This Is My Life
19 Bora trabalhar parte 1
Notas iniciais
A conversa seguiu agitada até que o sino toca e voltamos para as aulas a aula foi longa demais mas consegui sobreviver e captar tudo o que o professor disse, finalmente o toque de saída se ouvia e todos saíram da sala como se fosse algo essencial para a sobrevivência de cada um.
— Ah! Estou tão empolgada com o trabalho! Não acredito que a stôra deixou que escolhêssemos os pares. – Melody dizia completamente satisfeita por ter feito par com o Nath.
— Não acho. Não gostei nada do meu par e fui perguntar a prof se podia trocar mas ela disse que não. Não sei porquê que não me escolheram.
— Não desanimes Kimy. O Cast não é assim tão mau.
— Como queiras.
Fomos todos a estacionamento e a Rosa com aquele jeito de general começou logo a dar as cartas.
— Bom. Vamos inverter um pouco o quadro. Desta vez as meninas é que vão a casa dos rapazes com excepção da Ally que vive com Lys-fofo e de mim e o Alexy porque é ele que vai a minha casa. Ok?
— Pode ser.
— Isto vai ser um inferno. – Sussurrou Kim.
— Vê pelo lado positivo Kimy. Assim vais poder acertar as coisas com Cast. Parecem estar um pouco distantes estas últimas semanas.
— Nós não somos namorado então não tem porquê “acertar” – Disse ela fazendo aspas com os dedos – coisas.
Nós estávamos um pouco mais afastadas do grupo e ainda estávamos a conversar aos sussurros.
— Não são namorados mas são amigos e ver amigos assim tão distantes não é bom nem para o grupo nem para vocês. Acerta o que tens que acertar com ele e pelo menos tenham uma boa amizade.
— Tens razão. Devo admitir que tenho sido parva este tempo todo. Tenho que pedir desculpas e recuperar um amigo. Obrigada.
— Não tens de quê… Afinal é para isso que servem os amigos.
Depois de mais uns minutos de boa conversa todos fomos embora. Subimos no carro e Lysandre começou a conduzir mas sempre a conversarmos a cerca do trabalho e do tema então decidimos que deveríamos fazer ainda hoje para deixar o resto para amanhã porque ele tinha uns assuntos da banda e tinha que sair no sábado.
— E que assuntos são esses? – Perguntei logo que entramos em casa.
— Temos que acertar as músicas. Estamos a receber cada vez mais convites para actuar.
— Isso é óptimo. Então desejo-vos toda a sorte.
— Obrigada Allison.
POV Jade
Hoje Íris vem cá a minha casa e tem que estar tudo limpo e arrumado. Eu gosto mesmo dela e quero avançar mas ainda sequer dei-lhe um beijo e vai ser hoje que isso vai acontecer. Estive a falar com Armind ao telefone e ele disse que eu deveria tomar iniciativa por ela gostava mesmo de mim então é isso que eu vou fazer mas preciso ir com calma eu só quero que ela saiba o que sinto por ela então não me e ser vou precipitar. Estão a bater a porta. Deve ser ela.
— Oi Jade.
— Oi Íris. Entra.
— Então… começamos o trabalho?
— Claro.
POV Íris
Fomos até ao quarto dele e nos sentamos numa poltrona que dava muito bem para nós dois mas ele começou a encostar-se mais a mim. Pequenas partes se tocavam. Ombros, coxas, etc.
— Vamos começar? – Ele disse num tom de voz rouco.
— C-claro.
Começamos a fazer o trabalho e ele levantou-se para ir buscar água para nós e eu continuei o trabalho. Quando voltou pude sentir ele a minha trás e sussurrou-me ao ouvido num tom rouco e muito sensual.
— Muito bem. Estás a ir bem.
Todos os meus pelos se levantaram a minha calcinha estava molhada e minha boca seca, por isso, bebi um gole da água que ele trouxe.
— O-obrigada.
Ele sentou-se ao meu lado e passou a mão pelo meu ombro. Depois de algum tempo comecei a suspeitar que de facto ele estava a fazer de propósito.
Depois de mais algum tempo ele sugeriu uma pausa que aceitei de bom grado.
— Queres alguma coisa pra comer?
— Sim.
— O que se passa?
— Nada.
— Não fiques tão acanhada. – Ele se aproximou de mim e colocou uma mexa do meu cabelo atrás da minha orelha. – Tens uns lindos olhos.
— Obrigada.
— Vamos comer. Tenho imensa fome e tu? – Ele se afastou com se nada se passasse.
— Claro.
Ele tirou uma pizza e comemos enquanto conversávamos.
— Hoje estás muito estranha. Me pergunto porque será.
— Não nada. É que eu nunca tinha estado em tua casa antes.
— Então devia ter falado para te sentires a vontade.
— Acho que deveríamos continuar com o trabalho.
— Claro como quiseres… estou as tuas ordens. – Ele disse de um modo tão sensual que fiquei totalmente rubra.
— Errr…sim claro.
Continuamos a fazer o trabalho e depois de meia hora já estava pronto.
— Pronto. Eu acho que está bom.
— Também acho É o melhor trabalho de português que alguma vez fiz.
— Queres que te leve a casa?
— Não. Eu ainda tenho que passar por mais um sitio.
— Ok. Então parece que isto é um adeus.
— Sim.
