This Is Life
4 Capítulo 4
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR.
~POV PEDRO~
Eu tava no twitter falando com algumas fãs e o Thomas, e meu pai me disse que ela estava lá, respirei fundo e levantei a cabeça. PUTA QUE PARIU! A menina é muito gata, ela tava vindo de cabeça baixa, é uma anã mais tem um corpo maravilhoso, meu pai percebeu que eu tava quase babando e disse que ela é brasileira só morava em Londres, sim eu estava imaginando uma menina com mais de 1,60, magra, loira, seca. Sem graça. Mais não ela é muito linda, aee né, ela levantou o rosto até que enf... NÃO! Não pode ser, eu já tava começando a aceitar de boa esse lance de casamento, mais a menina não pode ser ela, não pode ser a Joana. Eu sei ela é mó gata, mesmo sendo baixinha, mais eu não posso me casar com ela.
~POV JOANA~
Olhei nos ollhos de cada um deles, eu estava sem expressão, respirei fundo e tirei o meu casaco, eu estava usando uma Skinny branca, all star preto, tava com uma blusa de um ombro só preta, e um casaco fininho preto também que agora já estava amarrado na minha cintura, calor, esqueci desse pequeno detalhe.
-Minha linda que saudade! – A Leni me adora, não sei o porque só tinha falado com ela umas três vezes.
-Oii gente. – Disse tentando me desfazer do abraço, sorri falsa.
-Oi Joana. – Mauro meu deu um abraço rápido. Só restava Pedro, eu não sabia o que fazer. Juro. Então ele fez me puxou para um abraço e disse:
-Nossa Joana, quanto tempo. – Tá juro que não entendi, só tinha visto a criança uma vez na vida, que saudade era essa?
-É Pedro muito tempo. – então eu estava lá parada com cara de lagartixa, sem saber o que fazer.
-Vamos? – O Mauro perguntou, pegando duas das minhas malas, o Pedro pegou a outra e eu tava com o meu violão e mais uma ( sei, sei, eu tenho muita roupa mais fazer o que ? eu infelizmente sou assim) essa estava mais leve por isso eu fui com ela tranquilamente, fomos andando, o Mauro e a Leni estavam mais há frente conversando sobre negócios, aquilo era doentio, não sei como o Pedro aguentava , até que eu sinto alguém tocando na minha mão esquerda, a que tava com o violão, era Pedro ( AVÁ).
-Quer que eu leve? Tu deve tá cansada... – Não sei como ele não ficava com dor no rosto, ele não parava de sorrir um minuto, o sorriso dele era engraçado, os dentes dele são gigantes! Mais foi fofo ele perguntar.
-Sinceramente? Sim... Eu to morta, odeio viajar. – Ele sorriu mais ainda e pegou o violão. No carro fomos eu e Pedro atrás, Leni e Mauro na frente, eles continuavam conversando sobre negocios quando a Leni se lembrou de algo não muito bom.
-Jô, minha linda, você vai ir para nossa casa, ok? – QUÊ?
-Como assim? – eu estava em estado de choque.
-Sua mãe mandou reformar o seu quarto, pois ele ainda esta, do mesmo jeito, quando você tinha 13 anos... ela mandou fazer igual o seu antigo quarto de Londres.
-NÃO! – O Pedro me olhou assustado, mas o meu quarto não podia ser igual o de Londres, assim eu nunca me esqueceria... de Hector. – Desculpa, mais é que...eu não ia me sentir muito bem, acho que não tem como eu esquecer tendo um pedaço de lá comigo...
-Oh sim... mais não se preocupa, você vai ficar 2 semanas na minha casa, a partir dai, começa os preparativos , para o casamento, você só vai entrar lá para dormir. – Ela ouviu o que disse? – Então, sua mãe tinha me falado que a casa que você morava em Londres era muito luxuosa, você poderia descrever um pouco da casa e o que você mais usava lá, é para eu ter noção de casa comprar para você e o Pe. – QUÊ?
-Claro, bom... tinha dois andares, meu quarto o quarto de hospedes, a sala de cinema e o segundo banheiro, ficavam lá em cima, em baixo ficava a sala de estar, a sala de jantar, outro banheiro, o quarto da empregada e a cozinha, eu nunca fui no quarto da empregada, então sem comentarios para esse comodo, de resto eu usava todos os comodos da casa menos a cozinha... nunca cozinhava, nada.
