Notas iniciais
Depois de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiito tempo aqui está mais um cap da vossa fic favorita no mundo inteiro escrita pela vossa escritora preferida no mundo inteiro [insira SÓ Q Ñ aqui]. E atenção q tá revisada mas qualquer erro me perdoem.

POV CASTIEL ON

Entrei na sala e aí fiquei. Não havia palavras para descrever a falta que eu tinha de Kim. Apesar de tudo isso eu ainda gosto dela.

Claro que eu sentia falta dos meus outros amigos também, mas Kim é minha namorada.

Ou era.

Eu não sei de mais nada e apesar de nunca o ter feito com mais ninguém a não ser Lysandre me apetece desabafar com alguém.

— Pareço mesmo a Indiazinha agora.

Meu celular vibra indicando que recebi uma mensagem.

Indiazinha:"Quer desabafar?"

Castiel:"Porquê que pensa isso?"

Indiazinha:"Posso sentir sua negatividade daqui. Seu espírito está pedindo minha ajuda."

Castiel:"Pois... Eu não preciso disso. Meu espírito e eu estamos muito bem, obrigado. Talvez tenha ouvido a voz de outro espírito por aí."

Indiazinha:"Hahaha. Muito engraçado. Estou falando sério, se quiser desabafar eu estou aqui"

Castiel:"Eu estou bem."

Indiazinha:"....tá."

Olhei para ela que já não olhava mais para mim. Eu não queria desabafar com ela. O quê que tem?! Porquê que esse projecto de gente tem que ser tão complicada?

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Fim das aulas e saímos todos. Estava muito farto do dia de hoje.

POV YALITZA ON

Saí da escola caminhando direito para minha casa. Eu nunca esquecia de deixar o gravador de meu telefone ligado quando saisse da Faculdade pois era nessa altura que Jhonny falava comigo. Sempre passava os audios que conseguia pra uma pen que escondia muito bem em minha casa mesmo eles não sendo assim tão promissores.

— Yall. Tic tac, tic tac, tic tac. O tempo está a acabar. Ainda irei deixa-la escolher.

— Jhonny...eu... — Comecei a chorar. Lágrimas de crocodilo.

— Oh... o que foi? Não aguenta mais?

— Eu não aguento mais.

— Diga que desiste. Diga eu que ganhei!

— Você... ganhou.

— Hahahahahahaha!!! Eu sabia que você tombaria no quatro.

— O que eu preciso fazer para que você pare com esse inferno?! — Eu dizia quase em súplica e com lágrimas nos olhos.

— Relaxe. — Ele passava a mão em meus cabelos. — Eu cuidarei de tudo. Apenas deixe Castiel e venha comigo.

— Deixar Castiel? Sozinho?

— Sim. Se quer se juntar a mim que seja sozinha. Não aguentava mais de ciúme ver vocês dois juntos.

— Mas e os outros? Eles me odeiam! Todos eles! Até Ally! — Disse chorando mais um pouco.

— Shhh... não se preocupe. Hoje mesmo eu tratarei de tudo isso. Amanhã quando chegarmos a escola estará tudo resolvido.

— O que você fará? Viu como Kim estava?! Ela nunca vai me perdoar.

— Deixe comigo. Sabe que eu sei sempre o que fazer.

— Tudo bem... obrigada.

— Quando é que iremos voltar?

— Eu não sei... Você já jogou comigo uma vez e...

— Shhh... aquilo já passou Baby. Eu prometo. Darei a você... um mês. Andaremos juntos sempre e eu poderei mostrar que eu sou um novo Jhonny. Eu mudei Yalitza.

— O-ok. Mas e se Castiel vier falar comigo. Não posso de repente dizer a ele que não quero mais o ver.

— Aí está a questão. Você pode. Não só pode, como o fará.

— Eu não aguentarei ver a cara dele.

— Sempre preocupada com os outros. Não se importe com ele.

— Está bem.

Com toda a minha força de vontade e atuação, pedi que ele me acompanhasse até casa e o despedi. Ele é demasiado obcecado por mim ou qualquer rapariga que ele sentir atração. Aposto que agora que ele "me tem na mão" vai começar a dar encima de Kim ou Ally. O importante é que eu o usei pra me livrar dessa situação e isso é o melhor.

