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4 Chapter IV - Come back to me, my love
Notas iniciais
Em segundo lugar eu devo me desculpar por ter atrasado a fic, não foi de propósito, eu estudo em uma etec e tenho que admitir que ela da muitoooooooooooo trabalho, tanto seminários quanto pesquisas, trabalhos e etc ai eu fico sem tempo de digitar a história.
Mas agora que eu consegui aproveitem, capítulo dedicado principalmente a AnaLuiza e Sak093 que me contaram no reviews do primeiro capítulo que gostariam de um pouco de Sirius/ Hermione nessa fanfic e eu vou dar um pouco do que vocês querem. Beijos.
Ps:eu estou tentando não escolher um casal por enquanto por que eu quero dar a chance de ter várias possibilidades de casais diferentes, por que são várias pessoas que gostam de shippers diferentes e eu quero que elas saibam que todos podem ter uma chance, mas até o final vai ser decidido
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– Chapter IV –
Come back to me, my love
O caminho até a sala comunal havia sido um tanto quanto perturbado e divertido da parte de Hermione. A morena parecia simplesmente mais radiante e alegre desde que recebera o misterioso bilhete de Gina na biblioteca. Harry não havia dito nada sobre isso. Sabia simplesmente que a morena não iria lhe dizer nada sem a companhia de Rony, por isso estava focando mais sua atenção em apreciar o bom humor da amiga, que estranhamente nunca havia visto nos seus anos anteriores de escola, ou talvez apenas nunca tenha reparado, já que sempre passava a maioria de seu tempo na companhia de Rony.
– Sabe o que é estranho? — começou ela após alguns minutos de silencio enquanto se dirigia as escadas — Eu me sinto meio culpada em estar me divertindo assim justo agora.
– Como assim? — perguntou Harry com o cenho franzido, ajeitando melhor a posição de sua mochila cheia em seu ombro direito. Ao seu lado, Hermione agora permanecia quieta, com um olhar pensativo em seu rosto.
– Sei la — continuou ela com um sorriso meio começando a se espalhar por seu rosto -, quero dizer, nós nos conhecemos desde os 11 anos de idade, ou 12 anos no meu caso e eu não sei se você reparou, mas nós nunca havíamos tido um relacionamento como este, quer dizer normalmente nós passamos todos os anos do mesmo jeito, você tenta sobreviver a voldemort, Ronald é um estúpido impulsivo que é seu melhor amigo e eu sou a sabe-tudo irritante que anda com os garotos populares e que sempre tenta estar preparada para as situações que podem ocorrer, sendo odiada na maioria das vezes, não me entenda mal Harry, eu não ligo de isso sempre acontecer nos nossos tempos de escola ou de ser taxada como a chata do grupo que eu sei que você e Rony devem ter me rotulado, é só que, ás vezes eu apenas queria que as coisas tivessem acontecido de modo diferente para a gente, quer dizer, nós realmente nem nos conhecemos direito, vocês nunca nem foram a minha casa e tivemos uma tarde como amigos e se simplesmente tentássemos coisas ruins acabariam acontecendo ou pelo menos só acabariam acontecendo no meu caso. — terminou Hermione em voz baixa enquanto fazia uma pausa em sua caminhada esperando a escada certa aparecer perto de si.
Harry estancou em seu lugar engolindo lentamente um bolo que parecia ter se formado em sua garganta. Quando falou, sua voz já havia se tornado baixa e sufocada.
– O que quer dizer com “coisas ruins acontecendo com você”? — Perguntou Harry parando frente a Hermione mesmo depois da escada certa ter aparecido.
Hermione virou seu rosto para Harry. Por um momento seu olhar parecia triste e ressentido antes de um pequeno sorriso amarelo adornar seu rosto.
– Não foi comigo que aconteceu Harry – disse Hermione com a voz baixa enquanto colocava as mãos em sua própria cintura e evitava olhar Harry em seus olhos. – foi com você. – concluiu Hermione soltando seus braços ao lado do corpo antes de tornar a cruzá-los, agora frente ao peito como se estivesse abraçando a si mesma – No quarto ano, quando Ronald havia discutido comigo por me divertir com Krum no baile enquanto você estava correndo risco de vida, por Merlin, eu havia ficado tão zangada, mas nem foi pelo Rony, como vocês devem ter pensado na época, foi simplesmente pelo fato que ele realmente estava certo naquele argumento, se eu não estivesse tão focada naquele ano em ser uma garota fútil como as outras garotas da escola, ou talvez tivesse passado mais meu tempo procurando feitiços para ajudar você ao invés de ficar enfurnada horas na biblioteca procurando feitiços estúpidos para ajudar a domar o ninho que é o meu cabelo, talvez isso teria ajudado mais você e você não...
