This Is Life

30 The Final - Part.2


Notas iniciais
Gente, então acho que é isso, tinha dois finais preparados o fixo - caso vocês não quisessem segunda temporada - e esse com um pouquinho de suspense. A segunda temporada da fic eu vou postar aqui mesmo, então considerem isso uma passagem de tempo. Agora, o capitulo...

~ POV PEDRO ~

Ainda bem, enfim cheguei em São Paulo, ficar com minha branquinha depois dessa longa semana. Tudo na mesma, atendi umas fãs, comi alguma coisa e fui voando pra casa. Meu celular tocou.

- Cara o que você quer? Eu já disse que eu quero romper com tudo do passado. – Falei nervoso.

- Calma Pedro, eu também quero, só que é importante.

- Fala logo, Anderson. – Falei impaciente.

- Leandro, ele saiu da clinica. – Gelei.

- Que? Como assim? Ele não foi diagnosticado louco?

- Ele tá curado. – Ele falou preocupado.

- Como tu sabe disso?

- Ele veio aqui em casa, deixou os videos. – agora ferrou.

- Quebra isso! – Gritei.

- Eu já quebrei, só tem um problema... – não podia ser isso. – Teu video não tá aqui. Ele falou que podia ir em paz, que ja fez justiça. – Desliguei o celular e respirei fundo, isso não podia estar acontecendo.

Abri a porta e encontrei o que já esperava, Joana sentada no sofá, chorando, me aproximei dela, quando ia tocar seu cabelo ela se afastou.

-Não toca em mim. – falou entre os dentes.

- Joana deixa eu... – Ela se levantou secando as lagrimas.

- Você não vai fazer mais nada. Vamos fingir que isso nunca aconteceu. – ela quebrou a fita. Veio andando até a mim. – Vamos fingir que a gente nunca aconteceu. – tirou a aliança e jogou no hão, segurei seu braço antes que ela passasse por mim.

- Você não entende, eu não sabia que era ele, eu ia morrer... – ela soltou seu braço.

- É logico que eu entendo Pedro! Meu ex-namorado era o mentor desse jogos, acha que eu nunca joguei? Eu sei o que acontece! Quer saber de uma coisa? Na festa do nosso casamento, em que você me falou tudo aquilo, eu perdoei o assassino do meu pai, e agora sabendo que é você, eu digo: Eu te perdoo por ter matado o meu pai. Mas eu não posso perdoa-lo por nunca ter me falado isso.

- Eu tinha medo de te perder. – Sussurrei com a voz embargada pelo chora contido.

- Você já me perdeu. Eu não vou contar nada pra ninguém, fica tranquilo. – Ela beijou minha testa e saiu.

~ POV JOANA ~

Dirigia rapido mas com cuidado, a ultima coisa que eu ia querer agora era sofrer um acidente ou causar um. As palavras de Dalila vieram a tona. Meu filho precisava de mim mais que tudo.

-Mamãe vai cuidar de você. – Sussurrei tocando minha barriga.

Entrei na casa da minha mãe, Leni estava lá, otimo assim não iria precisar falar duas vezes.

-Filha, que bom que você apareceu! – minha mãe disse sorrindo, engoli o choro, niguem ia ficar sabendo disso, não iria destruir a vida do Pedro, mesmo ele tendo destruido a minha, eu ainda o amo.

- Oi Joana, senta aqui com a gente! – Leni disse, senti uma tontura muito forte e fui correndo pro banheiro, coloquei o mundo pra fora de tanto que vomitei. Abri a porta e vi as duas me encarando assustadas.

- Parabéns vovós! – Falei enquanto ia pra cozinha, peguei abacaxi e nutella. Desejo de gravida u.u .

- Joana o que tá acontecendo? – Minha mãe perguntou assustada.

- Simples: Anulem o contrato, eu estou gravida. – Leni veio correndo me abraçar.

