This Is My Life

72 Please... I love him


Notas iniciais
O que dizer desse cap? Fico emocionada só de ler e quero ler sempre de novo e de novo. Não vou interromper mais ninguém apenas vos desejo boa leitura.

Eu iria ligar para Castiel hoje de manhã se não fosse por Jhonny batendo na minha porta.

— Jhonny? São seis da manhã! Não tem porquê me buscar tão cedo.

— Seu celular.

— O quê? O que ele tem?

— Me dê.

— Pra quê?

— Apenas... — Ele levantou a voz e parou por um momento talvez para se estabilizar — De-me.

— OK. — Passei o celular já suspeitando do que ele estaria procurando.

Vi ele indo até as mensagens e depois seleccionando Castiel.

Em branco.

Com Jhonny eu esperava qualquer coisa por isso qualquer mensagem que eu trocasse com Castiel eu apagava. Cast não fazia a mesma coisa mesmo eu dando a ele os motivos. Ele fizia que não seria necessário apagar as do dele.

— Cadê as mensagens?

— Que mensagens?

— Com Castiel! Você não troca mensagens com ele?

— Não. Se eu quiser falar com alguém eu ligo pra essa pessoa.

Ele saiu das mensagens e ingressou para o WhatsApp. A seguir seleccionou Castiel.

Em branco.

Era um pouco engraçado ver ele se dando ao trabalho de me apanhar.

Ele passou me empurrando com tal força que eu caí e foi direto para o meu quarto. Fui a correr atrás dele e o encontrei com o meu computador em mãos.

— Jhonny...

— Cala a boca!!

Imediatamente estremeci e fiz o que ele mandou. Ele verificou meu Facebook, Twitter e até nas mensagens privadas do Instagram e mesmo assim não encontrou nada.

— Não há nada aí Jhonny.

Ele quase que voou na minha direcção apertando meu pescoço.

— Eu sei que você fala com ele. Eu sei! — Ele me apertava de tal forma que eu apostava que deixaria marcas roxas.

— J- Jho... — Não consegui acabar a frase, apenas apertava seus pulsos os puxando para baixo e uma lagrima escorreu de meu olho. Aí ele me largou.

Caí de quatro no chão com uma mão sobre o peito tentando regular a respiração. E me assustei quando Jhonny deu um bico em cheio na minha costela.

— Isso é para você aprender a não mentir pra mim! — Ué? Mas ele não achou nada.

— Ele pegou meu celular computador e ia em direção à sala. E eu me levantando as pressas segui ele e o vi abrindo a porta.

— Para onde vai com as minhas coisas?!

— Eu ficarei com isso até eu decidir que devo entregar a você.

— Jhonny!! — Tarde demais. Ele já tinha fechado a porta.

Assim que e ele saiu deu um tempo e eu comecei a entrar em pânico. E agora? Como eu faria para me contactar com Castiel?! Eu deveria falar com ele porque se ele enviar uma mensagem como "Estou vindo aí" ou qualquer outra coisa quem apanha sou eu.

E apanharei muito.

Mesmo com o que aconteceu, Jhonny me acompanhou até a Universidade, talvez para ter a certeza de que eu não me aproveitava de nenhuma oportunidade para falar com Castiel e se esse era seu objectivo ele tinha conseguido.

De qualquer maneira não me apetecia ver ninguém e de certeza que se eu encontrasse Alexy ou Rosa eles dariam logo conta de meu ferimento e Rosa não sei, mas eu não conseguiria mentir para Alexy e ele suspeitaria logo de Jhonny porque ele tinha me dito no outro dia que reparou que ele não lhe olhava direito e que ele as vezes me cortava para falar por mim e falava coisas que eu não concordava mas que ele queria que eu falasse.

Obviamente neguei e disse que eram coisas da cabeça dele. Coisa que era uma mentira pois Jhonny fazia sim isso. Quando me buscava para a escola, antes quando eu vivia em Austrália, lembro que ele analisava minha roupa, acessórios e maquiagem se não gostasse eram comentários como "Tire isso! Está parecendo uma puta!" ou "Eu não sairei na rua com você andando como se fosse um mendigo" e ainda "O que você pôs na cara? Tire isso ou não saio com você assim!"

