Notas iniciais
Gente vocês são muito agressivas! Tadinho do Hector..

CAPITULO 13

— Ele ficou com a Phoebe.

Me levantei, peguei o telefone e liguei para ele, obvio que eu fiquei chateada, mas quem era eu para exigir alguma coisa? Heric apenas me encarava, sua expressão era de pena, ele sabia que dali tudo acabaria. E ele foi o nosso “ cupido “.

— Hi, Hector.

— Joana! Ia ligar para você. Heric falou né?

— Sim. – eu estava sendo o mais fria a direta que eu conseguisse, e meu coração deixasse. – Ele me disse outra coisa também. Sobre a Phoebe.

— Deduzi que ele falaria. Nunca conseguiu guardar meus segredos com você. Foi no dia em que eu te liguei. Estava bêbado. Eu juro.

— Não foi culpa do Heric. E eu não estou te julgando. Quando eu fui embora, e principalmente depois daquela ligação ficou bem claro que nós não tínhamos mais nada. Heric só me contou isso, depois que eu disse para ele que fiquei com Pedro. – Heric me encarava com uma cara de quem não estava acreditando no que estava vendo. E principalmente ouvindo.

— Não estou com raiva de você.

— É exatamente como eu me sinto. – E era mesmo, não estava com raiva dele. Acho que eu ainda sentia algo por ele, mas como o Heric falou. Hector e Heric eram os meus irmãos mais velhos. E esse sentimento que eu tenho pelo Hector, sentimento de irmão nunca vai morrer.

— Ontem eu me lembrei da nossa ultima noite juntos. “... ou apenas sentados na varanda conversando sobre como foi o nosso dia, eu como seu melhor amigo, e você como minha melhor amiga”. Lembra disso? – não aguentei e comecei a chorar, fraquinho.

— Lembro. Logico que eu lembro. E concordo.

— Você ainda é minha melhor amiga né?

— Não sei...

— Como assim? Para de chorar por favor? Me sinto impotente, por não poder estar ai para enxugar tuas lagrimas.

— Você ainda é meu melhor amigo? – A essa altura Heric já estava quase me enforcando. Ele me obrigou a colocar no viva voz.

— Não sei...

— DEUS! Parem de viadagem. Vocês se amam. E eu amo vocês. E vocês me amam. – nos três gargalhamos. – Então por favor, voltemos a ser um trio.

— Concordo!

— Concordo!

— Concordamos!

— Petit? Você e a Phoebe estão mesmo juntos?

— Você realmente quer falar sobre isso?! – O pior é que eu queria.

— Eu quero que você seja feliz.

— Mesmo que seja com a Phoebe?

— Quem sempre implicou comigo foi ela... e eu nem sei o porque.

— Por causa de mim. – Claro...

Acordei com uma dor de cabeça horrível. Estava deitada na varanda, com o violão do meu lado. No tapete estava o Heric. Uma cena, bem estranha. Me levantei, passe pelo Heric pisando em sua barriga, lógico que ele acordou. Fui para o banheiro, tomei um banho e deixei que ele tomasse o dele. Coloquei uma roupa de ginástica, esperei que ele se arrumasse e descemos para ir tomar nosso café. Obvio que todos estranharam nossas roupas. Não falamos nada. Acabamos de comer e saímos. Iríamos para academia. Há! Eu ia para academia em Londres, por isso nem me importei tanto, já estava acostumada. E como desde que eu cheguei no Brasil eu só comi e não me exercitei, vamos voltar aos costumes. Na academia Heric parecia meu namorado, quase arrumou briga com um cara que tentou me beijar. Serio, o cara chegou do nada me agarrando, parecia cena de balada, a única diferença era que eram dez horas da manha. Heric não era fraco, não mesmo tinha um corpo maravilhoso, só que não sabia usar. Fomos embora 12:00, minha intenção era ficar mais tempo, só que eu já estava ficando incomodada com os marmanjos me olhando. Eu não sou feia de corpo, pelo contrario, como eu não sou muito alta, fica meio achatadinho, cria volume. Só que é chato quando fica todo mundo olhando. U.Ú Heric me deixou em casa e ia voltar para a sua, mas eu o fiz mudar de idéia falando que Pedro iria passar na minha casa mais tarde e eu precisava de alguém para me distrair. Tomamos nosso banho, almoçamos, vimos filme, e a hora não passava. Quando deu 15:50, eu disse que quando Pedro chegasse era só mandar ele pro meu quarto. Fiquei deitada no colo do Heric jogando pedra, papel e tesoura, sei, muito divertido, estava ganhando dele por 3 pontos, quando bateram na porta, já imaginava que fosse o Pedro, por isso, mandei entrar. Ele entrou sorrindo, mas seu sorriso logo se desfez ao me ver. Engoliu em seco.

