Notas iniciais
Oulá, queridos c:

Eu, Amberly e Scott estávamos na porta do restaurante onde eu torcia para que Edward estivesse. Eles desceram do carro de Bill no mesmo momento que eu pulei da moto e entreguei o capacete a Mason, que não parava de sorrir. Um sorriso tão bobo que chegava a ser fofo.

Muito fofo.

A coisa mais fofa do mundo.

Estou com raiva de mim.

Imagine minha surpresa quando ele pulou da moto e veio de encontro a mim.

– O que você está fazendo?

No meu devaneio nojento, ele me pegaria nos braços e diria “isso” a centímetros dos meus lábios depois me beijaria.

Ugh.

Estou parecendo uma pré-adolescente apaixonadinha.

Alguém me bate, por favor?

Bem, ele não fez a mesma coisa que no meu devaneio. Fiquei frustrada e feliz ao mesmo tempo. Ele disse simplesmente:

– Não comemos nada lá no Angel, vamos jantar.

– Jantar? Acho difícil. Um: Se Edward ainda está ali dentro, eu provavelmente não vou sobreviver para algum outro jantar. Dois: Se ele não estiver ali, precisarei procurar por ele. Acho melhor comer na escola.

– Qual é? Vamos comer logo? Se ele estiver ali, provavelmente só vai te dar uma dura e ficar de cara feia até terminarmos de comer. Se ele não estiver, a gente come e depois procura ele.

– Melhor não, Mason. Fica pra próxima? – Eu disse, mas ambos sabiam que eu escaparia de “uma próxima” a qualquer custo.

– Claro que não. Para de arranjar desculpinhas e vamos comer logo.

– Já disse que não, Ashford.

– Meu Deus! Um momento de paz e dez minutos depois você volta a ser como antes, Liss?

– Eu sabia que não deveria ter feito aquilo! Você ia ficar jogando na minha cara, como sempre.

– Você é tão complicada!

– Você é tão irritante!

– Gente, não tô querendo entrar no rolo, mas tem gente olhando – a voz grave de Bill nos interrompeu. Eu me Mason nos entreolhamos, depois olhamos à nossa volta. Era verdade, as pessoas encaravam. Discretamente, mas ainda encaravam. Revirei meus olhos.

– Vamos? – Mason perguntou.

– Gente, como você é insistente! Tá,vamos logo, antes que façam uma rodinha em volta da gente.

Mason foi atrás de mim, me guiando com as mãos nos meus ombros, com uma expressão de satisfação que eu queria tirar dali na base do tapa. Scott caminhava ao meu lado, com um sorriso irônico que eu desfiz com um cutucão nada amistoso em suas costelas. Amberly olhava tudo com uma expressão divertida no rosto. Só percebi que estávamos na mesa de Ed quando o mesmo deu um pulo e começou a gritar.

– Elise? Que merda você estava pensando quando me deixou aqui plantado? O que aconteceu?

– Mason aconteceu – disse, simplesmente. É claro que ele não aceitou.

– Conte-me tudo que aconteceu.

Bufei.

– Ah, qual é, Edward? Tenho certeza que você ficou feliz em ter algumas horas extras longe da gente!

Ele subitamente agarrou meus braços, apertando forte. Provavelmente as marcas de seus dedos vão ficar ali por um tempinho. Edward nunca tinha sido remotamente agressivo, e esse gesto me assustou o bastante para eu ficar calada.

– Não ouse pensar nisso! – ele rosnou.

E é claro que Mason se intrometeu.

– Ei, ei, ei. Tire as mãos dela!

Nada.

Mason tentou me puxar para longe, e Edward foi junto.

– Edward, solte. A. Elise. Agora.

Nenhum movimento.

– Okay, então solto eu.

As mãos de Mason desapareceram dos meus ombros, me fazendo sentir falta do calor que elas tinham (ugh, Elise, para com isso!), e depois apareceram em um soco certeiro na cara de Edward, o que fez as mãos dele largarem (finalmente!!) meus braços. Automaticamente Amberly e Scott correm para o meu lado, aflitos. Enquanto isso, seguranças chegavam e separavam os dois mal-educados que estavam rolando no chão do restaurante. Mason ganhava.

– Deus do céu, o que deu neles? – Scott falou, chocado.

Amberly riu.

– Essa é Elise Zekklos, arrasando corações.

Mostrei o dedo do meio à ela, arrancando mais risadas.

.-.

– Então, maninha, como é que você arrumou um celular mesmo? – Al perguntou, se dando conta só agora que estávamos nos falando por um celular.

Era madrugada, e eu estava com as pernas erguidas apoiadas na parede e minha cabeça pendendo no lado da cama, olhando para a cama de Amberly, que por sinal estava sumida no campus com alguém.

– Acho que não devo te contar isso, maninho. – eu falei, hesitando.

Quase pude sentir sua indignação.

– Por que não?

– Porque se eu falasse, você faria perguntas, e eu não estou afim de responde-las. E estou certa de que para algumas, eu não vou nem ter resposta.

