This is not a fairytale ...
4 Living
Notas iniciais
Emilly era viciada nessa serie,sabia de absolutamente tudo! Já Drake suponho que não tinha nada pra fazer. Repetidas vezes Drake me encarava com um olhar assutador, porém engraçado. Os olhos dele se reviravam e eram horriveis.
– Mas que dia chato – disse.
– Mas quem te perguntou? – articulou Drake.
– Não preciso de uma pergunta para dar a minha resposta! –
– Você é muito chata garota! –
– Cala a boca! –
– Cala a boca voce desgraçada –
– Olha aqui, veja bem como voce fala comigo! Seu vagabundo! –
Me levantei e fui em cima do Drake, acabei dando um tapa forte no rosto dele. Aquela pele palida ficou parecendo uma maça do amor. Ele tentou me empurrar mas a Emilly acabou nos separando.
– Você vai ver sua idiota! – gritou ele.
– Shiu! Vai andar com seus amigos perdedores! –
– Olha dá pra parar? Eu estou tentando assistir TV- Emilly.
– Eu vou sair, não me espere para o jantar- sai do apartamento e estava com a minha bicicleta a Mrs.Cat dei esse apelido carinhoso porque eu tinha um gato que gostava de ficar em cima dela. Pedalei por horas pela a estrada “ Bascow” e logo cheguei em um parque calmo e com uma paisagem que era de tirar o ar. As arvores eram altas e com frutos de aparencia suculentos. As flores eram variadas, uma mais linda do que a outra. Pessoas se encontravam para relaxar e tocar instrumentos. Varios se sentavam para escrever um livro ou uma musica. Eu caminhei até um banco e me sentei, logo puxei de dentro da minha bolsa meu caderno onde escrevi tudo que vem na minha cabeça. Logo começei a escrever uma musica:
“ Eu imagino como seria, se eu tivesse você
Alguém pra me abraçar, alguem pra me entender.
Dizer que aquilo era mentira e
Me amar para sempre
Aonde for que esteja sei que está comigo.”
Eu tinha acabado de compor uma musica em que falava da minha mãe. Eu sinto falta de ter alguém, para me apoiar. Já não tenho a Emilly, desde que ela veio morar comigo não somos muito unidas. Será que minha mãe me amava? Essses pensamentos começaram a me envolver e lagrimas caiam dos meus olhos e pigavam nas minhas pernas. Enxuguei-as. Eu estava começando a ficar com fome então subi na Mrs.Cat e começei a procurar por um lugar de comida até que avistei um lugar. Deixei a Mrs.Cat do lado de fora e entrei já tinha pedido o que eu queria e já estava na minha mesa. Comi tudo e estava uma deliçia, paguei em dinheiro e sai do restaurante. Pedalei até a casa de uma antiga amiga minha, eu não sabia se ela ainda morava lá,mas tentei a sorte. Estacionei a minha bike e fui em direção a porta. Toquei a campainha e ninguem atendeu, toque novamente e o silencio ainda tomava conta, toquei pela terceira e ouvi ruidos na porta e um “Já vai!” a porta se abriu e a luz entrou na casa. Lá estava ela Mariana Windsor.
– Não acredito! Ai meu Deus! És tu, Letícia! – disse ela pulando.
– Sim sou e tu é Mariana Windsor, a minha antiga melhor amiga. – nós rimos.
– Bom entre, estava tocando no meu quarto, MÃE, PAI OLHEM SÓ VENHAM AQUI! –
– Nossa... Sabe não precisa chamar teus pais, Mari... –
– Que besteira! Eles gostam muito de você. –
– É Letícia Lauren! Quanto tempo querida, está tão magrinha. Não comes? Olhe só como esta grande. – dizia a senhora Grace.
– Está mesmo grande, e como vai a carreira? Sua familia está bem? Eles são tao distantes... – falou o senhor Bem.
– Eu estou muito bem... obrigada. – Eu apenas consegui responder isso.
– Bom vou subir com ela para o meu quarto, tchau familia! – Mariana.
Subimos até o quarto dela, um humilde quarto comparado ao que ela tinha anteriormente. A famillia Collins vivia numa grande mansão, era a casa mais cobiçada do bairro. É estranho ver que eles estão numa casa tão pequena. Desde quando vim aqui pela primeira vez não entendi.
– Sabe eu parei nos estudos... – mariana
– Por que? Eras a mais esperta! –
– Os negocios da minha familia faliram, perdemos tudo! Quase passamos fome mas eu larguei os estudos e começei a trabalhar de artista de rua. Não é uma maravilha, mas dá pra ajudar em muito. –
– Eu lamento por tudo isso Mari, sua familia não merece estar passando por isso,mas, voces vão conseguir sair dessa! –
– Espero que sim –
Puxei minha carteira no bolso esquerdo da minha calça e peguei uma grande contia de dinheiro e coloquei nas mãos da Mariana.
– Não eu não posso aceitar isso. – disse ela querendo devolver.
– Pode sim! Agora é teu, e da tua familia. Espero que ajude, tenho que ir já é tarde.-
Descemos e ela mostrou para os pais o dinheiro, eles ficaram super felizes e me agradeçeram muito. Depois pedalei até em casa, entrei e todos já estavam dormindo.
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