This Is Life
23 Capítulo 23
Notas iniciais
~ CAPITULO 23 ~
~ POV JOANA ~
Acordei com meu celular tocando, esse povo que não me deixa nem dormir em paz! Atendi com muito sacrifício.
– Alo? – Ainda estava de olhos fechados.
– Oi, minha linda, eu sei que é cedo ainda, desculpa, mas é que você precisa passar aqui em casa pra pegar a sua roupa pro show. – Leni.
– Claro, tia! O show é hoje, né? – ela riu um pouquinho.
– É sim anjo. – Bufei.
– Que chato. – Ela riu mais.
– Você precisa dar uma chance pra eles. Quem sabe você não gosta? – Eu respirei fundo.
– É, quem sabe. To levantando agora, daqui a pouco eu to ai. – Me sentei na cama.
– Ok, estarei esperando.
Me levantei e fui tomar um banho, bom a tal roupa era uma blusa “ I Kiss Pe Lanza” que eu pedi em um numero maior pra que ficasse um vestido. “) Abri a porta lentamente, rezando pra que o Pedro ainda estivesse dormindo, bebi um suco, peguei uns 4 pirulitos da caixinha e coloquei na bolsa abri um e virei, travei no movimento de levá-lo a boca, Pedro estava em pé escorado na parede, apenas de boxer preta com a carinha um pouco amassada e os cabelos bagunçados.
– Bom dia, ae! – Disse passando por ele, lê-se tentando passar, porque ele segurou meu braço.
– Vai pra onde? – Lentamente retirei a mão dele do meu braço e arquei uma sobrancelha. – Bom dia! – reviramos os olhos juntos, ele sorriu, ele sabe que esse sorriso me desarma.
– Pegar minha blusa pro show de hoje. Posso? – Fiz sinal pedindo licença. Ele deu passagem.
Sai de casa e fui andando mesmo, como se eu tivesse escolha, não tenho carro, não tenho carteira! ¬¬’ Cheguei na casa da Leni e nós ficamos conversando um pouco, até que chegamos no assunto de ontem, mais precisamente o motivo do qual eu saí daquele jeito ontem.
– Eu confesso que fiquei um pouco chateada, foi como se ele não tivesse entendido o motivo de estarmos ali. – Ela pegou em minhas mãos.
– Você gosta do Pe? Pode falar. – Respirei fundo.
– Logico que gosto, o seu filho apesar de lentinho ele é um garoto legal.
– Não era desse tipo de gostar que eu estava me referindo. Eu quero saber se você ama o Pedro.
– Há, eu acho que não, o amor é um sentimento muito forte que se constrói com o tempo, e eu acho que eu e o Pedro ainda não temos esse sentimento. – Menti. Levantei e peguei a blusa. – O tempo passou rápido demais e eu preciso voltar pra casa, valeu por tudo ta. – ela se levantou e me abraçou.
– Não precisa agradecer, você é como uma filha pra mim, eu só não gosto muito do seu cabelo. – nós rimos, e eu sai.
Abri a porta e passei direto pela sala subindo as escadas, assim que entrei no meu quarto tirei a blusa, o calor estava infernal e eu iria colocar uma blusa mais fresquinha, nem me importei de fechar a porta, estava sozinha em casa mesmo.
– Senti sua falta. – Me virei bruscamente ao escutar a voz do Pedro. – Uau, hein... – Num movimento eu coloquei a blusa.
– O que você está fazendo aqui?! – Eu praticamente gritei indo pra cima dele.
– Ei, eu moro aqui esqueceu? – Bufei controlando minha raiva.
– No meu quarto! Enquanto eu troco de roupa! – Ele se aproximou mais de mim.
– Há, isso daí eu já vi lembra? E você deixou a porta aberta, impossível eu não olhar.
– Acho incrível essa sua facilidade de fingir que nada aconteceu. Que está tudo perfeito.
– Por que você não me diz o que aconteceu? – Ele só pode estar de palhaçada!
– Então eu vou te dizer o que aconteceu.
– Otimo!
– A minha mãe conseguiu acabar com a minha vida em 5 meses! Fazendo-me casar com 18 anos, terminar meu namoro com o HOMEM mais incrível que eu já conheci pra poder ficar com um rock star ridículo, medíocre, egoísta, retardado que disse que me amava e até transou comigo, com tanto... – Minha voz ficou fraca e meus olhos marejaram. – Amor. Mas ai foi só uma viagem. Uma viagem. E pronto. Eu pude ver quem era o MOLEQUE com quem casei. Corrigindo, fui obrigada a casar e conseqüentemente aturar, conviver... Gostar e decepcionar. Foi isso o que aconteceu criança, agora sai daqui, por favor.
– Desculpa se eu te magoei tanto assim, só que no documento diz que nenhum dos dois é obrigado a gostar de ninguém então...
– Então era por isso que eu nunca quis ser legal com você, por isso que eu nunca quis te beijar. Porque eu sempre me fodo. E também diz no contrato que nenhum dos dois precisa fingir que gosta. Então tu podia ter poupado suas palavras quando disse coisas legais pra mim. Podia ter economizado tempo, energia comigo. Bom você demorou demais pra sair, deixa que eu vou embora. – Peguei minha bolsa e desci.
– Peraê, cê vai pra onde?
– Pra casa do caralho! – Bati a porta.
Parei o primeiro taxi que eu vi e dei o endereço do Heric. O porteiro já me conhecia, por isso me deixou subir direto, no elevador eu desabei. Toque a campanhia e ele logo abriu a porta, quando viu meu estado me puxou pra dentro e fechou a porta. Me abraçou. O abraço que tanto me consolou, agora me consolando de novo. Ficamos assim, sentados no chão, abraçados, eu chorando no peito dele.
~ POV HERIC ~
Estávamos sentados, encostados na porta, minha blusa já estava encharcada com suas lagrimas, quando seu soluços cessaram eu a afastei um pouco pra olhá-la, doeu ao vê-la naquele estado, tirei a blusa e sequei suas lagrimas. Coloquei ela sentada de costas pra mim encostada em meu peito, fiquei acariciando seus cabelos.
– Você quer falar sobre isso? – sussurrei no seu ouvido.
– Aconteceu de novo Heric. – Ela disse com a voz rouca. – Eu me apaixonei e quebrei a cara. De novo! Eu não quero voltar pra lá. – A apertei mais contra mim.
– E o show?
– Vai comigo? – Beijei o topo de sua cabeça.
– Claro! Hoje você dorme aqui. Amanha nós vamos pra Búzios. – Ela me olhou.
– Eu não tenho roupa. – Resmungou.
– Eu dou um jeito.
Continuamos daquele jeito durante um tempo, foi então que eu percebi que ela tinha dormido, levei ela pro meu quarto, coloquei uma blusa, peguei as chaves do carro e saí. Ia fazer uma visitinha para o Pedro.
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