This Heart, It Beats, Beats For Only You
24 The guilty
Notas iniciais
- Qual é seu problema Katie? – Disse empurrando Katie, não fazia ideia do quando ficamos... Naquilo.
- Oh, não diga que não gostou. – Ela disse num sorriso presunçoso.
- Por quê...? Por que você faz essas coisas? Eu não consigo entender sua fixação por mim. – Disse me afastando ainda mais dela.
- Eu já disse, eu gosto de você. Simples assim. – Ela deu de ombros, ainda sorrindo presunçosamente.
- Eu tenho namorada e você sabe muito bem disso.
- Ela está longe daqui, pode de ser nosso segredinho sujo. – Ela pisco para mim.
- Não! Claro que não, Katie eu realmente gosto de Quinn e eu não quero estragar o pouco de confiança que temos. – Ela se aproximou de mim, eu a impedi.
- Oh Rach, você não faz ideia do quanto garotas difíceis me atraem. – Ela continuava avançando.
- Você tem... Tem uma escola inteira para poder escolher, eu já tenho namorada, pela quarta vez. – Eu precisava admitir que toda aquela aproximação estava me deixando sem argumentos e o perfume dela era algo tão... Atraente. Que tipo de pessoa se atrai pelo perfume da outra?
- Rachel, Rachel, Rachel, quanto mais você argumenta, mais vai perdendo suas defesas. Apenas confesse que gosta de mim. – Ela sorriu de canto.
- Não, eu... Droga! – E o segundo beijo veio tão... Naturalmente. Eu estava carente... Ok, isso não é um argumento cabível para a situação, mas... Eu já disse que estava carente?
- Eu disse que você não resistia a mim. – Ela disse entre o beijo. Aquilo foi um balde de água fria de realidade em mim. Eu estava beijando outra garota e pior, eu já tinha a minha garota. Deus! Isso é tão sujo e estranhamente bom. Me afastei calmamente.
- Eu acho... Melhor eu ir para casa. É... Eu vou para casa. – Aquilo era desconcertante, eu não conseguia sentir raiva de Katie porque eu havia gostado do beijo, alias, em algum lugar no fundo do meu inconsciente me fazia querer mais daquilo... Mas eu estava namorando, o que torna tudo muito errado. Que droga, era tanta coisa para pouco tempo. A pessoa que mais me odiava agora é minha namorada, o garoto que eu considerava o amor da minha vida, o príncipe encantado da minha vida tentou fazer coisas comigo, coisas erradas, a garota que fez da minha infância um inferno reaparece na minha vida e por motivos sobrenaturais se apaixona por minha namorada e agora uma garota que eu não faço ideia de onde surgiu tem uma fixação doentia por mim e um beijo muito bom por sinal. Isso vai ser um ponto alto em minha biografia... Enfim, eu preciso voltar ao meu estado normal, definitivamente. Eu preciso de uma maratona de musicais, sem mais.
- Rachel, você ta bem? – Quinn pediu me tirando de meu devaneio.
- Oh, sim... Só estava pensando em algumas coisas irrelevantes, nada de mais. – São relevantes, mas ela não precisava saber disso. Talvez daqui alguns anos, em Nova York... Depois do nosso casório. É definitivamente.
- Rachel... – Ela sorriu. – O que anda te tirando desse mundo? – Céus, os últimos dias estavam sendo o paraíso na terra. Quinn estava calma, amorosa e fazendo coisas incríveis á noite... O que não vem ao caso agora.
- Nada, só pensando. – Disse sorrindo.
- Você disse que era para eu te ajudar encontrar uma musica para você cantar. – Quinn disse, com um leve sorriso.
- Ah sim... Bem, eu acho que... Eu já sei o que vou cantar! – Momentos que a luz divina que Barbra me manda conseguem ter ideias maravilhosas. Obrigada Barbra, obrigada.
- Ok – Quinn disse rindo. Melhor som do mundo preciso acrescentar. – E eu posso sabe o que a senhorita vai cantar?