- Meu Deus! E o Pedro? O que ele disse? – Respirei fundo, agora vem a parte dificil.

- Gente, eu fiz o que vocês queriam, engravidei, eu não contei pro Pedro e eu não quero que ele fique sabendo. – Falei calma.

- Como assim?! Ele tem direito de saber que vai ser pai! – Leni protestou.

- O Pedro errou comigo. De novo. Dessa vez não tem volta, eu não quero olhar pra ele, essa criança será um motivo pra que eu faça isso. – Elas me olharam com pena. Não percebi que estava chorando. – Tudo que eu mais queria era cuidar do meu filho junto dele.

- O que ele fez? – Minha mãe perguntou.

- Eu prometi não contar pra ninguém, eu amo o seu filho Leni, só que desde que eu cheguei aqui eu só tomo na cara. – Ela assentiu. – Eu ia contar hoje...

- Você acha que consegue ter um filho sozinha Joana? É muita responsabilidade... O Pedro pode...

- Eu consigo! Eu já sei o que vou fazer, eu só quero acabar logo com tudo isso. – Falei suspirando.

- Vamos fazer alguns exames, e eu vou preparar toda a papelada pra anulação do contrato. – Leni disse serena. – Eu vou acompanhar você durante todo esse periodo, serei presente à essa criança. – Concordei com a cabeça e encarei minha mãe que se manteve em silencio.

- E você mãe. – Depois disso só me lembro de ser esmagada até a morte. ~le abraço de mãe ~

(...)

-Você tem certeza que quer fazer isso? – Dalila perguntou pela milesima vez.

- Tenho não vai ser um vôo atrasado que vai me fazer mudar de ideia. – Respondi lendo uma mensagem do Heric, ele já estava em Londres, iria me pegar no aeroporto.

- Eu tenho direito de acompanhar meus sobrinhos! – Sim, eu estava gravida de gêmeos.

- Pra isso eles precisam nascer. – Falei rindo e ela balançou a cabeça e se afastou pra falar no celular.

~ POV PEDRO ~

O que foi que eu fiz? Por que eu sou assim? Por que toda vez que eu e a Joana estamos bem eu faço algo pra estragar? Sua aliança está na caixinha, embaixo do meu travesseiro, parece ridiculo mas eu ainda vou coloca-la de volta no deu dedo. Nem que precise ser de joelhos. Ela não entende, ela falou que eu a perdi. Eu? Eu morri, morri. Tudo o que eu tinha e bom foi embora. De vez. O que eu faço agora.

-O que eu faço? – perguntei pra mim mesmo. Talvez a resposta esteja nesse telefonema da Dalila. Atendi o telefone. – Dalila! Onde ela tá? Você sabe pra onde ela foi? Me fala, por favor.

- Calma! Tá no aeroporto de Congonhas, vem rapido, o vôo atrasou uma hora, dá tempo né? Pedro? Pedro? Tu tá ai?

- To me arrumando, chego ai rapidinho.

- Vem com cuidado! – Eu ri.

- Pode deixar, quero trazer minha branquinha pra casa inteiro. – ela riu.

- Vem logo, grilo.

-Calma, já to indo, obrigado, mesmo.

Desliguei e já tava de jeans e colocando uma camisa, peguei meu celular, as chaves do carro e fui pra garagem. Dei a partida no carro e fui. Quando parava nos sinais ensaiava o que dizer, não saia nada, logico. Que saudade que eu tava dela, da sua boca, do seu sorriso, da sua voz chamando o meu nome, tudo me fazia lembrar dela. Cheguei. Corri, corri muito.

-Dalila? – ela atendeu. – Tem um monte de gente aqui, onde vocês estão? – perguntei.

- Tu já chegou?

- Já, fala onde vocês estão. Por Favor!

- Perai...

- Com quem você tá falando, Lila? – Alguem perguntou.

- Com o Lucas... hehe.

- Era a Joana?

