POV Hayley

Okay. Aquilo foi estranho.

Annabeth e Lyana se atracaram em uma briga, depois Lyana sai correndo, e logo após ela volta totalmente fria e nem olha para mim ou Matt. Que aliás, fez questão de me lembrar quase mil vezes que ele havia ganhado a aposta.

– Retardado, isso não importa agora! Eu preciso ver a Lyana!

– Ui. Vai ver a romana e nem lembra de mim. Vocês são melhores amiguinhas agora.

Annabeth estava totalmemte fria e diferente. Seus olhos cinzas estavam gelados.

– Olha, Annie, eu te adoro, mas você não está chorando, então não é prioridade. E aquilo que você fez foi mal, sério.

Annie praticamente me congelou com os olhos. E pela primeira vez, das tantas que ela fez isso, não me importei. Lyana era mais importante

Saio correndo para o meu chalé, onde sei qur Lyana está dormindo por enquanto. A porta está fechado, e mesmo o chalé sendo praticamente meu, bato na porta.

– Entra.

A voz de Lyana está fria e distante. Entro com passos leves.

– Que foi?

– Você está bem?

– Ótima. Era só isso?

– Porra cara, você brigou com a Annie, não comigo!

"Annie", ela me imita fazendo careta e com uma voz super fina.

– Sério. Eu estou...

Ela levanta a manga da blusa de frio e tira o escudo para coçar o braço e eu vejo. Cortes. Alguns recentes. Ela vê para onde meu olhar se direciona e abaixa a blusa, com os olhos arregalados.

– Ly! Você... Você se corta!

Ela balança a cabeça em negativa, desesperada. Puta merda, eu não sou cega.

– Ly... por quê?

Lágrimas surgem eu seus olhos.

Meu "senso de amiga" é maior, e vou até ela, puxando seu braço e levantando a manga da blusa.

– Lyana, olha isso!

Ela retira o braço.

– Isso não é da sua conta, romana de merda!

Lyana sai correndo, me deixando deseaperada ali.

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Matt me para enquanto procuro por Lyana.

– Você viu a Ly?

Balanço a cabeça em positiva e depois em negativa.

Matt revira os olhos.

– Ajudou muito.

– Eu... quando eu a achar te falo.

– Certo, foda-se. Onde ela esta? Quero ajudar a procurar.

– Mas não vai.

– Porra cara, eu sou afim da Ly, eu quero ajudar.

Contra a minha vontade, um sorriso se forma em meu rosto.

– Afim?

Ele cora, e juntos começamos a procurar pela filha da puta que virou minha amiga.