This Is My Life
56 Expectativa vs Realidade
Notas iniciais
Fomos todas para a cozinha e começamos a fazer o jantar e as comidas para a véspera. A Josiane e disse que haveria um monte de família de Lysandre aqui e eu não me continha de tão entusiasmada que estava. Haveria primos, tios, avôs e eu iria me apresentar a todos como...
A namorada. De repente senti uma tristeza súbita. Eu iria me apresentar como a namorada mas e a Rosa. Ela iria dizer no jantar de hoje que ela e Leigh estavam noivos e Lysandre contava até os segundos para que esse momento chegasse e ele visse a reação dos pais ao saberem que o seu irmão tinha pedido Rosa em casamento. Amanhã ela diria "olá eu sou a noiva de Leigh" queria também dizer o mesmo. "oi! Chamo-me Allison. Sou a noi...
– Ally? — Chamou Josiane.
– Sim?
– O que é que se passa amorzinho? Estás tão distraída. Perfeitamente igual ao Lysandre.
– Vá lá mãe eu estou sempre atento ao que dizes. — Lysandre estava na bancada a ser completamente lindo. Credo eu nunca me canso de ver este homem.
– Quando ele era criança nunca brincava com os outros meninos e quando dizíamos para que ele fizesse isso ele fugia para o celeiro e ficava a brincar sozinho ou com os coelhos.
– Aquele rapazes tinham brincadeiras muito brutais.
– Comigo era a mesma coisa. Meus pais se perguntavam porquê que eu não queria brincar com ninguém.
– Desde a infância o destinos já vos fez iguaizinhos.
– Lysandre porque não vens ajudar-nos na cozinha?
– O meu filho não sabe cozinhar.
– A Allison ensinou algumas coisas.
– Graças a Deus! O meu filho era um completo desastre na cozinha.
– Mãe também não é para tanto.
– Tu, o teu pai e o teu irmão não sabiam cozinhar. Deus queira que a Rosa tenha ensinado algo a ele.
– Creio que sim. Do jeito que a Rosa é talvez Leigh já saiba fazer certas coisas.
– Pula daí filho. Vem ajudar a minha nora e a mim na cozinha.
– Mãe!
– Que foi? Eu tenho um bom pressentimento em relação a isto.
Sempre que Josiane me chamava de nora Lysandre se queixava. Será que para ele era algo sem futuro? Porque eu realmente que ser a sua esposa. Mas aí está mais problema. Meu apelido. Eu teria que levar o Ainsworth e não é que eu não goste desse nome mas não estou pronta para me desfazer do Jones. O nome que tanto me acompanhou. Quantos professores já diseram "Srta. Jones para o gabinete!" ou "Dá-me mais 20 Jones!" na aula de Educação Física? Mas eu acho que eu estou mesmo a procura de pontos negativos em algo que é perfeito. O Lysandre ama-me e ele já me dise que não me deixaria. Ele prometeu.
– O quê que queres que eu faça? — Perguntou ele.
– Estás as minhas ordens então?
– Claro. — Pude notar um segundo sentido naquela frase. A mãe dele que estava na cozinha por sorte não tinha notado.
– Bem... eu quero que ajudas a fazer a lasanha.
– Oh! Aí está algo que tenho feito regularmente.
– Então vamos a isso!
– Mãe acho que eu e a Allison tratamos do recado. Descança. — Completou Lysandre dando um beijo na testa da sua mãe.
– Ok querido. Cuidem-se. Qualquer coisa é só chamar.
– OK.
A Josiane e nós começamos a conversar ao mesmo tempo que faziamos a lasanha.
– Achei super fofo a maneira como tratavas a tua mãe.
– Nunca liguei muito para essas demonstrações de afecto mae meus pais sim então tento mima-los o maximo possível. As vezes comprando prendas para eles e outras apenas fazendo pequenas coisas como essas. Eles
Continuamos fazendo a lasanha até a pormos no forno. Eu queria muito pergunta-lo se ele queria de facto algo para além do namoro mas não sei se devria fazer a pergunta agora ou depois quando formos dormir. É melhor fazer agora.