Ele acompanhou até a porta.
— Bem… adeus.
— Sim.
Eu já ia embora mas ele me chamou.
— íris espere!
Eu me viro rapidamente e ele me beija. Um beijo delicado e inseguro. Como se esperasse pala minha confirmação. Depois de um tempo eu correspondi. Finalmente! Já não aguentava estar com tudo aquilo na minha garganta.
— Íris eu… eu gosto de ti.
Eu comecei a rir. Estava tão feliz! Finalmente ele conseguiu dizer. Estava a ver que eu é que tinha que lhe pedir em namoro.
— Que foi? Disse algo engraçado?
— Não… é que eu estou totalmente feliz por ter tomado uma iniciativa. Eu estava a ver que tinha que ser eu a dizer primeiro.
— Então você…
— Claro tontinho. Não é claro o suficiente?
Ele me deu um abraço apertado.
— Sempre quis fazer isso sabia?
— O quê?
— Beijar você.
— Eu também.
POV Kim
ARGH! Tenho que ir para a casa de Cast. Tenho de me lembrar do que a Ally disse. Praticamente o que ela disse foi: engole o orgulho, pede desculpas e voltem a ser bons amigos. Então vamos lá!
POV Castiel
A Kim está aqui dentro de alguns minutos. Esta é a oportunidade perfeita ara eu perguntar o que se passa.
Alguém bate a porta. Deve ser ela.
— Cast! – Ela chegou mais perto e me abraçou. Mas porquê que ela está a agir assim.
— Posso entrar?
— Não faças fitas. Sempre que vinhas para aqui nunca pedias para entrar.
— Porque tu dizias-me sempre para me sentir a vontade e desta vez não disseste.
— Vá, podes entrar.
— Então, eu troxe o meu pc. Vamos trabalhar?
Eu comecei a rir. Eu? Trabalhar? Tá se mesmo a ver.
— Qual é a graça?
— Lysandre não te contou? Eu não faço os trabalhos que aquela velha manda. Ele é que faz.
— Por isso é que pareciam tão bem feitos.
— Isso mesmo!
— Bem… mas se não fizermos vamos chumbar.
POV Kim on
Porquê que eu tive que fazer o trabalho com ele?! Isto não está a correr nada como planeei… eu não gosto quando as coisas saem dos meus planos.
— Não… — Ele começos a se aproximar até ficar bem próximo de mim – Se você não fizer vamos chumbar. Está nas suas mãos.
— Argh! Fixe. Eu faço o trabalho mas só porque não quero discussão.
— Como queiras.
Ele sentou-se ao meu lado e foi aprovando as coisas conforme eu lhe mostrava. O trabalho acabou por durar mais do que eu esperava e eu tinha planos…
— Assim está bem.
— Óptimo. – Ele disse num tom rouco que me provocou arrepios.
— Óptimo mesmo. Vemo-nos na segunda para acertar mais algumas coisas. – Tentei sorrir para ele.
— Ok. Mas… Kim porque está agindo assim?
— Como assim?
— Está tão distante de umas semanas para cá que eu começo a achar que foi algo que eu fiz ou disse.
— N-não sei do que falas. Pensei que estávamos bem.
— E agora vens a agir como se nada se passasse. Como se sempre estivéssemos bem mas a verdade é que, Kim, nós não estamos bem.
— Pronto! Fartei! Fartei das outras miúdas passarem aos empurrões comigo mesmo com os corredores vazios, dos ultimatos de Ambre, dos olhares enraivecidos das outras raparigas, do facto de Peggy não largar do meu pé eu simplesmente… fartei. E desde que não nos falamos muito as coisas se amenizaram. Eu sou forte mas isso é constantemente e mesmo sendo pequenas coisas fazem grandes estragos.
— Eu… não sabia que era isto que estavas a passar.
POV Castiel
Eu nem sequer imaginava que era isto que eu fazia a Kim passar. Eu sempre vi-lhe como uma amiga. Uma irmã até que tinha que proteger mas de uns tempos para cá eu notei que eu já não a olhava com esses olhos e eu queria que ficássemos juntos mas o que ela praticamente me está a dizer é que: ela não pode ficar comigo porque afinal de contas sou eu o problema.
— Por isso… Cast tu tens razão. Não… não estamos bem. – Uma lágrima cai do sou olho mas ela limpa rapidamente.
— Kim eu…
O telefone dela começa a tocar.
— Sim? Hey! Tudo bem contigo? – Ela limpava mais algumas lágrimas – (…) Não eu estou completamente bem. A que horas vens buscar-me? (…) Serio? Só mais um minuto que eu já desço. (…) Sim. Eu e ele já acabamos tudo. – Ela olha para mim. – Adeus. (…) estou óptima.
— Quem era?
— Ninguém.
— Não acho que estivesses a falar contigo mesma.
— Não ias querer saber. Então… segunda-feira? – Disse ela fazendo um sorriso forçado.
— Kim eu quero que continuemos amigos e que continuemos a nos falar normalmente.
Ela olhava para mim e de repente me abraçou.
— Eu também. Desculpa. Não queria te fazer sentir culpado.
— Eu é que sou um imã de problemas. Adeus.
— Tchau Cast.
Vi ela a abri a porta com um sorriso, virou-se para mim e acenou. Depois fechou a porta e não pude ver mais seu sorriso.
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