This Is My Life
57 É Natal Pt.1
Notas iniciais
Ler notas do capítulo.
Acordamos com o som do galo. Ai! Sons de galo!
OK. Sei que é muito estúpido mas é a minha primeira vez numa fazenda. Ainda nem vi os animais. Tenho que ficar aqui durante mais algum tempo.
— Bom dia! Ai que dia glorioso!
— Humhum. — Disse Lysandre com sono.
— Vamos acorda!
Ouvímos alguém bater na porta e quando abri era minha mãe.
— Ally! Anda a Josiane mostrou-me um rio onde podemos tomar banho!
— Ah! Super!
— Põe o teu fato-de-banho e vamos!
Não podemos tomar banho nuas, mas de fato-de-banho também serve.
Fomos para o rio e enquanto eu, minha mãe, Rosalya e Josiane conversávamos víamos o gado pastando. Era muito reconfortante.
— Vocês estão a gostar daqui?
— Estamos a amar.
— É tudo tão pacífico.
— Acho que até hoje eu nunca tinha acordado com o som do galo.
— Hoje vai ser um dia muito atarefado.
— Sim. Leigh insiste para que eu não trabalhe muito, mas eu quero.
— Lysandre não parece muito feliz com o Natal. Nunca conheci alguém assim.
— Lysandre sempre foi alguém introvertido, mas não gostar do Natal? Quem não gosta do Natal?!
— Eu não acho que o problema seja "não gostar" talvez porque a maioria da família ele não conhece.
— Não. Ele conhece todo o mundo que vem cá em casa. Apenas não fala com eles. A não ser que perguntem algo, claro.
— Ele não te disse o porquê?
— Disse que havia pessoas que se metiam com ele. Mas isso é coisa de primo. Todos o primo se mete com o outro. Mas pela maneira que ele falava eu acho que era mais do que uma simples implicância. Mas depois eu pergunto melhor.
— Ai o meu bebé.
— Hoje ninguém se escapa da cozinha.
— Oh! Eu pensei que iríamos ficar aqui enquanto os rapazes faziam o trabalho.
— Não, não. E falando nisso vamos embora que temos que sair da água. Temos muito que fazer hoje.
Saímos da água com tristeza, vestimos e fomos para a cozinha para fazer as comidas e tal. Começamos as nove e até as doze já tínhamos tudo pronto sem contar com os bolos que estavam no forno ainda.
— Uhh! Acabamos!
— Vamos ver como os rapazes estão lá fora.
Saímos e Lysandre, Leigh e George cortavam a lenha para colocar na lareira. Lysandre estava super sexy. Oh credo! Ficamos sentadas em um tronco não muito longe deles, eu e Rosa, e começamos a comentar.
— Olha só pra o Leigh! Está um gato o meu noivo!
— Sim. Mas repara no Lysandre. A camisa vitoriana dele tem alguns botões abertos mostrando tudo o que eu quero ver.
— Hum, sua pervertida.
— Não sou a única.
Começamos a rir bem alto e notamos que eles estavam a olhar para nós. Acho que George disse para eles fazerem um intervalo pois se separaram. George foi por um caminho e eles vinham na nossa direção.
— O quê que estavam a rir?
— Não tem importância. Papo de garotas.
— Já acabaram de cortar a madeira?
— Não. Ainda falta mais um bocado.
— E depois somos todos vossos. — Completou Leigh.
— Acho que essa ideia me agrada. Só espero que te apresses antes que eu perca a vontade.
— Pai! Podemos voltar ao trabalho.
Eu e Rosa rimos dele.
— Se eu estivesse no teu lugar apressava-me também Vida.
— Pai. Temos que acabar isso agora.
Já eram 19 horas e as visitas começaram a chegar. Era gente de tantos lados. Tivemos que nos vestir a rigor e nem imaginam a luta que eu e ela tivemos para encontrar as roupas, mas valeu o esforço.
