Thinking Out Loud

7 Capítulo 7- End


Notas iniciais
Bem, aqui estou. Último capítulo da fic. Quero agradecer a todos por essa maravilhosa experiência. Fiquei muito feliz com a repercussão dessa fic. Agradeço a Áfia por ter me dado essa ideia e agradeço a todos pelos comentários e pelos favoritos. Bem, ainda tenho uma proposta nas notas finais. Enjoy! :3

"Kate abriu a porta, já sabendo que encontraria o loft uma zona, três crianças em uma casa não dava certo. Seria melhor ela dizer quatro crianças, seu marido era uma também — a pior delas. Assim que fechou a porta ouviu alguns gritos, claro que a sua garotinha estava no meio daquela brincadeira.

– Adam, Ollie. Corram! A capitã da Aliança Rebelde acabou de chegar. — Segurando um sabre de luz vermelho, a pequena se pôs na frente da mãe. — Não há como fugir, Katherine Beckett.

– Oh! Você me pegou. — Kate fez uma careta e ajoelhou para ficar na altura da filha. — Cadê o seu pai?

A resposta veio em seguida com um tumulto na escada.

– Olliver, eu sou seu pai! — Rick gritou, apontando um sabre de luz para um dos garotos na escada.

– Não! — O garoto gritou e pulou o corrimão da escada, caindo em uma pose perfeita.

Beckett revirou os olhos e deu um beijo na filha.

– Posso saber que bagunça é essa? — Kate segurou Olliver em um abraço e passou os olhos rapidamente no corpo do filho, procurando por algum machucado.

– Nós estamos brincando de Star Wars, vovó. — Adam terminou de descer a escada e se jogou nos braços da Capitã do 12º distrito.

– Ah é? Posso saber de qual lado você está? — Ela segurou os três crianças enquanto estava ajoelhada no chão.

– Darth Sidious. — Lucy gritou.

– Luke Skywalker. — Ollie gritou.

– Han Solo. — Adam gritou.

– Acho que compreendi. — Kate beijou os três e deixou que eles continuassem a brincadeira.

Caminhou até Castle e o beijou.

– Darth Vader. — Rick brincou, assim como as crianças, dizendo qual era o seu personagem. — Você não é a líder da Aliança, você não é Leia.

– Isso seria meio errado, não acha?

– Definitivamente. — Ele a agarrou pela cintura, provocando uma onda de excitação pelo corpo dela. — Padmé. Você é Padmé Amidala.

– Já disse o quanto você fica sexy quando tem essas crises nerds?

– Você pode repetir isso quantas vezes quiser hoje à noite, lá no nosso quarto. — Com os lábios próximos ao dela, foram interrompidos por um grito agudo.

– Papai! — As vozes inconfundiveis de Lucy e Olliver ecoaram pelo loft.

– Me diga que eles não estão no meu escritório. — Rick havia fechado os olhos, imaginando exatamente o que estava acontecendo.

– Sinto te informar: Eles estão. — Kate se afastou do marido. — Adam, venha tomar banho. Daqui a pouco sua mãe vem te buscar.

– A tia Lex vem aqui? — Ollie arregalou os pequenos olhinhos verdes em expectativa.

– Vem sim. Mas agora, vocês dois, por que gritaram? — Castle já largara o sabre de luz vermelho e tirara a capa preta que vestia, agora estava com os braços cruzados em frente ao peito na típica pose de pai. — Estou esperando, Lucy e Olliver Castle.

– Ele falou nossos nomes completos? — A garotinha de oito anos sussurrou para o irmão.

– Sim. — Ele bateu a palma pequena da mão em sua testa. — Estamos ferrados.

– Não se me falarem logo o que fizeram. — E se pondo de joelhos e sussurando ele completou — E lembrem-se, o policial malvado é a mamãe, não o papai.

– Eu escutei isso, Richard. — Kate estava de pé ao lado dele. Com os sapatos de salto alto ela ainda tinha o ar de Capitã e deixava o homem um pouco apavorado.

– Eh.. Bem, o que vocês fizeram? — Ele desconversou e voltou a olhar para os dois filhos.

– Nós estávamos brincando no seu escritório e... — Lucy parou, lançando um olhar de ajuda para o irmão de seis anos.

– Nós derrubamos, sem querer, o seu notebook. — Ele terminou e segurou a mão da irmã, já sentindo algumas lágrimas molharem o rostinho dele.

– Ollie, não chore. — Lucy o abraçou. — Desculpa, papai. Foi sem querer.

