hotel por perto!
- Quem disse que eu quero ir para um hotel?
- Ahhh! Entendi! Eu vou parar em um lugar onde a polícia não nos ache!
Dean andou mais um pouco e entrou no meio do mato. Assim que ele desligou o carro, foi "atacado" por Thirteen.
- Nossa, está animada! — brincou ele.
Ela tirou a jaqueta de couro que vestida e começou a beijá-lo. A médica tentou se sentar no colo dele, mas o volante atrapalhou.
- Calma, calma! Espera! — disse ele.
- O que foi? Não quer?
- Não, não é isso! Vamos para o banco de trás, tem mais espaço!
Os dois sorriram e foram para o banco de trás. Cada um sentado em um canto, tirou a roupa da parte de cima, e voltaram a se beijar. Ele sentiu as mãos dela chegando até a calça dele, abrindo o sinto. Ela começou a beijar o queixo, o tórax, ele se deitou no banco do carro , fechou os olhos e mordeu os lábios, ela abriu o zípes e puxou as calças e a cueca, tudo junto de uma vez só. No rádio, mais uma balada tocava.
Do you breath the name of your saviour,
in your hour of need
And taste the blame, if the flavour
should remind you of greed
Of implication, insinuation and you will,
till you cannot lie still
In all this turmoil before it cave and foil,
come closing in for a kill
Ela se afastou um pouco, ele se levantou, se sentou no banco, enquanto ela se livrava das calças e da calcinha. Lentamente, ela foi se aproximando, pegou o rosto dele com as mãos e o beijou delicadamente. Se sentou no colo dele e voltou a beijá-lo, enquanto acariciava os cabelos dele.
Come feed the rain
'cause I'm thirsty for your love,
Dancing underneath the skies of lust
Yeah, feed the rain
'cause without your love my life
Ain't nothing but this carnival of rust
As mãos dele percorriam as costas dela e ás vezes iam até a nuca. Ele puxou de leve os cabelos dela, o que fez com que sua cabeça se inclinasse um pouco para trás, expondo o seu pescoço. Dean beijou toda a extensão daquele pescoço, passando a ponta da língua, enquanto ela gemia um pouco.
It's all a game, avoiding failure,
when true colours will bleed
All in the name, of misbehaviour
and the things we don't need
I lust for after no disaster can touch,
touch us anymore
And more than ever I hope to never fall
Where enough is not the same it was before
O caçador foi descendo até o colo, ela não havia tirado o sutiã, mas ele puxou umas das alças, expondo o seio esquerdo.
-Você consegue sentir meu coração? — perguntou ela ofegante.
- Consigo — respondeu ele aproximando o rosto do seio dela.
- Ah… viu o que você faz comigo?
Os dois se olharam e sorriram.
Come feed the rain
'cause I'm thirsty for your love,
Dancing underneath the skies of lust
Yeah, feed the rain
'cause without your love my life
Ain't nothing but this carnival of rust
Ele a abraçou bem forte, um segundo de flashback veio à sua mente, aquela noite em que transou com Anna, no mesmo banco, mas daquela vez, com Thirteen, era diferente, voltou à se concentrar no momento e sentiu ela erguendo o corpo. Sem desviar os olhares, ela se ajeitou e os dois se encaixaram. Ambos gemeram de prazer. Naquela posição, quem estava no comando era ela, cada movimento que ela fazia, ele não tinha o que fazer, na verdade ele mal se movia.
Come feed the rain
'cause I'm thirsty for your love,
Dancing underneath the skies of lust
Yeah, feed the rain
'cause without your love my life
Ain't nothing but this carnival of rust
Thirteen rebolava em cima dele, que a abraçava com força, nunca uma mulher tinha tanto poder sobre ele. O movimento foi ficando mais rápido e intenso, ela esticou os braços para cima, apoiando as palmas das mãos no teto do carro e Dean apertava as coxas dela com tanta força, que estava deixando marcas vermelhas na pele clara dela. Os vidros estavam embaçados, o carro balançava no ritmo dos dois e dava para ouvir os gritos e gemidos de fora, sorte que não tinha ninguém por perto, só o urso de pelúcia sentado no banco do passageiro.
Don't walk away, don't walk away, ooh, when the world is burning
Don't walk away. don't walk away, ooh, when the heart is yearning
Don't walk away, don't walk away, ooh, when the world is burning
Don't walk away. don't walk away, ooh, when the heart is yearning
Quando já estavam exaustos e perto do clímax, ele jogou a cabeça para trás e fechou os olhos, ela apertou o couro do banco e também fechou os olhos. Poucos segundos depois gozaram, gemeram praticamente na mesma hora, era uma sintonia não só dos corpos, mas de suas almas. Ficaram parados daquele jeito, ainda encaixados. Ela abaixou o tronco e colocou a cabeça no ombro dele, ele virou um pouco a cabeça e a beijou um pouco.
- Ah… foi incrível! — disse ele recuperando o fôlego.
- Foi mesmo! Nem sei o que deu em mim, só tive vontade de te beijar, te sentir…
- Ainda bem que você teve esse "ataque"! Com certeza uma das melhores transas da minha vida!
- Da minha também! Ah… estou cansada!
Disse ela saindo do colo dele e se jogando no banco do carro.
- Fica aí deitada enquanto eu acho um hotel para a gente — disse ele começando a se vestir.
Dean foi para o banco da frente, ligou o carro e voltou para a estrada, quanto Thirteen pegou no sono deitada no banco de trás.
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