This Is My Life
58 Relâmpago
Notas iniciais
Acordamos todos cedo para arrumar a casa. Depois de Christian pedir desculpas a Rosa pela noite de ontem eu mostrei a ela e ao Leigh o anel e o colar que Lysandre deu para mim como presente de Natal. Achei que para presente estava muito exagerado mas ele fazia questão de dizer que eu merecia mais e mais.
– É lindo Allison.
– Lysandre é que sabe dar presente. Agora já podes fazer a inveja em todo o mundo.
– Mas eu não vi ele a te dar o presente.
– Ele deu-me quando já íamos dormir. Ele tinha acabado de se preparar para dormir quando eu lhe dei aquele quadro. Pensei que ele me daria algo bem informal também.
– Estas pedras são muito lindas.
– Sim. Uma é acastanhada e outra Verde como os olhos dele. No seu anel há duas safiras.
– Tão azuis quanto os teus olhos? — Perguntou Leigh.
– Tão azuis quanto os meus olhos. Tenho de mostrar estes presentes ao George e a Josiane.
– Ele pediu-te em casamento?!
– Não Josiane. É só um presente mesmo. Não é lindo?
– Magnífico.
– Este casal promete.
Rimos os três enquanto estavamos sentados no sofá da sala ouvíamos alguém a chegar.
– De quê que se estão a rir?
– Oh! Estava a mostrar-lhes o presente que me deste. Vem mostrar o teu.
Josiane puxou a mão do filho com entusiasmo quase o fazendo cair no colo dela. Ela olhava com um sorriso enorme para o anel.
– Bem que poderia ser um anel de noivado.
– Mãe. Ainda é muito cedo.
– OK. Eu espero.
– Qualquer maneira não haveremos de esperar muito. — Disse George rindo e eu e Josiane rimos com ele. Lysandre apenas mantinha um sorriso olhando para nós como se fôssemos loucos.
– De qualquer maneira vocês têm que arrumar as vossas coisas para desaparecerem da minha casa. — Disse George.
– Eu sei que o pai gostou de nos ver aqui e vai sentir saudades.
– Talvez. Mas não quer dizer que vão ficar aqui a causar confusão.
Depois de almoçarmos todos fomos dar um passeio pela Fazenda. Eu nunca na minha vida tinha visto uma vaca ao vivo. É um bocadinho triste? É. Mas agora eu estou a ver uma.
– Olha para tantos animais! Ah! Isto é tão bonito. — Eu parecia uma criança em uma loja de brinquedos e Lysandre olhava para mim como se eu fosse a perdição da raça humana.
– Eu posso andar a cavalo?
– Já fizeste isso alguma vez?
– Já. Meus pais as vezes me levavam para poder andar a cavalo e ver coelhos. Só nunca vi uma vaca.
– Claro que podes. Anda.
Fomos andando até ao estábulo e ele me mostrou os cavalos do Sr. Ainsworth.
– São todos do teu pai?
– Sim. Este é o meu preferido.
O cavalo era tão negro e com o pelo tão brilhante. Era magnífico.
– Quero andar neste. Achas que posso?
– Sim. Já andei nele algumas vezes.
– És tão lindo. Passei a mão em sua cabeça. Depois de algum tempo eu já me familiarizei com ele.
– Ele nunca se deu bem com estranhos.
– Sério? Bem... parece que eu não sou assim tão estranha para ele. Como se chama?
– Relâmpago. Por ser muito rápido.
– Então ajuda-me a subir porque eu gostei dele.
– Vamos.
Lysandre tirou Relâmpago da cela e me ajudou a montar. Era muito divertido tentar fazer isso.
– Fica ao meu lado para que eu não caia.
– Sempre estarei do seu lado.
Eu subi no cavalo e ele andava devagar. Eu sorria que nem uma tonta.
– Uuuhh! Estou a montar um cavalo! Eu sou demais.
– De facto és. Mas não te entusiasmes assim tanto. Nem sequer estás a andar rápido.
– Não estou? Eu cavalgo a velocidade da luz Vida.
– Pois. Deixa-me subir e mostrar-te o que é cavalgar.
– Uh, virou homem. Prove-me.
– Tenho esta é muitas outras maneiras de te provar que sou homem.
– Ai é?
– É.
– Talvez depois eu faça uma averiguação nessas maneiras.
Ele subiu e eu fiquei atrás dele. Depois de ele fazer uma movimento com as rédeas Relâmpago cavalgou de uma maneira soberba. Eu sentia o vento a bater em minha face e fazer voar o meu cabelo. Eu estava me sentindo tão viva. Nunca na minha vida eu tinha experimentado uma coisa como esta.
Fomos para um rio. O dia estava nublado e fazia imenso feio mas nenhuma destas coisas poderia abalar o meu humor no momento.
– Oh! Que rio lindo!
– Só mesmo tu para ver beleza em uma coisa tão banal como um rio.
Descemos do Relâmpago e eu fiz festas em sua cabeça. Podes dar-lhe esta cenoura.
– Obrigada pela boleia amigão. — Dei a cenoura para ele e fomos para a beira do rio.