Passo o audio para a pen e depois de um banho eu ligo a Castiel.

Ligação On

— Castiel?

— O quê que queres?

— Tenho de te contar algo muito sério. É sobre o nosso plano.

— O que foi?

— Ele está dando certo. Mas há controvérsias. Preciso que venham até aqui as 19h pelas traseiras da casa.

— Porquê tanto sigilo?

— Jhonny é meu vizinho e se ele suspeitar de algo, já era meu amigo. Então? Vens?

— Sim. Adeus.

— Tchau.

Ligação Off

Depois de algum tempo ouço a porta das traseiras se abrir e ele entra.

— Oi! — Eu digo a ele que vem carrancudo, pra variar, na minha direção.

— Oi? Oi nada! Eu estava a ir para a casa de Kim para resolver as coisas entre nós quando você me liga com essa estupidez de 'plano' que temos que seguir!

— Poxa... não foi por mal. Eu não sabia desculpa. — Disse me sentindo realmente mal por ter interrompido.

— Saber? Você nunca sabe! Nunca sabe de nada! Não imagina o ódio que estou sentindo!

— E-eu... — Eu realmente tinha medo do que ele poderia fazer então comecei a me afastar lentamente — D-desculpa.

— O quê? Agora tem medo de mim?! — Disse rindo descrente. — Sabe que mais? Vá directo ao assunto!

— O Jhonny acreditou em mim quando eu pedi desculpas a ele.

— Bom! Era só isso que queria falar?! Conseguiu gravar? Precisamos de provas.

— Sim, consegui. Ele disse que eu deveria me afastar de você sem mais nem menos e eu apenas queria avisar a você. Eu posso não conhece-lo bem, mas sei que ficaria muito chateado se eu de repente deixasse de falar contigo.

— É.

— Eu não poderei falar com você na escola e você ficará sozinho.

— Tá.

— Você... Não se incomoda? Não vai ficar muito sozinho.

— Talvez. Mas eu não quero saber. Fico bem sozinho.

— Sobre hoje mais cedo....

— OK. Acho que já acabamos de falar tudo o que querias não? Se houver alguma coisa eu venho pra tua casa e falo contigo e qualquer outra coisa vemos depois. Adeus.

— Castiel!

Ele já se levantava.

— Castiel!

Ele se virava em direção às portas traseiras.

— Castiel! — Disse segurando seu pulso com toda a força que tinha.

— O que foi?! — Disse me fazendo dar um pulo pra trás.

— Eu sei que você está chateado com tudo o que está acontecendo e por isso mesmo é que eu quero ajudar.

— Você não entende?! Eu. Não. Quero. Sua. Ajuda. Me diga quantas vezes eu terei que repetir pra você entender!

— Eu apenas quero ser sua amiga.

— Eu não. Que pena não é? — Ele já ia se virando para ir embora.

— Seu idiota! — Vi ele parar de andar mas ainda assim não se virou — Eu apenas queria alguém para falar sobre meus problemas, conversar sobre tudo e rir um pouco enquanto estamos sozinhos e sem mais nenhum amigo, mas não, você não quer saber. Eu acho que poderia ter ao menos alguém que realmente se IMPORTASSE COM A PORRA DO PLANO e desse importância pra o que eu digo mas nãaaaao, tinha que ser você! Dentre todos os alunos daquela merda de Universidade tinha que ser você!

A sala se encontrava num silêncio imenso. Ouço ele rir soprado e depois rir ainda mais ainda, virado de costas pra mim. Eu não conseguia entender o porquê de tanto riso.

— O que foi?!

Ele se virou pra mim com um sorriso ladino nos lábios colocando a mão em meu ombro. Troquei meu olhar de sua mão para si com talvez a expressão mais confusa que já fiz na minha vida.

— O quê que está a fazer?

— Eu... Acho que você tem razão. Eu deveria pedir desculpas não é mesmo?

— Sim. Você deve.

— Err... Desculpa Indiazinha. Eu não sabia que estava a ser um idiota e essas coisas todas.

— Não faz mal. Desde que peças desculpas sinceras. Amigos?

— O quê?

— Meu amigo. Não queres ser meu amigo? — Disse fazendo uma carinha fofa.

