This Is My Life
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Acordei cedo…como sempre mas ainda faltavam três horas para que fossemos a escola então saí do quarto e fui para a sala assistir televisão quando encontro Lysandre deitado com um cobertor no sofá. Tapei-lhe melhor com o cobertor, olhei para ele, e beijei-lhe a testa depois me levanto e ao me virar para ir para a cozinha…
— Obrigado. Me fez sentir tão aconchegado que até me lembro da minha mãe.
— A tua…mãe? – Disse ao me virar. – Conta-me algo sobre ela.
— Bem…ela sempre foi muito atenciosa comigo. Apesar de nunca conseguir entender o porquê do Leigh gostar de moda e eu gostar tanto e poesias e escrever poemas. E nós viemos pra cá…e…ela ficou lá. – Disse ele pensativo.
— Eu posso não conhece-la mas sei que mesmo que ela esteja no pólo Norte ela sempre estará contigo. As mães são assim. Longe mas perto.
Depois de algum tempo já estávamos na escola e estavam todos menos Kim.
— Oi pessoal. Onde está a Kim?
— Ainda não chegou. Deve ter dormido demais.
— Espero que sim.
Ficamos lá um bom tempo e depois ela chegou.
— Oi queridos e queridas.
— Onde estiveste?
— Dormi demasiado. Quando dei por mim já eram horas de ir para a escola. Tinha tanta pressa que só atirei os cadernos para o carro.
— Pessoal. – Dizia Rosa chamando a nossa atenção. – O que vão fazer no Domingo.
— Descansar da festa de Sábado. – Disse Nathaniel.
— Não! Eu acho que podíamos ir dar um passeio na praia ou pra algum sitio com sol.
— Rosa eu acho que concordo com Nathaniel. Sair da festa no Sábado e depois ir para a praia no Domingo.
— Por favor Kim têm de aproveitar o fim-de-semana.
— Seria uma boa ideia. Assim chegávamos Segunda-feira na escola mais alegres por conta do Domingo que passamos juntos.
— A Violette tem razão. E se fossemos para dentro para discutir melhor isso?
— Eu já vou. Vou só tirar os cadernos do carro.
— Nos encontre…
— No refeitório. Já sei.
POV Kim on
Estava tirando meus cadernos do carro quando sinto uma mão batendo na minha bunda e me viro bruscamente.
— Castiel! Tenha modos.
— Sei que gostou. Quer que eu repita?
— Não. O que veio fazer aqui?
— Vim saber porquê e o que estava falando de mim na terça-feira.
— Isso foi antes de ontem, ou seja, a muitíssimo tempo. Quer mesmo saber?
— Sim.
— Não é importante. – Disse fechando a porta do condutor e indo do outro lado para abrir a do pendura quando Castiel segura meus pulsos com uma das mãos.
— Ai. – O parque aquela hora estava vazio. Mas o sino ainda não havia tocado.
— Me diga agora.
— Bom…nós estávamos a conversar sobre a Winged Skull e eu perguntei a Ally qual dos rapazes ela achava mais giro e ela disse que estava indecisa e que não sabia se escolhia a ti ou ao Lysandre e Rosa disse para escolher Lysandre mas eu disse que se eu estivesse em seu lugar eu te escolheria a ti.
— Porquê?
— Já respondi ao que querias.
— Eu disse porquê.
— Por seres divertido, giro, cabelos ruivos, olhos cinza e até falaria mais qualquer coisa mas parei por conta de um arrepio.
— E o que eram essas coisas?
— O facto de seres sarcástico, e que havia alguma coisa no teu jeito rebelde que eu gostava.
— Serio?
— Bem…pode ser que seja mas… podes soltar-me?
— Claro. Depois disto.
Ele avançou e me deu um beijo. Ele é meu amigo mas será que não quer ser algo mais? Ou será que eu indirectamente é que estou a dar sinais de que também quero avançar nisto? Eu não sei, só sei que correspondi o beijo e foi muito selvagem. Quando nos separamos eu dei-lhe um estalo na cara.
— Ai! Para que foi isso? – Ele estava furioso mas não me deixei intimidar.
— Isto é por me beijares sem permissão. – Logo se formou um sorriso em seus lábios.
— Vai dizer que não gostou?
— Vou.
— Então porque correspondeu?
— Er… Vamos embora. Não tenho tempo para isto.
Estava na frente super corada quando ele me chama.
— Kim!
— Que foi? – Respondi ainda de costas para que não me visse corada.
— Quero lhe dizer algo.
Fui até ao encontro dele e ele notou que eu estava corada.
— Tu…estas corada?
— E o que é que querias que eu estivesse depois de me puxares e me beijares daquela forma?
Castiel começou a rir descontroladamente até que se acalmou.
— Já acabou? Então, o que é que queria me dizer? – Ele me empurrou contra o carro e colou nossos corpos.
— Porque foi embora com tanta pressa?
