Thinking Out Loud

5 Capítulo 5 - Born this way: Extraordinary!


Notas iniciais
Eu sei que demorei, mereço um cascudo daqueles, mas preciso dizer que eu não iria voltar para nenhuma das fics que tenho em aberto aqui no Nyah. Foi uma decisão louca, eu não me sentia bem escrevendo, mas quando vi que fazia muita falta (dias incompletos) eu decidi que voltaria. Mas Áfia me convenceu de um jeito muito lindo, uma recomendação maravilhosa. Amei de paixão, sem palavras aqui. Quero deixar meus agradecimentos a Denise reis também, ela comentou em todas as minhas fanfics de Castle, em todos os capítulos. Isso sim que eu chamo de incentivo. Devo muito a vocês duas, o capítulo é dedicado a vocês. E claro, não esquecendo de quem comentou. Muitos beijos e abraços para vocês. Ah! E para quem está me acompanhando nas oneshots da oitava temporada, estou preparando uma com uma teoria sobre o 8x09 que sai em Fevereiro. O capítulo não ficou muito grande. Bem, é isso. Enjoy! :3

Katherine suspirou pela quinta vez, tentando chamar a atenção do marido que estava deitado ao seu lado na cama. Desistindo da "tática de respiração" ela tentou apelar para as carícias. As mãos dela repousaram no peito dele, começando um carinho lento e provocativo, deslizando para o abdômen e chegando à região desejada desde o início das carícias.
– Nem pense nisso, Kate. — Castle segurou a mão da esposa, ouvindo um resmungo de desaprovação dela. — Você sabe que eu não vou fazer sexo com você até a nossa filha nascer.
– Você sabe que terei que ficar de resguardo por quarenta dias, não é?
– Sei sim. — Ele beijou a testa dela, retirando o corpo dela de cima do seu. — Agora durma.
– Eu vou fazer da sua vida um inferno, Richard Castle. — A ironia era evidente na voz da detetive.
– Eu sei. — Ele sussurrou, virando para o lado oposto ao de Kate.
– Castle, eu estou com quase nove meses de gravidez, há dois nós não fazemos nada. — Beckett balançou o corpo dele, não deixando que ele adormecesse. — Como você está conseguindo dormir tranquilamente?
– Não estou. — A resposta dele deixou-a intrigada. — Durma, Kate.
Castle pôs um dos muitos travesseiros por cima da cabeça, na tentativa de adormecer, mas ele sabia que não dormiria no estado que estava.
– Você sabe que a qualquer momento ela pode nascer... — Kate deixou a mão direita brincar nos músculos das costas do marido, causando arrepios nele. — Tem certeza que quer esperar mais um mês e meio? — Provocando como só ela sabia provocar, Kate desceu a mesma mão que brincava nas costas para a bunda, não se limitando apenas a passar a mão, mas também apertando.
Rick, assustado com o Beckett fizera, pulou da cama, parando de frente para a esposa.
– Katherine, escuta: Você não faz ideia do quanto eu quero ter uma noite de sexo quente com você, mas pelo amor de tudo que é mais sagrado pra você, não me provoque. Eu não me sinto confortável fazendo sexo com você com a barriga desse tamanho e sei o quanto você sente dor durante... Bem, você sabe. — Ele ajoelhou, deixando metade do corpo apoiado na cama, e pegou as duas mãos dela, chamando-a atenção. — Por favor, não pense de novo que eu não te desejo. Acredite, eu desejo, muito! — Rick respirou fundo. — Respeite essa minha decisão, por favor.
A detetive estava completamente perdida nas palavras dele, mas, ainda assim, conseguiu responder.
– Todo esse tempo e você estava se preocupando comigo? — Kate sorriu, pensando ser a mulher mais sortuda do mundo.
– É. — Ele soltou o ar, que em algum momento havia prendido. — Desculpe por não ter te contado.
– Tudo bem. — Beckett bateu a mão na cama, indicando para o marido que voltasse para o seu lugar. Quando ele o fez, Kate não pode deixar de perguntar uma coisa. — Então, sua solução para sua excitação é o autocontrole?
Castle sentiu suas bochechas queimarem, não sabia se pela falta de intimidade com a esposa há um tempo ou pelo fato de estar excitado no momento e perdendo a última gota de controle que tinha.
– Não é fácil.
– Nunca é. — Kate entrelaçou seus dedos e avançou para um beijo. Em alguns segundos ela quebrou o contato entre eles, respeitando o que o marido decidira. — Boa noite, Rick. — Virou de costas para ele e fechou os olhos.
Ela sentiu um movimento na cama, fazendo-a perceber que ele tinha saido da cama. Beckett abriu os olhos a tempo de vê-lo entrar no banheiro e ligar o chuveiro. Provavelmente a água estava ligada na temperatura mais fria.
– Acho que não é só de autocontrole que vive o homem, não é mesmo, Castle? — Kate gritou, rindo logo em seguinda.
– Banho gelado também ajuda. — Ele respondeu, fazendo a gargalhada de Kate aumentar.
