~ CAPITULO 22 ~

Cheguei na mansão dos Lanza e a Leni já veio com sermão por causa do meu cabelo, com muita calma e paciência disse pra ela que não estava ali para brigar, e sim conversar sobre algumas coisas do contrato, ela estranhou um pouco e me levou até o escritório, Mauro foi conosco.

- Então, qual sua duvida a respeito do contrato? – Mauro perguntou de pronto.

- Em relação à traição. – Leni sorriu.

- Mas isso é simples. Matérias que insinuam uma traição serão desmentidas e o envolvido na matéria receberá um bom castigo. – Sorri e balancei a cabeça afirmativamente.

- E isso vale para os dois, certo? – Mauro franziu a testa estranhando a minha pergunta.

- Vale sim Joana, agora, qual o motivo de tudo isso? – Respirei fundo, tentado mostrar que eu não estava chateada.

- Em um desses programas de fofoca saiu uma matéria do Pedro e a ex dele saindo juntos de uma boate, eles foram embora juntos, no carro dela, e com ele dirigindo, e tem umas fotos que seriam deles se beijando lá dentro. – Mauro respirou fundo de olhos fechados provavelmente se controlando.

- Eu quero ver essa matéria.

- Com certeza tem no site, olha só vocês vêem a matéria e se resolvam. – Me levantei. – Só não quero ficar pagando de chifruda pra meio mundo, ta. – Abri a porta e sai.

Durante o caminho escutei meu celular tocando, era ele, desliguei, simplesmente para que ele saiba que eu não quero falar com ele. Cheguei em casa contando até cem, no 99 ele ligou novamente, ignorei, fui dormir. Quando fechei os olhos senti meu celular vibrando.

Olha, minha mãe me ligou, ela disse que você viu a matéria, por favor me atende, deixa eu te explicar o que aconteceu, por favor.

Lanza “

Desliguei o celular, pronto, assim ninguém me perturba mais. Fechei os olhos novamente e apaguei.

~ POV PEDRO ~

Eu sou um completo babaca. Podem me xingar a vontade, sim eu fiquei com a Gi, só que foi uma verdadeira idiotice. Agora estou no quarto do Thomas no hotel tentando falar com a Joana.

- Ela desligou de novo. – ele me encarou.

- Manda uma mensagem. Sei lá... – Suspirei e enviei a mensagem. Ficamos uns cinco minutos calados, esperando uma resposta que eu já sabia que iria chegar.

- Vou ligar de novo. – Ele deu de ombros. – Ela desligou a merda do celular.

- Cara deixa esfriar um pouco. Amanha na entrevista você inventa uma desculpa, e ai você fala com ela. Ela ta nervosa, não vai querer te ouvir. – Suspirei derrotado, e me joguei na cama. Fiz uma grande burrada.

- Valeu a força ai irmão, mas agora eu vou dormi, porque amanha... – Ele sorriu e apertou minha mão, fui pro meu quarto e fiquei fitando o celular, dormi logo depois.

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- E você Pedro, curtindo a vida de casado? – a apresentadora me perguntou sorrindo. Sorri também.

- Eu estou adorando, não poderia estar mais feliz. A Joana é incrível, e eu a amo demais.

- Recentemente você foi visto saindo de uma boate com sua ex-namorada, e vocês foram embora juntos, como explica isso? – Senti o olhar de todos pousando lentamente sobre mim, limpei a garganta e novamente sorri.

- Há, isso ta dando o que falar hein, não aconteceu nada, nos encontramos na saída da boate e como ela estava visivelmente um pouco bêbada eu a levei pra casa, só isso. – minhas mãos estavam tremendo.

- Mas e as fotos de vocês juntos lá dentro? – ela arqueou uma sobrancelha.

- As fotos não eram nossas.

- Bom, então meninos...

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- Ultima tentativa. – Thomas revirou os olhos.

- Você disse isso nas duas ultimas ligações.

- Mas agora é serio. – Ele arqueou uma sobrancelha. – Não enche loiro. – Estávamos na van voltando pro hotel, e eu estava tentando novamente falar com ela. – Jô?!

- Pra quem você está ligando? – É, ela esta bem nervosa.

- Eu sei, desculpa. – Ri fraco. – Tá tudo bem por ai?

- Por aqui está tudo perfeito, estou sozinha, não posso sair senão suas fãs começam a me xingar, e eu estou lendo as perfeitas matérias que frisam que eu sou corna. E por ai? Tudo bem? Pelo visto você está se divertindo muito.

- Então você sabe...

- Quem não sabe! Pedro nós assinamos um contrato! Você tem pelo menos um pouco de noção do que isso significa? Você pelo menos leu o contrato?

- Desculpa. – Ela estava certa, eu fui completamente irresponsável ao fazer isso.

- Pedro desculpa, mas eu vou ter que desligar. Manda um beijo pros meninos.

- Tchau... – Desliguei o telefone e todos estavam me encarando.

Respirei fundo, liguei o IPod e fechei os olhos.

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Destranquei a porta e a abri lentamente, ela estava sentada no sofá assistindo TV e nem se quer me olhou, seu cabelo estava num tom meio azul e amarrado em um coque, ela se levantou, forçou um sorriso e disse:

- Bem vindo de volta. – Se virou em direção a escada e quando ia começar a subir eu vi uma pimenta em seu pescoço.

