This Isn't an Happy Ending
4 Just Kill Me
Notas iniciais
Eu não queria ter metido a mão na cara de Mason. É sério. Bem, eu sempre quero meter a mão na cara dele, mas ficar a manhã toda do primeiro dia de aula sentada no corredor da sala da diretora Kirova com Ed e Mason ao meu lado definitivamente não estava nos meus planos. Porém, toda vez que olhava para cima e via várias unhadas vermelhas em seu rosto, não podia impedir o sorriso de satisfação que tomava conta do meu rosto.
Flashback On
Quando chegamos à sala de Edward, fui direto para onde estava a plaquinha do meu nome, na mesma mesa que... Mason Ashford. Ele já estava lá, com seu cabelo preto perfeito e postura desleixada. Como meu nome estava ali? Meu lugar era com Amberly. Fazia três anos. A procurei e ela estava bem atrás de mim, sentada com Scott, que por acaso era dupla de Mason ano passado.
Era óbvio que o idiota trocou as placas para me irritar. Fiquei parada na frente da mesa, esperando ele se tocar e tirar seu traseiro imundo da minha cadeira, mas isso não aconteceu.
– E então? – perguntei. Minha paciência se esgotava a cada minuto que passava peto dele.
– Então o que?
– Quando você vai sair daí pra Amberly sentar?
Ele fez uma careta.
– Sinto ser eu a te dar a notícia, mas as duplas foram trocadas. Todas.
– Isso só pode ser um engano. AMBERLY BRISTOW LANDRY assuma seu lugar ao meu lado AGORA.
Edward ouviu meu grito e andou até o futuro barraco.
– Qual é o problema, srtª Zekklos?
– Esse verme trocou os nomes para se sentar ao meu lado porque eu cuspi minha bebida ruim nele.
Mason riu com escárnio.
– Verme? Onde está o “camarada”?
O resquício de paciência que eu tinha evaporou. Alguns alunos formaram um círculo pequeno à nossa volta enquanto Amberly estava aflita perto de mim. Ergui meu punho cerrado e disse:
– Bem aqui – avancei pra cima dele, e o tumulto começou.
Flashback Off.
– Se eu fosse você, tiraria esse sorrisinho da cara por vontade própria, antes que Kirova tire por você – é a primeira vez que Edward falava diretamente comigo desde que chegamos aqui e sua voz não era muito calorosa, meu Deus, estou fodida com ele. Meu sorriso sumiu sem esforço, e Mason tossiu para disfarçar sua risada.
– O que você tinha na sua cabeça para atacar o Mason no primeiro dia de aula, Elise? Você nem sequer pensou um pouco?
Outra risadinha de Mason, taquei uma pedrinha que estava perto dos meus pés em sua cabeça. Ele se calou.
– Não sei, Edward. Ele só me provocou e eu fui pra cima. Não é a primeira vez que isso acontece, não vai ser a última. E você sabe disso – faleicom indiferença. Quando ele abriu a boca para responder, e eu aposto minha vida que não seria muito gentil, Kirova gritou para entrarmos.
Sua sala não mudou nada desde a última vez que eu vim aqui, uns três meses atrás por ter sabotado as roupas de Natalie. O divã brega de veludo vermelho ainda estava no mesmo canto, sua mesa fodona de mogno puro e cadeira estofada ainda estavam bem no centro da sala, de onde ela nos olhava com uma repugnância visível.
– Elise Zekklos? Outra vez? Não me admira. Quem no primeiro dia de aula se meteria em problemas, senão a nossa querida Srta. Zekklos? Explique o que foi dessa vez, professor.
Digamos que eu tinha certa fama injusta de encrenqueira nessa escola. Edward coçou a nuca, desconfortável.
– Então, diretora Kirova... tivemos alguns problemas com a mudança de lugares. Elise sempre se sentou com sua amiga, a Srta. Landry, e quando viu que vai ficar longe da amiga, ela meio que surtou.
Kirova se indignou com isso.