– Eu sei que foi sem querer, mas quantas vezes eu já disse para não brincar no meu escritório? — Richard respirou fundo e segurou uma mão de cada.

– Muitas. — A garotinha falou por si e pelo irmão.

– Então, terão um castigo justo. — Os dois balançaram a cabeça concordando. — Sem sabres de luz por duas semanas.

– Tudo bem. — Olliver resmungou alguma coisa ao lado de Lucy, algo incompreensível. — Não reclame, Ollie. É justo.

– Agora eu quero um abraço de vocês. — Castle abriu os braços e no segundo seguinte foi derrubado pelas duas crianças.

***

– Eu também quero pular em cima do vovô. — Adam apareceu na sala, ainda um pouco molhado, vestido em uma cuequinha do Batman e com a toalha de capuz do Homem de Ferro pendurada na cabeça.

– Ei, eu estou velho. Não aguento esse tipo de coisa. — Ele resmungou quando as três crianças pularam em cima dele e o derrubaram no chão de novo.

– Adam, eu me viro um minuto para pegar a sua roupa e você foge. — Kate descia a escada apressada, rindo muito da cena que encontrara.

– Desculpe, vovó. — O pequeno foi até ela, permitindo que a capitã colocasse a roupa nele.

– Pronto. Fique com o seu avô enquanto eu chamo a Lucy e o Ollie para tomar banho. — O garoto obedeceu e as duas outras crianças acompanharam a mãe até o andar de cima.

– Mamãe, o papai deixou a gente de castigo. — A garotinha deixou escapar, recebendo um olhar de questionamento dela.

– O que vocês fizeram?

– Nós derrubamos o notebook do papai. — Ollie respondeu com receio.

– Acho que duas pessoinhas ficaram sem o brinquedo favorito, não é? — Kate indicou a banheira para que os dois entrassem sem reclamar.

– Duas semanas sem os sabres. — A miniatura de Beckett murmurou.

– Justo. — A mãe declarou.

– Justo. — Olliver a imitou, arrancando uma gargalhada dela.

***

– Pronto. Todos já tomaram banho, agora é a minha vez.- Beckett apareceu na sala e percebendo que o marido também já tomara banho aproveitou para se retirar.

– Amor, eu já disse o quanto você fica sexy nessas roupas mais elegantes que você usa para ir trabalhar? — Castle gritou e ela pode ouvir as risadas das crianças enquanto adentrava o quarto.

– Já sim, mas eu desconfio que vocês querem alguma coisa. — Ela voltou para a sala já sem os sapatos de salto e o cabelo solto.

– Bem, nós não queremos nada, mas já que você mencionou... — Sorrindo de uma maneira marota, Rick completou. — Podemos pedir pizza?

Ela tinha razão quando pensou que seu marido era a quarta criança da casa. Ele implorava mais que o neto e os dois filhos. Depois de alguns "por favor", "eu te amo" e "faço o que você quiser" ela cedeu.

– Tudo bem, mas como hoje é sexta feira, nada de pizza no domingo. — Os quatro desanimaram, mas não reclamaram. — Agora me deixem tomar banho.

Caminhou de volta para o quarto e, por fim, tirou a roupa para entrar no banheiro.

***

– A farra está boa aqui, não? — Alexis e o marido, Danny, entraram no loft.

Ninguém se deu o trabalho de responder a ruiva.

– Mamãe! — O garotinho de três anos correu para o colo de Alexis e a mesma o encheu de beijos molhados.

– Estava com saudades de você, meu bebê. — Ela caminhou com ele até o sofá. — Como foi o seu dia?

– Divertido. O vovô brincou de um monte de coisa comigo, ai quando a Lucy e o Ollie chegaram da escolinha, a gente começou a brincar de Star Wars.

– Parece ter sido bem divertido, filho. — Danny pegou o garoto no colo e o abraçou.

– Foi.

– Por falar em diversão, vocês dois já fizeram a lição de casa? — Kate limpou a boca de Lucy com um guardanapo.

– Nós fizemos antes de começar a brincar, mamãe. — O filho da capitã respondeu.

– Assim que eu gosto. — Lucy e Olliver sorriram para ela.

– Já está na hora de ir, Adam. Despeça-se da vovó e do vovô e vá falar com a dupla dinâmica também. — Alexis deixou-o no chão. O menino se despediu.

Alexis e Danny agradeceram a Castle por ele ter ficado com Adam e deixaram o loft junto com o filho.