– Não – interrompeu Harry rapidamente antes que Hermione pudesse terminar de falar -, por Merlin, não. Hermione você é brilhante! Eu e Rony é que somos estúpidos o bastante para não agradecermos você dia e noite por tudo o que você faz pela gente. Desculpe-me por nunca ter percebido que você se sentia assim sobre essas coisas e na maioria das vezes te deixarmos de fora do grupo enquanto nós agimos como arrogantes mimados, eu só não tinha percebido até agora o quão grande você era por me ajudar a suportar o peso, que ser o-menino-que-sobreviveu implica. Ninguém no seu lugar faria tudo o que você fez e ainda faz por nós. Você sempre precisa agir como alguém madura enquanto nós reclamamos por não sermos como quaisquer adolescentes normais, e você precisa assistir tudo aquilo segurando a barra para nós. Desculpe-me por tudo isso – terminou Harry e sua voz já se tornara rouca e sem folego. Hermione continuava ali, parada em seu lugar. Simplesmente estática, com os olhos úmidos. Como se fosse começar a chorar a qualquer minuto.
– Harry – começou Hermione com a voz levemente embargada e um pequeno sorriso tímido se abriu em seu rosto. – Harry, você é meu melhor amigo, caramba eu te amo, tudo o que eu faço, o que eu digo é para ajudar você e Rony, apesar dele ser o mais estúpido do grupo. Eu não ligo de fazer tudo isso, como subir em um hipogrifo, resgatar um prisioneiro fugitivo de Azkaban ou até mesmo criar um grupo de DCAT ilegal, você sabe como minha vida era sem graça antes de vir para Hogwarts? Tudo bem que eu nunca vou ter uma vida de adolescente normal como qualquer adolescente da minha idade, mas quem se importa? Eu também não sou normal, nunca realmente fui. Sem você e Rony, não existe a Hermione inteligente aqui. Fora que ás vezes é divertido ver você e Rony se ferrarem por não darem ouvido aos meus conselhos. – completou Hermione com um risinho rouco que automaticamente também fez Harry começar a rir, apesar de não saber exatamente o por que. Talvez fosse pela bizarrice da situação em que estavam passando, talvez fosse pelo fato de nunca terem tido uma conversa de melhores amigos antes ou talvez apenas fosse por que rir era bom. Era muito bom.
– Ok, chega. Precisamos ir agora – disse Hermione após alguns segundos de silêncio enquanto procurava a escada até a sala principal e limpava seus olhos lacrimejantes com uma de suas mãos. – provavelmente os meus contatos não vão esperar muito mais tempo, eles ficam impaciente facilmente – concluiu Hermione sorrindo para Harry e voltando a subir as escadas rapidamente.
Harry retribuiu o sorriso prontamente ainda um pouco constrangido por ter visto a melhor amiga chorando, mas por fim apenas deu nos ombros acompanhando a morena pelas escadas. Não tinha nenhum motivo para sentir-se assim.
– Sabe – começou Harry lentamente enquanto começava a subir pelas escadas lado a lado com Hermione -, você ainda não me contou quem são os seus contatos que te devem alguns favores e por falar nisso, ainda nem falou a mim ou a Rony quais são os favores que você vai pedir a eles – concluiu Harry curiosamente enquanto mandava um sorriso a Hermione que ainda andava apressadamente a seu lado.
– É, acho que eu não disse – comentou Hermione pensativa enquanto fazia uma pequena pausa até a escada certa se encaixar em seu caminho -, mas agora também não vejo motivos para contar, nós até já estamos perto do retrato – concluiu Hermione apontando com o dedo o final da escassa, que se aproximava lentamente de ambos.
– Não pode nem adiantar para mim? — Implorou Harry com uma falsa cara de piedade, enquanto andava novamente com Hermione através das escadas. Hermione não parou de andar em passos rápidos, virando apenas sua cabeça para si, antes de lhe mandar um olhar de diversão, escondido apenas por seu tom de voz confuso.
– E o que te faz pensar que eu iria passar todo esse tempo fazendo esse suspense imenso, apenas para falar agora justo agora em que você está prestes a descobrir por si mesmo – zombou Hermione divertidamente com os olhos franzidos e um sorriso zombeteiro em seu rosto – Olha Harry, se foi pelo o que acabou de acontecer ali atrás, saiba que você vai precisar me elogiar muito mais antes de eu te dizer coisas assim como essa, entendeu? — concluiu Hermione presunçosamente enquanto parava frente a mulher do retrato que olhava para ambos desconfiada.
– Senha? — Perguntou a grande mulher pintada no retrato em que segurava uma fina taça de cristal, que parecia cintilar ainda mais contrastada com as cores que lhe cercavam no momento.
Harry mordeu a sua própria língua, silenciosamente rezando para que a mulher gorda não houvesse elaborado outro de seus shows malucos para apresentar para os alunos, como fizera no seu terceiro ano. – Ano em que seu padrinho Sirius fugira de Azkaban e viera atrás de Peter Pettigrew em seu dormitório.