- Ufa, era. Estamos perto do check-in, tipo quase do lado,vem logo! – Eu corria, algumas pessoas me reconheceram, muitas iam atras.

- Encontrei vocês! Valeu. – falei ofegante.

A medida que eu me aproximava mais eu ficava nervoso, com algo no peito, se ela disser não? Se ela viajar? Se ela voltar com o Hector? Só via uma menina de meio metro, de costas pra mim, que saudade.

-Joana. – Ela suspirou e se virou lentamente.

-O que foi Pedro? A gente já conversou e ...

- E eu preciso de você. Muito. Eu sei que errei, mas o que eu falaria? Joana, eu não fui bom, não fui o suficiente, mas eu te amei. Te amo. Sinceramente, quando você foi embora, quando você jogou sua aliança no chão... a vida saiu dos meus olhos, agora mortos por saber que amanha você não estará comigo. O brilho foi embora quando soube que você não vai mais sorrir comigo.

- Você mentiu pra mim Pedro. – Ela chorava contidamente, uma pequena multidão observava.

- Me perdoa Jo... – agora eu chorava também. – Por favor... o que eu faço agora?

- Vai pra cama com uma vadia qualquer e em esquece, não foi isso o que você sempre fez?

- Ela não vai ter o seu cheiro, seu sabor, ela não é você.

- Eu não posso fazer nada.- Disse secando as lagrimas, a frieza na sua voz me matava. – Pedro, desde que eu cheguei aqui me magoei, claro que tivemos bons momentos, e foram muitos, só que eu cansei.

- Joana ,eu te amo, de verdade. Eu quis te proteger, mas como sempre me enganei, foi pior que seu eu tivesse contado antes. Ai Joana eu não sei o que eu faço. Só quero te beijar e te levar pra casa, cuidarei de ti e tudo vai ficar bem novamente. Mas não é facil. Tudo o que é bom não vem facil.

- Pedro... – A primeira chamada do vôo dela ecoou pelo silencio de todos que prestavam atenção. – Eu preciso ir.

- Para nossa cama. Sabia que sua aliança tá embaixo do meu travesseiro, daí eu te entrego, quando você voltar, de joelhos e tudo. Como eu sou burro! Esqueci a aliança! Não tem problema, eu pego qualquer coisa, pequena. – Peguei em sua mão, estava em prantos ainda. A segunda chamada do vôo dela ecoou pelo ambiente, as pessoas nos olhavam com ansiedade.

- Não faz assim Pedro. – Me aproximei dela.

- Assim como? – Aproximei nossos rostos.

- Pedro eu... – Colei nossas testas, comecei a dar um breve sorriso, rocei nossos labios... Ultima chamada pra seu vôo. Ela olhou diretamente em meus olhos e eu pude ver uma lagrima escorrer pelo seu rosto. – Eu preciso ir. – Ela saiu correndo.

- Não... não...

A multidão já havia ido embora, claro que ainda tinha muito burburinho sobre o fato, mas graças a Deus nada de paparazzi nem câmeras. Entrei no carro com Dalila ao meu lado, apoiei minha cabeça no volante arrazado.

-Ô Pedro... Pelo menos você tentou, disse o que sentia.- Ela estava passando as mãos nas costas , como conforto.

-Então é assim?Poxa, sempre tem um final feliz.

-Vai ver não acabou. Vai ver não é o final, Pedro.

-Ela vai ficar com o Hector, né?

-Pedro o Hector tá noivo. O que tinha entre eles já acabou, ela não vai ficar com ninguém.Só vai descansar de tudo e de todos.

-Eu preciso ir para Londres.

Notas finais
Então, anjos, será que o Pedro vai pra Londres, será que ele vai descobrir que a Joana tá gravida? Foi tão triste ler o que o Pedro fala pra ela no aeroporto... Logo mais , capitulos novinhos pra vocês minhas lindjas. :**