This Isn't an Happy Ending
13 He Didn't Kiss Me
Notas iniciais
Eu simplesmente não consigo entender. O que tem de tão errado em me beijar? Minha boca é torta? Meus dentes são nojentos? Por que toda maldita vez que Mason parece querer me beijar, o filho da puta recua? Isso é tão exaustivo e... frustrante. Sim, frustrante pra caralho. Parece que estou fazendo um ótimo papel de “Mason, somos amigos, mas se você tentar me beijar, quebrarei seu pescoço”. A única que eu não consigo enganar sou eu mesma, é claro que eu quero que ele me beije. Quero tanto que chega a doer. Mas ou o desgraçado é muito burro, ou está ignorando isso. Afinal, aquela Elise de treze anos e a Elise de dezessete tem uma entre muitas coisas em comum: as duas idiotas estão apaixonadas pelo idiota do Mason Ashford. E elas continuam negando isso.
Entrei no quarto e bati a porta, tão forte que acordei Amberly, que me olhou com os olhos arregalados.
— O que foi? – ela perguntou, com sua voz sonolenta.
— Ah, nada. Só descontando minhas frustrações do dia a dia nessa porta inocente – eu disse, e me joguei na cama.
Ela sentou, esfregou os olhos e mexeu no cabelo. Só depois de um longo suspiro falou alguma coisa.
— O que aconteceu, Liss?
— Nada.
— Alguma coisa aconteceu. Fala.
— Já disse que não aconteceu nada.
— Estou esperando.
Me sentei abruptamente – e fiquei tonta por isso.
— Será que você não entende, Amber? Nada foi tudo que aconteceu. Porque Mason Ashford é um inútil. Isso que acontece nas porras de encontro com ele: nada. – dizer isso em voz alta me fazia fervilhar de raiva, e lágrimas idiotas estavam quase transbordando dos meus olhos.
— Então ele não te beijou – ela concluiu, depois de um momento de silencio.
— Não.
— Mas você queria que ele te beijasse.
— Sim. Não. Talvez. No momento eu queria. Ele estava tão perto e...
— E...?
— Não sei. – sei sim. O cheiro dele era inebriante, dividíamos o mesmo ar e eu de repente tinha noção de como ele era grande e como queria que ele me segurasse em seus braços. Eu queria passar meus braços em volta de seu pescoço e nunca mais soltar.
— Você disse que ele estava perto, o que ele fez? Só se afastou?
— Me deu um beijo na testa e se afastou – o melhor beijo na testa da história, diga-se de passagem. Eu praticamente sentia seus lábios na minha testa até agora.
— Aw. Mas você adora beijos na testa!
— Eu sei.
— Mas não era isso que você queria no momento. – não era uma pergunta.
Me deitei novamente, tapando os olhos com um braço.
— Eu já nem sei mais o que eu quero.
— Eu sei que não é o melhor momento para isso, mas Al disse que ele torce por vocês.
Destapei meus olhos depois dessa.
— Você e Al conversaram sobre a gente?
— Sim, sobre isso e muitas outras coisas.
Ah, não. Amber, não se apaixone por Al. Ele é um canalha.
— Amber, se eu perguntar uma coisa, você promete responder com sinceridade?
— Claro, Liss.
— O que há entre você e o Al? Não ouse dizer que não é nada, porque definitivamente é alguma coisa— eu disse, sem rodeios.
Ela ponderou um pouco, evitando olhar nos meus olhos e mordendo o lábio inferior. Como ela baixou a cabeça, o cabelo tampou seu rosto, mas eu juro que a vi corar.
— Eu e Al somos... amigos. – ela disse, a voz fininha.
— Amigos? – eu repeti, incrédula.
Ela finalmente me olhou, e sorriu amistosamente.
— É Liss. Amigos.
Estreitei meus olhos. Não vou acreditar nisso tão cedo.
— Você está mentindo, Amberly.
Ela riu, mas sua risada saiu um tanto irregular.
— Meu Deus, Elise! Por que diabos eu iria mentir sobre isso?
— Não sei, só sei que você e Al estão mentindo para mim, e quando eu descobrir, e acredite, eu vou descobrir, vocês dois vão sofrer na minha mão.
— Ok então, Zekklos. Descubra o que eu tenho com Al além de amizade e me conte, pois eu também quero saber. Agora vamos dormir, amanhã tem aula.
Me deitei e puxei a coberta até o pescoço e suspirei, frustrada por causa de todo esse dia de merda que eu tive.
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