— Oi, Joana.

— Oi Pedro. – Me levantei rapidamente. – Pedro esse é o Heric, meu amigo, Heric esse é o Pedro meu...

— Noivo. Prazer Heric. – Ele esticou sua mão.

— Melhor amigo. Prazer Pedro. – Ele repetiu o gesto. Ambos estavam fazendo força, e ninguém queria ser o primeiro a soltar, me segurei muito para não rir.

— Bom chega de apresentações neé? Eaí Pedro, como estas?

— Estou bem, melhor agora –É isso mesmo que eu ouvi produção? – Mas, eu estava pensando se a gente poderia sair. – ele estava com a mão na nuca. Sinal claro de nervosismo, achei fofo.

— Claro. Heric já tava indo embora, né? ~ Le olhada intimidadora~

— É estava. Preciso ir pra casa, tenho que estudar. Faculdade. –Ele fazia pausas longas entre as frases — Até qualquer dia Pedro. – Ele pegou a mochila e saiu rindo.

— Então... Aonde vamos? – Pedro me olhava serio. Aproximou-se, chegou bem perto de mim, roçou nossos lábios, fechei os olhos, ele sussurrou no meu ouvido.

— Surpresa. – se virou e foi andando, que droga! Fui atrás.

Entramos no carro, e depois de um tempo de silencio ele me perguntou:

— Então o Heric, é seu amigo mesmo?

— Não, ele é meu Melhor Amigo.

— Hehe, amizade... colorida? – WTF?

— Não, não é uma amizade colorida.

— Qualé, se conhecem desde quando?

— Sete anos.

— Nunca ficaram? – Tá querendo saber demais.

— Nunca. Serio.

— Ok, então se você diz ...-Ele abaixou a cabeça e deu um sorrisinho – Bom chegamos. — Era um beco. Só isso.

— Como assim?! – Ele gargalhou.

— Tem uma porta no fundo, ta vendo? – Balancei a cabeça afirmando. – É meu esconderijo. Não tem perigo, não. – Saímos do carro e ele abriu a tal porta, bom, o lugar por dentro era bem melhor que por fora. Entramos, tinha uma bateria, baixo, guitarra, e violão, um sofá, geladeira, era bonitinho.

— Por que Pedro Lanza precisaria de um esconderijo? – Ele não respondeu, ficou apenas me encarando. – Hum?

— Repete?

— Por que Pedro Lanza precisaria de um esconderijo?

— Você fica tão sexy quando diz Pedro Lanza. – Como?

— Que gracinha. – Ele foi chegando perto, e eu fui indo para trás, parei quando toquei o sofá.

— Eu to falando serio. – Ele me deitou no sofá, e ficou um tempo me observando. – Você é tão linda, pequena, sensível. – ele se deitou por cima de mim se apoiando nos cotovelos, e começou a beijar meu pescoço, foi subindo os beijos até meu queixo e mordeu meu lábio inferior.

— Você não respondeu minha pergunta. – Eu disse com a respiração cortada.

— Eu ainda estou esperando minha resposta para a pergunta que eu te fiz ontem. – Ele ia me beijar, mas eu desviei, ele me olhou confuso, fiz sinal para ele sentar, e assim ele fez, respirei fundo, sentei e olhei para ele que ainda esperava uma explicação.

— Desculpa, mas minha resposta é não.

Notas finais
Malz pelo capitulo pequeno. Provinhas chegando, e professora chata de francês...