This Is My Life
26 A inimiga
Notas iniciais
Depois de um tempo a conversar, tanto eu como Lys estávamos cheios de sono. Lysandre tinha pedido desculpas pelo que fez e devo admitir que estava cheia de saudades de falar com ele então dormimos mesmo muito tarde e apenas a conversar.
— Não achas que já deveríamos estar a dormir?
— Não… — Sou interrompida pelo meu bocejo que saiu traiçoeiramente demonstrando que eu estava a falar o oposto daquilo que realmente sentia: sono – acho que deveríamos ficar só mais um pouquinho.
— Vamos para a cama.
Ele puxou-me do sofá e íamos em direcção ao corredor quando ele pára.
— O que foi?
— Hoje não queres dormir no meu quarto?
— O quê?! Eu acho que não ouvi bem. O Lysandre Ainsworth está a convidar-me para dormir em seu quarto?!
— Bem… se não quiseres…
— Claro que quero! Comecei a pensar que nunca mais irias me pedir tal coisa. Vamos.
Peguei sua mão e puxei-lhe em direcção ao seu quarto. Lysandre era mais pesado quando eu estava com sono porque era difícil de puxar-lhe. E eu puxava-lhe muitas vezes.
— Estás a fazer um grande esforço para puxar-me.
— O quê?! Não. Estás leve que nem uma pena.
— Deixa-me fazer isso. – Lysandre levantou-me e carregou-me no ombro.
— Hey! Larga-me! – Eu estava a rir mas dava leves socos nas suas costas.
— Estás tão cansada que nem tens mais força.
— Eu só estou a poupar-te.
— Pois claro.
Ele abriu a porta do quarto e com todo o cuidado poisou-me na cama e tapou-me e depois também ele cobriu-se.
— Boa noite Lysandre.
— Ah! Como sentia saudades disso. Boa noite Allison.
x+x+x+x+x+x+x+x+x+x+x+x+x+x+x+x
Acordamos os dois com o som do despertador e cheios de sono.
— Argh! Hoje temos de ir a escola!
— Infelizmente.
Nos levantamos que nem dois zombies e fomos nos preparar. Depois de um banho com água bem fria já estava bem animada. Coloquei minha roupa e fui para a cozinha.
Encontrei Lysandre a preparar o pequeno-almoço para mim e achei estranhamente amoroso.
— Oi Lys.
— Bom dia Allison.
— Formal como sempre.
— Tento ser.
— Pequeno almoço para mim?
— Sim. Aqui tens.
— Porquê que decidiste faze-lo?
— Gosto de fazer coisas por ti. – Foi a mesma coisa que eu disse ao Lysandre quando ele chegou para casa no sábado e disse-lhe que eu ia à casa da Mel para obter explicações do trabalho.
— Dejá vu.
— E por falar nisso. Conseguiste as explicações?
Oh não! Se eu não der uma desculpa rapidamente ele vai notar que eu menti.
— Não. Ao fim de tudo eu esqueci-me do que ia fazer e acabei por ficar em casa a tentar lembrar-me.
— Acho que de tanto ficares comigo começas a ter uma das minhas piores características.
— Para ser sincera até certo ponto eu acho tão fofinho ver-te a tentar lembrar do que é que ias fazer a seguir.
— Estás a rir de mim?
— Totalmente.
Ficamos a conversar mais um pouco mas depois notamos que estávamos parcialmente atrasados…bem… não que íamos chegar tarde à aula mas que íamos ter pouco minutos antes de o sino de entrada tocar.
— Oi malta. – Eu cumprimentei – O que é que se passa Melody? – Melody não estava com uma cara nada boa, estava com certeza, preocupada com algo.
— É o Nathaniel. Faltam dez minutos para o sino tocar e ele ainda nem sequer chegou. Ele não costuma atrasar-se.
— Talvez ele não venha hoje.