– Marotisses – disse Hermione em voz firme, silenciosamente compartilhando o mesmo pensamento de Harry.
A mulher do retrato sorriu para ambos satisfeita, demorando ainda mais seu olhar sobre Hermione, que apenas sorriu constrangida pela atenção extra.
Por fim o retrato apenas abriu o caminho da passagem, fazendo Harry e Hermione – ainda confusos pelo tratamento anterior -, passarem rapidamente por ela, esquecendo rapidamente a discussão sobre os misteriosos contatos de Hermione que deveriam estar esperando-a na sala comunal.
A sala comunal ainda estava cheia quando Harry e Hermione adentraram o cômodo atrás da porta do retrato. O garoto rapidamente não tardou a constatar que eles não haviam passado tanto tempo no seu trajeto, como era esperado por si, devido a conversa que tivera com Hermione. Atrás de si a morena parecia estar tendo a mesma linha de pensamento já que ao ver uma aglomeração de cabeças avermelhadas sentadas ao lado da mesa perto das poltronas soltou um suspiro de alivio longo e audível.
– Hermione nossa bruxinha preferida – disse uma voz alta, destacando-se por entre a cabeleira ruiva e levantando-se da poltrona em um pulo animado. Era um dos gêmeos Weasley que se aproximava rapidamente de Hermione com um grande sorriso malicioso em seu rosto.
– Era você mesmo que queríamos ver – completou o outro gêmeo também se levantando-se de sua cadeira e fazendo o trajeto até a morena, com um sorriso malicioso em seu rosto – devo supor que recebeu nosso bilhete atráves de nossa irmãzinha, correto¿ — completou novamente passando dessa vez um braço ao redor do pescoço da garota, que agora permanecia em pé a sua frente.
– Sim, ela me entregou a algum tempo atrás – disse Hermione retirando um papel amassado de dentro de suas vestes e passando o na frente dos gêmeos que agora a puxavam para sentar-se em um sofá isolado na sala, longe de olhares curiosos – devo também supor que vocês acharam um jeito de contornar a situação, certo¿
– Mas é claro minha cara, devemos dizer que ficamos surpresos com o seu pedido, sobretudo vindo de você – disse o outro gêmeo sentando-se do outro lado de Hermione e agora apoiando seu braço sobre o braço de seu irmão, que ainda permanecia apoiado na morena após terem se sentado.
Harry não disse nada estupefado em seu lugar. Sua linha de pensamento ainda parecia um pouco turva a observar a cena perturbadora se desenrolar a sua frente. Desde quando a morena trocava favores com os maiores bagunceiros da escola¿ Não, desde quando a morena sequer falava educadamente com os gemeos sem a presença dele ou a de Rony?
Rony, o mesmo garoto que vinha espumando de raiva na direção de Hermione, que ainda conversava radiante com os gêmeos.
– Mas o que diabos está acontecendo aqui? — Perguntou Rony asperadamente para os gêmeos enquanto se aproximava do sofá com o rosto desfigurado em raiva.
Harry aproveitou-se dessa brecha de Rony para se aproximar do grupo. Também confuso e chocado com os acontecimentos.
– Ah, o Rony já está aqui também, bom – disse Hermione ignorando totalmente o acesso de fúria de Rony e tentando se desvencilhar dos braços dos gêmeos, que sorriam cada vez mais das tentativas da morena – bem, como vocês já devem ter percebido, esses são os contatos que eu havia falado a vocês dois – concluiu Hermione radiante, finalmente conseguindo se livrar dos braços que a prendiam e se posicionando entre Rony e Harry respectivamente. – Eles aceitaram nos ajudar a falar com Sirius, agora como eu já não sei. Fred, por favor tome a palavra.
– Como prazer milady. Como vocês já devem ter percebido, Ronikito e seu amigo Harry – Iniciou Fred levantando-se rapidamente do sofá e começando a caminhar ao redor dos garotos com um sorriso predador em seu rosto.- A senhorita Granger aqui nos procurou no dia anterior para nos pedir uma ajudinha em um probleminha que vocês estão tendo.
– Sim – disse George também se levantando do sofá e postando-se ao lado de Harry com um sorriso – A bruxinha aqui nos disse que vocês estavam procurando um jeito de falar com seu querido Sirius.
– Sem a sapa mestre metendo o nariz em seus assuntos – continuou Fred em voz baixo aproximando-se lentamente do grupo e agarrando — juntamente com George – os ombros de Hermione.
– Eles me disseram que arranjaram um jeito de contornar Umbridge por tempo o suficiente para que consigamos usar a lareira da sala dela. – comentou Hermione em voz baixa enquanto cruzava seus braços frente ao peito e observava Harry e Rony com uma expressão séria em seu rosto.