- Não... Segredo. — Disse tentando me manter séria.
- Segredo? – Quinn se aproximou.
- Uhm.
- E você não vai ter a decência de dividir a sua ideia comigo? – Essas garotas de um poder sobre mim com essas aproximações que olha, é meio difícil se manter firme num momento desses.
- Não, segredos não foram feitos para se contar bobinha. – Sorri para ela. A próxima reação eu não vou poder descrever muito bem porque... Bem me parece bem erótica na minha cabeça e em lugares abaixo de minha cintura também, mas eu posso dizer que a sensação de ter as mãos de Quinn Fabray debaixo de minha camiseta e tocando em lugares... Digamos que Quinn sabe onde tocar.
Suspirei com o contato de seus lábios em meu pescoço... Céus, estamos na sala da minha casa, meus pais podem aparecer em qualquer momento e eu posso dizer com toda a certeza deste mundo que eu não me importo nem mesmo com a aparição de Barbra Streisand... Um pouco demais, mas a realidade às vezes pede um pouco de exa... Eu não consigo me concentrar com Quinn me arranhando por baixo camiseta... Uh, isso foi um gemido? Definitivamente foi. Que Streisand abençoe as mãos de Quinn.
O som do toque do celular de Quinn toca em algum lugar distante desse mundinho que eu e Quinn criamos aqui na sala. A voz de Morrissey nunca foi tão... Ok, isso está irritante, muito irritante.
- Q...
- Hm – Ela estava ocupada beijando meu pescoço.
- Eu acho que oh... Seu, ahn, celular está tocan... Oh. – Acreditem, foi a frase mais difícil de dizer.
- Que toque. – Quinn disse, antes de me beijar. A voz mórbida de Morrissey definitivamente estava me irritando.
- Quinn, Morrissey é... Apenas atenda. – Quinn revirou os olhos e esticou o braço para pegar o aparelho. E eu estava tentando recuperar meu ar.
- Lopez... Eu espero que você tenha um motivo muito bom para me atrapalhar. – O nome de Santana não me fez me sentir muito bem, estava claro que ela sabia o que havia acontecido entre eu e Katie. – Não... Talvez ver Friends com os pais de Rach... Cale a boca idiota... Ok, eu falo com ela e te mando uma sms... Ok... Eu também, tchau. – Quinn desligou o celular e o jogou no sofá.
- O que ela queria? – Eu pedi, me arrumando no sofá.
- Nos convidou para ir ao Breadstix com o nosso grupinho. – Quinn disse sentando ao meu lado.
- Oh... O que você acha? – Pedi, encostando minha cabeça em seu ombro.
- Bem, você quem decide... Não que sair de lá com você chorando e Santana com um olho roxo. – Eu ri.
- Vamos, não vai ter só a Santana lá e podemos nos divertir um pouco. – Dei de ombros.
- Bem... Eu estava me divertindo bastante dois minutos atrás... – Barbra me de resistência a essa pessoa com mão e lábios mágicos.
- Quinn, estamos no meio da sala... Meus pais poderiam entrar em qualquer momento. – Disse me afastando um pouco.
- Isso foi uma indireta para irmos para seu quarto? – Ela pediu arqueando a sobrancelha.
- Por Streisand, você não cansa Fabray? – Pedi rindo, ela riu junto.
- Eu acho que os anos de cheerio me deram essa resistência. – Ela disse, ainda rindo.
- E não foi uma indireta... Até porque nós temos dever de casa e temos que ensaiar para a nossa apresentação de amanhã. Então a senhorita vai manter suas mãozinhas longe de mim. – Eu disse, enquanto eu pegava o computador dela.
- Fico uma semana fora e você já começa a usar diminutivos... Que feio Srta. Berry, que feio. – Olhei para ela e dei de cara com aquele sorriso torto... Vamos Rachel, reprima esses pensamentos... Errados.