- O que é isso? – Ela me olhou sob o ombro.

- Isso o que? – Me aproximei dela e quando estávamos a menos de um metro de distancia ela se virou para mim. Toquei no seu pescoço. – Há, é u-uma tatuagem. – a segurei de leve pelos ombros e a virei. Vi também outra, de uma maçã.

- Fez quando? – Ela deu de ombros.

- Depois que você viajou.

- Sua mãe sabe disso? E por que você pintou o cabelo? Tem alguma outra tatuagem pra você me amostrar?

- Calma ae, rapaz. – Ela ergueu as mãos em um gesto de rendição. Vi outras duas nos seus pulsos. Onde ficavam as cicatrizes.

- Parece que sim. – Ela ergueu uma sobrancelha.

- E qual o problema de tudo isso? – Não respondi, na verdade nem me liguei na pergunta. A peguei no colo e prensei na parede ao lado da escada, ela me olhava assustada mas sua respiração estava falha, acariciei seu rosto com as costas da mão e me aproximei dela, quando estava quase beijando-a ela me empurrou. – Amanha teremos reunião lá na empresa. – Ela já estava subindo as escadas. Subi também e a parei antes que ela pudesse entrar no quarto.

- Qual delas? – Não tive coragem de fazer o que pensei.

- Bellucci. – ela entrou e bateu a porta. Pelo menos ela quase se rendeu. .-.

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Mal parei o carro no estacionamento da empresa e a Joana quase se jogou pra fora dele.

- Joana, me esperar um pouco as vezes não faz mal sabia? – Ela nem se quer olhou pra trás.

Pegamos o elevador e a todo o momento ela não parava de digitar no celular, chegamos ao andar do escritório da mãe dela, ou seja, o ultimo, e ela saiu em disparada, o único barulho era o de seu salto, chegamos ao final do corredor e ela entrou direto, um pouco depois entrei na sala e a vi conversando com a secretaria da mãe dela.

- Você realmente não sabe quem eu sou? – Joana perguntou com uma mão na cintura e a sobrancelha arqueada.

- Não, infelizmente não sei quem você é. – A tal secretaria respondeu arqueando uma sobrancelha também. Joana começou a discar um numero no celular.

- Alo? Mamãe? Será que você poderia dizer para a sua nova secretaria quem eu sou? – Nesse mesmo momento a porta se abriu e a dona Yara saiu de lá praticamente nos puxando pra dentro da sala, meus pais já estavam lá, e a cara deles era péssima.

- Mais uma Joana? Parece que tem cisma com as minhas secretarias. – Ela apenas riu. Nos sentamos e eu já esperava o sermão.

- Então, pode começar a explicar Pedro. – Meu pai falou.

- Como?! – Joana revirou os olhos.

- Quando foi que você começou a ser tão irresponsável? Quebrar regras. Contratos! Você tem noção da repercussão que isso poderia ter tomado? Eu só quero uma explicação racional para que você tenha feito isso. – Respirei fundo.

- Eu simplesmente não to acostumado com isso, não poder sair com ninguém após uma balada, não poder ir a uma balada, fazer juras de amos, tirar fotos demonstrando estar apaixonado, como vocês querem que em 4 meses eu mude tudo o que eu era em quase 4 anos?! – Nesse momento a Joana se levantou, falou alguma coisa somente pra mãe dela e saiu. Ai sim eles começaram a falar realmente tudo o que queriam, tive que pagar a tal multa, né, era o mínimo.

Ela voltou com um pirulito na boca, seguida pela secretaria que trazia café pra gente. Joana se sentou ao lado da mãe desta vez, por um momento eu viajei olhando pra ela, os olhos claros destacados pela forte maquiagem, a pele pálida com as maças do rosto levemente rosadas, e a boca, Deus me explique o que é aquela boca, que agora está num tom rosado mais forte pelo pirulito, e uau, como não imaginar coisas toda vez que ela tira aquele pirulito da boca e depois passa a língua de leve, e os sorrisinhos tímidos que ela dá quando minha mãe fala alguma coisa que eu não faço idéia. No momento em que nosso olhar se encontra rapidamente ela abaixa a cabeça.

- E você, filho? – Minha mãe perguntou se voltando pra mim.

- Eu o que? – Joana revirou os olhos.

- Os nomes que você gostaria de dar a seus filhos. – Há isso.

- Há, eu acho que... – Olhei pra Joana que brincava com umas canetas que tinham ali. – Rebecca e Gustavo. – No mesmo instante ela me olhou, mas desviou o olhar logo em seguida, não querendo que eu visse o sorriso discreto que ela deu. Então, meu celular começou a tocar. – Alo? Há, oi Gi! Claro, passa lá no estúdio na segunda. Saudades também. Haha, cê sabe que eu não posso. Falo então, tchau. – Desliguei o celular, todos me encaravam sérios, Joana falou algo pra mãe dela que assentiu, falou com minha mãe que acariciou seus cabelos e logo depois saiu. Minha mãe me olhava séria. Merda.

~ POV JOANA ~

Disse pra minha mãe que iria embora com o motorista da empresa e ela entendeu bem, me despedi da Leni que disse que o Pedro só está confuso, sei bem a confusão. Cheguei no apartamento, me tranquei no meu quarto e chorei, chorei por tudo, mas principalmente por ter me apaixonado por Pedro.

Notas finais
Reviews? Recomendações? *-*