Sim ele era abusivo mas eu amava ele.

Amava.

Me revolta o estômago dizer que um dia me apaixonei por ele.

Eu me sentava ao lado de Alexy então fudeu. Eu apenas vou rezar para ele hoje não perguntar nada para mim e seguir a aula assim.

O sino tocou e eu entrei na sala vendo todos, incluindo Jhonny, na sala. Passei reto como se nem tivesse visto, pois baixei minha cabeça olhando para o chão e me dirigi para o meu lugar.

Me sentei esperando o professor entrar e Alexy chega e senta ao meu lado.

— O que se passa amor? Alguma coisa de ruim aconteceu?

— Nada. Eu não estou me sentindo muito bem hoje.

— Sabe que nunca vais conseguir mentir para mim não é? Mas mesmo assim eu respeito que não queira me dizer ainda. Mas saiba que eu vou lhe ajudar mesmo não sabendo do que se trata. — Essas palavras talvez sejam as unicas que me me confortaram hoje. Eu estou tão farta disto tudo mas falta tão pouco...

Me encostei a Alexy, colocando minha cabeça em seu peito e o abracei recebendo um abraço de volta e assim ficamos.

— Yall? — Chamou Jhonny. — Podes vir aqui um minuto? — Apertei imperceptivelmente Alexy mais forte e acho que foi o suficiente para ele entender a mensagem.

— Yall não sairá daqui Jhonny. Desculpe mas ela está se sentindo mal.

— Yall?

— Sim?

— Você está bem? — Ele disse num tom que soou mais como uma afirmação do que uma pergunta.

— Não. Me deixe ficar aqui mais um pouco por favor. Alexy está me fazendo companhia.

— Tá. Depois a gente conversa.

Eu sei o que aquilo significava. Eu estava em maus lençois.

— Ele vai bater em você? — Ele sussurrou.

— Não sei Lexy... Eu não sei.

Ele me abraçou forte.

— Desculpe. Eu... Eu não queria ter dito aquilo. Agora parece que eu estava amea...

— Lexy não faz mal. Jhonny não me fará mal nenhum.

— Tem certeza?

— Sim. Só... continua me abraçando.

— Fofa. — Ele disse me fazendo cócegas e mais cócegas. Eu me contorcia pedindo para ele parar mas enquanto eu ria ele subitamente para e quando dou por mim minha cabeça estava deitada em seu colo virada pra cima e ele olhava para meu pescoço.

— Yall... seu pescoço...

— N-não é nada Lexy! — Me sentei rapidamente.

— F-foi ele? — Ele parecia horrorizado.

— Shhh. Não conta para ninguem. Por favor.

— Yall isso é muito grave. Você tem de fazer queixa.

— Shhhh Lexy. Eu não posso.

— Porquê. Meu amor, isso só irá piorar.

— Não vai. Eu sei. Ele não tem coragem de fazer pior. — Nós poderiamos não estar mais namorando mas ele ainda me ama... certo? — Ele me ama.

— Yall isso não é amor. Não prolongue seu sofrimento por favor.

— Eu sei o que faço Lexy. Confie em mim. Se não resultar... fazemos do seu jeito.

— Tá.... Ai a minha Yalitza. — Ele disse me virando pra ele e dando um beijo na minha testa. — Juizo.

— Sim.

═════════❀✿❀═════════

Estavamos a sair da escola e hoje o dia foi até bem calmo. Ally veio falar comigo e eu disse a ela a mesma desculpa que inicialmente dei a Lexy, não me sentia bem e essas coisas. Ela acreditou e Lexy disse que ficaria o tempo todo comigo e me acompanharia a casa para ter a certeza de que Jhonny não chegava perto de mim.

Estavamos na porta de minha casa e eu a despedir ele.

— Tchau Lexy!

— Se cuida amor! — Disse já um pouco longe e, por isso, gritando.

— Sim!

Entrei em casa tomei um relaxante banho e me troquei, colocando já meu pijama que consistia em um short preto e uma regata branca.

Ouço a porta bater e quando abro é Jhonny.

Porquê que eu fui abrir?!

— O que você quer aqui?