— Porque tenho que ir ver meus amigos e discutir sobre o domingo.
— Entendo… — Ele estava passando a mão em minha coxa, suas mãos quentes passando lá provocaram um arrepio.
— Castiel eu…
— Não, não. Não fale nada. Ainda tenho mais uma coisa para te dizer. – Ele se aproximou do meu dando uma leve mordida em meu lóbulo e disse baixinho. – Ao ir embora…esqueceu de apanhar os cadernos. – Dito isso foi-se embora sem dizer mais nenhuma palavra. Fiquei petrificada aí mesmo onde estava por algum tempo. Como ele consegue fazer isso comigo? Brincar dessa maneira? Isso não vai ficar assim. Não serei o seu brinquedo por muito tempo. Se bem que…talvez quisesse isso, sentir aquele corpo bem colado ao meu, falar baixinho no meu ouvido e beijar ele de novo talvez seria algo que me interessasse.
Apanhei os meus cadernos e fui direito para a sala pois o sino já estava quase a tocar.
POV Kim off
Ficamos a debater o tema de Domingo e ao fim de tudo já tínhamos um plano que era ir para a casa de praia da Rosa e passar lá a tarde. Todos concordaram, até Castiel que mesmo chegando um pouco tarde conseguiu entender tudo.
— A Kim? – Rosa perguntou e Castiel começou a rir.
— Que foi? Sabe onde ele está? O que é que lhe fez? Diga. – Rosa estava nervosa.
— Nada. Não sei nada dela. Estava a pensar em outra coisa.
O sino tocou e ao entrarmos encontramos Kim. Mas não deu tempo de falar com ela porque o professor entrou na sala. O intervalo havia chegado e a Kim foi a primeira a sair e ia em direcção ao banheiro feminino.
— Kim! – Tentei chama-la e ela virou-se. – Estás bem? – Perguntei ao chegar perto dela.
— Não. Sinto uma ligeira dor de cabeça.
— Bem…porque não foste ter connosco antes do toque de entrada?
— Exactamente por causa disso.
— Vamos as duas, as meninas já vêm.
Fomos ao refeitório e lá só estavam rapazes.
— Oi rapazes.
POV Kim on
— Porque não foste ter connosco antes do toque de entrada? – Castiel perguntou com aquele sorriso nos lábios. Ele queria saber se eu ia falar a verdade ou ocultar tudo.
— Tu sabes melhor que ninguém.
— Sabe?! – Indagaram todos os outros.
— Sim. Ele estava comigo. Eu disse-te que não me estava a sentir bem e que não passaria pelo refeitório. – Eu esperava que ele percebesse e fosse no meu jogo.
— Claro. Só não pensei que fosse mesmo por causa disso.
— Vocês ultimamente andam muito juntos.
— E depois? Tu e a Ally estão exactamente iguais. Porquê eu não posso andar com Kim? – Aquilo me chocou. Nem acredito que ele disse aquilo. Era capaz de dizer obrigada mas não creio que seja necessário.
— Então…estão juntos? – Perguntou Armin.
— Eu também queria saber isso. – Era Peggy. – Castiel Blanc tem a certeza que é isto que quer?
— Isto o quê?
— Envolver-se amorosamente com Kimberly Rosen.
— Por favor Peggy pode chamar-me de Kim?
— Com certeza.
— Eu não estou “envolvido amorosamente” com ninguém.
— Então porquê que estão constantemente juntos?
— Porque gostamos da companhia um do outro.
POV Kim off
— Chegamos. – Anunciou Rosa e ao ver Peggy se surpreendeu. – O que faz aqui Peggy?
— Uma entrevista rápida. Bem…como dizia. Fui fazendo uma sondagem para ver quem se opunha ou gostava de certos casais como Lysandre e Allison e Castiel e Kim. E no meio de tantas respostas a maioria das pessoas tocou no seguinte assunto: Castiel, não te importas de namorar uma rapariga negra?
— O quê?! Outra vez não! – Kim parecia incrédula.
— Maioria das pessoas perguntaram se não vias mal algum namorar uma garota negra.
— Se eu quiser namoro se não quiser não namoro é tão simples quanto isso agora vaza.
— Mais uma pergunta. Lysandre, vosso namoro é oficial? Porque na sondagem muita gente afirmou ver-vos abraçados.
— Não. Somos apenas amigos.
— E é verdade que moram juntos?
— Eu não sei.
— Allison, só está com o grupo mais desejado da escola para ganhar popularidade?
— Não.
— Obrigada pelo tempo, adeus.
— Até que hoje ela foi simpática.
— Para ti, Allison. Quem diria que as pessoas acham que não posso namorar alguém com a cor da pele mais clara que a minha. – Disse com indiferença.
— Deixa pra lá Kim, a não ser que queira mesmo namorar com Castiel.
— Claro que não. Só foi um grande choque o facto de as pessoas pensarem assim.
— Povo fofoqueiro é assim mesmo. Não desanima gostosa.
