Notas iniciais
Nossa, quanto tempo! Desculpem pela demora, mas não conseguia fazer um bom cap e acabei deixando passar muito tempo, até que finalmente consegui um que me agradasse. Espero que vocês gostem, e não esqueçam de comentar. Beijoooos

Hum, boa noite.

— Boa noite. — O homem alto estende a mão em cumprimento. Essa é a última coisa que eu esperava encontrar na porta do Dean. Aperto sua mão.

— O Dean está? — Nunca me imaginei em uma situação tão estranha.

— Qual o seu nome? — Reviro os olhos.

— Katherine. — Cruzo meus braços.

Ele fecha a porta. Que porra! O Dean some e quando eu chego na casa dele, me deparo com um puta de um homem, sem camisa e ele ainda fecha porta na minha cara. Escuto a maçaneta girar. Ótimo!

— Kath? Tudo bem?

— Na verdade, não. — Qual é, Dean?

— Aconteceu alguma coisa? — Suspiro irritada.

— Eu posso entrar?

Hum… pode. — Hesita.

Passo por Dean e logo posso ver o homem que me atendeu. O que está acontecendo aqui? Olho para os dois.

— Tudo bem, Dean?

— Sim. — Imagino. — Esse é meu irmão, Sam. — Irmão?

— Prazer, eu sou a Katherine… Kath. — Me apresento.

— Prazer, eu sou o Sam.

— Dean, posso conversar com vc?

— Claro, vamos lá para fora. — Se você ia me levar para fora, nem devia ter entrado. Reviro os olhos. — Ou, meu irmão pode ir para fora, não é? — Sam levanta.

Espero ele sair. Ai, ai, que droga.

— O que está acontecendo? — falo séria.

— Como assim? — responde com outra pergunta.

— Você some, falta a aula e nem manda uma mensagem. — desabafo.

— Achei que você estivesse muito ocupada com a sua nova ‘amiguinha’. — Isso é ridículo.

— Que besteira! Você está se escutando? — Agora você deu para falar merda?

— Estou sim, mas parece que não lembra mais de mim. — Isso é besteira!

— Não lembro mais de você? Como assim? O que você acha que eu vim fazer aqui? — grito com raiva. Mas que merda! Vai se foder, cara! — Vim aqui atrás do meu amigo e não de um idiota.

— Me desculpa. — Coça a cabeça. — Acho que fiquei com um pouco de ciúmes. — Você acha?

Dean, você é meu amigo, não importa quem apareça.— falo com todo o meu coração. Ele sorri.

— É bom saber disso, Kathy. — Kathy? Sorrio.

— Então… Aquele gostosão é seu irmão? — Dou ênfase na palavra “gostosão”.

— Eu tive a quem puxar, não é mesmo? — Convencido! — Eu saí muito mais gostoso do que ele.

— Você não devia se iludir desse jeito. — Damos risada.

— Quer tomar umas cervejas com a gente?

— Pode ser, chama ele.

Que alívio, estava tão agoniada. Ainda bem que agora tudo está bem. Sorrio. Agora vou conhecer o irmão dele, ótimo. Balanço a cabeça.

— Agora que vocês resolveram os seus problemas, podemos beber. — Sam diz todo feliz.

— Então, o que você faz para viver? — Pergunto simpática.

— Trabalho em uma empresa de advocacia. — Que chatice. — Faz faculdade com o meu irmão?

— Sim, estamos na mesma sala.

— Entendi, como se conheceram? — Ainda bem que você não faz muitas perguntas. Penso, irônica.

— Meu Deus, cala a boca, meu! — Dean intervém. — Você pergunta demais! Deixa ela quieta.

— Cala a boca, você! Só quero entender como vocês se conheceram, que saco. — reclama.

Solto uma risada alta e me levanto para pegar minha cerveja. Eles são irmãos mesmo, brigam como duas bestas. Sorrio. Eu e Elena éramos assim, sempre brigando, mas nunca nos deixávamos na mão, sempre unidas. Meus olhos ficam marejados, respiro fundo tentando espantar a tristeza.

— Então, Katherine? Como foi? — Sou retirada de meus devaneios.

— O quê?

— Como foi que vocês se conheceram? — Sam questiona novamente.

— Eu estava bêbada e ele me "salvou". — Faço aspas com meus dedos.

— Entendi. — Ele faz uma cara péssima. Ótimo! Ainda bem que passo uma boa impressão com a minha história.

— Você devia ter visto, ela nem conseguia ficar em pé. — Ai Dean, você abre a boca só para piorar as coisas. Estou completamente constrangida.

— Olha, tenho que ir. Amanhã tenho aula, você vai? — pergunto a Dean.

— Sim, claro. — Finalmente. — Quer que eu te leve?

— Por favor. — Sorrio. — Sam, foi um prazer. — Estendo minha mão.

— O prazer foi meu.

