This Is My Life
67 Acreditas em Mim?
Notas iniciais
— Onde está Jhonny?
Estávamos no estacionamento da escola no dia seguinte a chegada de Jhonny que por sinal é o ex de Yalitza. Yall estava realmente zangada com a chegada de seu ex e insistia em dizer que ele era malvado. Yalitza nunca na vida mentiu pra mim mas não posso mentir que ela é às vezes um pouco exagerada. Será que se eu conversar melhor com ela sobre isso, ela pode me esclarecer as coisas?
— Olá!
— Oi Jhonny!
— Onde está a Yall? — Perguntou Alexy.
— Porquê pergunta? — Disse Jhonny com olhar curioso.
— Ela não costuma chegar assim tão tarde. Eu fui a casa dela mas ninguém atendeu então pensei que estivesse aqui. Mas eu cheguei e não estava. Será que aconteceu algo?
— Deixa de ser preocupado. — Castiel disse dando um leve tapa em suas costas. — Ela pode ter dormido demais.
E assim que Cast acabou de dizer a frase vimos Yall a correr em nossa direcção.
— Oi!
— Finalmente! Fui a tua casa e bati mas ninguém abriu onde estavas?
— Dormi demais.
— Eu disse.
— Tonta. — Ele pegou Yalitza pelos ombros a sacudindo e depois a abraçando.
— Suspeito. — Disse Castiel no meio de uma tosse fingida.
Não demorando mais do que dez minutos o sino de entrada tocou e tivemos que entrar.
— Bem... hoje é o vosso segundo dia de aulas e para começar bem vocês terão um trabalho em dupla não só para avaliar o vosso conhecimento mas também a vossa dinâmica e capacidade de trabalhar a dois.
A sala toda reclamou e tentou argumentar mas sem sucesso. Logo no segundo dia?!
— Não precisam se dar ao trabalho de escolher que dessa vez escolho eu os pares.
Ela fez as escolhas, muito mal feitas na minha opinião. No final eu não consegui ficar com Lysandre. Aliás, ninguém ficou com os seus namorados.
Castiel-Yalitza
Nathaniel-Rosalya
Lysandre-Íris
Jade-Violette
Armin-Allison
Alexy-Melody
Jhonny-Kim
Não achava Armin alguém mau para ser um par mas eu não tenho muita afinidade com ele apesar dele ser muito engraçado e fixe. Eu realmente gosto dele mas nunca falamos assim mais individualmente. Acho que vai ser uma boa experiência para estreitarmos os laços.
— Quero que procurem um tipo de planta. Uma qualquer, e me apresentem tudo o que sabem sobre ela. Se quiserem ver uma árvore vocês podem trazer apenas a madeira dela e falar tudo o que sabem e pesquisaram sobre a árvore. Quanto mais raro melhor.
O trabalho seria realmente interessante. Sair para a rua para procurar plantas parece divertido. Até que enfim algo divertido.
POV YALITZA ON
Que merda! Eu queria ficar com Alexy. Não que Castiel fosse um mau par mas eu queria mesmo estar com ele. Eu não tenho lá muita afinidade com Castiel e acho que isso seria meio desconcertante. Sabe... quando duas pessoas não se conhecem bem e um delas é o Castiel e vocês vão fazer um trabalho juntos acho que esse cenário não me é agradável.
— Troquem de lugares de maneiras que sentem ao lado de seus parceiros e comecem a acertar as coisas sobre o trabalho.
Castiel é que veio ao meu encontro.
— Bem... Eu queria esclarecer algumas coisas desde já. Pode ser?
— Sim.
— Queria dizer que quando é um trabalho em dupla eu não me esforço. Então tu farás o trabalho por ti e por mim. Pode ser?
— Eu... — Sussurrei pra mim mesma.
— Não estou a pedir-te em casamento. É só dizeres sim ou claro.
— Não.
— Hã?
— Eu acho que pode ser até divertido se fizermos isto juntos.
— Eu posso me divertir em outras coisas. Não nisto.
— Mas assim poderíamos nos tornar mais próximos. Ficarmos melhores amigos quem sabe?
— Tu não estás mesmo a entender não é? Não farei isso.
— Então podes só acompanhar-me ao lugar onde vamos buscar as plantas. Eu não te chateio.
— OK. Se essa é a unica maneira de parares de me chatear.
— Fixe!