Pedi ao Lysandre que fossrmos dar um passeio pelo celeiro e abri o jogo.
– Lysandre?
– Sim?
– Eu queria perguntar-te algo.
– Estás a vontade.
– Mas já vou te adiantando que não é para ficares chateado. Eu apenas...quero saber.
– OK... — Disse ele com receio.
– Tu realmente gostas de mim? Quando dizes que nunca me irás deixar e que me amarás para sempre é tudo mentira?
– Meu Deus! Porquê que vens ter essas ideias estupidas?!
– Eu pedi-te para que não ficasses chateado. — Disse com medo do que eu tinha desencadeado.
– Desculpa Allison é que não dá para não te exaltares. Mesmo depois de tantas demonstrações de afecto, mesmo depois de te dizer vezes e vezes sem conta que te amo tu vens com uma dessas? Porquê que dizes uma coisa dessas?
– É que... — Eu não queria falar. Tenho medo de que da minha boca saia mais um novo topico para discussão.
– Ally diz.
– Sempre que a tua mãe me trata por nora tu te chateias.
– Não amor. Não é que eu me chateie. Eu apenas não gosto da maneira que eles me apressam e põe pressão sobre mim para que eu me case rapidamente. Não queria que visses isso como um sinal de que não quero ficar con...
– Tu pensas em casar-te comigo?
A lua brilhava intensamente da parte de fora do celeiro. e o silêncio reinava.
– Achas que se não fosses a pessoa que amo eu iria me meter no meio de um resgate de sequestro para poder te salvar, ficar dias sem comer e dormir sentado numa poltrona de hospital, quando meus pais viessem te ver no hospital eu dizer que tu és a mulher que eu sempre sonhei e amar cada pequeno gesto que fazes? Ally eu amo-te e quero uma vida contigo. Só...
– Ainda somos demasiado jovens. Lysandre eu... eu peço desculpas. Não quero ser paranóica e logo numa altura como esta em que estou na casa dos teus pais. Uma altura em que não deveria me preocupar com mais nada.
– Esquece. Não aconteceu nada. — Disse ele me envolvendo em seus braços. — E... já que estamos aqui... — Ele foi beijando meu pescoço lentamente descendo para o ombro.
– Lysandre a lasanha. — Disse rindo do seu comportamento.
– Pusemos agora mesmo. E mesmo que ela fosse queimar a minha mãe apagaria.
– E comeriamos lasanha queimada.
– Mas comeriamos felizes.
Lysandre foi beijando o meu pescoço seguido da minha boca e me prensou na parede.
– Eles vão ouvir-nos.
– Relaxa. — Fomos para o lado mais escuro do celeiro e ele começou logo tirando minha roupa. Lysandre hoje estava com uma vivaciade enorme.
Retirou meu macacão e como estava sem sutiã foi logo chupando meus mamilos. Baixou ainda mais meu macacão e tirou minha calcinha. Logo colocou o preservativo.
– Nunca mais duvide do quanto eu te amo.
Logo em seguida senti seu membro penetrando em mim e me fazendo explodir de prazer. Eu nunca irei me cansar desse homem. As estocadas apenas foram acelerando e de repente abrandando me fazendo desejar muito mais. Eu estava sentada em um caixote com as pernas envolta de seu quadril então eu puxei-o para mais perto. Pude ouvir seu riso abafado.
– Diga. Diga que me ama. — A medida que ele dizia ele ia aumentando o ritmo e ia aumentando cada vez mais até que chegamos ao climax juntos.
– Lysandre!
– Ally!
Ele encostou sua cabeça em meu ombro e eu sussurrei em sua orelha.
– Eu te amo. Mais do que tudo nesse mundo.
– Eu nunca poderia me manter longe de ti.
Estavamos na cozinha os dois a tirar a lasanha do forno. Lysandre estava com o avental e as luvas pegando na lasanha e eu apenas a sorrir e a filmar.