Vou em direção a garagem. Chegar em casa e tomar bom banho, depois cair na cama. Meu celular vibra, mostrando que chegou uma nova mensagem. Pego-o.

Anne: Já chegou em casa?

Kath: Ainda não, passei no Dean.

Envio. Não sei se foi uma boa ideia falar isso para ela.

— Vamos? — Dean entra no carro.

— Sim.

— Então, você conheceu meu irmão.

— Ah, se eu soubesse teria vindo outra hora, desculpa.

— A imagina, relaxa. — Estou relaxada.

— Ele gosta de ficar sem camisa, não é? — Tendo descontrair.

— Pode-se dizer que é uma coisa familiar.

— Você gosta? De ficar sem camisa?

— Sim, é bem melhor, me sinto mais livre. — Livre? Dou risada.

— Mais livre? Sério? — debocho.

— Sim, sinto como se eu respirasse melhor. — Então você deveria raspar o cabelo, assim o seu cérebro respira. Tento me conter, mas mesmo assim solto uma risada.

— E o seu irmão? Também se sente assim?

— Não sei, vou perguntar. — Engraçadinho.

Ele para em frente a minha casa. Finalmente chegamos, vou ficar no mínimo meia hora na banheira.

— Como você comprou sua casa?

— Não comprei, é alugada.

— Você quem paga? — Ainda não, ainda.

— Não, meus pais pagam, por enquanto.

— Sei, precisa de um emprego?

— Preciso, mas não estou me mexendo para conseguir um. — Suspiro. — Tem algum para mim? Trabalho?

— Meu irmão precisa de uma secretária.

— Secretária? Não tem outra coisa, não? — Faço uma voz manhosa.

— Vou começar a trabalhar de mecânico, pode vir comigo, se quiser. — Eu? Mecânica? Nunca!

Não entendo nada de carros, acho que posso ser secretária numa boa.

— Vou falar com o Sammy, assim ele te entrevista. — Sammy? Que meigo.

— Ok, vou entrar, já está tarde.

— Boa noite, Kathy.

— Boa noite, Dean. — Sorrio.

Saio do carro e corro para dentro. Como sempre deixo uma trilhar de roupas até o banheiro, encho a banheira. Acho melhor mandar uma mensagem para Anne, ela não me respondeu, talvez tenha ficado brava. Solto um suspiro exausto.

Kath: Cheguei em casa. c:

Anne: Legal, boa noite.

É, ela está brava.

Kath: Tudo bem? Parece brava.

Anne: Talvez eu tenha um pouco de ciúmes do Dean.

Kath: Deixa disso, ele também tem ciúmes de ti. haha

Anne: Ok ok, como você está?

Kath: Bem, mas exausta.

Anne: Vou deixar você dormir, nos vemos amanhã?

Kath: Sim, vamos tomar café amanhã mesmo?

Anne: Claro :3

Kath: Dean pode ir?

Anne: Não gostei muito da ideia, mas tudo bem né? Fazer o quê?… Até amanhã, beijooos, linda.

Kath: Até, beijos!

Sorrio e prendo meu cabelo. Melhor mandar uma mensagem para aquele cabeça oca.

Kath: Dean, me pega às 6:55?

Dean: Aonde?

Kath: Na minha casa, vamos tomar café.

Dean: Ok, até amanhã.

Entro na banheira e jogo um monte de sais de banho. Finalmente posso relaxar, Dean e eu estamos bem de novo e Anne, acho que não vai mais se importar com ele. Ensaboo meu corpo e assopro um pouco de espuma, dou risada. Espero que os dois comecem a se dar bem, quem sabe até viram amigos. Balanço a cabeça. Acho que isso é demais também. Ligo a hidro para dispersar toda a espuma, tiro o que resta em meu corpo e desligo. Abro o ralo.

Me enrolo em uma toalha e vou para o quarto pegar uma calcinha. Ai que sono! Melhor desligar as luzes rápido e correr para cama. Chego na sala e pego minhas roupas, tenho uma sensação estranha. Parece que tem alguém me observando. Vou até a janela, só para ter certeza de que não há ninguém. Devo estar louca.

Separo as cortinas e observo a rua, estreito meus olhos e posso ver, do lado de uma grande árvore, uma pessoa, não consigo ver seu rosto. Ai meu Deus, o que eu faço? Corro para pegar meu celular e começo a discar o número de Dean, paro em frente a janela novamente, estreito meus olhos. Não tem mais ninguém. Respiro enquanto algumas lágrimas descem. Tinha alguém ali, não estou louca.

Apago todas as luzes e me jogo debaixo das cobertas, deixo o número de meu amigo para a discagem rápida, tento acalmar meu coração que bate descompassado. Eu sei que tinha alguém, só espero que não seja nada de ruim.

Suspiro pesadamente e fecho meus olhos.

Notas finais
O que acharam? Ficou bom?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.