— Respostas. Você deixou ele ver a sua marcar no pescoço?

— Quem?

— Alexy.

— Sim. — Notei que ele se alterou um pouco então me apressei a corrigir — Mas óbvio que não disse que foi você que fez. Eu não mostrei de propósito. Nós estavamos brincando e eu acabei me descuidando... desculpa.

— Se descuidando? — Perguntou calmo — Se descuidando?! — Repetiu já alterado — Você é sempre descuidada, sempre faz as coisas errado, sempre tão estúpida — Sorriu descrente — Acho que a única coisa que evoluiu para melhor foi seu corpo. Porque sua mente continua débil. Você é doente? Como pôde ser tão burra?! — Ele gritou desferindo um tapa em meu rosto. — Alexy não é burro e aposto que ele já deve estar a desconfiar de mim. Ah... mas você vai ver o que é bom.

— Não! — Gritei me afastando. — Pense bem Jhonny, se você me bater Alexy poderá desconfiar ainda mais amanhã quando me ver.

— Ah... garanto que ele amanhã não estará naquela merda de Universidade.

— O quê? O-o que você vai fazer?

— Eu? 'Eu' não vou fazer nada.

Ele mandaria pessoas para fazer por ele seja lá o que ele esteja a pensar e disso eu sabia.

De repente uma enorme dose de desespero me atingiu.

Ele faria mal ao meu Alexy!

— Por favor, por favor não faça mal ao Alexy por favor eu imploro — Me ajoelhei juntado as mãos em suplicas e chorando. A possibilidade de isso acontecer realmente me assustava.

Ele apenas chutou minha barriga me fazendo cair.

— Porque se impota com esse viado?! Ele não quer saber de você. Ninguém quer e você sabe disso. Você é um lixo e deveria rezar a agradecer todos os dias por me ter na sua vida.

— Não! Alexy gosta de mim! Pelo menos mais do que você! Ele pode não gostar de mim como eu gosto dele mas eu amo ele e quero proteger ele.

— Você o quê?

— Eu. Amo. Alexy. Independentemente de ele me amar de volta ou não.

Ele pareceu se conter e deu meia volta mas depois voltou com tudo num soco em minha cara seguido de mais socos e pontapés em meu corpo inteiro. Eu estava com sangramentos em algumas feridas e chorava pedindo pra ele parar.

Até que ele vai abrandando e pára por completo, provalvelmente por estar cansado.

— Nunca mais ouse amar ninguém para além de mim. Nunca mais. — Disse saindo de minha casa.

POV ALEXY ON

Já eram mais ou menos 23hrs e eu saia da casa de Rosa. É muito bom conversar com ela e ter a sua companhia de vez em quando e acabei por peder a hora e sair tarde demais.

O que aconteceu com Yall hoje foi tenso e eu acho que ela deveria apresentar queixa. Por alguma razão eu acho que ela não está bem neste exacto momento, afinal, Jhonny é seu vizinho e se ele quiser fazer algo ele irá fazer e eu não posso nem vou deixar.

Pressinto algo de mau e se há algo que minha Mãe me ensinou é que nunca devemos ignorar nossos instintos.

Mudei minha rota de minha casa para a casa de Yall.

O bairro de Yall estava muito bem situado contudo havia algumas ruas e becos escuros no caminho para lá e se há algo que eu odeio é ruas escuras.

Noto de canto de olho uma van escura andando lentamente.

Começo a acelerar meu passo e ligo para Yall.

Ligação On

— Lexy?

— Yall eu posso estar sendo seguido.

— O quê como assim?!

— Uma van preta está me seguindo. Eu estou vindo para sua casa agora— Comecei a apressar o passo quase correndo e a van também acelerava — Eu preciso que você....— Não consegui dizer mais nada e quando dei por mim senti uma mão tapar minha boca por trás e ser puxado pra um daqueles becos escuros.

Cinco homens, foi o que contei antes de começar a ser fortemente agredido.

POV YALITZA ON

— Uma van preta está me segundo. Eu estou vindo pra sua casa agora— Van preta?

"Eu? Eu não vou fazer nada."

Ele contratou alguem para raptar Alexy?!