— Isso não resulta comigo. Mas já que a minha amizade é assim tão importante... óbvio que não lhe censuro, afinal, olha só pra mim.

— Convencido. — Estendi a minha mão pra ele que a apertou e logo dei um abraço a ele.

— O que está fazendo?! — Espantou ele, mas mesmo assim não me afastou nem correspondeu.

— Amigos se abraçam. Eu abraçava sempre Alexy.

— Pois. — Ele deu dois tapinhas nas minhas costas e logo nos afastamos.

— Já que não quer falar comigo sobre os seus problemas eu vou falar sobre os meus.

— Não quero ouvir.

— Mas vai. — Empurrei ele no sofá me sentando lado. — Agora ouça.

— Já que insiste.

— Sei que os acontecimentos de agora têm sido muito pesados pra mim e pra ti mas eu pensava que não aguentaria mais um jogo dele e olha só pra mim! Aguentei até ao quatro! Me tornei uma mulher forte eu acho. — Sorri infantilmente pra ele.

— Pois. — Rolou os olhos com um sorriso ladino.

— Eu pensei não ser capaz de aguentar mais um jogo pois o meu primeiro foi intenso demais.

— O que ele fez?

— O mesmo que agora. Só que com adicionais.

— E quais são?

— Eu sempre tentava contar para Allison o que ele estava a fazer e pedir ajuda. Na altura Ally ainda não fazia parte do "meu" grupo mas ela os conhecia então eu tentava pedir conselhos.

— E...

— Ele... me ameaçava. Dizia que se eu dissesse algo a ela ou a qualquer outra pessoa ele bateria em mim, e que se eu dissesse que ele me batia ele me bateria ainda mais e me trancaria em sua casa e diria a meus pais que eu estava morta. Na altura nós ainda estavamos namorando e ele era ciumento o suficiente para armar esse jogo e me separar de meus amigos. Mas acho que dessa vez é apenas para seu próprio ego. Pensa que ainda me comanda e quer me ver sofrer em sua mão novamente mas eu não caio duas vezes no mesmo jogo.

— E ele... chegou a bater em você alguma vez?

— Sim. Ele me batia com frequência. Na primeira vez foi porque eu queria contar tudo para Ally mas as outras foram só porque ele estava estressado. Ele me dizia que eu valia menos que nada e que nunca um homem poderia me amar para além dele e que eu... — Fiz uma pausa para as lágrimas que caiam silenciosamente — Deveria estar grata pelo amor dele, caso contrario eu acabaria sozinha.

— E você ouvia ele?

— Eu acreditava. Ele dizia que qualquer homem que se interessasse por mim quereria apenas sexo e parecia ser verdade pois apenas recebia assobios e cantadas de homens em festas ou quando passava pela rua, fora meus amigos é claro, então eu acreditei nele. Eu era uma menina que se apaixonou por um doente mental e acreditava estar amando ele. Eu não queria acabar sozinha. Eu pensei que aquilo seria para sempre e eu poderia crescer e formar uma família no futuro com o Jhonny. Mas felizmente eu estava errada e ele me separou permanentemente de meus amigos como agora, com um triângulo amoroso onde eu estava metida como "a amante".

— Ele é um ser horrivel!

— É... ele pode dizer muitas mentiras pra magoar as pessoas mas eu começo cada vez mais a acreditar que se eu largar ele eu não terei ninguém. Eu não quero ficar sozinha. Eu quero ter uma marido, sabe? Fazer uma família. Eu acho que eu me arrependo as vezes de o deixar por que pelo jeito eu acabarei ficando sozinha.

— Yalitza. — Disse ele me chamando e me fazendo olhar em seus olhos — Nunca, mas nunca mais repita isso. Você não precisa de um homem pra lhe fazer feliz, na verdade, você não depende de ninguém pra alcançar a sua própria felicidade. E se for esse o caso? E se não conseguir arranjar ninguém? Viva a vida, adote crianças se não quiser ter filhos sem se casar, seja Mãe solteira e faça sua familia mas nunca dependa de um homem ou de qualquer outra pessoa pra ter sua própria felicidade. Você é esperta e deveria saber que qualquer homem que for inteligente o suficiente não vai se interessar apenas pelo exterior. Mas pelo interior também, e falando serio, você é uma das pessoas mais expontâneas, alegres e maravilhosas que eu já tive o prazer de conhecer então eu acho que pode ficar descansada porque haverá alguém que irá se interessar por todas as qualidades que você tem.