As aulas tiveram continuidade e tocou o sino do intervalo. Graças a Deus algum descanso. Era muito difícil de lidar com Castiel. Não no sentido de ele ser muito arrogante e coisas negativas assim mas no sentido de ele não estar interessado em estreitar laços e aí eu puxo assunto e ele responde com respostas monossilabicas.
— Como foi falar com Castiel?
— Ai Alexy foi mais difícil do que eu poderia pensar. Ele é muito fechado. Quase não falou nada e aposto que nem falava se eu não tentasse conversar. Contudo foi meio que engraçado.
— Como?
— Ele é o sarcasmo em pessoa.
— Nisso tens razão.
— Alguém deveria me avisar de antemão que não seria fácil.
— Tomou no cu! — Disse Alexy rindo tanto que se agachou no chão e continuou a rir.
— Não ria de mim. Eu irei me esforçar para ser o menos trabalhoso possível.
— Pois boa sorte. Kim me contou que teve um trabalho com ele e fez ele todo sozinha. O trabalho era para ser feito em casa quanto mais sair na rua a procura de plantas?!
— O que estão rindo tanto vocês os dois?
Os outros chegaram. Inclusive chegaram com Jhonny. Aposto que ele já ganhou a confiança deles.
— Dois.
— Hum?
— Nada.
— Bem... nós estavamos falando sobre os nossos pares no trabalho sobre as plantas. Graças a Deus calhei com Melody. Alguém que vai poder me dar uma luz sobre o assunto. Já a Yalitza.
— Ela também teve um bom par. — Disse o próprio Castiel.
— Hum...sei. Aposto que vai deixar o meu pudinzinho fazer o trabalho todo sozinha.
Pudinzinho?! Ah! O quê que está a acontecer com o meu coração?! A minha respiração está descompassada. Acalma-te.
— Ela parece entender disso mais do que eu.
— Sei.
— Tem sorte a Violette que calhou com Jade. É um vinte garantido e você não tem que mexer um músculo.
— Aposto que ele vai arranjar uma planta super exótica.
— E da parte de trás do quintal! — Disse Jhonny fazendo todos rirem. Sério que isso já está a acontecer?
— Não quer dizer que eu irei ficar parada.
— Mas tens muita sorte Violette. — Jhonny disse.
— Acho que eu e Ally poderemos fazer algo bonito também. — Disse Armin.
— Com certeza.
POV YALITZA OFF
Continuamos a conversar até o sino de entrada tocar. O projeto era pra ser entregue na sexta feira então achamos todos por bem começar a trabalhar hoje mesmo, pois a professora disse que quanto mais rápido entregassem ela poderia considerar e aumentar uns quantos pontos pelo adiantamento. Mas só se estiver bem feito.
~~~♡~~~
Depois de sairmos combinamos das meninas irem a casa dos rapaz. Sendo assim despedi Lysandre e fui me encontrar com Armin.
POV YALITZA ON
Saí de casa rumo a casa de Castiel. Ele tinha me dado alguma s indicações para eu não me perder pois nunca fui a casa dele. Estava um tempinho agradável então eu coloquei um short preto com uma camisa larga de linho eu sabia o sítio perfeito para pegarmos plantas.
— Olá Castiel!
— Uh-Hum. Já pensaste no sítio para onde vamos?
— Sim. É um pouco longe mas vale a pena. É muito bonito e vamos conseguir pegar um musgo ou uma casca de árvore.
— Isso parece trabalhoso.
— Mas vale a pena. Eu já lá muitas vezes desde que cheguei aqui.
Saímos de sua casa fomos em seu carro. Nós íamos para Sillans-la-Cascade. Tem uma cachoeira incrível e é mais ou menos como uma mini mata. O que quer dizer que podemos encontrar alguma coisa.
— Porquê um sítio tão longe?
— Eu nunca mais pisei aqui. Estava precisando. E resolvi juntar o útil ao agradável te trazendo aqui para pegarmos algo para o trabalho. Este sítio fica muito isolado. Quase não vem ninguém aqui então eu aproveito.
— Estou a ver.
Chegamos ao local e estacionamos o carro.
— Anda. — Tirei os chinelos e os coloquei em minha mochila. — Vamos entrar.
— Vai entrar descalça?
— Sim. Sempre o faço.
— Fomos andando enquanto eu sentia a terra húmida em meus pés. Uma das melhores sensações. Eu ouvia bem fundo o barulho da Cachoeira.