Depois de dois minutos vimos o carro dele não estava sozinho. Do carro saia Nath e Kim.
— Oi pessoal. – Kim veio até nós como se não precisa-se explicara absolutamente nada.
— O que é que se está a passar? – Perguntou Dake e pelos vistos era a questão de muitos de nós que estávamos presentes.
— O Nathaniel apenas deu-me boleia. Mais nada.
— Não pode haver um mais nada. Porquê?
— O meu carro está avariado e eu liguei para ele para saber se ele poderia dar-me uma carona e acabou.
— Sei.
Continuamos a conversar alegremente até que o sino tocou e fomos para a aula. Desde que a Kim chegou com o Nath notei um afastamento da parte de Melody mas talvez fosse mesmo só algo passageiro. Ontem Kim deixou bem claro que não gostava de Nathaniel então não entendo o porquê de tanto ciúme.
O sino que anunciava a nossa saída ao intervalo tocou e eu ia para o refeitório quando chegou aquela rapariga que era muito fã de Lysandre e puxou-me para o balneário.
— Oi.
— Oi err… — Oh meu Deus eu esqueci-me do nome dela.
— Elise. Gostaria de dizer que me esqueci do teu nome mas acho que isso é impossível. – Ela estava com as amigas dela. Elise era uma loira de olhos verdes. Era bonitinha na verdade mas eu não entendia o porquê de tanto ódio para como. Ela era quase como uma Ambre só que passava mais despercebidamente.
— Olha Elise eu bem que queria brincar agora mas tenho amigos. Amigos que estão a minha espera, e o intervalo é curto.
— Olha para ela. Está com medo. Olha querida, é mesmo a última vez que te aviso. Fica longe do Lysandre. Acho que não compreendeste antes mas venho aqui para especificar.
— Não há maneira de eu ficar longe do Lysandre. Tens que entender isso.
— E porque não?
— Eu e Lysandre somos vizinhos. E ele sempre se oferece para me dar boleia até aqui.
— És mesmo uma cabra. Sua oferecida. Volta a aproximar-te do Lysandre e eu prometo que serei a tua pior inimiga.
— Querida, eu me esforço mesmo para ser delicada contigo mas há pessoas que não merecem o nosso respeito e tu estás na minha lista então sai da minha frente.
Empurrei Elise pisando forte e indo apressadamente até ao refeitório.
— Ally! Porquê que o atraso.
— A Elise e as suas amiguinhas fizeram-me uma intimação para que eu parasse de falar com Lysandre. Mal sabe a coitada que isso é impossível. Disse-lhe que era vizinha de Lysandre e que ele sempre se oferecia para me levar até a escola e ela foi mesmo na conversa.
— Elise é uma pedra no meu sapato e agora é também no seu.
— Não faz mal. É só tu dizeres-lhe para parar.
— Allison. Uma coisa que deverias saber muito bem já que vives com ele é que ele não tem nenhum ar autoritário e muito menos é curto, claro e conciso. – Disse Castiel.
— Isso eu sei e sei muito bem mas eu acho que com Elise deveria ser diferente não é?
— Então que minta para ela. Inventa alguma coisa como “não posso falar contigo porque tenho namorada e não quero que estragues a minha relação”. Já que não consegues ser directo. – Propos Kim.
— Sim, pelos vistos, Kim é muito boa nisso. Pede umas dicas. – Melody lançou uma indirecta para Kim. Provavelmente sobre ela ter dito que não gostava de Nath mas no dia seguinte vinha no carro do mesmo. Kim apenas olhou de relance para Mel e ignorou.
— Acho que mentir não seria a melhor opção.
— Então… fale para ele que não sente nada por ela e que não a quer por perto e da próxima vez que a ver a falar com Allison ela vai ter sérios problemas ou senão quem fala sou eu! – Disse Alexy revoltado.
— Acho que já entendi a ideia Alexy.
— Acho bem que sim.
Fale com o autor