Allison: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=206134221
Rosa: http://www.polyvore.com/timl57/set?id=206134707
Fomos nos apresentar a todos que estavam na festa. Rosa como noiva de Leigh e eu como namorada de Lysandre. Não imaginava que o número de gente impressionada pelo facto de Lysandre conseguir uma namorada fosse assim tanto, mas a família dele é muito engraçada.
— Lysandre! — Vimos de longe uma senhora e um senhor um pouco mais jovem que a Josiane e o George que vinham com dois rapazes que aparentavam ter a nossa idade. Os dois tinham músculos definidos e um tinha o cabelo loiro com olhos azuis e o outro cabelo loiro com olhos castanhos. Deveriam ser os rapazes que Lysandre falava.
— Oi querido como estás?
— Muito bem obrigado. Ally estes são os meus tios. John e Elisa. Tios ela é a Allison, a minha namorada.
— Oh! Anda cá querida!
Os dois me puxaram para um apertado abraço.
— Deves ser a filha da Tamara certo?
— Sim.
— Logo vi. És muito parecida com ela. Bem, onde está Leigh?
— Lá ao fundo.
Vi eles se afastarem. Eu gostei mesmo muito deles. Estava a amar ter Lysandre me apresentando como namorada. Aí que sonho.
— Hey Lysandre! — Nós viramos e eram os rapazes que estavam com John e Elisa. — Quem é a menina?
— Allison estes são os meus primos. Christian e Logan.
Christian era o de cabelos loiros e olhos azuis e Logan o com cabelos loiros e olhos castanhos. Christian logo puxou minha mão e a beijou, Olhando para mim com um olhar sedutor que não resultava em nada. Seguido de Logan que imitou o ato.
— Prazer. — Eu disse.
— Oh não, o prazer é total e exclusivamente nosso. Agora se nos dão licença temos que ir por agora.
— Até logo. — Disse com um sorriso.
— Não me digas que caísse num truque tão barato.
— Calma Amor. Eles são teus primos. Tenho que falar com eles de uma maneira educada e ser amigável.
— Tudo bem.
— Agora, aonde é que se dança?
— Sério que te apetece dançar.
— Lógico. Nunca aproveitei as festas enquanto era uma simples criancinha até aos meus 17 anos. Acho que está na hora de ser a alma da festa. Onde está a minha companheira de dança?
— Refereste a Rosalya?
— Yá. Vamos procura-los! — Puxei a sua mão e fomos procurando a Rosa e o Leigh. Encontramos-lhes sentados em um banco conversando.
— Estamos a interromper?
— Não. Estava a dizer ao Leigh que preciso de dançar.
— Ai Rosa eu acho que nós estávamos mesmo destinadas para ser amigas. Eu pensei a mesma coisa. — Me sentei ao lado dela.
— O problema é que estas músicas são muito...
— Não é o tipo de música que estamos habituadas.
— Onde está a música electrónica?
— Têm que entender que isto é uma festa de Natal. Acho que as músicas são mais dirigidas aos mais velhos do que a nós que somos mais jovens.
— Precisamente por ser Natal deveriam pensar em todos nós.
— Vamos arrumar um jeito de dançar.
— Lysandre e Leigh! — Vimos uma rapariga de cabelos castanhos e olhos da mesma cor que aparentava ter a nossa idade a vir na nossa direção.
— Willow.
A rapariga cumprimentou Lysandre e Leigh dando desprezo total a Rosa e eu. Rosa olhou para mim com cara de quem queria uma explicação, mas eu olhei para ela encolhendo disfarçadamente os ombros.
— Willow está é a minha noiva Rosalya.
Rosalya se levantou para poder cumprimenta-la mesmo que Willow não demonstrasse muito interesse.
— E está é Allison, minha namorada.
— Oi. — Levantei-me para cumprimenta-la.
— Esta é nossa prima. Irmã dos rapazes que vieram falar connosco.
— Oh sim.
