This Is My Life
38 Halloween
Notas iniciais
Começamos a nos misturar com a multidão e dançando também. Depois de uma hora e muitos copos todas nós já estávamos mais soltas e a tropeçar uma vez ou outra.
– Está festa está sensacional! — Eu gritava para a Rosalya.
– A primeira festa que venho e nenhum rapaz se atira a mim. Por isso sim, está sensacional!
– Oi malta! — Kim subiu a mesa com um microfone para que todo o mundo prestasse atenção a ela. — A pedido do anfitrião desta festa — Apontou para Dimitry e fez uma vénia — Eu serei a vossa coelhinha das actividades — Ouviu-se assobios de rapazes e urros também, Castiel não estava nada feliz. — Quando recebi a proposta fiquei receosa porque já estou um pouco bêbada mas isso só me torna mais divertida então nós vamos começar agora com os jogos então todos que quiserem participar venham comigo! — Disse esta última parte gritando e todo o mundo gritou de volta. Isso sim era estar no espírito.
Fomos para o jardim e estávamos a jogar um jogo em que deveríamos agarrar a salsicha com boca e ir passando de pessoa em pessoa que também agarravam com a boca e quem deixasse cair tinha que beijar a pessoa que iria passar a salsicha caso não a deixasse cair.
Era perfeito! Me punha ao lado de Lysandre e deixava cair a salsicha de propósito e tinha aqueles lábios pra mim.
O jogo começou e me pus ao lado de Lysandre.
– Você também vai jogar? — Ele perguntou para mim.
– Essa pergunta deveria ser dirigida a ti. Não sabia que iria.
– Em razão. Se calhar não devia.
– Não! — Ele ia estragar meu plano. Me exaltei um pouco e levantei um pouco a tonalidade de voz então clareei a garganta voltei a falar — Você vai se divertir.
– Ok.
O jogo começou e foram passando a salsicha um por um. Chegou minha vez e ups! Deixei cair. Todo o mundo caiu na gargalhada incluindo eu. Lysandre estava corado.
– Vai ter que ser com línguas. — Disse Kim ao microfone.
– Desculpa. — Disse.
– Não faz mal. — E não fazia mesmo. Ataquei aquela boca vorazmente e ele introduziu sua língua em minha boca e elas começaram uma dança lenta e sedutora.
– Oi! Chega! — Kim disse na brincadeira jogando água em nós dois. Que nos separamos rindo do ato dela.
– Depois deste momento hot podemos dar continuidade a este jogo. — O jogo recomeçava uma e outra vez e depois de mais três beijos demos por encerrado aquele jogo.
– Aí está a fogosa! — Gritaram as meninas quando vieram ao meu encontro. — Aquela boca deve ser mesmo deliciosa para teres estado tanto tempo nela.
– Tens razão Rosa. É muito saborosa! — Disse gritando e todas elas riram, gritaram e aplaudiram. Éramos apenas um grupo de mulheres bêbadas que procuravam a diversão. — Esperem. Vejam isto. — Disse a elas que assistiam atentamente — Hey Lys! — Eu gritei e ele que estava conversar com os rapazes se virou. — Os teus lábios são tão saborosos! — Disse gritando e todos os rapazes e meninas riam alto e aplaudiam. Joguei um beijo para ele e me virei para as meninas. — E aí? Como me saí?
– Muitíssimo bem! — Disseram ainda rindo.
Depois de mais um pouco de bebida Kim voltou a subir para a mesa.
– Voltei! — Outra vez ouviu-se urros e gritos de incentivo de rapazes. — Desta vez com um jogo um pouco original. Chama-se beija-me. E é como o verdade ou consequência só que as pessoas a quem calhar a garrafa têm que se beijar. Rezem que os rapazes calhem com mulheres e vice versa. Como sou comprometida. E muito bem comprometida na verdade — Lançou um beijo a Castiel que fez um gesto com se estivesse a apanha-lo e po-lo no coração — Eu não vou participar. — Muitos suspiros de tristeza se ouviram — E como não quero dormir com o Leigh ao meu ouvido a Rosalya também não. Vais fazer-me companhia. Tu a Vio a Mel e a Íris. Vamos começar!
– Sim! — Todo o mundo gritou e se dirigiu até a sala fazendo um roda. Eu não participei já se vê mas houve muito beijos de meninas com meninas e Alexy pôde usufruir das bocas de alguns rapazes.
– Alexy está mesmo a divertir-se.
– Não o censuro. Vamos dançar?
– Tenho que ficar a controlar a actividade mas vocês podem ir.
– Mas vais ficar num canto controlar sozinha?
– Não. Ela tem seu homem que lhe vai fazer companhia. — Castiel apareceu no seu fato de um inconfundível pirata. Armin estava disfarçado de zombie, Nath de príncipe, Kentin de caçador, Alexy de gato, Dake de Tarzan e Dimitry que me chamava de acompanhante por estar disfarçado de Drácula.
Depois daquela actividade mais nenhuma se seguiu então fomos todos dançar e beber.
– Estás muito tímido! — Disse a Lysandre. — Bebe um pouco.
– Não me apetece e para dizer a verdade acho que deverias parar por hoje.