– Tudo bem – comentou Rony olhando Hermione com um olhar estranho misto de confusão e incredibilidade -, ignorando o estranho fato que a Hermione, de todas as pessoas está armando uma coisa dessas com os meus irmãos, que tem a fama dos maiores bagunceiros da escola – continuou Rony ainda com um olhar pasmo e incrédulo em seu rosto, que logo voltou sua atenção para seus irmãos que o fitavam com um olhar divertido. – Como diabos vocês acham que vão conseguir abrir a porta da sala da Umbridge? Quer dizer, vocês não acham que a porta vai estar lá simplesmente desprotegida certo? — concluiu Rony com a voz mais branda ao notar que chamara atenção desneccária — dos alunos ainda presentes na sala – para si.
Harry já estava preparado para esta pergunta.
– O canivete de Sirius
– Como ? — Perguntou Hermione de modo confuso.
– No natal do ano retrasado Sirius me deu um canivete que abre qualquer fechadura – explicou Harry em voz baixa a todos os seus amigos que o olhavam confusos e abismados – Então, mesmo que a Umbridge tenha enfeitiçado a porta com um alohomora, o que aposto que fez, não vai adiantar.
– Que é que você acha? — Perguntou Rony desconfiadamente a Hermione que permaneceu quieta durante toda a explicação de Harry.
Harry não se preocupou com isso. Hermione o apoiara até aqui, seria meio controverso se a mesma desistisse de tudo agora.
– Vamos falar com Sirius, desistir agora simplesmente está fora de questão – comentou Hermione sem hesitar olhando fixamente para Rony, que ainda ouvia a resposta abismado.
– Falou como uma verdadeira Weasley minha querida, talvez você se torne a esposa de algum de nós antes mesmo que você espere – Comentou Fred maliciosamente enquanto apertava Hermione em abraço exagerado — junto com seu irmão George-, que parecia se divertir amassando Hermione no meio deles.
– Retomando o raciocinio anterior – Prosseguiu George dirigindo-se aos garotos, que ainda prestavam atenção em Hermione, que começara a xingar os gemeos de nomes que ninguém conseguia realmente entender.- Estamos pensando em fazer isso amanhã, logo depois das aulas. Por que causará maior impacto se todos estiverem no corredor; Vamos começar em pontos variados da ala leste para tirar a Umbridge imediatamente da sala. Imagino que poderemos lhe garantir, o que, 1 hora? — Perguntou George olhando estranhamente para Fred que já largara Hermione e agora os observava com uma aura de missão.
– Talvez até mais, certifiquem-se de voltar antes de o praso se esgotar de qualquer forma.
– Que tipo de distrações vão ser? — Perguntou Rony
– Você verá, maninho – disse Fred enquanto se retirava com George. –, ou pelo menos verá se estiver andando pelo corredor do gregório o lambe-botas amanhã por volta das cinco da tarde.
Harry acordou muito cedo no dia seguinte, sentindo-se quase tão ancioso quanto na manhã da audiência disciplinar no ministério da magia. Não era apenas a perspectiva de arrombar a sala de Umbridge e usar a lareira para falar com Sirius que o deixava nervoso, embora isso já fosse bastante ruim; hoje também seria a primeira vez que Harry chegaria perto de Snape desde que o bruxo o expulsara de sua sala.
Depois de continuar na cama por um tempinho, pensando no dia que o esperava, Harry se levantou sem fazer barulho, foi até a janela ao lado da cama de Neville e contemplou a manhã realmente gloriosa. O céu estava azul-claro, enevoado, opalescente. Bem em frente, Harry viu a faia altaneira embaixo da qual seu pai atormentara Snape e sua amiga Hermione se levantara para defendê-lo. Não tinha muita certeza se Sirius iria dizer alguma coisa que pudesse neutralizar ou pelo menos explicar o que ele vira na penseira, mas estava desesperado para ouvir a versão do padrinho sobre a cena, descobrir informaçãoes sobre a estudante que parecia ser Hermione, conhecer as atenuantes que houvesse, qualquer desculpa para o comportamento do pai...
Uma coisa chamou a atenção de Harry: Um movimento na orla da floresta proibida. Harry apertou os olhos contra a claridade do sol e viu Hangrid saindo por entre as arvores. Parecia mancar. Enquanto Harry observava, ele cambaleou até a porta da cabana e desapareceu em seu interior. O garoto continuou a observar a cabana durante vários minutos. Hangrid não reapareceu, mas saiu uma espiral de fumaça de sua chaminé, o que indicava que não poderia estar tão machucado que não fosse capaz de acender o fogão.
Harry se afastou da janela, voltou-se para seu malão e começou a se vestir.
Ante a perspectiva de forçar a porta da sala da Umbridge para entrar, Harry não esperava que seu dia fosse normal.