Camera on
– Porquê que estás a filmar isto?
– Eu acho que poderia ser muito bom ter um troféu em casa.
– Consideras isto um trofeu? — Perguntou Lys erguendo a lasanha.
– É uma conquista ver-te a cozinhar. E é melhor ainda sabendo que fui eu que te ensinei o prato.
– Pois sim. — Olhei para o lado e vi o Sr. e Sra. Ainsworth a olharem para nós com um sorriso e virei a camera para eles.
– Digam olá.
– Para quem? Quem irá ver isso?
– Talvez quando eu estiver bem velhinha eu encontre essa camera e veja o video.
– Oh! Então olá Ally do futuro! — Disseram em unissono. Virei a camera para mim. — Enquanto o meu incrivel namorado vai colocar a comida na mesa vamos chamar o pessoal da casa para comer. Adeus pessoal da cozinha. — Parti para o jardim onde estavam meus pais.
– Oi pai e mãe.
– Ally o que é que estás a fazer?
– Um video. O primeiro Natal em casa dos pais do meu namorado. Digam olá para a camera.
– Olá camera!
– Hahaha. — Fingi um riso. — São tão engraçados.
– Oi pessoal que irá assistir isto.
– Assim está melhor. Venham comer.
– OK.
– Falta apenas um casal para ser chamado. Rosalya e Leigh.
Fui até ao quarto deles e bati a porta. Depois de me deixarem entrar a Rosa assustou-se com a camera.
– O quê que estás a fazer?
– A gravar. Digam oi.
– Oi pessoal.
– O jantar está pronto pombinhos. Convém que o vão comer.
– Ok. Já descemos.
– Missão cumprida! Vamos voltar para a sala para desfrutar do jantar. Eu falo com vocês mais tarde adeus!
Camera off
Desliguei a camera e desci para a sala.
– Acabaste?
– Yep! A Rosa e o Leigh já, já descem.
– Oi! — Rosa e Leigh tinham descido então nos sentamos e começamos a comer. O ambiente estava tão bom naquela mesa. Todo mundo conversava e eu estava a espera do grande momento.
Leigh olhou para mim e eu para ele. Ele estava a avisar-me de que seria agora. Sorri e acenti discretamente o encorajando. Lysandre observava nossa troca de olhares e percebeu também.
Leigh se levantou e pediu a atenção de todo o mundo e Rosa se levantou também.
– Pai, mãe. Vocês sabem que eu nunca fui muito bom a introduzir coisas. Isso deixo sempre para Lysandre mas... — Ele deu um espaço para Rosa falar.
– Temos uma noticia. — Josiane parecia preocupada. Como acho que ouvir que o filho estava noivo era uma das coisas que nem passavam na sua cabeça naquele momento. Logo ela que sempre insistia que eles se casassem.
– Nós estamos noivos. — Disseram em uníssono.
Houve um momento de silêncio na sala que se desfez com o grito estridente de Josiane que se levantou para abraçar o filho. Depois disso todos nos levantamos para parabeniza-los. Mesmo nós que já sabiamos do assunto.
– Vocês pensam mesmo em casar-se?
– Claro pai.
– Oh filho! Eu estou tão feliz! E quando é que isso vai acontecer?
– Ainda não sabemos pai. Estamos a pensar em ir com calma. Queriamos apenas estar vinculados de alguma forma e ela estava doida para dizer a todo o mundo que está noiva.
O resto do jantar foi a volta do noivado deles. Lysandre estava radiante. Acho que ele gostava muito do seu irmão. Eu sempre quis ter um irmão ou irmã. Ser filha unica não era divertido. Ter de brincar sozinha era chato.
Depois de darmos as boas noites fomos para os nossos quartos e eu nem sequer conseguia parar de sorrir. Estava tão ansiosa pelo dia de amanhã! Viria gente de todas as partes para passar o Natal em casa de Josiane e George e eu iria conhecer a familia de Lysandre! Ah! Será que vão gostar de mim? Provavelmente. Talvez gostem. Mas talvez não. Ai eu não sei! E é isso que me incomoda em surpresas. Expectativa vs Realidade.