Não pude evitar lágrimas caírem de meus olhos. Pode até parecer nada, mas acho que vindo de Castiel essas palavras são muito sinceras.

— Castiel... — Eu falava enquanto tentava, em vão, limpar as lagrimas para apenas depois cairem mais outras e meu soluçar não me deixar conseguir acabar a frase.

— Calma. Vem cá. — Ele me deu UM A.BRA.ÇO! Porra... — Não chore. Por favor não chore.

— Obrigada. Obrigada pelos conselhos. Desde quando se tornou assim?

— Acho que eu mesmo fiz muito mal a Kim. Eu a vi chorar por causa das coisas que eu fazia e dizia à ela. Acho que depois de tanto a ver chorar eu adquiri esse sentimento de protecção eu acho. Uma vez ela ameaçou desistir de mim porque não conseguia ver eu me auto-destruindo. Ela dizia chorando que desistiria de mim e acho que foi aí que eu decidi que se eu pudesse me esforçar pra não ver mais nenhuma de minhas amigas sofrerem por seres horriveis como eu, eu tentaria a todo o custo.

— Você não é um ser horrivel.

— Você não ouviu a maneira como eu falei com você hoje mais cedo. Você apenas queria que eu me abrisse com você e fosse seu amigo mas eu fui rude. E agora a pouco quando disse com todas as letras que não queria sua amizade apesar de você estar a ser uma pessoa muito simpática pra mim e me ajudado a arranjar uma forma de desmascarar este idiota.

— Isso é só uma máscara que você deve usar pra se proteger de pessoas que tentam se aproximar.

— Você deve ter razão.

— Acredito que você é uma grande pessoa e se for pra se reconciliar com Kim, deixe cair sua máscara, derrube seus muros e seu orgulho e diga a ela toda a saudade que sente e a falta que ela lhe faz. Diga de coração e ela vai perdoar... mas... eu posso perguntar algo?

— Diga.

— Sem querer ser intrometida mas você disse que ela não aguentava ver você se auto destruindo... como?

— Cigarro, beber demais... coisas assim. Ela odeia esse meu habito e a muito tempo que ela pede pra eu parar. Eu tento mas é dificil.

— Huummm você vai conseguir. Eu irei torcer por você e mandar muitas boas energias para que tenha força de vontade!

— Aff... só podia ser essa Indiazinha.

— Que foi?

— Esquece... bem... eu já vou indo.

— Vai falar com Kim?

— Não hoje. Está tarde e ela deve estar dormindo.

POV CASTIEL ON

— Vai ficar bem com Jhonny amanhã?

— Como assim?

— Você pode fazer algo errado e ele tentar bater em você ou algo do género. Quero saber se, se sente segura.

— Está preocupado comigo? — Disse dando um sorriso infantil.

O quê?!... Bem... Talvez. Ela é minha amiga.

— Sem você o plano não anda. Se estiver deblitada não poderemos fazer nada.

— Sei. Você está preocupado porque é meu amigo e eu sei que sim! — Disse fazendo uma cara fofa.

— Não interessa. Vai ficar bem?

— Talvez. Não posso esperar nada de Jhonny mas eu acho que será melhor ser reeincerida sem ao menos ter feito nada.

— Como assim?

— Ele disse que faria tudo por mim e que não precisaria mais me preocupar que ainda amanhã todos me receberiam de braços abertos.

— Bom. Mas isso talvez implique que eu me encontre muito mal visto... bem... mais do que já estou.

— Vai aguentar? Eu não quero que leve muita culpa e assim.

— Eu aguento.

— Bem... adeus. Vejo você amanhã.

— Tchau.

Pego meu capacete e me viro para ela para a encarar mais uma vez. Ela poderia muito bem estar a mentir para mim mas eu acho que eu nunca saberia. – Se cuide Indiazinha.

Notas finais
O que acharam? Será que esse plano vai dar certo? O que acharam da amizade de Cast e Yall? Euj acho a coisa mais fofa de sempre. Continuem aqui comigo e como não fazia a muito tempo eu deixo aquele beijo e aquele abraço e eu FUI!