Notas iniciais
Mais um pra vocês! ÊêÊ

~ CAPITULO 7 ~

- ... – Você tem uma banda... – Eu sussurrei, isso tornava as coisas completamente mais difíceis.

- - Tenho.

- É bastante conhecida, né? – Foi então que eu achei um livro dentro da caixa. – Nem precisa responder... – Eu falei erguendo o livro e rindo fraco, ele também riu.

- Pela sua reação eu faço idéia que você viu alguns “ contras” né?

- Talvez. – Eu dei de ombros e ele começou a falar.

- Sem querer ser chato, eu vou te que te falar todos eles, minha mãe disse que seria melhor que eu contasse.

- Sei, conheço a historia, nós sempre somos mais experientes no assunto, quando na verdade, tudo não passa de um “ Antes ele do que eu “ . – Ele balançou a cabeça positivamente e continuou.

- Bom o nosso “ relacionamento” – Ele fez aspas com as mãos – fica um pouco mais... delicado, eu sou famoso, e antes de nos casarmos, teremos que ... fazer ... cena, durante um tempo – eu arqueei uma sobrancelha e ele explicou- eu tenho fãs, eu não posso simplesmente me casar, tem imprensa, uma serie de coisas, que impedem um simples casamento civil...

- Tá querendo dizer que vai ter cerimônia?

- Vai ser na praia... – Eu me levantei e fui para varanda novamente, já não bastava destruir minha vida? Tinha que fazer isso ser uma comemoração! – Joana, eu não queria ter qu...

- Pedro, eu preciso de um tempo para absorver as informações...

- Claro... – Ele tocou meu ombro de leve – Desculpa... – Eu segurei seu pulso quando ele se virou para ir embora e o puxei de leve.

- A culpa não é sua...

- Será? Eu tentei achar um culpado para isso desde quando minha mãe me deu tal bombástica noticia, e falhei.

- Será que tem um culpado? – Eu soltei seu pulso, e ele foi andando em direção a porta.

- Quem sabe? – Ele perguntou me olhando por cima do ombro, soltando o ar pesadamente.

- Quem sabe? – eu sussurrei para mim mesma. Sua idiota! Você ta fazendo isso errado! Ele não tem culpa, nem sei se tem um culpado, mas já que vai ser assim durante um bom tempo, que seja feito direito. Com um pouco de graça, podemos nos divertir bastante com tudo isso... – Pedro! – Eu gritei antes que ele fechasse a porta do quarto dele e fui em direção a mesma com um sorriso no rosto. – Nada disso ta sendo fácil – Eu comecei a falar quando já estava frente a frente com ele – Mas, nós não precisamos tornar tudo ainda mais difícil nos fazendo de vitima... – Ele arqueou uma sobrancelha e eu expliquei melhor – Pedro, podemos fazer tudo isso, sem melancolia... com um pouco de graça, afinal não quero ter que ficar olhando pra você todos os dias com um olhar triste, e pior, não quero receber um olhar triste em troca. Que tal irmos ao shopping amanha ? Colocar o nosso plano Pedro Gabriel comprometido em ação, hum? – Minha vez de levantar uma sobrancelha, fiz biquinho... ele pensou, pensou, e sorriu, acenando positivamente com a cabeça, meu primeiro impulso foi abraçá-lo e o primeiro impulso dele foi me pegar no colo e girar no ar. KKK’ acreditou né... apenas sorri e estiquei a mão direita para ele pra propor uma coisitha.. – Sem drama? – Ele riu, apertou a minha mão, estufou o peito e concordou.

- Sem drama, Senhorita Bellucci.

- Bem melhor assim, senhor Lanza. – Imitei sua pose e voltei para meu quarto. Banho I Need You. Durante o banho esta pensado na cerimônia, casar na praia... que cafona, o chato seria fazer tudo aquilo que as noivas fazem na maior felicidade do mundo, escolher o vestido decoração, minha mãe deve ta achando que ta brincando de Barbie comigo, só pode. Saí do banho mais leve, nossa, como eu amo tomar banho frio. Serio. Nossa que fome! Só havia almoçado hoje, lá em casa, tava com uma preguiça de sair pra jantar... estava vestindo um pijama dos bananas de pijama só que em vez de calça era short, comportado. Vou pedir uma pizza, será que o Pedro topa? Eu não sei ler mentes, então fui perguntar, quando dei um paço para fora dei de cara com o Pedro, na deixei transparecer o susto que eu tomei, mas o meu coração tava igualzinho a bateria a Beija-Flor. ¬¬’

- Tá com fome? – Eu perguntei disfarçando o incomodo pela proximidade que estávamos e dando um paço para trás.

