Notas iniciais
Apenas um pequeno prólogo. Não se trata ainda dos acontecimentos principais, mas é útil para colocar um pouco de mistério.
Aguardo reviews.

A noite do deserto estava extremamente fria enquanto um pequeno vulto coberto por uma capa azul se esgueirava por entre as dezenas de barracas que formavam o acampamento.

Sua mensagem era importante. Na verdade, era uma questão de vida ou morte contar ao general sobre a descoberta de seus batedores.

Sua entrada foi barrada na porta da cabana principal, onde dois guardas vestindo meia armadura, túnicas e turbantes verdes que os identificavam como a guarda pessoal do general e cada um portando uma enorme lança pediram para que aquele homem se identificasse.

— Mensageiro do general. – informou ele – Kateb La’Had.

Os dois guardas apenas se viraram e sussurraram alguma coisa para dentro da cabana. Uma ordem foi gritada de lá de dentro. Kateb não pode ouvi-la, mas conseguiu decifrar o que dizia quando os dois sentinelas se desculparam apressadamente e abriram espaço para ele entrar.

O interior da cabana era ricamente decorado. Um tapete persa, dos mais caros, se estendia no chão, enquanto algumas ervas perfumantes se espalhavam por cima deste. Algumas almofadas de cor roxa, provavelmente de algum veludo italiano, estavam dispostas ao redor de uma pequena mesa de madeira, onde no momento repousava meio bule de café. No final da cabana havia mais uma mesa baixa, cercada por algumas cadeiras. Era o centro de comando do general. Mas apenas uma deles estava ocupada no momento.

O General Muntasir La’Had era um homem alto para seus quarenta e dois anos. Tinha cerca de um metro e noventa e músculos extremamente bem definidos por baixo da túnica prateada. Seus cabelos encaracolados e negros estavam bem arrumados por debaixo de seu turbante também prateado. Sua pele era queimada pelo sol quente do Oriente Médio e castigada pelas fortes tempestades de areia que varriam aqueles desertos. Mas não era só por isso. Muntasir não era um comandante que ficava sentado, enquanto seus exércitos levavam a pior na batalha. O General tinha dezenas de cicatrizes em seu corpo, marcas de todas as guerras que travou como um dos mais ativos soldados. Alguns acreditavam que o general era o melhor guerreiro de todo o Oriente Médio. Obviamente, era apenas um exagero. Mas ainda não havia se encontrado uma só pessoa que o tivesse vencido em uma batalha justa.

Mas naquele momento, não apresentava sinais de que aceitaria uma luta. Seu rosto estava cansado e ansioso. Sabia o motivo da vinda do mensageiro ali. E sabia que seria extremamente importante.

— Entre, sobrinho. – Muntasir chamou.

Kateb apenas assentiu e ajoelhou-se na frente do tio.

— General, trago as notícias. Os batedores não nos decepcionaram. Adentraram a cidade com cautela e descobriram que é lá que está o alvo.

— Muito bem. — sussurrou o General, servindo-se de uma xícara de café – Então já temos nosso alvo. Aquela cidade não oferecerá tanta resistência. Afinal, é apenas religiosa. Não militar. Algo a acrescentar, sobrinho?

Kateb se levantou devagar, não sabendo se deveria continuar o que ia dizer ou não. Começou a apoiar-se hora num pé, hora no outro. O tio percebeu a indecisão.

— Diga logo, garoto! Algo a acrescentar?

O mensageiro respirou fundo e continuou:

— Acontece, senhor... Que os ocidentais já colocaram tropas de defesa na cidade. Eles também já sabem.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Avisando que nenhum dos personagens aqui mencionados existiram na vida real.
Até o capítulo 1 o/