This Is Miami,bitch!-2ª Temporada
13 Respire fundo.
Notas iniciais
Ah quero agradecer especialmente a LOHANA BALDINO pela linda recomendação *___*
#Victoria.
–Bom dia. -Digo, sorrindo ao ser acordada com beijos na nuca.
–Já estava começando a achar que você tinha entrado em coma.-Brinca Liam, me ajudando a me sentar no colchão e me apertando contra seu peito.
–Ai que engraçado você, já pensou em ser comediante?-Zombo, tendo uma careta como resposta.
–Algum de vocês viu a Megan?-Pergunta Jude, nos surpreendendo.
–Não...na verdade ela é que devia ter dormido comigo .-Murmuro, confusa.
–Pois é, mas ela e o Peter simplesmente sumiram.- Revela, com rugas de preocupação na testa.
Troco um olhar cúmplice com Liam e simplesmente não consigo conter o riso ao saber que mesmo depois de tanta teimosia e negação, o óbvio aconteceu...ou talvez estivesse acontecendo.
–Relaxa Jude, eles devem estar perdidos por ai.-Diz Liam.
–Pois é e tem mais viu, aquieta o pinto ai porque a Meg já tá em outra pelo visto. -Provoco.
–Acha que ela ficou com o Peter? Claro que não, eles são só amigos. -Garante.
–Não sei o que mais engraçado, sua idiotice ou sua inocência. -Retruca Liam.
–Acorda vei!A Meg tá ficando com o Peter!-Jogo, rindo da cara dele. -Até parece que não era óbvio, aff.
–Vocês dois devem estar fritos ai, vou procurar eles .Falou aê. -Se despede, se afastando da barraca.
–Tô achando que isso vai dar merda.-Confessa Liam, enquanto brinca com minhas coxas repousadas em cima de suas pernas.
–Pois é, se aquela doente com cabelo de água de salsicha descobrir vai querer esfolar a Megan.
–Mas...que tal se a gente deixar os problemas deles um pouco de lado hein? Acho que temos coisas melhores pra fazer...-Insinua, distribuindo beijos pela região da minha clavícula.
–Quanto tempo temos até a música voltar a rolar?-Indago, já tirando sua camisa.
–Uma hora e meia. -Sussurra de volta, me lançando um olhar cheio de segundas, terceiras e quartas intenções.
–Acho que é o suficiente. -Respondo, para logo em seguida puxá-lo para mim, encaixando nossas bocas em um beijo afoito e esfomeado
Logo o calor interno se torna insuportável e Liam começa a me despir euforicamente, abrindo o fecho do meu sutiã com tal agressividade que quase chega a quebrá-lo. Passo minhas mãos por baixo de sua cueca box e aperto a polpa de sua bunda, fazendo-o soltar um sorrisinho safado entre o beijo.
–Vocês ...-Interrompe Jude, entrando na barraca novamente.
–Puta que pariu!-Grita Liam, assustado.
–Foi mal ai galera, não queria atrapalhar. -Se desculpa, mas mesmo assim nem se dá ao trabalho de virar de costas.
–Dá pra sair daqui?-Rosno, cobrindo meus seios com o travesseiro.
Jude sai do transe hipnótico concentrado em meus seios e sai da barraca, quase babando na camisa.
–Merda...-Gemo.
–Que foi?
–Estragou o clima.
#Allison.
–Lembre-se do que eu disse, diga a ele que precisa estudar para um teste e não vai poder sair esses dias. -Relembro a Lucy uma parte de todo nosso plano bolado para “desmascarar” Luke.
–Dê um pretexto para ele se encontrar com a outra lá. -Insinua Ju.-Vamos ficar viajando a porta do quarto hoje e amanhã a noite para ver se alguém entra ou sai.
–E não se esqueça de manter a calma e não deixar ele desconfiar de nada. -Aconselha Jessie.
–Eu...eu não vou conseguir. -Desabafa, parando de andar.
–Você precisa. -Reforça Ju.
–Mas não vou! Vou começar a gaguejar e vou entregar tudo. -Diz, ofegante por conta do nervoso.
–Ok, repita comigo .-Murmuro, puxando a pelo braço e a forçando a olhar nos meus olhos.-Eu sou Lucy Price e sou uma universitária corajosa e muito gata.
–O quê?Eu não vou...
–Repita!-Insisto.
– Eu sou Lucy Price e sou uma universitária corajosa e muito gata.-Cede.
–Que resolve os problemas como uma adulta e não te medo de nada ,muito menos de vadias que se arrastam pra cama do meu namorado.
– Que não tem medo de nada, muito menos de vadias que se arrastam pra cama do meu namorado. -Repete, revirando os olhos.
–Agora vai lá e resolva seu problema como uma adulta. -Murmuro.
– Agora vai lá e resolva seu problema como uma adulta .-Repete.
–Não era pra você repetir isso sua idiota, era pra você ir até lá e resolver essa merda.
Lucy suspira fundo e marcha em direção a mesa da cafeteria onde Luke está sentado.