Na altura em que chegaram as masmorras, Snape parecia resolvido a agir como se Harry fosse invísivel. O garoto estava, naturalmente, habituado a essa tática, por que era uma das preferidas do seu tio Válter, e , de um modo geral, se sentiu grato por não ter de sofrer nada pior. Aliás, comparado ao que normalmente precisava aturar de Snape em matérias de ironias e indiretas, achou a nova atitude um progresso, e ficou contente ao descobrir que, quando era deixado em paz, conseguia preparar uma poção revigorante sem problemas. No fim da aula, ele recolheu um pouco da poção em um frasco, arrolhou-o e o levou á mesa de Snape para nota, sentindo que talvez tirasse finalmente um “E”.
Acabara de se virar quando ouviu o barulho de alguma coisa quebrando. Malfoy deu um grito de alegria. Harry se virou. A amostra de sua poção estava em pedaços no chão e Snape o observava com uma expressão de triunfante satisfação.
– Opa – disse suavemente – mais um zero, então, Potter.
Harry sentiu-se muito indignado para falar. Voltou a seu caldeirão com intenção de guardar seu material e sair da sala de Snape o mais rápido possível, e de certa forma teria feito isso se Hermione não o tivesse parado, depositando um frasco firmemente tampado em sua mão.
– Eu vi o que aconteceu. Não foi nada legal da parte do professor Snape fazer isso, mas é melhor não arrumar confusão com ele agora. Entregue isso para ele e diga que é outra amostra de sua poção, está um pouco diferente da sua, mas duvido que ele irá notar. – Terminou Hermione, silenciosamente voltando a seu lugar e começando a limpar rapidamente seus materiais.
Harry permaneceu estático em seu lugar, ainda observando abismado a poção verde esmeralda no frasco em sua mão. Concerteza aquela poção não poderia ser sua já que Neville se oferecera para limpar seu caldeirão no momento em que se dirigira a mesa de Snape com sua própria amostra de sua poção na mão, o que de certa forma só o deixava com uma alternativa plausível na situação que se encontrava: aquela poção fora a poção feita por Hermione. Hermione lhe dera uma amostra de sua poção e ele nem havia implorado por ela. O que era estranho. Muito estranho.
O coração de Harry batia acelerado quando ele deixou a sala de Snape em direção a aula de DCAT naquela tarde. Estava na metade do corredor quando ouviu o inconfundível barulho da distração começando de longe. Havia gritos e berros ecoando em algum lugar acima, gente saia das salas ao redor de Harry parava de chofre e olhava para o teto com medo...
De longe Umbridge precipitou-se da sala de aula o mais rápido que suas pernas curtas podiam levá-la. Puxando a varinha, correu na direção contrária; Era agora ou nunca.
– Harry vamos – pediu Hermione com urgência enquanto observava onde Umbridge desaparecera no final do corredor.
Com esse pedido Harry se decidira. Prendendo a mochila com mais firmeza no ombro, ele e Hermione saíram correndo, desviando-se dos estudantes que agora corriam na direção oposta para ver qual era a confusão da ala leste.
Eles chegaram ao corredor da sala de Umbridge e encontraram-no deserto. Escondendo-se depressa atrás de uma grande armadura — cujo elmo se entreabriu com um rangido para observá-los -. Harry abriu sua mochila, apanhou o canivete de Sirius e juntou-se com Hermione embaixo da capa da invisibilidade. Saíram, então, sorrateiramente e cautelosamente de trás da armadura, e retornaram ao corredor até a porta da sala da Umbridge.
Inseriu a lâmina do canivete mágico na fresta de contorno na porta e deslizou-a para cima e para baixo com delicadeza. Ouve um estalido mínimo, e a porta se abriu. Harry e Hermione precipitaram-se para a sala, fechando a porta rapidamente atrás de ambos.
A primeira coisa que Harry fez ao entrar na sala foi atirar-se na direção da lareira apagada no fundo da sala. Hermione, apesar de também estar anciosa para esclarecer toda a situação com Sirius, parecia ficar para trás enquanto começava a cronometrar o tempo em seu relógio de pulso.
– Nós temos mais ou menos 56 minutos onde o tempo garantido dos meninos terminarem – disse Hermione se aproximando de Harry ao lado da lareira -, acho que podemos fazer uma visita direta bem rápida até eles, seria muito mais seguro caso Umbridge resolva voltar antes do tempo – concluiu Hermione enquanto pegava um punhado de pó de flu no saco acima da lareira e passava o mesmo para Harry repetir a ação. O que ele fez prontamente.
A sensação das chamas sobre o corpo de Harry eram exatamente a mesma sensação que o garoto se lembrava de sentir em sua primeira viagem de pó de flu até o beco diagonal, é claro que dessa vez o garoto havia gritado o endereço da casa perfeitamente, mas era um pouco frustrante saber que fora isso, tudo continuava exatamente igual, inclusive a sua queda no final, que dessa vez havia sido acrescentado o peso de Hermione como um doloroso adicional.
– Desculpe – disse Hermione constrangida enquanto se levantava de suas costas, no chão da mansão do Largo Grimmauld número 12 – Foi sem querer, eu acabei tropeçando na saída.
