This Is My Life
14 O pedido
Os dias foram se passando e Violette ficava cada vez mais próxima de Armin, até que finalmente chegou sexta-feira, fim das aulas, todos estavam a sair e nós no balneário feminino a dar conselhos a Lette.
— Querida acalma-te, age normalmente que vai ser totalmente fácil.
— Não, não vai. Não, não vai!
— Estás a entrar em pânico, acalma-te.
Ficamos um pouco mais distantes de Violette e dissemos.
— Kim és a mais próxima de Lette aqui, dá-lhe uma palavra amiga.
— Ok.
— Nós vamos dar-vos um tempo.
— Obrigada.
POV Kim on
As meninas saíram e decidi que já era hora de parar com isso.
— Lette escuta, desde que soubeste que o Armin gosta de ti que tens andado mais alegre e gostei de ver e não é fácil arranjar alguém perfeito e eu que o diga, tens a sorte de estar apaixonada pelo rapaz que sempre te quis e não haverá problema algum com a vossa relação e eu morro de inveja por isso. Eu amo Castiel e caso eu ficasse com ele seria o tumulto da escola, além disso, ele tem uma banda, uma carreira, uma fama, e fãs que não me deixariam em paz, Ambre iria me olhar sempre de lado o que estou acostumada mas também transformaria minha vida em um inferno, tens tanta sorte em não teres problemas nenhuns e credo eu sou tua amiga a muito tempo e sei o que passaste e como disse ao inicio da conversa ele te faz feliz e se ficares com ele significa ficares feliz todos os dias eu não te perdoaria se o deixasses passar.
— Tens razão. Eu tenho estado a ser uma tola. Eu vou convidar-lhe para sair!
Ela foi a correr ao encontro do Armin.
POV Violette on
Ele estava sentado num banco jogando seu videogame.
— Armin?
— Sim?
— Tu, eu… tens planos para domingo?
— Não porquê?
— Bem… já que estamos a nos dar tão bem esta ultima semana pensei em sairmos os dois para passear.
— Eu… meu Deus claro que aceito! E… só nós dois?
— Só nos dois.
— Perfeito. A que horas eu te vou buscar?
— Talvez as dezasseis, e pensei em irmos jantar ao Luigi’s talvez?
— Claro! Vemo-nos lá.
— Vemo-nos lá.
POV Violette off
Vimos Violette vindo em nossa direcção, pelo olhar parecia que não tinha conseguido
— E aí?
— Domingo as dezasseis!
— Oh meu Deus! – Demos saltos e pulos de alegria, estávamos tão orgulhosas por ela.
— Estou tão feliz por teres tomado a iniciativa.
— Acho que se dependesse dele nunca estaríamos juntos.
— Se não dependesse de vocês isto nunca aconteceria, muito obrigada meninas. Vocês são as melhores.
— Oh. – Dissemos em uníssono e nos abraçamos.
Nos separamos todas para irmos para casa e Lysandre estava a minha espera no carro.
— Porque demorou tanto?
— Por causa do amor. Violette convidou Armin para jantar e ele aceitou. Eu estou tão feliz.
— Sim, eu também posso ver isso.
— Não achas a vida tão bela, quer dizer, as pessoas se apaixonam e aí é só romance.
— As vezes.
— Credo Lysandre. Tinhas que ser desmancha-prazeres?
— É a triste realidade.
— Eu neste momento estou numa onda de alegria por isso vamos falar de pensamento positivos… — Eu desatei a rir – Oh meu Deus a quem é que eu quero enganar o mundo não é um mar de rosas. E se é, são rosas com espinhos.
— Devo dizer que foi muito convincente.
— Algumas pessoas têm finais tristes no quesito amoroso. Deus me livre!
— Eu acho que no fim encontram sempre a cara-metade.
— Alguns. Nunca viste Romeu e Julieta? Oh meu Deus eu adoro aquele filme.
— Não és a única.
— E como já sei dever gostar também do livro.
Chegamos a casa e assim que chegamos tomei banho, vesti-me e fui para a sala. Pus uma música e arrastei Lysandre para dançar comigo. Desta vez não foi como da última vez que dançamos e quase nos beijamos mas sabe? Há sempre aquele receio de acontecer outra vez.
— Hoje está muito contente. Aquilo Violette deve ter mesmo te animado.
— Sim. Ainda é cedo. O que me dizes a um passeio?
— Claro, eu adorava.
— Vamos!
— Saímos a pé e começamos a andar.
— Talvez para o próximo fim-de-semana possamos dar uma festa em casa ou finalmente me convidem para uma festa qualquer.
— Nós nem sempre temos o hábito de sair para ir a festas de outras pessoas. Gostamos de passar o tempo só nós.
— Entendo. – Eu dei a mão a Lysandre – Vamos. Da última vez que vim cá fomos alimentar os patos. Eu quero vê-los novamente.