E passamos o resto da tarde estudando... Bem, ela passou a tarde fazendo alguns deveres atrasados e eu fui atrás da minha musica. Admito que vai parecer que eu sou completamente submissa a ela, o que não deixa de ser em alguns momentos, tipo, o que fora interrompido por Santana, mas além disso, é uma musica bonita e eu acho que ela vai entender a mensagem e se eu tiver sorte, Katie também. E numa ultima colocação, Quinn Fabray consegue ser o ser mais sexy da vida quando está estudando.
Eram oito horas em ponto quando chegamos ao Breadstix, estávamos de mãos dadas quando entramos. Criamos uma norma de que não nos importaríamos do que os outros falassem, faríamos o que quiséssemos claro com algumas exceções, até porque não é muito correto se agarrar em publico. Isso soou um pouco irônico para mim.
Quinn sorriu e acenou para Santana. Assim que chegamos à mesa a única pessoa que eu vejo ali é quem? Katie! Por quê? Porque Santana é uma filha da mãe, não existem explicações mais correta que essa.
- Olha se não chegou o casal do ano. – Puck disse sorrindo. Ele se sentava ao lado de Katie, que estava ao lado de Brittany, que estava no meio, junto de Santana. E aquela J.Lo demoníaca nos colocou bem em frente à Katie. Não Rachel, autocontrole, você não vai matar Santana. Não agora.
- Hey garotas. – Brittany disse sorrindo.
- Ahn... Oi – Katie parecia perdida ali.
- Então, por que não se sentam? Eu já chamei o garçom, mas vocês sabem como funciona aqui. – Quinn respirou fundo, antes de me deixar sentar ao lado de Santana e em frente à Katie. Que deu um leve sorriso para mim.
- Onde está Cedes e Kurt? – Quinn pediu assim que se sentou.
- Oh... Mercedes não pode vir porque tinha ensaio do coral da igreja e Kurt está naquele lance de família dele. – Puck disse.
- E nesse meio tempo, encontramos nossa amiguinha estranha... E como o glee club é sobre amizade, confiança e toda aquela baboseira sentimental e a convidamos para jantar com a gente. – Santana sorriu. Eu sentia o cinismo exalar por seus poros. – Viu man-hands, até sua amiguinha estranha pode se sentar com a gente. – Revirei os olhos.
- Então, o que vão pedir? – Puck cortou, assim que percebeu Quinn encarar Santana.
- Sabe, eu acho que eu perdi a fome. – Quinn disse em seco. Olhei para Katie e percebi seu olhar sobre o pequeno decote do meu casaco.
- Mais comida para nós, não é Britt-Britt? – Santana sorriu para Brittany.
O jantar seguiu. Santana tentava me provocar colocando Katie no meio, mas tudo o que eu fazia era ignora-la, Quinn passou boa parte da noite encarando Katie com cara de poucos amigos e Puck fazia de tudo para tirar a atenção dela de Katie com qualquer assunto aleatório. E nesse poucos minutos Katie se aproveitava da situação. Eu sentia seu pé em minhas pernas e ela lançava alguns olhares sugestivos, acompanhados de sorrisinhos. E Santana apenas observava esses momentos... Vadia.
- Bem, eu acho que está na minha hora. –Katie disse se levantando. – Obrigada pelo convite Santana. Foi, ahn, estranhamente legal de sua parte.
- Oh, que nada minha cara estranha. Sempre que pudermos faremos de novo. – Santana sorriu para ela. Puck se levantou para a deixar sair.
Assim que ela saiu, Santana disse algo, mas eu ignorei por completo. Tudo o que vi foi Quinn suspirar pesadamente e seguir para a porta. Puck se levantou, mas Santana balançou a cabeça negativamente para ele. Eu me levantei, porém eu senti a mão de Santana me puxar para baixo.
- Você fica aqui Man-hands. Quinn tem o direito de se defender também.
Notas finais
Ah, eu preciso avisar vocês que a fic está chegando no seu fim, depois de quase dois anos, enfim... Nos vemos amanhã :)
Fale com o autor