– Você roubou esse celular? – Ele disse, sua voz desconfiada.

– O quê? Não!

– Nada é tão ruim quanto roubar, então você pode contar.

Ugh. Odeio as lógicas de Albert. Estava pensando seriamente em desligar na cara dele.

– E se você desligar na minha cara, eu subo num avião e amanhã cedo estou ai pra te dar cascudos. Já fiz isso e você sabe que eu faria de novo. – Ele falou, como se estivesse lendo minha mente. Tremi só de pensar em ver Al aqui.

– Tá bom. Mason Ashford tinha um aparelho sobrando, e me deu.

Sinto um aperto no coração ao lembrar de Mason, que agora estava batendo um papo com Kirova por ter socado o Edward. Meu irmão demorou um pouco pra processar.

– Mason... Mason... Ei, de onde eu conheço esse nome? Ah é. Ele não é o filho de Mariah? Aquela velha nojenta que era amiga da mamãe?

– Esse mesmo.

– Ah, me lembro dele. Mas espera um pouco... Você odeia ele.

– Sim.

– Então por que ele te deu um celular? – Sua voz transbordava confusão.

Fiquei em silencio, pensando o mais rápido possível em uma desculpa que fizesse sentido. Ele notou. Claro que sim.

– Por que, Liss?

– Aceitamos ter uma trégua no ódio todo... para facilitar a convivência na detenção e tal...

Elise Zekklos, por que diabos você falou da detenção?

– Detenção?

– Yeah... longa história.

– Conte.

– Viu? Por isso eu não queria nem começar.

– Agora começou.

Revirei meus olhos.

– Eu bati no Mason terça feira e desrespeitei a Kirova, e ela nos deu um mês de detenção por causa disso.

– Sua vida escolar é tão emocionante, maninha. Por que a minha não foi? – Eu ligo para ele de um celular clandestino, bato em um colega, pego detenção e é isso que Al diz. Típico.

– Porque você não estudou na Southwestern, maninho.

– É. Deve ser. Agora eu quero dormir. Quer mandar recado pro papai ou pra mamãe?

– Não!

– Por que não?

– Albert, eles não podem nem sonhar que eu tenho um celular. Lembra que é contra as regras?

– Ah, verdade! Tinha me esquecido. Então... quando vou falar com você de novo?

– Espera eu te ligar, ok?

– Beleza. Ah, como Amberly está?

– Bem, por que? – Estranho, Al nunca perguntou sobre meus amigos.

– Nada não.

– Fala logo.

– Boa noite, maninha.

– Albert! Res... – tarde demais. Ele desligou na mesma hora que Amberly abriu a porta. O susto foi tanto que eu caí no chão com o pulo que dei. Sentei no chã desajeitada enquanto massageava o ponto da minha cabeça que eu havia batido no chão e olhei feio pra Amberly. – Isso são horas de você chegar, Amberly Landry?

– Ih, tá de mau humor? O que foi dessa vez? – Ouvi seu sotaque carregado enquanto ela ligava a luz. Quando estamos sozinhas, Amberly não disfarça seu sotaque, então eu tive certa dificuldade pra entender, sendo a lerda que eu sou.

– Não desvia do assunto. – Eu falei, amarga.

– Com certeza você está de mau humor.

– Tá, foda-se. Vamos dormir. – subi em minha cama e tapei minha cabeça.

Ouvi seus passos e logo ela destapou minha cabeça. Vaca.

– O que foi?

– Não quer saber o que eu estava fazendo?

– Provavelmente estava se pegando com Jessica, não é?

– É.

– E qual foi a diferença?

Sua expressão desmoronou, e eu logo adivinhei.

– Não deu certo? – eu me sentei lentamente, a voz mais doce, enquanto ela ia para sua cama antes de continuar a conversa. Ela se sentou toda cabisbaixa.

– Não.

– E você se decidiu? – Não sou nada direta. Não mesmo.

– Acho que sim.

– O que você decidiu?

– Ainda não tenho certeza, então não posso falar agora.

– MAS QUE MERDA, POR QUE DIABOS TODO MUNDO FICA ESCONDENDO AS COISAS DE MIM?

– Todo mundo quem?

– Primeiro o Al, agora você... Mas que merda.

– O que Al estava escondendo? – Com a menção de Albert, ela pareceu animada demais. Eu heim.

– Hm... Ele perguntou sobre você.

– Ele perguntou sobre mim? – Detectei surpresa em sua expressão com mais inúmeras emoções.

– Sim. Por que?

– Nada não.

– Amberly.

– Que foi Elise?

– Você está escondendo alguma coisa.

– Claro que não!

– O que você está aprontando?

– Nada!

– Ugh. Tá. Vamos dormir logo, que daqui a pouco amanhece de novo.

Com isso apaguei o abajur que ficava na mesa ao lado da minha cama e fechei os olhos, mas toda vez que eu tentava dormir minha mente girava com cenas de hoje e especulações.

Notas finais
Enfimmm, cap mt básico sem emoções, né nom? Acho que a partir de agora melhora asojaklsjdlkas ou não :v Cadê vocês?