Harry assentiu com a cabeça, levantando-se do chão e procurando com os olhos algum morador da casa, presente no comodo. E o comodo estava praticamente vazio, se não fosse por um número anormalmente grande de pergaminhos sobre a mesa da cozinha, que parecia esconder um grande homem escondido.
– Sirius? — Perguntou Harry incerto, aproximando-se da mesa.
O homem se sobressaltou e olhou para os lados. Não era Sirius, mas Lupin.
– Harry! Hermione! – exclamou Remus muito chocado em sua cadeira – Que é que vocês...que aconteceu? Está tudo bem?
– Está tudo bem – disse Hermione rapidamente tentando tranquilizar Remus que continuava sentado em sua cadeira com uma expressão de puro choque impressa em seu rosto.
– É verdade, não há nada errado. Mas não temos muito tempo. Precisamos falar com você e com Sirius rápido.
– Vou chamá-lo – Disse Lupin se levantando, ainda perplexo, mas subitamente mais calmo -, ele foi lá em cima procurar o monstro, parece que anda se escondendo no sótão outra vez...
E Harry viu Lupin sair correndo da cozinha. Agora não tinha nada para fazer exceto espanar a sujeira de sua viagem de pó de flu ao chão, onde Hermione rapidamente o limpou com um simples aceno de sua varinha.
– Que foi? — Perguntou Sirius com urgência, tirando os cabelos compridos e escuros dos olhos e se aproximando de Harry e Hermione, parando frente a Harry com olhos preocupados – Vocês estão bem? Precisam de ajuda?
– Não, não é nada disso – interrompeu Harry rapidamente antes que Sirius pudesse fazer mais alguma pergunta. – Precisamos saber de uma coisa que só vocês podem nos responder, achamos que deve ter acontecido mais ou menos 20 anos atrás, quando vocês ainda estavam no seu quinto ano.
Remus se aproximou do grupo com uma feição curiosa, ele entregou uma caneca de chá quente a cada um dos 3 antes de Sirius começar a falar.
– Responderemos tudo o que pudermos – disse Sirius com a voz confusa enquanto os guiava para a mesa, onde Remus abriu espaço entre os pergaminhos com um pequeno aceno de sua varinha -, o que exatamente vocês querem saber?
Harry e Hermione tomaram um gole de chá em suas respectivas canecas, ambos sentando-se de frente para Sirius e Remus, de modo que pudessem observá-lhes os rostos enquanto perguntavam. Harry pensou lentamente por onde começar a perguntar, mas foi Hermione quem falou primeiro, dirigindo-se com olhos sérios aos 2 homens a sua frente, que aguardavam as perguntas com olhares sérios e curiosos em seus rostos.
– Precisamos saber – iniciou Hermione em voz lenta e baixa enquanto brincava distraidamente com o braço de sua caneca de chá -, o que vocês sabem exatamente de uma estudante chamada Hermione McGonagall, que estudou com vocês no seu quinto ano? — concluiu Hermione levantando rapidamente o olhar de sua caneca de chá agora abandonada para observar a expressão dos homens que esperavam em silêncio a morena terminar de falar.
A pergunta de Hermione foi recebida como um balde de água fria em um dia de inverno. Sirius e Remus que antes aguardavam anciosamente a pergunta da garota, pareciam ter levado um soco na cara, tamanha era sua incredibilidade diante da situação.
Remus, que antes se preparava para tomar um gole de sua caneca de chá, parara sua caneca no meio do caminho de sua boca, apenas para observá-los com um olhar puramente assustado e depositar lentamente a caneca de volta a mesa com um baque silencioso. Sirius então, que ouvira o nome ser pronunciado frente a si, parecia ter entrado em choque enquanto várias emoções diferentes passavam por seu rosto, fixando-se por fim em um olhar vazio, direcionado fixamente a sua caneca de chá depositada por si a sua frente.
– C-como...como..- gaguejou lentamente Remus enquanto cruzava seus braços desconfortávelmente frente ao peito e encostava-se no apoio da cadeira com um suspiro baixo. Ele respirou profundamente, tentando começar a falar novamente. -, como sabem desse nome e por que querem saber de Hermione McGonagall?
Harry se manifestou, decidindo omitir uma pequena parte da verdade.
– Eu vi uma memória de Snape, do seu quinto ano na escola, ela apareceu rapidamente e eu queria saber a história dela, é importante. – concluiu Harry, dando enfasê extra na palavra “importânte” no final de sua frase.
Na mesa, Sirius ainda permanecia em silêncio, agora olhando um ponto fixo na lareira enquanto Remus parecia considerar o argumento de Harry.
– Faltam 45 minutos – disse Hermione a Harry enquanto checava rapidamente seu relógio de pulso.
