This Is My Life
63 Falta tão pouco
Notas iniciais
Acordei e olhei para o relógio. 11 horas. Não costumava acordar a esse horário. Geralmente mais cedo mas a noite de ontem foi uma justificativa perfeita.
Faltavam apenas cinco dias para o Fim do Ano. Eu estava totalmente ansiosa. Recebo uma mensagem de Alexy:
"Hoje vamos a casa de Yalitza avisar que ela está convidada. Cansei de mimimi".
Quase saía sem avisar só para poder receber o mesmo castigo que ontem mas achei por bem avisa-lo.
— Acorda Vida.
— O que foi?
— Eu vou sair com o Alexy. Vamos a casa da Yall.
— Sempre?! Todos os dias é a mesma coisa. O que é que se passa entre vocês?
— O que quer dizer com isso?
— Ele tem dado em cima de você?!
— Meu Deus! Lysandre, Alexy é gay! Deixa desse ciúme bobo.
— Pode ser que não. Pode ser um pretexto que ele usa para dar em cima das meninas. Ele já fez isso? Han? Acompanhou-te a sitios apenas para meninas e ficaste seminua na frente dele?
— Para com isso! Alexy não tem que fingir a sua sexualidade. Estás paranoico.
— Talvez não.
— Eu vou-me embora.
Saí do apartamento e encontrei Alexy embaixo do prédio a minha espera.
— Até que enfim. O que estava fazendo?
— Lysandre ficou ciumento porque eu ando a sair contigo. Acreditas que ele acha que não és realmente gay e apenas te aproveitas de mim?!
— São os ciúmes. Eu não o julgo.
— Vamos Lexy.
Subimos no carro dele e chegamos a casa de Yall. Ela abriu mas estava diferente. Pintara o cabelo de Branco. As vezes eu chamava Yall de K-idol de tanto que ela pingava o cabelo.
— Agora é branco? — Pergunto.
— Sim. Pinte ontem.
— Precisamos falar querida.
— OK.
Nós sentamos todos e Lexy deu entrada a conversa.
— Nós estávamos a planear esta saída a algum tempo. Nós iríamos a praia na noite de Ano Novo e pensamos se não querias vir connosco.
— Yá. Isso seria demais! Mas há a Rosa. Acho que deu pra ver que ela não me recebeu da melhor forma. — Disse ela rindo.
— Acho que não faz mal. Deve ser só do momento em chegaste.
— Deve ser. Nunca fui muito de levar as pessoas a mal. Vamos!
— Não acredito que faltam dois dias para o Fim do Ano. Não te esqueças de levar as bebidas.
— OK. Eles sabem que eu vou certo?
— Sim todos concordaram. Gostaram muito de ti.
— Poxa! Ainda bem. Seria estranho eu estar num ambiente onde ninguém me quer lá.
— Coração eu sinto muito mas não podemos ficar juntos por muito tempo. — Disse Alexy pegando as duas mãos dela como em uma novela.
— Não te preocupes meu amor. Sei que voltarás. — Depois partiram os dois na risada.
— Ainda nos falta um lugar para ir.
— Tchau.
— Bye.
Saímos da casa dela e subimos no carro.
— Para aonde vamos? Disseste que era apenas até Yall e levavas-me para casa.
— Esqueci-me de que temos que averiguar as nossas Teorias da Gestação com Rosa. Sobe.
Fomos até a casa dela e batemos a porta.
— Não achas que é uma má ideia? Se não for o caso ela pode ficar magoada connosco.
— Pelo menos tivermos a coragem de vir perguntar.
Rosalya abriu a porta e convidou-nos para entrar visivelmente confusa pela nossa vinda repentina.
— O que fazem aqui? Aconteceu algo?
— Não e sim.
— Notamos o teu comportamento quando todo o mundo disse que queria que Yall fosse a nossa saída.
— E também no dia e que a conhecemos.
— E... — Eu não conseguia falar. Tinha vergonha e medo mas Alexy assumiu o comando.
— Queremos saber se não estás grávida.
— O quê?! De onde tiraram essa ideia. — Ela ria.
— Como mulheres gestantes sentem-se mais inseguras e temos andado a ver esse comportamento em ti.
— Não queridos. Eu não estou grávida. Mas obrigada por se preocuparem comigo.
— Tens alguma coisa contra a Yall?
— Alexy! — O repreendi.
— Não. Não tenho nada contra a Yall. Só foi o momento em que ela chegou que foi pouco opurtuno. Acho que eu dou imenso valor aos amigos e aos momentos que passamos com eles.
— Ainda bem que deixamos tudo a pratos limpos.
— Sim. Eu acho que sim.
— Temos que ir agora bye.
— Tchau gente. O que me dizem de reunir todo o mundo amanhã?
— Eu digo que é uma ideia perfeita. Falsa grávida. — Disse Alexy.
— Kkkkk pois sim. Parece que agora essa é a minha alcunha.
— Podes crer que é.
— Hey malta. Hoje é sexta. Eu acho que poderíamos ir a uma balada ou assim.
— É meio dia.
— Daria mais tempo de avisar aos outros.
— Ally tem razão. Faz um tempão que não saímos.
— Faremos isso no Ano Novo.
— Mas agora também. Nunca vi Rosalya Brown rejeitar uma festa.
— Não estou a rejeita-la. Muito pelo contrário. Quem vai ligar para as meninas. Porque a Ally liga para os rapazes.
