This is the future.
1 Prólogo.
– Aposto que você não consegue ganhar de mim, Amy - A loira corria, voava quase como uma águia sobre a vassoura nova, estava de férias e aproveitava cada segundo como se fosse o último.– Se me chamar de Amy de novo eu juro que te derrubo dai Alecto. - Seu irmão gêmeo, cansado de suas brincadeiras, e concentrado em mais um livro, tentava impor as regras da casa à menina. Sendo o mais velho por alguns minutos, Amycus sempre foi o protetor da irmã, e ela sempre fora seu lado apaixonante.
Os dedos longos do loiro folheavam as páginas já amareladas de um livro de defesa contra as artes das trevas, e a cada frase que seus olhos contemplavam, mais apaixonado pela magia negra ele ficava. Tentava ignorar as tentativas quase constantes da irmã de faze-lo se levantar, e ir jogar quadribol com ela, e apesar de estar se irritando, conseguia se fingir de surdo com extrema habilidade.
Do outro lado do jardim, aos berros, Alecto sentia o vento soprar os longos fios quase brancos que lhe contornavam o rosto fino. Diferente de sua colega de casa, Narcissa, que sempre fora uma dama, a sonserina gostava muito mais de andar por ai com os amigos do irmão, de jogar com eles, e até mesmo se vestia como um deles. Magra, de olhos fundos e pele muito clara, era considerada um fantasma para muitos, mas alguns conseguiam enxergar a verdadeira beleza louca na Carrow. Os irmãos estavam indo para o ultimo ano em Hogwarts, logo estariam prontos para se juntar a causa que seus pais tanto falavam.
Os boatos sobre a força das trevas que crescia no mundo bruxo aterrorizava a muitos, mas não aos de sangue puro. Não aqueles que ajudariam o lorde das trevas em sua conquista. Não aos Carrows. Amycus passava cada dia com um livro diferente, todos com o mesmo assunto, a arte da magia negra, e Alecto, mesmo se dedicando mais ao lazer do que aos deveres, não ficava muito atrás do irmão no nível de inteligencia. Ambos eram bruxos excepcionais, e sem duvida seriam de grande importância na guerra. – Ler vai te ajudar muito nos duelos. - A voz aveludada da garota não deixava de ser sensual mesmo quando em um volume alto, nem mesmo o tom de sarcasmo passava desapercebido. – As bolas também não vão. - Com um sorriso breve, e que percorreu seu rosto de orelha a orelha o irmão lhe respondeu.
Os dois nasceram banhados em sarcasmo, ironia, e um pouco de classe, não era atoa que haviam sido selecionados para a Sonserina. Depois de revirar os olhos para o comentário dele, Alecto deu meia volta com a vassoura e pousou ao lado da árvore em que seu irmão estava apoiado. – Não falta muito pra volta as aulas, e você nem se divertiu. Só fez o que pode fazer durante os dias letivos. - Mesmo que não parecesse a menina se preocupava com o irmão, e apesar de ser fria, conseguia deixar isso bem claro as vezes. – A vida não é só diversão. - Sem nenhum aviso prévio ele fechou o livro com capa de couro e se levantou. – Onde vai? - Os passos rápidos dele o entregavam, havia descoberto alguma coisa naquele bendito livro, e a irmã não poderia estar mais curiosa. Sem mais nem menos ela largou a vassoura ali mesmo e o seguiu quase correndo.
Subiram os dois lances de escada que levavam aos quartos, e só então ele parou. A terceira porta do segundo andar era sempre mantida trancada, ninguém sabia o que havia ali, a não ser um hospede que o Sr. Carrow havia recebido a alguns anos. Sem hesitar Amycus sacou sua varinha, havia completado dezessete anos não fazia nem um mês, e portanto, já podia realizar magia em casa. – Alohomora. - O feitiço escapou de seus lábios como um sussurro e a porta — que deveria ter sido destrancada — permaneceu fechada.
Com um sorriso no canto dos lábios, ele se virou para a caçula. – Como eu suspeitava. - A sobrancelha dele se levantou, e a cara de "ponto de interrogação" na estampada na face da irmã era a brecha perfeita pra ele começar a ladainha. – Esta selada com magica. Não pode ser aberta, a não ser que o selo seja quebrado. - Os olhos extremamente claros da garota se arregalaram. "Talvez livros não sejam tamanha perda de tempo." Pensou ela antes de seguir o irmão para dentro do quarto. O sonserino se jogou na cama perfeitamente arrumada, cruzou as pernas, e colocou as duas mãos na nuca, sustentando o peso da cabeça. Alecto o seguiu um tanto curiosa, meio irritada por não ter percebido isso antes, e até surpresa pela descoberta do gêmeo. – O que acha que tem lá? - O irmão deu de ombros.– Não tenho ideia. - Ela se sentou em uma cadeira de madeira escura, próxima de uma escrivaninha, e deixou que seu olhar se perdesse no corredor.
Mesmo de longe ainda era possível enxergar o bilhete preso na tal porta. "Propriedade de Tom. M. Riddle. Não entre." Quem quer que seja Tom. M. Riddle, havia plantado inúmeras imagens e teorias na mente dos dois jovens bruxos.
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