Comecei a entrar em panico e lagrimas escorriam de meu rosto.

— Eu preciso que você...— Ele parou subitamente e notei gritos abafados.

Eles tinham pegado ele!

— LEXY!! LEXY!? ALÔ?! — A ligação cai e eu nem sequer espero muito e saio mancando a procura de Lexy. Eu estava com as roupas manchadas pelo meu proprio sangue, com ferimentos que não me deixavam andar em condições nas minhas duas pernas e com os braços completamente doloridos mas estava correndo pelas ruas geladas a procura de Lexy em cada esquina que eu passava até que o encontrei desacordado em um bebo completamente coberto de sangue.

— LEXY!! MEU DEUS LEXY RESPONDE!! ALEXY NÃO FAÇA ISSO COMIGO VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR AQUI! — Procurei a minha volta e vi seu celular. Decidi ligar para Armin. Minha mãos estavam tremendo. Não só por estar um gelo aqui mas por eu também estar muito nervosa e assustada.

Ligação on

— Alexy? Porquê ainda não chegou em casa?

— ARMIN! Armin por favor é a Yalitza! Eu preciso muito da sua ajuda Alexy esta desacordado no chão de um beco perto de minha casa. Por favor venha aqui. Eu imploro.

— Eu já venho.— Ele desligou e eu tentei acordar Lexy a todo o custo.

Ligação OFF

— Oh meu Deus! — Passei minha mão pelo seu rosto. — Como você pode ser tão bonito mesmo todo machucado? — Ri soprado o abraçando e chorando até sentir seus braços me abraçando também.

— Não chore minha Vida. Eu estou bem.

— A-al-lexy? — Me afastei olhando para ele. — Ah! Graças a Deus você acordou. Eu pensei... eu pensei....

— Shhh. Eu estou aqui agora. Eu vou cuidar de você.

— Você tá todo machucado seu doido. Eu que tenho que cuidar de você.

— A questão é... eu estou bem por dentro. — Ele disse olhando fundo nos meus olhos e não pude evitar chorar.

Alexy tinha razão. Eu não estava bem. Não estava bem em tudo.

— Não chore.

O celular de Alexy vibra e mostra o nome de Armin na tela o qual eu atendo de imediato.

— Armin?

— Onde estão? Me dê um sinal.

Saí daquele beco e via seu carro se aproximando. Acenei para ele que logo estacionou e veio correndo.

— Onde está ele?! — Perguntou já entrando naquele beco escuro e vendo Alexy deitado no chão. Foi inevitável para ele não chorar compulsivamente se ajoelhou abraçando seu irmão.

— Calma Armin. Nunca vi você chorar assim. Bebé chorão. Por isso é que você é o mais novo.

— Seu bobo.

— Que você ama.

— Eu disse a Mãe que você estava a dormir em casa de Yalitza e que eu estaria na casa da Vio então ela não esperará por nós.

— Ótimo. Me leve para casa de Yall.

Fomos andando em direcção ao seu carro e Armin e Alexy olhavam fixo pra mim.

— Porquê que está mancando?

— Acabei caindo e me machucando enquanto procurava por você. Dai meus outros ferimentos. Olha, mostrei um que sangrava um pouco em minha testa. Decidi mentir a cerca da razão de meus machucados porque não queria preocupar ainda mais Alexy.

Subimos todos no carro e andamos mais um minuto até minha casa. Recomendei que ele deixasse o carro a alguns metros de distância. Armin não entendeu o porquê mas obedeceu e saimos todos entrando pelas traseiras de minha casa que também se tornou uma incognita para Armin.

— Yall... seu chão.

Olhei para o chão que continha resquicios de sangue.

— Eu... eu...

— Eu pensei que o sangue que estava em você era meu... foi ele?

— Não. Isso nem sequer é sangue. Sabe como eu sou desastrada e deixei cair um copo de...

— Yall não minta pra mim! — Gritou Alexy assustando a mim e até ao próprio Armin que o segurava.

— Yalitza como isso aconteceu?

— Isso aqui e o que aconteceu com Alexy se interliga. Eu explico depois. Mas primeiro precisamos lavar os ferimentos de Lexy.

— Tá bem mas ligue a luz.