Alguma coisa na voz da morena parecia ter despertado Sirius de seu estoupor, já que ao ouvir a voz urgente da garota soar pela cozinha, o mesmo voltou sua atenção para a morena com um olhar extremamente confuso e talvez um pouco nostálgico em seu rosto. Remus pigarelou chamando a atenção de Sirius que desviou o olhar rapidamente, um pouco confuso, mas não constrangido.
– Desculpem Sirius – iniciou Remus, novamentecruzando seus braços frente ao peito e olhando para Harry e Hermione com um olhar que pedia desculpas -, é que você parece muito com ela – comentou Remus com uma rápida risada que parecia um tom um pouco amargo e um tanto quanto magoado, que não passou despercebido por Harry e Hermione, que ouviam tudo em silêncio. -, bem, como vocês já devem saber, ela entrou no nosso 5º ano de escola, eu não me lembro muito bem do por que, mas parece que ela havia estudado na casa dos avós até aquele tempo, e no final de julho daquele ano, ela havia entrado na escola para ficar mais com a tia, que como vocês já devem imaginar é a sua professora de transfiguração, a professora Minerva McGonagall – Harry e Hermione ofegaram ao mesmo tempo enquanto recebiam a nova informação, no máximo esperavam que Hermione fosse considerada apenas uma coincidência, devido ao sobrenome parecido com McGonagall naquele tempo, nunca poderiam esperar algo tão intimo assim como Rony uma vez havia sugerido. A professora nunca tivera irmãos ou parentes em sua vida, certo?
– A garota nos surpreendia a cada dia que passava – sorriu Remus com Sirius ainda sentado a seu lado -, ela simplesmente parecia saber as histórias e passagens secretas do castelo como a palma de sua mão, como vocês já devem imaginar, era esperado que claro que nós, os marotos, ficamos interessados nisso. Era o nosso quinto ano, os garotos haviam acabado de conseguir se tornar animagos ilegais e até já tínhamos uma vaga ideia das passagens secretas do castelo. Um dia vimos McGonagall simplesmente desaparecer atrás de uma estante na biblioteca, é claro que foi um susto para nós e foi dai que tivemos a ideia de construir um mapa mágico da escola. O mapa do maroto, que foi aperfeiçoado durante os anos – terminou Remus calmamente enquanto tomava um gole de seu chá com um olhar distante em seu rosto. Hermione hesitou ao lado de Harry, enquanto limpava sua garganta e desviava seus olhos a seu copo. Suas mãos estavam tremendo por debaixo da mesa, mas quando falou, sua voz parecia firme e um pouco temerosa, como se estivesse tentando manter sua voz em controle, evitar que algo acontecesse.
– Remus – iniciou Hermione em voz firme, enquanto dava um leve pigarelo para limpar sua voz – Vocês...hum, se lembram por acaso, quanto tempo , a garota, McGonagall, ficou na escola?
Remus arqueou uma de suas sobrancelhas olhando penetrantemente para os garotos, por um minuto Harry teve a súbita lembrança de Snape usando Legismencia em sua mente e tremeu internamente ao recordar-se da terrível sensação, pelo menos dessa vez já sabia o que esperar.
– Um ano e meio – iniciou Remus com a voz firme e seu olhar ainda permanecia firme sobre Harry e Hermione -, como eu disse ela entrou antes do inicio do quinto ano e ficou apenas até o começo do sexto, ao que parece ela havia mudado de escola naquela época e nunca mais tivemos noticias dela, eu e os garots até tentamos descobrir onde ela estava através de contatos e professores, mas com toda a confusão com os ataques de voldemort naquela época, ela simplesmente desapareceu, quase com...
– Como se tivesse desaparecido – completou Sirius com a voz baixa enquanto levantava-se da mesa e caminhava até um canto da sala, onde uma garrafa de firewisky repousava intocada sobre uma mesa de madeira. Ao seu lado Hermione remexia-se melancólicamente novamente em sua cadeira enquanto com seu pulso direito, exibia disfarçadamente seu relógio a Harry, que rapidamente observou os ponteiros do mesmo em silêncio. Mentalmente somando os tempo que lhes restava até o prazo dos gemeos terminar.
Eles ainda tinham tempo para algumas perguntas, mas precisavam ser rápidos nisso.
– Ok, parem com isso. – começou Sirius em voz alta e Harry e Hermione se sobressaltaram ao notar a proximidade que o mesmo mantinha de ambos. Harry estranhamente pressentia que se Sirius se aproximasse mais, acabaria subindo sobre a mesa a frente deles. – É melhor começarem a dizer agora o que está acontecendo. Nós fomos honestos com vocês até agora, mas não vamos dizer mais nenhuma palavra se vocês não nos contarem o que está se passando ou no que vocês se meteram. – terminou Sirius com a voz levemente autoritória que mais parecia uma ordem do que qualquer outra coisa.
Hermione – ainda com suas mãos tremulas – encontrou o braço de Harry embaixo da mesa como apoio, suas mãos tremiam tanto que parecia que a mesma havia visto algo como um dementador flutuando a sua frente, o que de certa forma parecia, já que Sirius os cercava, olhando-os como se algo terrível estivess se repetindo a sua frente e ele não estivesse com medo de impedir a força.