— Obrigada pelo grande incentivo Dake.
— De nada.
Conversamos durante algum e vimos Kim sair da mesa.
— Onde vai?
— Para o banheiro.
POV Kim on
Fui para o banheiro olhei para o espelho e pensei porque que as pessoas acham que não posso namorar Castiel por ser negra. Talvez aquilo me tenha abalado um pouco.
Ouvi alguém a bater a porta do banheiro e fui abrir e era Castiel.
— O que é que fazes aqui?
— Sei que vieste aqui porque precisavas de ficar sozinha por causa daquele comentário da Peggy. Acertei?
— Sim. Mas como disseste “ficar sozinha” e nesse momento estou contigo.
— E vais continuar a estar. Anda. – Castiel puxou meu pulso com força e me tirou do banheiro. Ficamos a andar até que avisamos Ambre e as suas capangas.
— Se não é a Kim e o meu Castiel. O que fazes com ele?
— Ele é que me trouxe até aqui.
— Castiel larga essa vadia e vem andar comigo.
— Nem em sonhos.
— Bom… Kim, a Peggy já te contou sobre as sondagens?
— Deixa ela em paz.
— Já.
— Então? Não achas que já passa da hora de desistir? Larga o Castiel! Ele não é para ti querida. E sempre fazem a seguinte pergunta a Castiel: não achas que é mal namorar com uma garota negra?” e ele responde que não porque como estas ao lado dele e ele é muito bondoso não pode dizer que vê mal por isso deixa-o em paz e vaza de uma vez Kim.
POV Castiel on
Não sei porquê mas só fiquei a ouvir e olhei para ela e ela parecia bem, não demonstrava reacção alguma, parecia nem sequer estar a prestar atenção ao que a Ambre diz.
— Ok Ambre hora de ires embora, vaza, desaparece porque não quero mais ver a tua cara na minha frente. – Eu disse.
— Castiel… — Ela parecia triste.
— Adeus.
— Mas…
— Adeus.
POV Kim on
Fiquei a ouvir aquilo tudo, por fora estava bem mas por dentro acabou de se desmoronar tudo e mais alguma coisa.
— Estás bem Kim?
— Eu… — Nesse momento rolou uma única lágrima em meu rosto. – Não posso falar agora.
Corri para um sítio onde eu gostava de ir sempre que precisava ficar sozinha. Era no terraço da Universidade.
Fiquei lá e chorei, chorei imenso.
— Kim? – Ouvi Castiel.
— Que foi?
Ele se aproximou e olhei para ele, já estava a chorar e acabei por abraçar-lhe.
— Que foi?
— Não percebeste ainda. – Disse me acalmando. – Todo o mundo diz que pelo facto de ser negra não posso namorar contigo, não que eu queira, mas isso acaba comigo. E ouvir a Ambre a dizer aquilo na minha cara foi a gota de água.
— Deixa a Ambre para lá que ela e o irmão dela só falam besteira.
— Acho que tens razão. Não devo ligar para o que as pessoas dizem. Ela vai ver só. Vou despentear àquilo que ela chama de cabelo e depois cortoo.
— Ainda bem que percebeste.
— Obrigada Castiel.
— Só estou aqui para ajudar. E falando em ajudar, será que me pode ajudar em algo?
— Claro.
— É que eu preciso muito de…um beijo. – Nesse instante Castiel me puxa e me beija, e quem disse que eu não correspondi? Depois de saber como é e estar mais ou menos a precisar de outro eu correspondi, mas me lembrei da maneira que ele me deixou no parque de estacionamento hoje mais cedo e resolvi subir a fasquia.
Subi para o seu colo e fomos aprofundando cada vez mais, que era um beijo doce e leve agora é um beijo selvagem e frenético e ele parecia estar a gostar, quando paramos para respirar levei-o até ao sofá que lá se encontrava e o joguei lá, subi encima dele e comecei a beijar-lhe o pescoço, dei um selinho nele e fui para o lóbulo que o mordisquei e disse:
— Pensando bem, vamos ficar por aqui. – Me levantei e ao sair ele me chamou.
— E quando é que vamos acabar o assunto pendente?
— Talvez um dia mas não te enchas de esperanças. – Fui-me embora festejando e cheguei a mesa e eles estavam a comer, ficamos mais um tempo e chego Castiel, ninguém perguntou onde estivemos o que é bom. Paguei na mesma moeda e me sinto muito melhor agora.
POV Kim off
O sino tocou e entramos, a aula foi a coisa mais chata mas, falando do intervalo, gostei da maneira como a Peggy falou comigo, parecia mais serena. O que me eu mais vontade de responder as suas perguntas.
Saímos e fomos para casa. Estava estafada, este foi um óptimo dia para mim mas só conseguia pensar no Sábado. Pena que ainda é Quinta-feira. Pus o meu pijama e fui para a cama mas antes desejei boa noite ao Lysandre. Estava a começar a ser um hábito.
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