– Quem me dera que estes dias durassem para sempre.
– Ultimamente temos sido submetidos a muita atenção.
– A Etoiles, Tapis Rouge, sites de fofocas. Nunca pensei que uma pessoa normal como eu fosse ser alvo de tanta midia.
– Desculpa. Eu sei que de um tempo pra cá só genho trazido problemas para ti.
– Não. Eu apenas... não me acostumei. Era muita informação para processar.
– Eu acho que um tempo distante de tudo isso nos fará mais que bem. Mas confesso que estou morrendo de saudade da malta. O Alexy, a Kim, Íris, Vio. Todos eles.
– Se eu por conta do nosso sucesso enquanto Winged Skull te dissesse que tinhamos que viajar em uma turné e tu não poderias ir comigo, suponhamos que ej ficaria fora por cinco meses. Arranjarias outra pessoa para te fazer companhia.
– Eu acho que sim. Kim vive sozinha. Acho que ela se ofereceria para dormir em minha casa ou eu poderia dormir na dela.
– Não nesse sentido. No sentido de arrumares outro.
– Lá vamos nós. Porquê que perguntas Vida?
– Eu sei lá. A nossa banda está a crescer a um nivel que eu particularmente não esperava não quero imaginar que cado eu sair de França volte e te encontre a namorar com outro.
– Ficas muito fofo com ciúmes. — Pulei para cima de Lysandre e dei um beijo apaixonado nele. A casa dos pais dele estava fazendo maravilhas naquilo que era a nossa relação.
– Acho que temos que ir.
– Já?! Mas eu quero ficar aqui. Contigo. A sós.
– Bem que eu também queria mas talvez a minha mãe faça sobremesa e...
– Sobremesa! Anda! Temos de nos apressar antes que acabem tudo!
Lysandre iria mas desistiu e sorriu da minha ingenuidade. Montamos Relâmpago e saímos pela propriedade de Sr. Ainsworth. Ao longe eu já conseguia ver a Rosa junto com Leigh sentados na grama.
Fomos em direcção ao estábulo e levamos Relâmpago para sua cela. Depois fomos ter com Rosa e Leigh.
– Oi.
– Hum... Foram passear a cavalo?
– Sim. Foi muito divertido.
– Allison parecia uma pequena criança.
– Me diga um momento em que ela não parece. — Disse Leigh arrancando risadas de todos nós.
Nos sentamos com eles e começamos a conversar os quatro. Hoje é nosso ultimo dia aqui na fazenda do Sr. e Sra. Ainsworth. Eu estava triste por ter de deixa-los pois depois de conhece-los pude comprovar que são um amor de pessoas. Parecem segundos pais da maneira que se preocupam connosco. Todavia eu queria ver a malta e passar o Ano Novo com eles.
Depois de algum tempo eu e Lys estávamos no quarto arrumando as malas. Era realmente triste sair dali.
– Vais sentir saudades? — Perguntei sem olhar para ele é arrumando apenas a mala.
– Sim. Meus pais me deram o apoio necessário para que eu saísse do interior para a cidade mas sempre que venho aqui me pergunto se fiz a escolha certa.
– Amor claro que fizeste! — Segurei as suas mãos e as puxei para próximo de mim. — Olha pra isto, és um cantor de sucesso de uma banda de sucesso. Foste convidado para o talk show mais popular de França, saíste na revista mais vendida de França e estás a poder ajudar os teus pais. Não é o que querias?
– Sim é o que eu queria.
– Foste feito pra isso Vida. Ninguém te pode parar! — Disse caindo em seus braços fazendo rir tanto eu como ele. — És o meu heroizinho fofinho.
– Sou?
– És. — Eu o beijei me sentindo felicíssima. Eu estava nas nuvens. É incrível o que ele conseguia fazer comigo.
– Ó pombinhos! — Disse George abrindo a porta de repente.
– Pai.
– Hora de terem um pequeno lanchinho. Mesmo que já esteja a interromper um se é que me entendem.
Eu me ria da piada suja de George enquanto Lysandre corava.
– Andem.
Saímos do quarto. E fomos envadidos pelo doce cheiro de bolo acabadinho de sair do forno. Aquilo era algo que eu amava.
– Minha mãe faz os melhores bolos. Você vai querer comer mais e mais.
– Talvez. Mas eu estava mesmo com fome de outra coisa. — Passei minha mão de leve em seu membro e ele a segurou com força.
– OK. Talvez possamos resolver isso depois. Só não me provoque ou irá se arrepender.
– Imagino que punição será. Vai me obrigar a ouvir lindos poemas de amor?
– Eu posso ser bem mazinho quando me convém.
Quando descemos as escadas seguimos o cheiro que vinha da cozinha e encontramos Josiane tirando o bolo do forno.
– Oi querido. — Ela deu um demorado e afetuoso beijo na testa de Lys.
– Não há pra mim também mãe? Tô com ciúmes.
– Não precisa ficar. Vem cá. Há mãe que chegue para todos.
– De onde vem esse cheiro divino? — Chegou Rosa.
