This Isn't an Happy Ending
8 I'm Not "Your" Liss
Eu estava tonta com as luzes da boate.
Nunca fui muito de boates, e não sou acostumada com isso.
Já Mason parecia se sentir mais à vontade aqui do que na própria casa. Cumprimentou o segurança quando passou por ele, me puxando pela mão para o interior do clube. Eu teria puxado minha mão de volta, mas tenho certeza que no momento que não tocasse mais em Mason, eu me perderia nesse emaranhado de corpos suados dançando. E.. eu gostava de ter sua mão na minha.
Quando olhei para trás vi Amberly, Scott e Bill passando pela porta da boate e indo em direção à pista de dança. Achei que Mason também ia me levar para lá, mas ele me puxava para as banquetas giratórias do bar. Sentou em uma azul e deu um tapinha na vermelha ao seu lado, para que eu me sentasse. Preferi ficar de pé.
– Que foi? – ele perguntou com a testa franzida.
– Não quero sentar. Quero dançar – falei.
– Não, você não quer. Você odeia dançar. Principalmente em público.
Maldição. Por que ele tem que lembrar de tudo? Cruzei os braços na frente do meu peito. Cara, eu queria ter peitos grandes.
Por que eu estou pensando em peitos, para começo de conversa? Lembrei que Mason ainda está esperando uma resposta minha.
– Agora eu gosto de dançar.
– Você é uma péssima mentirosa, Elise Zekklos. Senta logo aqui. Vamos conversar um pouco, curtir a noite.
Revirei os olhos, mas me sentei. Ele começou a mover as mãos em minha direção às minhas pernas e eu estava pronta para me esquivar quando ele girou minha banqueta para que eu ficasse de frente para ele.
– O que você quer beber? — ele perguntou.
– Hm, acho que uma Ice está bom – eu falei.
– Hey, Gui! – ele agitou as mãos e me virei para descobrir que Gui era o barman. Mason é amigo até do barman?
– Mase! Nossa, faz tempo que você não aparece aqui, cara – Gui tem uma voz rouca bem legal.
– É, férias da Southwestern e tudo mais. Como vão as coisas por aqui?
– Ah, na mesma. Gary ainda é um mão de vaca, Sue ainda é sexy para caralho... Ah, agora ela está fazendo shows, se é que me entende.
Mason arqueou as sobrancelhas.
– Sério?! Nossa, eu PRECISO ir um dia desses...
– Precisa mesmo. Parece que ela ficou ainda mais gostosa!
Meninos. Sempre a mesma pauta. Mason se virou para mim.
– O que acha de ir ver a Sue comigo, Liss?
– Não, valeu. E não me chame de “Liss”, Ashford.
– O.k., Jujuba.
Revirei os olhos. Gui pareceu me notar.
– Quem é sua amiga, Mase?
Mason me puxou para mais perto.
– Gui, conheça Elise, minha queridíssima amiga. Elise, esse é o Gui, um amigão meu.
– Fala aí, Gui – eu disse enquanto me afastava gentilmente de Mason.
– Elise... Elise... Já ouvi falar sobre você... – finalmente, ele pareceu se lembrar de algo. – Mase, a Elise é aquela sua amiga da história que você me contou?
Fui pega desprevenida. Mason anda falando de mim por aí?
– Você falou de mim? – perguntei a Mason, mas foi Gui que respondeu.
– Yeah, conversa de bêbado. Ele deu um tom engraçado na história, mas dava pra ver que incomodava. Bom saber que vocês se reconciliaram.
Fiquei sem palavras. Completamente atônica.
– Cara, também não precisa contar tudo pra ela, né? – Mason disse animadamente, mas seus olhos transbordavam de irritação. Gui também notou isso e deu um sorriso amarelo enquanto perguntava o que a gente ia beber e sumia de vista.
Mason estava num silencio perturbador, até que Gui voltou com minha Ice e uma cerveja, depois que nos entregou, escapuliu habilidosamente.
– Hey, também não precisa ficar de cara feia para o resto da eternidade, Ashford. – eu disse num tom leve.
– As pessoas tem que saber fechar um pouco a boca – ele disse balançando a cabeça.
– Pare com isso, eu que deveria ficar brava, afinal vocês estavam falando de mim. Mas não estou, de verdade. Então você não deve ficar também.
Ele deu um sorrisinho que logo sumiu.
– Mason Ashford, você me trouxe aqui dizendo que eu ia me divertir. Caso você for ficar com essa cara de bunda, me avise para que eu ache outro cara afim de tomar alguma coisa.
Ele mudou a postura rapidamente, e seus olhos retomaram um pouco do brilho anterior. Olhei para a minha bebida e acrescentei:
– E se você está tentando me deixar bêbada para me levar para a cama, não sonha. Sou forte com bebidas – eu disse, mesmo não sendo verdade.
Ele me olhou confuso.
– Por que você acha que eu quero transar com você, Elise?
É isso o que se ganha por ser uma maldita egocêntrica, Elise Zekklos. Essa foi para você aprender a ser mais amável e não julgar as pessoas. Não pude deixar de sentir um misto de mágoa e desapontamento por não encabeçar a lista de meninas transáveis do Mason. As vezes não me entendo. Devo ter feito alguma careta, porque Mason começou a consertar o que disse.
– Hey, não quis ser grosso nem dizer que você não é desejável, Liss.
Dei de ombros.
– Não faz diferença o que você acha, Mason.
Ele me deu um soquinho no braço de brincadeira.
– Vamos. Também não quero ficar perto de alguém com cara de bunda a noite toda.
Revirei meus olhos, um pouco da pontada de mágoa se dissipando.
– Essa é minha Liss.
Mostrei meu dedo do meio a ele.
– Não existe “sua Liss”, Ashford.
– Por enquanto, querida, por enquanto.
Não pude deixar de rir disso. Olhei-o de esguelha.
– Não tem nenhum lugar com ar fresco aqui? Já estou ficando chapada só de respirar perto de tanta gente drogada.
Ele riu e se levantou, depois estendeu a mão.
– Tem um lugarzinho lá em cima que eu costumo ir.
Surpreendendo ambos, peguei sua mão e deixei ele me guiar para onde quer que ele estivesse indo pela segunda vez nessa noite.
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