POV Lysandre on
Ela era aquela Allison cheia de vida e corria como uma criança, o seu sorriso era completamente encantador, puro, como ela conseguia ser tão atraente? Nunca mostrava qualquer malícia em seu olhar ou voz. Sempre tinha aquela tendência de ajudar os outros e é muito extrovertida. Ela acabou por ser alguém que me anima quando não estou bem. Claro que os rapazes também faziam isso mas a maneira curiosa dela de ser e de perguntar sobre qualquer coisa me deixava cada vez mais encantado por ela.
Ela me puxava para irmos em direcção ao lago e comprou um pouco de pão.
— Toma. Eu amo alimentar patos. Eu e meu pai fazíamos isso muitas vezes eu adoro animais justamente porque ele me levava sempre que podia a zoológicos porque sabia que eu amava animais e talvez me fizesse esquecer a ausência da minha mão mas ele falhou miseravelmente – Ela estava rindo quando disse isso mas deu para notar que estava triste por dizer aquilo – Não o censuro, ele sempre fez tudo o que podia para esquecer e eu o amo tanto por causa disso. E… por falar em pais. Sei que sua mão se chama Josiane mas e seu pai?
— George.
— Ele vem cá para o Natal também?
— Sim.
— Eu gostaria muito de conhecer seus pais. E saber algumas historias suas. Talvez eu perguntei ou peça que me contem algumas histórias.
— Minha infância era totalmente normal, era um miúdo que brincava com s coelhos e outros animais que estavam na quinta.
— Eu sempre gostei de coelhos. Especialmente por serem fofos. Eles combinam bem com você.
— Porquê?
— Porque você também é fofo. Eu gosto mais dos coelhos brancos.
— Eu não tenho muita preferência.
POV Lysandre off
Quando acabamos de dar comida aos patos fomos ao super mercado.
Assim que entramos as pessoas olhavam para nós. Eu quis me distanciar mas Lysandre me deu sua mão. Fiquei surpresa com o acto mas foi mais tranquilizante do que eu esperava.
— Lysandre!
— Oh não.
Uma menina loira com as pontas do seu cabelo tingidas de rosa, vestida de gothic lolita estava correndo em direcção a Lysandre.
— Meu Lysandre, o que faz aqui… com ela?
— Oi. – Acenei para ela.
— Nina eu já pedi para que parasse de gritar sempre que me visse.
— Mas porquê… Oh percebi. É para não parecer constrangedor a frente dela?
— Parecer o quê? Nina não há nada para parecer constrangedor. E eu já disse para parar de fingir que somos namorados.
— E quem és tu?
— Chamo-me Allison.
— É por causa dela que não me ligas nenhuma? O que é que ela tem que eu não tenho.
— Maturidade. E o facto de estar aqui com Allison não te diz respeito.
— Ela é tua namorada?
Olhei para A espera da sua resposta.
— Não te diz respeito Nina. Adeus.
Lysandre segurou firme minha mão e fomos andando.
— Então… quem é ela?
— Presidente do meu clube de fãs.
— Ela parece gostar um bocadinho de ti.
— O teu sarcasmo é de alguma forma concertante.
— Obrigada. Nunca tinham me dito isso. Posso riscar das coisas que gostaria de ouvir antes de morrer.
Lysandre riu e me puxou pelos corredores.
— Vamos. Viemos aqui fazer as compras e desta vez eu não vou deixar que nada nos impeça de fazer isto juntos.
— Tão dedicado.
Fizemos juntos as compras e pelo caminho nos divertimos tanto. Claro que houve pessoas que queriam autógrafos e fotos e ele olhava para mim como se quisesse a minha aprovação e eu sempre dava. Acabamos por comprar muitas coisas, pagamos tudo e fomos para casa. Começamos a arrumar as compra e a conversar sobre os mais variados temas.
— Sabe Lysandre. Eu acho que você não bebeu muito sábado passado. Eu não controlei mas vou averiguar que isso aconteça.
— Pois. Eu já disse que não acontece absolutamente nada. Eu sou muito calmo com ou sem bebida.
— Talvez seja. Mas sempre é melhor conferir.
Depois de arrumarmos as comprar, fazermos o jantar e comermos nos deitamos, como era o habitual, no sofá.
— Sabe do acordo que fizemos sobre você cantar para mim?
— Sim.
— Acho que gostaria de ouvir isso agora.
— O quê?! Agora? Quer dizer… neste momento?
— Sim.
— Não sei.
— Talvez eu chegue a cantar para você.
— Oh tudo bem. O que quer que eu cante?
— O que preferir. Sua musica favorita.
— Ok.
Comecei a cantar a música naquela posição que quase sempre nos encontrávamos. Eu com minha cabeça aninhada em seu peito. Acabei de cantar a musica e ele soltou um curtíssimo riso incrédulo.
— Sua canção favorita é love of mother?
— Claro.
— Porquê?
— Eu não sei. Simplesmente gosto. E parece que estou a me tornar uma fã da Winged Skull.
— Você tem mesmo uma voz linda.
— Você também Lysandre, poderia lhe ouvir a cantar para mim e só para mim para sempre.
Ele ficou corado, era tão fofo. Ficamos conversando e depois fomos dormir.
— Boa noite Lysandre.
— Bons sonhos Allison.
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