– Não! Tu é que deverias começar. — Estávamos todos juntos sentados num canto e eu peguei um copo com tequila e o meti no meio de meus seios. Todos começavam a dizer "vai, vai" para Lys. Ele meteu sua cabeça lá e tirou o copo. Todos nós gritamos.
– Meu, eu pensei que ele não fosse capaz. — Disse Castiel pasmado pela atitude de Lysandre e o felicitando com tapas nas costas. Para ser sincera nem eu achei que ele fosse capaz.
– Pois. Talvez depois do primeiro jogo que fizemos eu tivesse uma descarga de adrenalina.
– Talvez sim.
A dança estava um máximo e tudo estava ao rubro. Nós pulavamos, havia gente se pegando, gente bebendo, gente conversando e rindo e havíamos nós. Um grupo tão perfeito em tantos sentidos que nem sequer podíamos imaginar. Acho que tenho muito sorte nas minhas amizades porque nenhuma delas é igual. Há os brigões, pegadores, animadoras de festas, os calmos, certinhos e mesmo com tantas personalidades nos encaixavam na perfeição.
– Sabe o que é que eu acho? — Dizia Rosa.
– Não.
– Que amanhã vamos apanhar uma ressaca dos infernos.
– Seriamos extraterrestres se não apanhassemos. Da forma que bebemos é um milagre não termos apanhado uoverdose de alcool e loucura.
– Quem disse que não apanhamos?
Eu e as meninas nos sentamos num canto e depois de muito conversar dormimos mesmo aí. No cimo das escadas.
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No dia seguinte acordei nas escadas de uma casa totalmente desconhecida e com uma dor de cabeça. Aonde eu estava? Na casa de Dimitry! Eu dormi aqui! Oh não! Tenho que encontrar o Lys. Me levantei e as meninas acordaram também.
– Onde estamos? — Perguntou Íris com uma voz mole.
– Na casa de Dimitry. A festa de ontem.
– Porra! Nós dormimos aqui?!
– Parece que sim.
– Vamos a procura dos rapazes.
Já não havia mais ninguém no chão. Acho que ficamos só nós. Mas a casa continuava uma confusão. Fomos para a cozinha e encontramos os rapazes e o Dimitry ainda com os fatos mas em muito melhor estado que nós. Eles olharam para nós e riram as gargalhadas. Aquele barulho era muito alto e só me fazia doer mais a cabeça. Imagino que não foi só a mim porque as meninas também reclamavam.
– Calem a porra das vossas bocas! — Dizia Kim numa fraca e ensonada voz.
– Ouw. — Os rapazes foram em nossa direcção e nos abraçaram.
– É mesmo muito engraçado ver-te assim Kimy. — Disse Cast.
– Cala-te desgraça. — Disse ela o empurrando e ele riu a abraçando de novo.
– O que é que foi que eu te disse? — Lysandre olhava para mim a tentar reprimir o seu sorriso.
– Ok, ok, ok. Talvez eu possa ter excedido um pouco na bebida mas não é culpa minha. A Rosa é que me embebedou.
– Eu?! Eu só bebi por causa da Íris.
– Mas eu não te faria beber tanto se a Melody não me fizesse beber tanto.
– Eu bebi porque a Kim disse que se eu quisesse fazer sexo com o Nath tinha que me soltar.
– O quê?! — Disse Nath.
– Não me ponham a culpa em cima. O Dimitry queria escolher a Ally para animadora de festa mas a Vio disse que eu deveria me oferecer e para o fazer deveria cair na graça do pessoal e para cair na graça do pessoal eu tinha que beber um pouquinho, só ela deu-me mais e mais.
– Eu só fiz isso porque eu também tinha bebido um pouquinho graças a todas vocês que me encorajaram.
– Eu estou a amar este vosso jogo da culpa.
– Bem. Parece que a culpa é de todas vós.
– Oi meninos! Voltei! — Ouvimos Alexy gritar e reclamamos da dor que estávamos a sentir. — Ah! O que é que se passa com as minha ladys!
– A ressaca é o que se passa com elas.
– Pobrezinhas.
– Eu nunca tinha feito isso antes. — Disse Vio bem baixinho. Serio?!
– Então parabéns! — Disse Armin gritando de propósito e foi abraça-la.
– Parabéns! — Foram todos os rapazes abraçar-lhe.
Depois de algum tempo nós ficamos um pouco melhor, conversamos um bocado com Dimitry e fomos. Para casa. Chegando a casa tomei um bom banho e fui para a cama ainda ao meio dia.
Quando acordei ainda eram dezasseis hora e eu estava com o cabelo desengrenhado e quando saí do quarto e fui para a sala Lys estava totalmente fresco e novinho. O oposto de mim.
– Já acordou. Que alegria.
– Ainda não me lembro de muita coisa mas sei que me diverti.
– Foi uma noite bem divertida. Sobretudo quando bebi vodka nos seus seios.
Eu que estava a beber água me engasguei não acreditando no que ele estava a dizer.
– Serio?!
– Sim. Você me provocou colocando o copo no meio de seus seios e pensando que eu não iria beber. Pois então bebi.
Ficamos conversando sobre a festa e o meu dia naquele domingo correu muito bem. Me lembrava do beijo que dei a Lys e não me arrependo só não consegui dizer que gosto dele mas fica para outra altura.
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