Thinking Out Loud
4 Capítulo 4- First Storm
Notas iniciais
"Kate observou o quarto do seu bebê, antes branco, agora levava uma tonalidade lilás. Ela tinha certeza que sua filha ia ficar bem, ali.
Parou em frente ao berço e passou as pontas dos dedos sobre a madeira envernizada, mal podia esperar para ter sua garotinha em seus braços.
– Kate, seu pai já... chegou. — O jeito que ela tinha naquele quarto era diferente e isso o fazia ficar atrapalhado. — Há quanto tempo está aí? — Ela riu envergonhada, Rick a conhecia muito bem.
– Uns cinco minutos, talvez? — Rick riu da expressão da esposa e abraçando-a por trás, colocou as duas mãos na barriga dela.
– Trinta minutos seria o certo. — Foi a vez dela de rir. Kate não tinha culpa se toda vez que entrava no quartinho ficava encantada com os pequenos detalhes das paredes e dos móveis. — Será que o seu pai se importa de esperar mais alguns minutos? — Rick falou maliciosamente baixo, perto do ouvido de Kate e deixou um beijo molhado em seu pescoço.
– Tenho certeza que não, mas eu não quero que você me veja desse jeito. Eu estou horrível, pareço uma bola, ou melhor, uma vaca que não consegue encontrar seu ponto de apoio gravitacional de tão gorda que estou
– Isso não faz eu parar de te desejar.
Ela sorriu, mas logo parou para analisar a frase dele e fez uma careta muito feia.
– Você acabou de concordar que eu estou parecendo uma vaca gorda, Richard Edgar Castle? — Beckett falou alto o suficiente para que todos no loft e na rua vizinha escutassem.
– Não, eu não disse isso. — O desespero na voz dele era evidente. — Eu nunca diria isso para você.
– Então, você fala sobre mim com outras pessoas? — As respostas dela eram rápidas e afiadas, como em um interrogatório. — Outras mulheres?
– Não! — Ele alterou o tom da sua voz, assustando-a. — Katherine Beckett, eu não sou um suspeito, sou o seu marido. Apenas isso. — Rick levantou a mão esquerda, deixando em evidência a aliança dourada. — Quando você estiver mais calma, nós conversamos.
Rick avançou até a porta do quarto do bebê.
– Para onde você vai? — A voz falha de Kate mostrou o seu medo.
– Eu preciso de um pouco de ar. — Ele saiu, deixando-a sozinha.
***
– Richard, aonde está indo? — Martha levantou do sofá quando viu o filho pegar o casaco e a chave do carro de cima do balcão.
– Para algum lugar. — Enquanto caminhava até a porta do loft parou para olhar a expressão do sogro. Não era a melhor do mundo. — Desculpe-me Jim, mas estou fazendo isso para não piorar a situação. Eu amo a Kate, mas ela precisa pensar antes de falar. Ás vezes ela me machuca... Tá, isso é problema nosso, desculpem. — Ele ouviu os passos da esposa acelerarem ao descer a escada. Sentiu vontade de repreendê-la por correr nos degraus, mas não o fez. — Ela está vindo, vai contar para vocês o nome que escolhemos para a nossa princesinha. — Rick fechou a porta de casa, mas não antes de escutar ela chamar por ele.
– Rick! — E o pior de tudo: Aquilo era súplica em sua voz.
***
– Nós escolhemos um nome para ela, foi difícil, mas conseguimos entrar em um acordo. — Kate começou a falar depois de beber metade do copo d'água que Alexis trouxera para ela. — Lucy Beckett Castle, esse é o nome dela.
Jim sorriu junto às duas ruivas.
– Bela escolha, Beckett.
– Obrigada Alexis. — Kate olhou para a porta e tomou uma decisão. — Eu preciso sair.
– Aonde vai? — Jim perguntou, surpreso com a atitude repentina da filha.
– Vou atrás do meu marido. — A detetive sorriu tentando passar a confiança.
– Você nem sabe onde ele está. — Alexis protestou.
– Acredite, eu sei. — Ela se despediu dos três, e antes que eles pudessem respirar mais uma vez, Kate estava fora de casa.
***
Richard não fazia ideia de como uma frase dela havia levado àquilo. Uma briga feia.
– Eu não quero que você fique com raiva de mim, eu- eu não deveria ter dito aquilo...
– Kate, eu preciso ficar sozinho, por favor.
– Tudo bem. — Ela levantou do balanço, mas ao invés de se afastar, aproximou-se do marido, fazendo-o ficar tenso. — Eu te amo, Rick. — Kate beijou seu rosto e foi embora.
– Kate Castle, você ainda vai me enlouquecer.
***
Quando Rick cehgou em casa, já passava das dez horas da noite. Provavelmente sua esposa estava dormindo. Ele passava pela porta do quarto, mas parou ao ouvir a respiração pesada dela. Kate estava dormindo no sofá, abraçada a uma camisa dele.
Castle aproximou-se e acariciou seu rosto antes de chamá-la.
– Kate, meu amor, acorde. — Ela resmungou enquanto lutava para abrir os olhos.
– Oi. — Beckett deu um sorriso.
– Oi. Vamos para a cama, se ficar aqui, sua coluna estará doendo amanhã. — Castle segurou a mão dela, mas não a olhou nos olhos.
– Rick, olhe para mim. — Katherine suplicou e ele fez o que ela pediu. — Desculpe, eu não quis insinuar que você me traiu. Eu não pensei direito antes de falar.
– Ei, ei... Está tudo bem. Eu deveria ter sido mais compreensivo, me desculpe, também.
– Eu te amo tanto, Cas. — Ela segurou o pescoço dele e o beijou. — Por favor, me faça sua. Aqui e agora.
***
Kate lembrava de que uma vez sua mãe, Johanna, havia dito que o sexo de reconciliação era o melhor. Ela tinha razão. Beckett beijou o peito de Castle e se aconchegou nos braços dele.
– Obrigado por esse presente. — Kate sentiu a mão do marido acariciar sua barriga, de sete meses, antes de cair em um sono profundo."
Fale com o autor