– Você está me dizendo que ela brigou em sua aula por causa de um lugar? Isso é completamente irrelevante! – ela praticamente gritou com o coitado, que se encolheu atrás de mim. Isso me irritou.
– Ei, se você tiver que gritar, grite conosco. Edw... o professor Kerme não tem nada com isso, deixe-o em paz.
Ela se deliciou com minha escorregada.
– Edward? Você ia chamá-lo pelo primeiro nome? Não sabia que havia tanta intimidade com professores e alunos hoje em dia, vai ver eu me enganei... – fiquei vermelha até o último fio de cabelo, pelo canto do olho, vi Ed se contorcer e Ashford rindo enquanto ela continuava: — E para seu governo, eu grito com quem eu quiser, pois essa é a minha função aqui!
Não me abalei.
– Ah, sempre desconfiei que você fazia alguma coisa bem inútil aqui. Sua função é gritar? Nossa, eu aqui, pensando que ser diretora de uma escola era dureza... acho que já decidi minha profissão.
Ela ficou escarlate, ao meu lado Edward quase morreu. Eu e Mason rimos ao mesmo tempo, depois trocamos olhares estranhos e disfarçando, um tentando ignorar o outro.
– Já chega! Não vou tolerar alunos falando assim comigo – ela cuspiu alunos como se fosse um palavrão. – Eu até iria deixar vocês dois saírem livres dessa, mas por sua mal-criação, os dois vão cumprir detenção no próximo mês.
– MÊS? Todo mundo que vem aqui pega no máximo dois dias, por que eu vou ficar com um mês inteiro?
Ela me olhou com satisfação.
– Todo mundo vem aqui e me respeita. Já que você não seguiu essa regra, pegará mais. E o Sr. Ashford estará junto. Aceite isso como um apoio moral.
Ashford pela primeira vez se pronunciou, indignado.
– O QUÊ?
Tinha que concordar com ele.
– Se você quer me dar apoio moral, não me deixe um mês na detenção com Ashford. Qualquer coisa menos isso.
Procurei apoio em Edward, mas ele me olha impassível. Desgraçado. Quando olhei para Kirova, seu olhar parecia me queimar. Até inspecionei meu corpo para ver se nenhuma parte de mim estava acidentalmente em chamas, por mais idiota que isso parecesse.
– Já terminamos aqui. Vão para a aula. A detenção começa as cinco, cada minuto de atraso aumenta dois dias. Agora, vocês já desperdiçaram muito meu tempo, vão.
Saí de mau humor da sala, seguida por Ed e Mason. Me virei para Edward e falei:
– Você está muito bravo?
Ele fez cara de poucos amigos. Passei os braços pelos seus ombros e disse alegremente:
– Ah, vai ficar de frescura, Edward? Até parece que você não me conhece há três anos.
Ele resmungou e Mason disse, atrás de nós:
– Dá pra ir com calma aí? Não estou muito afim de ficar de vela.
Mostrei o dedo a ele e continuei andando grudada em Edward, até que a voz da Kirova ecoou pelos auto-falantes que existem em todos os cantos da escola.
– Bom dia, alunos da Southwestern Academy! Eis aqui o primeiro boletim com informações sobre o baile de boas vindas – ela estava falando tão alegremente que não parecia a Kirova que tinha acabado de gritar comigo há cinco segundos. – Como vocês viram, houveram mudanças nas suas duplas em sala, e não foi à toa. Cada menina está sentada com um menino, e agora os digo que, o seu parceiro ou parceira de dupla nas salas de aula, vai ser o seu par do baile de boas vindas! Essa mudança foi necessária porque muitos alunos amam ser seletivos na hora da escolha de seu par, e alguns acabam sozinhos. A Southwestern achou melhor agilizar o assunto. Agora, sem mais delongas, podem voltar as suas respectivas atividades.
Eu podia sentir a fumaça saindo dos meus ouvidos.
Me virei para Mason, e ele estava exalando divertimento com a minha reação.
– Por que eu não posso simplesmente morrer? – perguntei para ninguém em particular.
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