***

– Hora de dormir. — Castle apagou a luz do quarto dos filhos e fecharia a porta se as duas crianças não o chamassem. — O que foi?

– Conta uma história, papai. — Lucy pediu e ele não teve como dizer não.

– Tudo bem.

– Eba! — Ollie desceu da cama de cima do beliche e se acomodou ao lado da irmã na cama decorada com lençois rosas.

– Sobre o que vocês querem ouvir? — Naquele momento o pai dedicado vestia a capa de contador de histórias — Um lençol dos Backyardigans — pronto para inventar mais uma história de cavaleiros e princesas. Subiu no puff verde que ficava no canto do quarto e olhou para os filhos.

As duas crianças riam da pose do pai, realmente algo hilário.

– Nós queremos que o senhor conte uma das aventuras de quando você e a mamãe trabalhavam juntos na delegacia.

Ao ouvir as palavras de Lucy o escritor desequilibrou do puff, mas não caiu.

– Como?

– O senhor ouviu. — Ollie resmungou, aquele garoto tinha mais de Beckett do que transparecia no dia a dia.

– Tudo bem. — Ele pensou em alguma que não tivesse algo de inapropriado. Lembrou de uma que tinha tudo de inapropriado, mas que se contasse sem falar os diálogos certamente eles ficariam entretidos. — Lembrei de uma.

– Conta, conta. — Os dois gritaram, quase deixando o pai surdo.

– Bem, tinha um tigre. — Ele começou.

– Um tigre, papai? — A garotinha se surpreendera.

– Sim, mas deixe-me contar.

Os pequenos Castle prestaram atenção em cada detalhe e ao final da história já estavam caindo de sono.

– Boa noite.

E finalmente ele apagou a luz.

***

– Por que demorou? — Beckett estava deitada na cama deles, enrolada na grossa colcha, fazia frio em New York naquela noite.

– Você sabe como são seus filhos. Eles pediram uma história.

– Qual foi a da vez? Rapunzel? Branca de Neve? — Ela riu.

– Não. Eu contei quando nós ficamos algemados um ao outro e tinha aquele tigre. — Ela abriu a boca para reclamar.

– De todas as nossas histórias, você conta uma das mais inapropriadas?

– Relaxa, eu omiti todo o nosso dialogo com duplo sentido.

Ela gargalhou e o beijou.

– Pronto para mais uma aventura? — Kate mordeu o pescoço dele, fazendo uma massagem revigorante nos ombros dele.

– Acho que ainda sobrou um pouco de energia da brincadeira de hoje. — Richard a encarou com um olhar de desejo. Em um segundo ele a derrubou na cama, ficando por cima dela e já beijando cada parte daquele corpo.

***

Abraçados e trocando caricias deitados na cama, os dois tentavam controlar a respiração.

– Acho que com a idade vem também mais fogo... — Kate suspirou, beijando o marido mais uma vez.

Ele riu e abraçou-a.

– Você só tem 44 anos, meu amor. E está muito bem.

– Você tem 53 e é o coroa mais gostoso que eu já vi em toda a minha vida.

Eles cairam na risada e mais uma vez tentaram controlar a respiração.

– Rick...

– Hum? — Ele resmungou de olhos fechados.

– Obrigada por me fazer a mulher mais feliz do mundo. — Ela sorriu para ele e continuou. — Dois filhos e um neto, e esse último mesmo não sendo do meu sangue amo como se fosse. Obrigada e obrigada. — Ela percebera quando as lágrimas começaram a cair. — Eu te amo.

– Eu que tenho que agradecer, passamos por muita coisa e estamos casados há quase dez anos. Eu agradeço por me amar e por me dar os dois filhos mais maravilhosos do mundo. Eu te amo, Kate.

E com um beijo ele enxugou as lágrimas dela. Preparavam-se para dormir quando ouviram Lucy chamar pela mãe através da babá eletrônica que eles mantinham ligada no quarto.

– Eu já disse o quanto eu amo ter a melhor profissão do mundo? — Os dois se vestiam e falaram aquilo em uma sincronia impressionante.

– Mãe/Pai. — Falaram juntos mais uma vez e correram para socorrer a filha de um pesadelo."

Notas finais
A proposta é a seguinte: Quem topa uma long fic com a continuação das aventuras dessa turma? Claro, é uma história independente, quem não leu essa entenderá perfeitamente a outra. Bem, preciso saber se aprovam. E mais uma vez, muito obrigada pela companhia. Beijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!