–E agora? O que fazemos?-Indaga Jessie.
–Nos escondemos e esperamos para ajuda-la caso tenha um colapso nervoso.
#Lucy.
– Oi amor, tudo bem?-Cumprimenta Luke, ao me ver se aproximar.
–Tudo...e então, o que vai fazer essa noite?-Pergunto ,tentando controlar os batimentos acelerados.
–Tenho um trabalho em grupo pra fazer, mas acho que termino antes das seis da tarde e tava pensando em ficar de bobeira com você depois lá no quarto, o que acha?
–Er...não vai dar, tenho que estudar para um teste. Foi mal. -Minto, suando de tanto nervoso.
–Aff Lucy que merda, eu quase não fico com você dia de semana. -Chia.
–Eu sei amor, desculpa. Mas tenho que estudar.
–Tá de boa, vou ficar jogando x-box então.
Seu celular que está em cima da mesa começa a tocar e rapidamente consigo ver a foto de uma loira platinada na tela. Antes que eu consiga identifica-la ou menos ver se é bonita, Luke pega o celular e rejeita a chamada.
–Tô indo viu princesa? Tenho que ir fazer o trabalho. -Se despede ,me dando um selinho e saindo da mesa digitando uma mensagem no celular.
Assim que ele se afasta o suficiente , afundo minha cabeça na mesa, tentando cavar um buraco e enfiar minha cabeça...junto com minha dignidade e orgulho rasgado.
Não...eu estou ficando doida, é tudo pressão, Luke jamais faria isso comigo. Ele me ama.
–E ai, como foi a conversa?-Indaga Ju, se sentando a minha frente. -Fez tudo direitinho? Não pode deixar ele desconfiar.
–Eu não posso fazer isso, não posso mais ficar testando a fidelidade do Luke assim, ele me ama, eu sei disso.
–Mas Lucy...-Começa Alli,mas eu logo a interrompo.
–Não quero ouvir nada, parem de ficar colocando pressão! Que tipo de amigas vocês são? Deviam querer me fazer feliz e não ficar fazendo intriga.
–Lucy ,a gente só não quer que você se machuque...
–Eu não vou me machucar se vocês pararem com isso! Eu estou feliz com o Luke e confio nele ,me deixem em paz.
Alli começa a falar algo, mas a corto, me levantando da cadeira e indo embora.
#Megan.
A luz do sol bate forte em minha cabeça e os bíceps duros de Peter já estão vermelhos por conta de terem me servido de travesseiro durante a noite. Me levanto e olho para o horizonte, fitando a estrada deserta e o mato em que eu e Peter acabamos adormecendo.
#Flashback On.
Peter se arrasta comigo nas costas pela estrada de jujubas, que são amassadas pelos seus pés.
–Ali Peter, siga o arco-íris! -Berro, apontando para o arco colorido no fim da estrada.
–Eu não estou vendo nada. -Murmura, me segurando pelos tornozelos para que meu corpo desleixado não deslize de suas costas para o chão de jujuba.
–Não pare de andar, estamos pertos. Tenho certeza que há um duende me esperando do outro lado do arco-íris.
–Eu estou cansado. -Grunge, indo para a grama de Fini na beira da estrada.
Ele me tira de suas costas e eu caio deitada na grama. As estrelas brancas se destacam no céu roxo roseado, formando diversos desenhos.
–O que você está vendo?-Sussurra, apontando para as estrelas no céu.
Me concentro no formato das constelações e consigo ver uma língua bifurcada lambendo um pescoço masculino.
–Um casal, eu acho. Ela parece estar lambendo o pescoço dele. E o que você vê?
–Você. -Responde, se virando para poder olhar em meus olhos.
Sabe se lá porque começo a rir de maneira descontrolada e paro, subitamente. Abro os braço e começo a movimentá-los na tentativa de sentir a grama roçar em minha pele.
#Flashback Off.
O toque do meu celular me puxa do flashback psicodélico. Me levanto assustada, procurando o Iphone 5.
–Alô, tia Nina?-Indago, atendendo a chamada.
–Megan? Consegue me ouvir?-Grita.-.-Eu....falar....é importante....essa semana....estar aqui?-Murmura, tendo a ligação cortada várias vezes.
–Não consigo ouvir nada! O sinal está horrível.
–O quê?....outro...lugar....não....ouvir.....
Finalmente a ligação cai, me deixando totalmente confusa e curiosa. Coloco o celular no bolso novamente e me sento na beira da estrada, olhando ao redor e percebendo que não faço ideia de onde estou.
–Que lugar é esse?-Indaga Peter, finalmente despertando.
–Alguma estrada da Geórgia. -Respondo, me deitando no asfalto, pronta para ser atropelada pelo primeiro carro que passar.
–Que merda...-Range. -Cadê a galera?
–Não faço ídeia, só sei que preciso tomar um banho urgente e ir pra casa.
Peter ignora minhas reclamações e se levanta, olhando ao redor e tentando se localizar.