-Mas você não comia? – Mauro se intrometeu na conversa.
-Hehe... bom sim eu comia, mas era raro eu comer em casa, quando isso acontecia era o meu namor... bom era bem raro. – MERDA!
-A sim, então tinha uma parte que você mais gostava? – A Leni percebeu, merda .
-A sala de cinema.
-Chegamos! – Mauro disse. AMÉM. Não, suportava mais, tanta pergunta.
Descemos com as minhas malas, o meu violão eu peguei, era sagrado. Hector me deu quando a gente fez um ano de namoro, ele sabia que eu amava tocar, sabia também que minha mãe jogou um que tinha pela janela do segundo andar quando descobriu que eu tinha fotografado para uma campanha, sem ela saber, tudo bem foi grave mais ela não precisava fazer aquilo com o meu violão, o violão que meu pai me deu , e usou para me ensinar a tocar, fiquei sem falar com ela por um mês. Mais enfim, Hector havia me dado aquele violão, então ele era sagrado para mim. Ponto. Pedro me levou até o quarto de hospedes que seria o quarto que eu iria ficar durante aquelas duas semanas. Não tava entendendo uma coisa: por que eu não fico na PORRA do quarto de hospedes da PORRA da minha casa? _|_ Coloquei minhas malas lá dentro com a ajuda de Pedro e desci para falar com o Mauro e Leni, esperava não discutir, juro que iria fazer de tudo para que isso não acontecesse. Cheguei lá em baixo e a Leni veio rapido na minha direção se desculpando, ela e o Mauro iam sair, tratar de negocios e só voltariam a noite. Otimo vou ficar um dia inteiro sozinha o Pedro. Iup.
-Um amigo meu tá vindo pra cá, tá?
-Hum? – O Pedro e o resto do mundo estavam de bobs com a minha cara só pode.
-Mas se você quiser eu vou prá cas...
-Não precisa... é que eu ventei um pouco agora... uma hora eu teria que conhecer o os amigos do meu futuro marido, né?
Ele sorriu sem graça e assentiu com a cabeça. Fui tomar um banho. Botei uma roupa fresquinha, um short jeans escuro, um blusão xadrez preto e cinza e um sapato de mini salto. Fiz um make leve, troquei o piercing prata pelo preto. Se a Leni, o Mauro e a minha mãe acham que eu vou ficar presa em casa eles estão muito enganados. Desci, e o Pedro tava sentando jogando video game com um guri, não sei quem é... era loiro. Tentei passar sem ser percebida, inutil o Pedro me chamou e perguntou aonde eu ia... hum...desde quando eu devia satisfações e ele?
-Eu vou dar uma volta por ai... daqui a pouco eu to de volta. – Só queria ficar sozinha um pouco para ligar para o Hector.
-Tem certeza? Não é perigoso? – Ele acha que eu sou criança?
-Pedro, eu não sou criança... só tenho tamanho de uma, mas sei me cuidar, ok? – Ele riu de leve e insistiu.
-A São Paulo de agora não é a mesma de 4 anos atras... fica aqui com a gente po... a gente não morde não... – Eu respirei fundo e olhei para o guri loiro que tava do lado dele, era bonito, o Pedro também não é feio, só tem cara de garoto de 14 anos, esse menino não, tinha cara que tinha uns vinte e um, por aii.
-Só vou trocar de roupa, mas você vai ter que tirar um dia para me levar para conhecer toda cidade... reconhecer né... – ele riu e assentiu com a cabeça – A propósito sou Joana tá. – Falei sorrindo pro loirinho.
-Thomas. – Ele respondeu sorrindo também.
Subi e fui trocar de roupa, na verdade só troquei o salto por uma rasteirinha.
~POV PEDRO~
A Joana tava afim de sair de casa, logico que eu não deixei, São Paulo a noite... seilá pode ser perigoso, convenci ela a ficar em casa.
-Meu, tu tá reclamando de que? Se tu não quiser casar com ela pode deixar que o Thominhas aqui casa agora! – Tava demorando!
-Eu sei que ela é bonita cara, mas o que tá acontecendo aqui não é “ uma noite de amor, pego seu telefone digo que vou ligar e nunca ligo”, é casamento, maan...