— Está ouvido? Estamos quase! — Fui correndo esquivando uma vez ou outras de galhos caídos ou ramos que poderia bater em minha cara até que chegamos.
— Uau!
— É lindo não é?
— Dá para o gasto. Agora vamos procurar algo para cortar.
Acabamos por cortar uma casca de arvore de um Carvalho e guardar na mochila.
— Vamos.
— Espera. Ainda agora chegamos. Não quer provar a água? É ótima!
POV CASTIEL ON
Yalitza parecia uma indígena que a muito tempo não voltava para o lugar de origem. Eu queria ir para casa e acabar esse trabalho de uma vez.
— Prove. — Disse ela bebendo da água daquela cachoeira.
— Tá. — Eu bebi e não me fez diferença alguma. Era tudo água no final de contas. — É tudo a mesma coisa. Só que com um pouco mais de sabor.
— Você não vê o lado bom das coisas. Pessimista.
— Eu? E você? Tanto trabalho para conseguir uma casca de árvore para fazer um trabalho. Poderíamos ir para um parque qualquer que encontrávamos a mesma porra.
— Nooossa que bravo hein? Sua energia negativa está me afetando.
— Energia o caralho! Não tenho paciência pra aturar uma indiazinha que quer beber água do rio e conversar com os animais.
— Podes...
Vi-lhe interromper a própria frase para inspirar fundo soltando o ar depois ruidosamente pela boca.
— Desculpa. Acho que nos exaltamos os dois. Não queria meter-te em uma situação que não querias estar.
— Sim OK. Desculpas aceites. Porquê esta cachoeira justamente?
— É a minha preferida. E com a melhor água. Tomo banho aqui pelo menos uma vez de duas em duas semanas. Só não o faço hoje porque seria inconveniente. Venho aqui para deixar os problemas de lado nem que for por um momento. Sinto que neste momento eu vou sufocar de tantos problemas.
— Problemas? Você vem sempre com um sorriso na cara.
— Não há nada que um bom sorriso não esconda.
— Queres...
— Desabafar? Sim. Porque não? Sabes... o que eu estou não é algo leve. Não sou apenas eu que sairei prejudicada. Pessoas próximas a mim também. Tenho medo do que essa pessoa possa fazer mas eu não deixo isso transparecer. Estou assustada.
— Queres... alguma ajuda ou algo assim?
— Não... não é nada que eu não resolva sozinha. Eu fico bem. Acho que estou melhor por vir aqui. O meu lugar seguro.
— Se precisar de ajuda pode pedir ao Alexy ou Allison e assim.
— Kkkkk eu entendi que posso contar contigo obrigada... Olha! Uma mangueira!
— E depois?
— Quer uma manga?
— Ehhh....pode ser.
Fomos até lá e paramos a olhar pra a mangueira.
— É um pouco alta.
— Segure meus chinelos.
— Vai cair e partir tudo.
— Subo árvores desde os cinco meu filho. — Ela pos-se a subir a árvore com tal agilidade que me passou pela cabeça dela ser alguma raça de macaco evoluída ou assim.
— Toma! Eu peguei duas a mais para o Alexy.
— Pára aí! O que você tem com o Alexy? Ele desmentiu ser gay ou algo assim?
— Não. É algo bem mais complicado.
— Você gosta dele mas ele é gay e só lhe vê como uma amiga.
— Yá... Eu acho que isso é só uma fase. Eu vou conhecer outra pessoa e depois Alexy será apenas meu melhor amigo outra vez.
— Até lá vai continuar a sofrer?
— Acho que sim. Esperemos que não.... Não está se sentindo observado?
— Deve ser o monte de bicho que tem aqui. Vamos embora.
— Leve uma pedra de recordação.
— Porquê?
— Essa pedra é bem bonita.
Era uma pedra normal. Cinza mas bem lisa até. Tinha forma oval.
— Tá. Mas tente não me chatear de novo. Amanhã fazemos o resto da pesquisa sobre aquele Carvalho...
—... E damos fim a isso. Eu sei.
Voltamos para a cidade e ele me levou até casa. Eram por volta de dezessete horas. Me despedi e estranhamente no mesmo momento em que cheguei, dois ou três minutos depois, veio um homem entrando na casa de Jhonny. Não importa. Tudo ligado a esse rapaz é problema.
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