— Mas vocês estão todos comprometidos? Só espero que não fiquem chatos que nem velhotes e possam aproveitar a festa. — Willow era muito bonitinha. Tinha uma cara angelical mas roupa é que era provocadora. Ela usava uma blusa preta colada com um decote e uma saia azul que se ela se inclina-se mais um pouco tudo estaria a mostra. Estar 24 horas por dia com Lysandre me fez ganhar o hábito de não julgar as pessoas a primeira vista. É espero conhecer melhor Willow para que possa de facto saber como é sua personalidade.
— Podes ficar descansada. A própria Rosalya nunca me deixaria ser monótono ou parar de me divertir. De certa forma ela é o meu motor.
— Oh amor. Que lindo.
— Oh... que bom. — Disse com desinteresse. Parece que a conversa esta cada vez melhor. — Você estão aqui sozinhos os quatro. Os meus irmãos acham que seria melhor se ficássemos todos juntos. Afinal. Somos os únicos jovens que vieram a festa.
— Tens razão. — Disse Leigh. — Ótima ideia.
— Talvez. — Lysandre dizia com grande desinteresse. Dei uma cotovelada discreta nele.
— Tenta ser bonzinho. — Sussurrei.
Fomos para a varanda onde eles estavam, sentamos e Começamos a conversar. Eles faziam faziam pergunta para conhecerem melhor tanto a mim como a Rosalya.
— E de onde vens? — Perguntou Logan a mim.
— Austrália.
— Tinhas dito Japão da primeira vez que Armin te perguntou.
— Não considero Japão como a minha "terra Natal" Porque nem sequer sei falar japonês. E vivo desde os 4 aos 18 anos em Austrália.
— Leigh, estás noivo a quanto tempo?
— Não faz nem um mês. Mas eu e Rosa namoramos desde muito tempo.
— Por falar em namoro sabes que eu encontrei a poucos dias Leigh? A Betty. Ela mandou um beijo e diz que tem imensas saudades.
Pude ver a Rosa apertar um pouco mais a mão de Leigh mas sua face parecia indiferente. Ele vai ouvir das boas.
— Diga a ela que estou bem. Melhor do que nunca com o meu noivado.
— Lysandre e Leigh podem chegar aqui um minutinho? — Josiane chamava os dois. Lysandre apertou um pouco mais a minha mão.
— Vai.
— E deixar-te aqui?! — Sussurrou. — Querias.
— Vai já disse. Não confias em mim?
— Claro que confio não confio é neles.
— Eu já sou uma menina crescida.
— OK. Volto já. — Deu um beijo rápido em meus lábios e se retirou me deixando a sorrir que nem uma tonta a olhar para ele enquanto desaparecia entre o monte de pessoas que estavam lá dentro senti a presença de alguém a sentar repentinamente do meu lado me virei assustada e era Christian.
— Agora que o Lys já se foi é que podemos conversar a sério.
— Quer dizer que tudo o que perguntaste sobre mim era apenas enrolação?
— Nem mais. És bem esperta. E bonita.
— Obrigada.
— Manos lembram-se daquela vez em que...
— Cala-te Willow. Porquê que não vais procurar alguém para conversar?
Willow saiu da varanda naquele momento senti imensa vontade de dizer para ela ficar e não me deixar sozinha. Bem. Eu não estava sozinha. Rosa estava comigo mas estava demasiado ocupada a se livrar das cantadas de Logan.
— Eu quero que me fales de ti. Lysandre nunca falou de ti. A não ser que tu e Logan passavam as férias aqui quando eram crianças.
— Sim. Sou um rapaz que gostava de viver a vida, curtir, dançar, ir para festas, coisas de jovens. Mas também sou muito trabalhador. Inteligente, sou simpático e divertido. Apenas uma pessoa normal. É tu?
— Acho que já não tenho muita coisa para falar. Com o interrogatório que me fizeram.
— Ally eu volto já. Vou a cozinha.
— Eu vou contigo. — Levantou-se Logan.
— Eu também vou. — Eu estava a me levantar mas Christian discretamente puxou meu braço me fazendo sentar de novo. Fazendo um gesto ao Logan para sair com Rosa.
— Larga-me.
— Então és das difíceis han? Gosto dessas.