- Pizza? – Ele perguntou sorrindo sugestivo.

- Calabresa.

- Quatro queijos.

- Tá com o telefone ai?

- Vamos descer, né...

- To com preguiça. – Fiz biquinho.

- Tá muito sedentária pro meu gosto. – Ele me pegou no colo e foi descendo as escadas, eu tava vermelha de tanto rir, e implorando pra ele me colocar no chão, quando chegamos na sala ele me “jogou” no sofá e tirou i Iphone do bolso discando um numero. – Bonito pijama. – Dessa eu não gostei.- Mas se não acha que ta muito calor não?

- Vou fazer o que? Sou mulher, não posso ficar assim que nem você. – ele estava sem camisa e com uma bermuda larga que deixava a mostra a cueca boxer preta. Parecia uma criança de 15 anos, juro, ele é muito magro, mas é aquele tipo de magro sexy. Não, não estava já de olho no menino, mas também não vou dizer que ele é feio. Recapitulando, ele deu um sorriso, e se distanciou um pouco para falar no telefone.

- Não foi bem isso que eu quis dizer, mas não precisa ficar com vergonha de usar algo curto. – Levantei as sobrancelhas, foi isso mesmo que eu ouvi? – Eu não sou um tarado ou algo do tipo, antes que você pense, só to deixando claro que eu não me incomodo. – Tive que rir com essa, mas foi uma risada leve.

- Ok. Pode deixar que eu vou me lembrar disso toda vez que eu quiser usar uma roupa mais curta. – Ele corou, e eu fui até ele e apertei as suas bochechas. – Woont, eu tava brincando. Na verdade eu falei a verdade, sou filha de Deus também, e uso roupas um pouco mais curtas, mas não precisa ficar assim não. — Ele me segurou pelo pulso, me jogou no chão e ficou em cima de mim com uma perna em cada lado do meu corpo.

- Pede desculpas. Agora. – Ele tava fazendo um esforço mórbido para não rir, eu apenas, arqueei meu quadril de encontro ao dele e levantei minhas mãos jogando o peso para o lado, ficando assim por cima dele.

- E agora, irás fazer o que? – Hector, havia me ensinado uns truques de defesa. Hector. Meus olhos automaticamente marejaram ao lembrar dele, eu saí de cima do Pedro, que ficou me olhando confuso, ajudei ele a se levantar e me sentei no sofá. – Então os três mosquiteiros que estavam aqui essa tarde, também são da banda? – Tentei disfarçar. Ele riu e balançou a cabeça positivamente sentando na outra ponta do sofá, e pegando o Iphone. Lembrei que havia esquecido meu celular lá no quarto, subi, peguei o mesmo e vi que tinha uma ligação perdida da minha mãe, depois eu ligava pra ela, entrei no meu twitter, e desci me sentando novamente no sofá. Tinha apenas uns twittes inúteis, um do Hector “ Quanto mais pensamos, pior ficamos. O melhor é tentar esquecer. “ Que papo é esse agora de esquecer? Calma Joana, pode não ter sido para você... epa! O que é isso? “ Tarde Maravilhosa com o Hector!” Tinha que ser foto da vadia da Phoebe! Odeio essa garota, e ela sabe, não sei porque ainda me segue, fui ver a foto, um nó se formou na minha garganta, ela sentada no colo do Hector beijando a sua bochecha, e ele sorrindo, do lado deles, Jake e Catherine, só havia dois dias que eu tinha voltado para o Brasil, e ele já tava de graça pra cima da garota que eu mais odeio, tudo bem que ninguém disse isso , mas... essa foto, eu sei que ele pediu perdão caso não me esperasse, eu só não sabia que seria tão rápido assim. O Pedro percebeu minha alteração repentina de humor e perguntou se estava tudo bem, ele estava sentado de frente pra mim, com os pés em cima do sofá , eu não pensei duas vezes e fui em sua direção tocando nossos lábios, de inicio ele ficou sem reação, mas logo depois sentou um pouco mais confortável, levando uma das mãos até minha nuca, sua língua pediu passagem e eu cedi, aonde eu estava com a cabeça para fazer tudo aquilo? O que eu estava fazendo? Sem perceber eu estava indo pra cima dele, estava entre as suas pernas, ele colocou uma mão por dentro da minha blusa e ficou roçando a ponta dos dedos na minha barriga, me fazendo ficar arrepiada. O som estridente da campanhia, soou pelo ambiente me fazendo dar um pulo para trás. O Pedro me olhou assustado, eu estava com as mãos no rosto balançando a cabeça negativamente, ele se levantou e foi atender a porta. Que merda que eu fiz!

Notas finais
Reviews? xxx