— Não! — Disse vendo Armin quase ligando as luzes da sala. — Não ligue. Eu explico depois. — A unica luz que tinhamos era a dos postes de energia que ficavam lá na rua.

— OK.

— Também temos que fazer um curativo em você.

— Eu tô bem. Nem tá doendo mais. — Sorri para eles. — Podem se sentar que eu já venho. Vou preparar seu banho.

— Não! — Me virei para ele — Vamos tomar banho juntos!

— O-o quê? — Comecei a rir de nervoso.

— Sim. Anda. — Ele se levantou com dificuldade e foi comigo ao banheiro. Eu acho que não tinha mal... pelo menos para ele uma vez que ele nunca vai gostar de mim mas e eu? Isso não é justo!

Chegamos no banheiro e ele começou a conversar comigo casualmente enquanto tirava a roupa mas parou de repente.

— Ué… Não vai tirar a roupa?

— Se vire!

— Mas eu nem sequer sou hetero. — Disse rindo.

— Mesmo assim é estranho!

— De qualquer maneira vamos entrar no box juntos e eu verei tudo que está escondendo.

— É... você tem razão. Estão não se vire. Esqueça o que eu disse.

— Claro que eu posso sempre ser Bi.

— Porra Alexy! — Comecei a rir mas parei pelas dores no abdomen. — Dá para parar de me fazer rir?! Não ter me fodido toda enquanto estava a sua procura agora também vai me fazer rir para eu sentir cada dorzinha? — Continuei rindo mas com um pouco mais de calma e mais ofegante.

Finalmente tinhamos acabado de tirar nossas roupas e entramos no banheiro.

Dou graças a Deus por aquele box ser relativamente grande e podermos estar confortaveis sem ter que colar um no outro.

— Hum... depois de ter essa visão talvez eu me torne mesmo hetero.

Comecei a rir pouco me fudendo para a dor que sentia. Nunca pensei que me imaginaria pelada com Alexy debaixo de um chuveiro desta forma.

E eu acho que preferia mesmo assim.

— OBA! Pode vir! — Disse e os dois começamos a rir. Aquele banho pareceu demorar um pouco mais do que o normal por conta das nossas corversas que pareciam não ter mais fim. As partes constrangedoras acho que foi quando estavamos passando a loção em nós. Ele passou em mim e eu nele.

Dá pra imaginar isso?! Eu devo receber o premio de "Força de Vontade e Concetração Para Não Pular em Alguém 2017".

Finalmente saimos do banho e depois de nos vestirmos, eu com o meu pijama e ele com a mesma roupa, fomos para a sala.

— Finalmente! Pensei que de por ver algumas coisinhas na Yall você de repente virou hetero e partiram para a sacanagem. Tive tanto medo de abrir a porta do banheiro para ir ver vocês.

— Só você mesmo para pensar em coisas dessas.

— E aí Yall? Como é que ele é? Viu "aquilo" dele? Pequeno, não? Eu achei.

Começamos a rir que nem três loucos. Nunca tinha parado para falar com Armin o suficiente e por ver ele sempre de longe pensava que ele era o oposto de lexy mas estava redondamente enganada.

— Não é como se o seu também fosse lá grande coisa. Tadinha da Violette.

— Ah seu merda! — Atirou uma almofada em Alexy de desviou a tempo. — Anda logo para eu fazer esse curativo em você.

— Eu?! Eu tô em perfeitas condições de cuidar de mim. Faça antes à Yall. Já tudo bem para você? — Perguntou se dirgindo a mim.

— Tá. De qualquer maneira eu não estou mesmo em condições.

Primeiro Armin tratou dos ferimentos na minha face, braços, abdomen e pernas, acho que nos do meu rosto eu gritei mais. Aquilo ardia imenso! E só depois de muito choro e gritos é que ele passou para o abdomen.

— Caralho! Você caiu tão feio assim?!

— É.

— Você tem mesmo a certeza que caiu querida? — Perguntou Alexy.

— Obvio. Eu senti a dor.

— Hum... Sabe que eu não engulo sua historia? Pessoas não caem na calçada e se machucam dos pés a cabeça. — Me mantive calada sem vontade de aprofundar o assunto. — Ai! — Gemi mais uma vez de dor.