— Para com isso. Se soubesses metade das coisas que sei fazer não tocarias um dedo em mim.
— Pelo contrário. Quero que me mostres o que sabes fazer. — Ele agarrou minha cara e a empurrava para a dele mas eu virei-me a tempo. Não perderia tempo com gente como ele.
— Ultrapassaste os limites a muito tempo.
— Vá lá. Sei que queres tanto quanto eu.
— Hum. Todos são insistentes.
Dei meia volta e fui para o quarto de banho onde encontrei Rosa.
— Não disseste que estarias na cozinha?
— Sim. Mas este era o único sítio em que eu posso vir e não ter o Logan como sombra.
— Já Christian tentou beijar-me.
— Sério?! Vais contar ao Lysandre?
— Não. Foi só uma tentativa. Não quero estragar-lhe o Natal.
— Tens razão.
— E ele e o primo não se dão bem. O melhor é me afastar de Christian. Não quero problemas.
— Certíssimo amiga! Vamos sair daqui para encontrar os nossos Boys!
— Yá!
Saímos do banheiro bem outra vez. Encontramos Lysandre e Leigh com a Willow colada a eles.
— Não gosto nada dessa menina.
— Eu também. Talvez gostasse mais dela se parasse de se meter com o Lysandre.
— Vamos até lá.
— Oi rapazes. Sentiram a nossa falta?
— Sim. Perguntamos a Willow aonde estavam mas ela disse que não sabia.
— Apenas saímos para ter um papo de garotas.
A festa foi andando até ao momento da troca de presentes. Todo o mundo se reuniu junto a árvore de Natal.
— Este presente é para o meu filho Lysandre.
Lysandre abriu a enorme caixa e era um violão.
— Obrigado pais. — Josiane o puxou para um abraço e por um momento ele ficou aí especado mas depois retribuiu.
— E este é para o meu filho Leigh.
Leigh levantou a caixa e exclamou um "é pesada" então abriu-a no chão. Era uma máquina de costura com o nome dele.
— Obrigado pais. — Desta vez foi Leigh a abraçar Josiane.
— Este é para ti Rosa.
— Uau! — Disse ela quando abriu uma caixa com um colar de Ouro com uma esmeralda. — Muito obrigada.
— E este é para ti Allison.
— Não era preciso.
— Mas querida nós insistimos. Abre.
Abri a caixa com um colar de prata e uma safira linda.
— Obrigada Josiane! — Pulei para cima dela num enorme abraço. — Obrigada também George. — Abracei George igualmente.
Ganhei roupa de meus pais como quase sempre né?
A festa se seguiu com outras pessoas ganhando presentes. Só vieram três famílias. Já era bem tarde e os mais velhos decidiram ir dormir. Josiane permitiu continuarmos com a festa desde que a música não fique alta demais.
Rosa e eu fizemos a festa as duas. Em nosso grupo de sete, Lysandre e eu, Rosa e Leigh, Logan, Christian e Willow, eu e Rosa éramos as únicas a dançarem. Christian parecia ter excedido demais na bebida enquanto Logan parecia normal. Acho que estávamos um pouco alegres por conta das bebidas que as tias de Lysandre me incentivaram a beber. Eram muito fortes. É como eu não queria morrer sozinha puxei minha companheira de dança. O resultado? Duas raparigas ligeiramente bêbadas a dançar. Lysandre olhava para mim com um sorriso. Como se eu fosse uma criança a fazer algo estúpido. E não estava. Pois não?
— O quê que elas te deram?
— Elas quem?
— Minhas tias. Eu lhes vi conversando contigo e empurrando um copo para ti.
— Eu estou perfeitamente bem querido.
— Descansa Allison. — Lysandre me puxou para seu colo. Era tão fofa a maneira como ele se preocupava comigo. Fiquei a rir.
— Rosalya socorro.
— Deixa-a dançar.
— Acho que tu também tiveste a tua conta de dança e bebidas por hoje.
— Mas hoje eu nem sequer...
— Shh. Senta. — Ele disse mansamente tentando convencer a Rosalya a sentar-se. E com sucesso.