– Amor?
– Sim? — Eu enlouqueço quando ele me chama assim.
– Estás bem?
– Melhor do que nunca Vida. Estou super ansiosa pela vespera de Natal. É muito entusiasmante. Ai! Não consigo me controlar. Hoje vai ser muito dificil dormir.
– Humhum.
– Não pareces lá muito contente.
– Isso é porque talvez eu não queria mesmo eles aqui.
– Nunca conheci ninguém que não gostasse de estar com a família.
– Não é que eu não gosto de estar com eles é só que...
– O que foi?
– Esquece. Vamos tomar um banho e dormir. — Lysandre já ia em direção ao quarto de banho me deixando sentada na cama.
– Querido? — Chamei e ele parou. — O que é que aconteceu?
– Se fosse algo importante e sério eu contava-te. Isso são só bobagens de criança.
– Eu não quero saber só das partes importantes da tua vida. Quero saber de todo o pequeno detalhe. Toda a bobagem e descuido, se alguma vez já apronta-te algo. De tudo.
– OK. Mas como já deves ter notado a minha infância sempre foi monótona. Sempre que tinha uma festa aqui ou em qualquer casa da minha família o meu tio, irmão do meu pai, ia sempre com a mulher e os três filhos. Uma menina e dois rapazes. Eles eram super fortes e tal e gostavam sempre comigo por eu não ser mas claro que faziam isso quando meus pais não estavam senão eles poderiam ouvir e eles arranjavam problemas. Passado um tempo eu era gozado na escola e na família também. Eles passavam férias aqui e eu já tive sim uma namorada má era na minha tenra idade. Tinha acho que treze anos e ela ia estudar em minha casa quando os meus pais não estavam. Meus primos um dia que estavam a passar as ferias aqui encontraram-se com ela e bem... acho que já sabes o que aconteceu.
– Roubaram-te a miúda.
– Exacto. Mas um ano depois eu voltei a namorar mas desta vez com outra rapariga e fui mais cuidadoso em deixar que visse ou falasse com eles mas foi inevitável e voltou a acontecer. Desde então não voltei a namorar por não querer mesmo. Até te conhecer é claro. E tu serás a próxima. Eles também vão roubar-te de mim.
– Eu nunca pensei que pudesse haver tanto drama em uma família mas se pensas que eu sou fácil então enganados coração. Porque eu não irei cair facilmente na lábia de qualquer homem por aí.
– E como é que tens a certeza disso?
– Porque eu já tenho tudo o que preciso aqui mesmo. Agora vamos tomar esse banho de que falaste e dormir. Amanhã vai ser um dia bem atarefado.
Tomamos o banho juntos e fomos para a cama dormir. Mas antes tirei a câmera e liguei.
Câmera on
– Tchau gente! Hoje é véspera de Natal e a família do Lysandre vem cá. Eu estou na casa da sua mãezinha minha futura sogra...
– Também tu?
– É só pra confirmar Vida. Dia 24 de Dezembro de 2016. Um beijo da Allison... — Fiquei a espera do Lysandre acabar mas nada. — Fala.
– O quê?
– E do Lysandre. Vamos, eu vou repetir.
– Tchau pessoal, aquele beijo e aquele abraço da Allison...
– E do Lysandre.
Câmera off
– Nem foi difícil.
– Mas porquê que fazes isso?
– Quero gravar o meu primeiro Natal em casa da minha futura sogra. Para ver depois e mostrar pra o pessoal. Acho que serei a única a gravar. Talvez faça isso quase sempre.
– Eu gosto da ideia. Podiamos faze-lo em cassetes. Para ver daqui a 30 anos e rir-mo-nos desse dia.
– Eu adorei essa ideia.
Fomos nos deitar e enquanto eu estava deitada eu passei a pensar no tanto que eu passei até estar aqui para esse homem. Nunca mais haverá qual que dúvida de que ele me ama. E eu o amo também.
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