– Andem cá vocês duas também. Para levarem beijinhos.
Josiane nos cobriu de beijos na testa a mim e a Leigh. Rosa voltou para perto de Leigh e eu para Lysandre. Ela olhava para nós quatro com um sorriso maternal.
– Vocês fazem casais lindos. Espero que se casem todos no mesmo dia.
– Acho que isso não seria possível mãe.
– Sim. Leigh e Rosa daqui a nada se casam.
– É eu e Lysandre achamos melhor levar com calma.
– É realmente uma pena porque seria muito giro ver quatro pessoas no altar. Especialmente os meus dois filhinhos. — EL apertou a bochecha dos dois que cortaram na hora.
– Mãe...
– Desculpem. Não resisti. Tomem o bolo, levem para a mesa. Aqui está o sumo. E bom apetite eu e vosso pai vamos sair com os pais de Allison. Assim que chegarmos queremos ver vos com as malas feitas e prontos pra sair OK?
– Sim.
– Óptimo. Adeus. — Ela saiu com George que tinha do seu lado esquerdo o meu pai e minha mãe acenando.
Ficamos comendo e conversando e depois do nada a Rosa diz com um sorriso triste.
– Eu não quero sair daqui.
– Pois. Posso nunca ter estado aqui antes mas é como se já o conhecesse a algum tempo.
– Acho que talvez possamos voltar no próximo Natal.
– Ou podíamos passar aqui as vezes só para visitar. — Sugeri.
– Óptima ideia.
Depois de acabarmos de lanchar cada casal foi para o seu quarto e acabamos de colocar o que faltava nas malas.
– Acho melhor fazeres uma lista para ver se não estás a esquecer-te de nada.
– Não precisa. Porquê? Não tem fé no seu namorado? — Disse ele me provocando.
– Lysandres totalmente esquecidos e no mundo da lua também podem ter sua chance. — Eu comecei a rir-me dele é ele me puxou para perto de si com devagarinho me abraçando.
– Você fica muito bonita quando sorri. — Disse baixo e sedutoramente na minha orelha. Acho que não era proposital mas esse rapaz dava comigo em doida. Ele começou a beijar meu pescoço e as suas mãos que se encontravam em minhas costas iam descendo cada ver mais.
– Chegamos! — Ouvimos minha mãe gritar lá de baixo. — Vamos! O caminho é longo!
Nós dois rimos com as nossas testas encostadas. Eles sempre nos interrompiam. Dei um beijo nele.
– Em casa. — Ele disse.
– Em casa.
Descemos com as malas e despedimos o Sr. E Sra. Ainsworth.
– Prometo que passaremos ocasionalmente para vós visitar.
– Podem passar o próximo Natal aqui?
– Era exactamente isso que estávamos conversando enquanto saíram.
– Andem cá. — Josiane deu um beijo na testa de nós quatros sendo eu a última. Quando ela o fez sussurrou de forma inaudível para os outros.
– Cuida bem do meu Lysandre.
Acenti discretamente e aí veio George que deu um abraço a todos nós.
– Não deixes que ele te perca OK? — Sussurrou igualmente e eu da mesma maneira acenti. Depois de nos despedirmos fomos pra o carro e começamos a fazer a viagem de volta para casa. Viagens de carro me davam sono quando ninguém tinha uma conversa boa ou quando eu não ouvia o que queria.
– Está com sono? — Perguntou Lysandre e eu acenti positivamente e me aconcheguei em seu peito e seus braços me cobriram. Não há outro sítio que eu quisesse estar. Nesse momento eu esqueci-me de que havia pai, mãe ou qualquer outra coisa a nossa volta. Só espero não babar nele.
Lysandre me acordou passando a mão em meu cabelos e dizendo o meu nome mansamente em minha orelha.
– Humm? Onde... já chegamos?
– Já. Você babou em mim a viagem inteira.
– Peguem nas vossas malinhas e vão descansar. Adeus meus amores.
– Até mais Sr. e Sra. Jones.
Saímos do carro, pegamos nossas malas e subimos o prédio.
Eu estava me arrastando de degrau a degrau. Lysandre ria de mim e continuávamos a subir. — Chegamos. — Disse ele abrindo a porta de casa. Deixamos as malas na porta e eu pedi colo a ele. Sorrindo e olhando para mim como se eu fosse um caso perdido colocou-me no colo como se eu fosse uma criancinha. Eu amava quando ele fazia isso. Ele me levou até seu quarto e eu pedi para que ele me colocasse no chão. Fui até seu roupeiro e tirei uma camisola sua. Tirei minha roupa mesmo a frente dele é coloquei a camisa que não tapava mais que metade mas minhas adegas e me deitei na cama.
– É pena que está cansada. Vendo você assim. Tenho mil e uma ideias para brincadeiras agora.
– Mais tarde quando acordarmos. Vamos dormir.
Nos deitamos na cama de conchinha e eu sentia sua respiração em meu ouvido e ele sussurrou de maneira provocante.
– Boa noite Baby.
– Boa noite Vida.
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