— Porquê?
— Como havia dito tu és a bonequinha de porcelana que todos vão dizer "sim". — Disse Lexy mexendo nas minhas bochechas.
— OK.
Fizemos os telefonemas e surpreendentemente Castiel aceitou de primeira.
— Pronto. Adeus Pseudo Grávida.
— Hahaha. Só não vai me chamar assim na frente dos outros.
— Pode deixar. Tchau.
Alexy me deixou em casa e me despedi dele.
— Tchau querida.
Subi o predio e abri a porta.Pude encontrar Lysandre lendo no sofá da sala ainda de pijama e com os seus oculos de leitura.
Sexy.
Mas ele ainda deveria pedir desculpa por sentir ciumes do Alexy. Porra ele não gosta nem de mulheres quanto mais de mim.
— Oi. — Cumprimentei simplista.
— Eu sei que está chateada e peço desculpas.
— Eu sinceramente começo a achar de devo colocar um aviso na tua testa para te lembrares de que eu sou tua e apenas tua.
— Sou preocupado. Devo defender aquilo que amo com todas as minhas forças.
— Nesse caso eu.
— Correto.
— Ai Lysandre quantas vezes eu devo te dizer para parares de ser formal comigo. A pouco tempo da maneira que me cumprimentaste parecias o meu avô.
— Já não basta te dar apelidos carinhosos? Eu acho que deveria me expressar como quero. Tenho esse direito.
— Você é tão fofo. — O envolvi num abraço e em seguida o beijei. — E sabe uma coisa?
— Hum?
— Você fica super sexy com esses oculos de leitura.
— Serio?
— Sim. Fica sexy até dormindo. Minha vontade é de pular em cima de você enquanto dorme e já partir pra os beijos.
Lysandre se desfez a rir junto comigo. Sua gargalhada era uma das coisas mais preciosas para mim.
— Vamos sair com o pessoal. Acho melhor tirar esse pijama sexy.
— Tudo bem. — Ele dizia ainda rindo e apenas troquei de roupa e esperei por ele.
Quando ele saiu com uma calça preta e um pulouver cinza eu rezava pra não pular mesmo pra cima dele.
— Vamos. — Eu disse.
Decidimos depois de muita discussão que iríamos ao restaurante almoçar em grupo e optei por trazer Yall também para que ela se familiarizasse com a nossa loucura.
Yall conversava com todo o mundo. Parecia fazer parte do seu ADN ser social. Decidimos que deveríamos começar a fazer rifas para o "amigo oculto". Eu rezava para que calhasse com Rosa ou Alexy que sempre tinham bons presentes.
Fomos para a casa de Castiel para fazer as rifas e depois de o nome de todo o mundo estar num pedaço de papel começamos a tirar.
Quem dá — Quem recebe
Ally-Castiel
Castiel-Nathaniel
Nathaniel-Kim
Kim — Alexy
Alexy — Armin
Armin — Violette
Violette -Íris
Íris — Melody
Melody- Rosa
Rosa-Yall
Yall-Leigh
Leigh-Lysandre
Lysandre — Jade
Jade — Dake
Ficamos conversando durante uma boa hora até Castiel querer expulsar todo o mundo. Ficando apenas ele e Kim.
— Adeus! Usem proteção. — Dizia Alexy no princípio a cara de Kim demonstrava um expressão confusa até ela se tocar — Meu Deus! Alexy que nojento! — Atirou uma almofada para ele.
— Lesada. Demorou tanto tempo para entender. Quem lhe vê nem pensa que também faz.
— Mano que porco! Baza daqui! — Disse ela lhe atirando mais uma almofada.
— Adeus. — Acabamos de nos despedir e saímos em direcção aos nossos carros.
Entramos para o apartamento estafados. Nos arrastando para a cama.
Lysandre começou a trocar de roupa bem na minha frente. Virei a cara com as bochechas rubras.
— O que foi? Não gosta do que vê?
— O-O quê?
— Vá lá. Você já me viu assim milhares de vezes. — Ele foi se aproximando apenas com a calça do pijama.
— Não se aproxime.
— Porquê? — Parece que nunca...
— Não ouse acabar essa frase.
— Então o que se passa com a Ally valentona e sem vergonha? — Ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou — Morreu da última vez que te fodi?
Soltei um meio suspiro meio gemido. E me beijou com urgência. Me deitando na cama delicadamente sem se desfazer do beijo. Passando a mão em minhas coxas e inesperadamente tirou minha blusa. Foi largando beijos pelo pescoço, ombro, barriga até chegar aonde eu queria. Ele retirou minha calça e subiu para meus lábios. Como num passe de mágica ele se deste do meu sutiã lambendo cada um dos meus mamilos para depois de afastar e sair da cama. Pegou meu pijama e atirou pra mim.
— Agora que lhe ajudei a tirar a roupa já pode vestir o pijama. Rápido. Estou com imenso sono.
— Seu... seu... — Vesti minha blusa rapidamente assim como o calção e parti para cima dele o batendo. Mesmo sabendo que não teria efeito algum visto que ele é muito mais forte que eu e ria.
— O que foi Ally? Parece chateada.
— Idiota.
— Que você ama.
— Vamos dormir. Segundo sei estava com sono.
— Correcto. Boa noite Amor.
— Vá se fuder. — O abracei e dormimos de conchinha.
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