— Já que as feras estão mansas tenho um jogo para fazer. — Disse Logan.
— Qual é?
— Verdade ou consequência.
— Uhhh. — Eu e Rosa exclamamos.
— Não jogo isso desde aquela festa em tua casa. — Me lembrei de beijar Alexy e Castiel. Foi uma noite bem divertida.
— É verdade. Não jogava isso desde que namorava. — Todos nós rimos. Era como aquelas piadas ridículas da virada do ano. Passa de 31 de Dezembro a 1 de Janeiro e a pessoa diz "a um ano que não tomo banho".
— Vai ser tão giro.
Fomos buscar uma garrafa e começamos o jogo.
Logan x Allison
— Verdade ou consequência?
— Verdade.
— Enquanto gostava de Lysandre ou nesse processo de arrumar coragem para namorar com ele tu já beijasse alguém que fosse um amigo próximo dele?
— Já. Na verdade foram dois e com ele presente. Gente. Foi só um jogo. E Lysandre sabia disso. Na altura já gostavas de mim?
— Já. Passar aquela noite em casa da Rosa foi uma das melhores coisas que fizemos.
— Voltaram a girar a garrafa.
Willow x Rosalya
— Verdade ou consequência?
— Consequência.
— Bom... beija o Christian.
— O quê?! Ficou louca? — Acho que Rosa pensou que era uma brincadeira. Porque estava mesmo a rir.
— Acho que isto foi longe demais.
— E qual seria o mal?
Rosalya se levantou pronta para ir embora quando Christian segura na mão dela.
— Deixe Rosa em paz. — Leigh acerta Christian com um soco na cara. Ele quase que caia se não fosse Logan que o agarrou.
— Qual é Leigh? Foi só uma brincadeira. É aposto que ela quer tanto quanto eu. Não é Rosalya? Sua gostosa.
— Chega! Não falas assim com a minha noiva! — Leigh estava prontou para dar mais um golpe em Christian.
— Leigh pára! — George segurou a mão do filho. Como ele conseguiu chegar sem ninguém notar? Josiane e Elisa estavam mais ao fundo.
— O quê que se passa filho?
— O que se passa tio George? O que se passa é que o seu filho não sabe partilhar. Nenhum dos dois. Tantas beldades aqui. — Ele vinha lentamente na minha direção mas Lysandre afastou-me eu estava estática. O seu cheiro a álcool sentia-se de longe.
— Chris pára. — Apelou seu irmão.
— Cala-te.
— Precisas de ir para a cama. — George disse com calma. — Vamos para a cama.
George conseguiu levar-lhe todos suspiraram de alívio.
Menos eu.
Quase que nem prestava atenção a cena que né passava aqui. O quê conseguia ver apenas é um James furioso comigo ou outros matuloes do colégio a tentarem abusar de mim. Me ter a mão debaixo da minha saia a força, dizer coisas como "hoje tu serás o meu brinquedo sexual" "homens são perigosos" dizia o meu pai. "Tem cuidado com eles" nem todos ele pai. Nem todos.
— Ally? — Chamou Lysandre.
— Hum? — Não dirigi o olhar para ele.
— Sim. — Subi para o quarto sem esperar por ele. Quem diria que uma festa de Natal pudesse correr assim tão mal. A bebiba é algo perigo.
Tomei um banho e coloquei uma camisa de noite de renda preta. A primeira coisa que me apareceu. Não estava com disposição para nada apenas para dormir.
— Amor estás bem?
— Sim.
— Dizes uma coisa mas a tua cara diz outra.
— Eu só estou cansada. Como está a Rosa?
— Ainda está chocada pela atitude de Chris mas está bem.
— Bom. Muito bom. Já vais dormir?
— Sim.
Lysandre tomou banho, vestiu o pijama e deitou-se ao meu lado.
— Sei que geralmente eu espero que estejas pronta para me contar mas diz-me. Em quê que estavas a pensar quando aconteceu aquilo na sala?