–Isso não é um acampamento de rave.-Murmura.
–Ah, não me diga.
Peter suspira e se senta ao meu lado, fitando o horizonte e tentando lembrar o caminho de volta pro acampamento.
–Faz alguma ideia de como voltar pra lá?-Indago, já derretendo debaixo do sol quente.
–Nenhuma.
–Que merda! Eu quero sair desse deserto.
Me levanto de forma brusca e solto um grito, chutando uma pedra no meio da estrada com toda a minha força.
–Aiiiiiii.-Gemo, mordendo o lábio para conter um berro.
–Porra Megan, você é burra pra caralho. –Resmunga.
–Cala a boca e me ajuda aqui, tá doendo muito!
Peter se levanta e me apoia em seus ombros, me colocando sentada em cima de outra pedra no mato ao lado da estrada. Ele tira meu tênis e a meia com toda a delicadeza que um homem é capaz de ter, avaliando meu pé tamanho 37 que tem o dedão sangrando a beça.
–Que chulé hein. –Brinca.
–Eu não tenho chulé seu imbecil! Para de falar merda e me ajuda, meu dedo tá sangrando!
–Eu não sou cego não cacete, mas não posso fazer nada.
–Aaaaai.-Gemo novamente, encarando o sangue.
Peter me encara com pena e arranca um pedaço da sua camisa, fazendo-a de atadura para o meu pé. Por um segundo inteirinho nossos olhares se encontram, fazendo-me recordar detalhes da noite anterior e um calor confortável se aloja em meu peito.
#Flashback On
A língua de Peter explora o interior da minha boca com avidez enquanto eu me ocupo a alisar sua pele escamosa. Um duende de quase meio metro de altura e barba branca passa correndo por nós e solta uma risada ,me encarando .Imediatamente me desprendo de Peter e o puxo pela mão, na tentativa de alcançar o duende fofinho.
#Flashback Off.
O barulho de uma picape se aproximando nos puxa de volta a realidade.Me apoio em Peter para levantar e vamos para á beira da estrada, balançando os braços e gritando por carona. A picape encosta e abaixa o vidro, revelando um velhinho com cara de fofo.
–Precisam de ajuda crianças?-Pergunta, com uma voz meiga que com certeza faria Lucy querer apertar suas bochechas.
–Será que pode nos dizer aonde estamos?-Pergunta Peter.
–Pelo visto tiveram uma noite agitada hein .-Murmura, avaliando nossos trajes sujos e rasgados, no caso de Peter. -Mas bom, estão na divisa entre Chattahoochee Hills e East Point, estou indo para Atlanta e posso deixa-los em East Point se quiserem.
–Não, nosso acampamento é....
–Claro, muito obrigada! Minha amiga machucou o pé e mal consegue andar, será que pode nos deixar no Hotel Dexmon?-Me interrompe Peter.
–Claro, sem problemas .Entrem ai.
Damos a volta na picape e nos esprememos para caber no banco do acompanhante.
–Então...estavam naquela festinha em Chattahoochee não é?
–Como o senhor sabe?-Se surpreende Peter.
–Ah já fui jovem também, sei reconhecer o cheiro de vodka e drogas de longe. -Murmura, nos fazendo rir.-Mas o que aconteceu para vocês virem parar no meio de uma estrada?
–Essa aqui começou a alucinar e me fez vir atrás de um duende e um arco-íris, sei lá.
–Deixe-me adivinhar...andou tomando uns docinhos?
–Er, tipo isso. -Rio sem graça.
O velhinho chamado Hudson May conversa com nós animadamente durante todo o caminho, nos deixando no hotel com a recomendação de que procurarmos Peyote, um tipo de droga psicodélica.
–Tem certeza que pode dançar com esse pé todo fudido?-Murmura Peter, enquanto manobra o Audi para voltarmos ao acampamento. -Posso te deixar aqui se quiser.
–Já passei por coisas piores Peter, até parece que vou perder essa rave por causa de um machucado de merda, eu iria dançar nem que estivesse sem as duas pernas.
–Ai que lindo,na hora de dançar nem liga pro machucado, mas quando é pra te carregar da picape até o Audi o pé tá quase caindo né?
–Isso se chama representação, meu amor.- Revido, rindo.
Ele ri comigo, me olhando nos olhos e sinto aquele calor voltar novamente, arrepiando minha pele. Percebo que nossos olhares conectados provoca a mesma reação em Peter, que me fita com ansiedade, traçando meus com seu polegar, sua respiração bate em minha bochecha e ele se aproxima ainda mais, deixando seus lábios a centímetros do meu. Antes que ele os toque, meu celular começa a tocar fazendo-nos pular de susto como se estivéssemos sendo pegos em flagrante.
–Megan, finalmente consegui falar com você! Aonde você está, garota?-Brada tia Nina.
–Estou na Geórgia tia,o que aconteceu?
–O seu irmão vai nascer amanhã de manhã cedo, você precisa estar aqui.
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