Sirius pigarelou alto para ambos, chamando a atenção de todos do comodo. Quando ele falou, sua voz dirigia-se principalmente a Hermione, que rapidamente largara o braço de Harry embaixo da mesa, ao notar o olhar de Sirius sobre si.
– Hermione – iniciou Sirius com a voz rouca em um tom estranhamente tranquilo, que começava a dominar sua voz e a si de modo lento. – Você poderia nos contar por favor o que está acontecendo¿ Podemos tentar ajudar, mas precisamos saber a situação de vocês. Vamos, você sabe internamente que pode confiar na gente. – Concluiu Sirius com a voz baixa olhando diretamente aos olhos de Hermione como se quisesse convencê-la silenciosamente a contar a situação, o que ela fez, após alguns segundos de silêncio.
– Tudo bem – iniciou Hermione com a voz falha, enquanto enviava um rápido olhar de desculpas a Harry e voltava – com os olhos baixos -, sua atenção para os dois homens, que agora sentavam — totalmente concentrados -, a sua frente. – O que vocês sabem sobre viagens e paradoxos temporais?
Harry levantou seus olhos de sua caneca ao ouvir um barulho soar a sua frente. Remus, quem parecia ter se afogado com sua caneca de chá, subitamente exibia um olhar totalmente incrédulo aos garotos, que aguardavam sua resposta em silêncio.
Sirius pigarelou baixo, recuperando-se momentaneamente de seu estoupor que ele e Remus a pouco compartilhavam.
– Aonde você quer chegar com isso?
Harry aproveitou rapidamente a pausa de Sirius para mandar um olhar penetrante a Remus, que ainda permanecia em choque, com seu corpo colado em sua cadeira. Remus parecia quase cético, quando Harry encontrou seu olhar, que parecia preso aos olhos de Hermione, seus olhos estavam cansados e sua testa vincada em uma careta de confusão. Um minuto depois a compreensão bateu em Remus e seus olhos se amoleceram em um claro sinal de entendimento, a seu lado Sirius ainda permanecia em uma confusão tensa, como se estivesse em um compreensão pouco plausível naquela situação.
– Sirius – iniciou Remus com a voz baixa enquanto simplesmente não desviava seus olhos do olhar que Hermione enviava a si sentada em sua cadeira — McGonagall – completou Remus baixo enquanto deixava sua voz morrer lentamente no final da frase.
Sirius franzio sua testa virando-se para Remus e Hermione com uma careta de confusão.
– O que...? — iniciou Sirius em voz baixa enquanto intercalava seu olhar entre Remus e Hermione, que agora voltara seu olhar para Sirius, que a observava em silêncio.
Os olhos de Sirius se arregalaram enquanto ele parecia olhar para todos os pontos do rosto de Hermione ao mesmo tempo em que se aproximava lentamente da mesma, olhando seus olhos achocolatados de perto.
– Oh – foi tudo o que Sirius disse enquanto um olhar incerto de energia rápida começava a dominar seu rosto. Por um minuto parecia que o mesmo iria começar a sorrir ou roubar um beijo de Hermione, mas um segundo depois toda a energia de seu rosto havia sido drenada, deixando em seu lugar um pequeno sorriso timido. – Você é ela, não é..?
Hermione mandou um sorriso trêmulo na direção de Sirius e Remus, girando lentamente o pires abaixo de sua caneca de chá, seus olhos pareciam culpados e tristes por algo que Harry não conseguia identificar, mas não se importava, já que no momento seguinte haviam desaparecido dando lugar novamente a Hermione firme e decidida que Harry a muito tempo conhecia.
– Acho que sim, de certa forma – iniciou Hermione em seu modo de aprendizagem, enquanto dava uma rápida checada em seu relógio de pulso com o canto dos olhos. –, ainda não aconteceu e não sabemos como ou quando isso vai acontecer, mas analisamos as evidências bem o suficiente para saber que aquela realmente era eu no ano de 1975, provavelmente eu havia feito algo para mudar minha aparencia, mas mesmo assim continuava sendo eu. – terminou Hermione em voz conclusiva enquanto cruzava seus braços frente ao peito e encostava seu corpo na cadeira com um suspiro. A sua frente, Remus sorriu começando a recolher as canecas de café com um pequeno aceno de varinha.
– Se prestarmos bem atenção, você realmente não mudou muito desde aquela época – iniciou Sirius com a voz pensativa enquanto acariciava seu queixo com uma de suas mãos e abriu um peuqeno sorriso fraco mas atrevido no canto de seus lábios. – Seu humor terrível continua o mesmo, apesar de todos esses anos, é garota, você nos fez falta, é bom ter você de volta.
– Está quase na hora pessoal -
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Notas finais
Xoxo, até o próximo capítulo.
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