═════════❀✿❀═════════

Tinhamos acabado os curativos tanto Armin como Alexy me cobravam explicações.

— Você disse que o motivo desse sangue em seu tapete e Alexy acabar espancado por um monte de homens estava interligado então por favor Yall.

— Lembra quando eu disse, no primeiro dia de aulas durante o intervalo, que Jhonny era terrivel? Bem... foi ele que fez esses machucados todos em mim. Eu não caí coisa nehuma. E também foi ele que mandou essas pessoas atrás de Alexy.

— Mas porquê?

— Hoje de manhã na Universidade eu passei o dia inteiro com Lexy e quando cheguei aqui ele acabou ficando irritado por você ter visto meus hematomas no pescoço e queria me agredir. Eu... — As lagrimas estavam entaladas em minha garganta mas eu não voltaria a chorar. Não por causa dele. — Eu ainda tentei argumentar e pedi para que ele não fizesse isso porque ele sabe que você desconfia dele e eu disse que se ele me agredisse seria um motivo a mais para você desconfiar dele. Mas aí Jhonny disse que não era para eu me preocupar porque você com certeza não ia para Universidade amanhã. Aí eu entrei em desespero é claro, eu conheço Jhonny e sabia que ele estava a fazer das dele. Eu perguntei o que ele iria fazer, mas aí ele disse que 'ele' — Dei enfase na palavra — Não faria nada. Eu soube logo que ele mandaria alguem para fazer o trabalho sujo dele e nessa hora eu... entrei em desespero — Disse com a voz embargada e não pude evitar lagrimas cairem enquanto falava aflita por voltar a lembrar e reviver a sensação de desespero naquela hora — Eu sabia que ele faria mal a você então eu implorei a ele, de joelhos, para que ele não o fizesse. Eu implorei com tudo que eu tinha e ele ficou chateado por eu estar me preocupando com você e... — Apontei para mim da cabeça aos pés.

— Amor... você não precisava ter feito isso.

— Eu sei que ele gosta de mim. Eu só... pensei que se eu pedisse ele parasse de tentar fazer o que quer que fosse com você.

— Oh Yalitza. — Armin me abraçou forte. — Eu não sabia que você passava por isso. Você parece sempre tão alegre.

— Quando eu sorrio, brinco com vocês, faço piadas, danço entre outras coisas, tudo aquilo é realmente genuino só que... há momentos menos bons.

— Entendo. Ninguém é 100% feliz. Mas... porquê que não me deixa acender as luzes? Está meio escuro.

— É para ele pensar que eu estou dormindo. Por isso entramos pela porta dos fundos também.

— Yall... você precisa denunciar ele.

— De novo isso? Eu não vou fazer nada disso.

— Mas se não fizer nada ele pode fazer pior. Você tem que agir meticulosamente até em sua propria casa?!

— Eu não quero falar sobre isso. É melhor vocês irem agora. Não quero que ele chegue pela manhã e encontre Alexy aqui. Vai que ele tenta mais alguma coisa?

— Yall... — Começou Armin.

— Tá bom. Tchau Yall. Se quiser pensar nessa opção saiba que estaremos aqui pra isso.

— Obrigada.

— Nós vamos agora. Não queremos que se meta em problemas. — Disse Lexy se levantando.

— Lexy... — Disse Armin meio que querendo pedir calma da parte de Alexy. Ele parecia chateado.

— Vamos. Tchau mais uma vez Yall.

— Adeus Yalitza.

Eles foram se direcionando pra a porta e os vi irem embora.

Eu sei que Lexy está chateado comigo mas o que importa é que eu tenho mais gente para virar contra Jhonny agora. Eu preciso de mais provas de que Jhonny não presta mas ele não está fazendo nada no momento. Já estamos na madrugada de sexta-feira e hoje de manhã eu não conseguirei de jeito nenhum ir para Universidade.

Notas finais
Gostaram?Comentem! É o que me dá impulso. E esse banho aí??? Todas nós quereriamos estar no lugar de Yall pelo menos só para observar a paisagem não é? Vos deixo com aquele beijo e aquele abraço e eu FUI!