Ela estava com sono, respirou fundo, controlou o riso e deitou enrolada no lado dele da cama, adormecendo antes que ele voltasse do banheiro.
***
– Rick! — Kate apertou o braço do marido, ele resmungou, mas não acordou. — Castle! — Ela gritou, sentindo uma dor aguda em seu ventre. Estava entrando em trabalho de parto.
– Kate... — Ainda desorientado, Castle pulou da cama para tentar ajudar ela. — Você está...?
– Sim, ela está vindo, Cas. Por favor, me ajuda. Está doendo muito. — O ar faltava nos pulmões da detetive, a dor tomava conta do rosto dela. — A bolsa estourou... — Ela soltou mais um grito.
– Pai, o que está acontecendo? — Alexis entrou no quarto, seguida por Martha, observando a cena logo tirou suas próprias conclusões. — Oh Meu Deus. Vó a Kate está em trabalho de parto.
Castle tomou a esposa em seus braços, gritando algumas palavras para as ruivas, apressando-as. Precisavam sair imediatamente para o hospital.
– Cas... — Beckett chorava, torcendo a camisa cinza de Castle entre seus dedos.
– Vai ficar tudo bem, meu amor. Vai ficar tudo bem. — De um jeito muito desajeitado ele conseguiu chamar o elevador. Logo, Alexis e Martha apareceram com as coisas necessárias.
– Alexis, eu preciso que você dirija. Quero ficar com ela. Preciso ficar com ela. — Rick olhou para Kate mais uma vez, vendo que ela não abria os olhos devido a dor. Ele estava chorando junto com ela.
A ruiva mais nova deixou a chave em mãos e assim que o elevador se abriu os quatro entraram. Martha apertando o botão da garagem com uma certa velocidade.
Kate gritou mais uma vez, apertando-se contra o peito de Richard, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
– Katherine, olhe pra mim. — Martha anunciou, pedindo a atenção da mulher para si. Ela obedeceu. — Vamos lá, respire. — Movimentando as mãos de uma forma teatral, a mãe do escritor conseguira acalmar um pouco a detetive. — Vamos, calma.
O ruído alto do sino do elevador ecoou e eles sairam às pressas do mesmo, correndo até o carro. Alexis abriu a porta para que o pai entrasse no carro com a madrasta e entrou no para poder dirigir, Martha continuou o exercício de respiração do banco do passageiro.
As palavras reconfortantes do marido e a dedicação da sogra não ajudaram muito quando as contrações passaram a vir em intervalos de tempo menores. Os gritos e o choro de Kate estavam deixando Castle nervoso, muito nervoso, e ele não fazia ideia de como conseguir acalma-la.
***
– Dra. Addison Montgomery, temos uma paciente em trabalho de parto. Quarto 1347. — Castle escutou a voz de uma das enfermeiras no alto-falante do hospital.
– Cas, fique comigo. Por favor... — Beckett suplicou, tendo mais uma contração.
– Eu não vou a lugar nenhum. — Ele beijou a testa suada de Kate. — Estou com você e com a nossa Lucy.
– Olá, Kate, vejo que a princesinha se apressou alguns dias, não é?! — A médica entrou no quarto, já preparada para fazer o parto.
– As contrações estão vindo entre cinco minutos e quatro minutos e meio, Addison. — Castle adiantou-se sentando em uma cadeira, segurando a mão de Kate. Eles estavam juntos, não importava o que.
– Certo. Vamos lá, Kate. Eu quero ouvir o chorinho dessa menina. — A doutora posicionou-se.
– Está mais fácil ouvir o meu. — E mais um grito foi escutado.
***
Martha, Alexis, Jim, Victória, Lanie, Kevin, Javier e Jenny estavam no corredor do hospital, esperando por notícias.
– Será que ela está bem? — Jim sentou-se ao lado de Lanie, a mesma segurou sua mão, confortando-o.
– O Castle está com ela. — Ouviram Javi dizer.
Antes que qualquer outra palavra fosse dita, Castle passou pelas portas duplas do corredor. O sorriso estampado em seu rosto indicava o tamanho de sua felicidade.
– Nasceu! Ela é linda, ainda não abriu os olhinhos, mas tem o jeitinho todo da Kate. — Ele disparou as palavras. — As duas estão muito bem, o que não está bem é a minha mão, mas tudo bem, valeu a pena. — A onda de comoção que tomou conta deles fez com que o escritor derramasse algumas lágrimas.
– Como ela é? — Jenny, Kevin e Victória perguntaram ao mesmo tempo.
– Ela é tão pequena, o pouco cabelo que tem é um castanho dourado como o da mãe, as mãozinhas, os pezinhos... — Ele suspirou, puxando o ar de volta para os pulmões, continuou. — Ela é extraordinária, assim como a mãe.

“Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto.”
EDGAR ALLAN POE

Notas finais
Sim, eu sou como o Cas, facinada pelo Poe. Bem, espero que tenham gostado. AVISO: Esse é o penúltimo capítulo. O próximo será o último, claro, se vocês optarem por não ter um epílogo. Deixo nas mãos de vocês. Para quem quiser me seguir no Twitter: @JanaGrazi (Uma pequena louca por Stana, Nathan e todo o Cast de Castle)