— Muita coisa. Sou uma pessoa bem estranha sabes? Pensei em quantas vezes eu estive no lugar da Rosalya. — Sorri. — É um pouco estranho não? Mas se há uma coisa que fica sempre na tua cabeça são momentos maus.
— E tu vens com um grande bagagem?
— Eu não acho que seja grande porque eu nunca fui assim estuprada e essas coisas. Só assédio. Um atrás do outro durante a minha adolescência. Meus pais não desconfiavam de nada. Mesmo agora eles pensam que fui abusada quando... tu sabes... aconteceu aquilo. Mas não.
— Não?
— No princípio era essa a ideia. Má eu implorei para que eles fizessem tudo menos isso. E durante um mês, todos os dias, eu fui agredida física e verbalmente. Mais fisicamente não é? Porque havia vezes em que eles simplesmente entravam e batiam em mim. Sem ao menos dar um porquê. O que eles queriam era dinheiro. Eu me lembro ainda de uma vez em que eu estava a enganar Kile para que ele pensasse que gosto dele e assim deixar-me sair dali, mas ele descobriu e nesse dia eles foram tão... mas tão fortes que cheguei a vomitar sangue e desmaiar. Eu acho que essa era a parte boa. Porque não sentia nada. Desconfio que mesmo depois disso eles continuavam a bater em mim.
— Já consegues falar disso normalmente?
— Oh não! Tudo o que te estou a contar já contei ao psicólogo. É disse que é um grande avanço.
— E é mesmo. Ally tu és tão corajosa. A falta que senti de ti durante aquele tempo parece nada comparado ao que passaste.
— Acredito que sofreste muito também.
— Mas passou. Agora acredito que seja algo novo em nossas vidas.
— Eu esqueci de te dar o meu presente de Natal.
— Ally mesmo que não desses eu não iria me chatear.
— Abre Vida. Quero ver a tua reação. — A caixa era grande. Não muito pesada também. Assistia Lysandre analisando curiosamente a caixa.
Lysandre abriu e parecia chocado.
— Gostaste?
— Gostar não espressaria nada do que achei do teu presente.
Era um mural com fotos nossas. Fotos da praia, do dia das bruxas, depois de lutas de comida, daquela vez em que tentamos fazer lasanha e tinha uma bem recente que tiramos enquanto estávamos a nós beijar. Tinha fotos só minhas e só dele também.
— Tive que pedir imensas fotos para a Josiane.
— Mas como é que conseguiste fazer o mural aqui sem que eu desse por isso?
— Não fiz aqui. fiz em casa. Eu pedia a minha mãe que disse a Josiane fotos tuas inclusive de bebé olha. — Apontei para o Lysandre bebé de olhinhos heterocromáticos com a mão na boca. — E essa sou eu. — Uma bebé Allison com os olhos bem azuiszinhos.
— Eras uma bebé muito fofa.
— Você tambem não estava nada mal.
— Agora é hora do meu presente.
— Ele me deu uma caixinha preta e eu abri-a com um entusiasmo e um sorriso enorme na cara que desapareceu sem deixar rasto qua do vi o conteúdo.
— Lysandre... — Eu iria começar a chorar. Era um colar escrito Allison companhado de um anel com duas pedras, Uma cor de mel e outra verde. Como os olhos dele, e brincos de esmeralda. — Não... n-não — Eu comecei chorar.
— Gostaste?
— Estás a brincar? Eu amei! Eu te amo! Tanto, tanto tanto como o infinito! Mas sabes que não era necessário certo?
— Era necessário sim. Pelo menos o anel é indispensável.
— Porq... Não. Não me digas que...
Ele ergueu sua mão revelando o anel com as duas safiras tão azuis como os meus olhos.
— Allison eu amo-te e mesmo que nenhuma joia possa mostrar o quanto eu te amo eu continuo a tentar.
Subi pra cima dele o beijando com felicidade. Minhas lágrimas molhavam nossos rosto e risos abafados pelo beijo eram ouvidos. Eu não quero estar em outro lugar que não fosse perto desse homem.
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