-Pedro você é gay? Porque tu tem uma ruivinha, L-I-N-D-A aii, prontinha pra tu e tá de graça...
-PORRA THOMAS! Eu vou casar! – Coloquei meu rosto entra as mãos e abaixei a cabeça...
-Cara fica assim não, tu sabe que isso é só um contrato, te garanto que tu e a Joana vão ser otimos amigos...
-Não é só um contrato, vai ter cerimonia, vai ter eu mentindo para os nossos fãs, vai ter um bebê... vai ter minha vi...- Parei de falar quando escutei a porta do quarto da Joana se fechando. – Cala a boca e aja naturalmente. – O Thomas apenas assentiu com a cabeça, Thomas era um puta amigo, ele dava bons conselhos até quando ficava calado, mas quando ele tava com o lado galinha de ativado, ficava uma porta.
-Então... aqui estou o que iremos fazer? – A pergunta de Joana me fez acordar.
-Que tal apenas conversamos para nos conhecer melhor? – Thomas sugeriu.
-Otimo! – Eu e Joana respondemos ao mesmo tempo, nos encaramos e sorrimos fraco.
-Vou buscar refri, tá... – Thomas disse já saindo da sala. Eu abaixei a cabeça e fechei os meus olhos, senti as mãos de Joana mechendo no meu cabelo.
- Pedro você tá bem?- a voz dela era baixa e calma.
-To, mas é que eu não sei se vou conseguir me acostumar com isso... é estranho. Sem ofenças claro.
-Tudo bem, eu entedi, eu também to assim. Perdida. Quando você ficou sabendo?
-Mês passado. — Os dedos dela pararam de se mover, até que ela retirou as mãos da minha cabeça por completo. A encarei, ainda não tinha tido tempo de reparar nela, não agora, ela estava linda, mais bonita que anos atrás, se é que isso é possivel, os cabelos vermelhos contrastavam com a pele branca, os olhos azuis delineados por um preto forte, eram intensos, a argolinha preta no nariz era como se fosse o ponto final que faltava naquele rosto completamente sem defeitos, isso sem falar da bochecha, levemente rosada, foi então que eu percebi que estava quase babando olhando pra ela, fiquei sem ação, e então como um anjo Thomas chega na sala jogando uma latinha de cerveja pra mim, e entregando uma de coca pra Joana, ele também estava com uma lata de cerveja.
-Por que eu não ganhei cerveja também? — Ela tava indignada.
-Você ainda não tem idade para isso. – Se ela pudesse ela teria matado o Thomas.
-Você por acaso sabe quantos anos eu tenho?
-Quantos? – Thomas perguntou sarcástico com uma sobrancelha levantada.
-Dezessete. – Quase não deu para ouvir de tão baixo que ela falou , já abrindo a latinha de coca.
-Então , pronto.
-E quantos anos o Pedro tem? – Ela não achou que eu fosse menor de idade, achou?
-Dezenove. – Falei de orgulhoso.
-Brincadeira né? — É ela achou.
-Não, é serio, eu tenho 20. – Thomas disse segurando o riso. Ela bufou e voltou a atenção para a janela, já havia escurecido. – Tu fazia o que dá vida Joana? – ‘-‘?
-Eu cursava moda e trabalha em uma revista em Londres, mas agora eu realmente não sei o que fazer, vou terminar o terceiro ano do ensino médio, e tirar um ano de folga seilá, preciso pensar, arejar um pouco, e você? Digo, vocês?
-A gente tem uma ban...
-Disso ela fica sabendo amanhã Thominhas...Nossa vida é um tanto complicada, hehe. – Só Deus sabe o medo que eu senti naquele momente. A gente continuou conversando sobre coisas inuteis mas que me fizeram saber de mas coisas sobre ela. – Então tu decidiu ir para Londres cursar moda sozinha? E com 13 anos? Tu num era muito nova não? – Eu perguntei, cara era muito louco, ela nasceu madura né?
-Meu sonho sempre foi esse e eu acho que o lance da ida AHAA... Hehe... Vibrou... – Ela pegou o celular, e ficou encarando ele durante um tempo, devia ser mensagem, então de repente ela começa a chorar, muito.
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