Thinking Out Loud
2 Capítulo 2- Wish
Notas iniciais
"Richard passou as mãos pelos longos fios de cabelo de Katherine, amarrando-os em um nó.
– Eu sei que você vai querer me matar quando ver o resultado disso. — Ele resmungou, passando a mão esquerda nas costas da esposa.
Mesmo no terceiro mês de gravidez, os enjoos matinais estavam presentes no dia a dia de Kate.
– É, eu vou. — Ela apoiou-se no balcão do banheiro e tentou respirar fundo quando sentiu seu estômago revirar mais uma vez.
Castle segurou a mão da esposa e a levou em direção a cozinha.
– Eu não quero comer. — Kate parou no meio do caminho, puxando o braço do marido com força.
– Ai! — Ele exclamou, fazendo uma careta de dor. — Você vai comer, você precisa, Kate.
A expressão de Beckett mostrava o quanto fora contrariada ao ser "arrastada" até a bancada da cozinha.
– Está fazendo café? — A detetive sorriu e viu o marido ficar tenso.
– Sim, mas você não vai tomar. — Rick levou a xícara aos lábios, a esposa querendo matá-lo.
– "Você não poderá beber ou comer nada que possua cafeína durante o período de gestação e amamentação." — Castle riu, Kate tentando imitar a voz da médica, enquanto fazia um movimento estranho com o pescoço.
– Estou fazendo isso para o bem de vocês. — Ele serviu um copo com suco para ela.
Alguns minutos mais tarde a estrutura de mármore, à frente de Kate, estava cheia de alimentos naturais e saudáveis.
– Eu preciso, mesmo, comer isso? — Ela olhou para a coisa pastosa e cinzenta a qual não parecia nada com um delicioso mingau de aveia.
– Sim. — Kate levou a primeira colher à boca sob o olhar de repreensão do marido.
A detetive suspirou, seria mais um longo dia.
***
– Ai!
– O que- O que foi? — Castle pulou da cama e encarou a esposa. — Está sentindo dor? Onde? Vou levar você para o hospital, agora.
O homem demonstrava desespero e Kate soltou uma gargalhada.
– Cas, eu estou bem! Eu só bati a mão na cômoda.
– Tem certeza, Kate? — Ele levou a mão dela aos lábios.
– Tenho, meu amor.
Rick respirou aliviado, ela estava bem.
***
Ela terminara de colocar o sapato quando o marido entrou no quarto.
– Salto alto, Kate? — Sua voz tinha um tom firme de indignação.
– É, qual o problema? — Beckett sorriu confusa.
– O problema é: Você pode tropeçar, cair e se machucar.
Ela riu, uma risada alta e gostosa de ser ouvida.
– Rick, meu amor, eu sempre usei salto alto e nunca caí. Não vai ser agora, que estou grávida, que vou cair. Eu tenho equilíbrio. — Kate caminhou até ele e pôs seus braços ao redor do pescoço dele.
– E se você cair?
– Eu não vou cair. — Ela olhou em seus olhos. — Prometo tomar cuidado.
Castle acariciou o rosto da esposa e a beijou.
– Eu encontro vocês, mais tarde, na delegacia. — Ele agachou-se e levantou a barra da blusa dela, a barriga já começando a aparecer, e depositou um pequeno beijo ali.
Kate sorriu. O corpo começando a esquentar devido ao toque dele, mas deixaria o calor para mais tarde, ainda precisava trabalhar.
***
Kate desenganchou os cabelos presos nas alças do sutiã e sentou no abdômen de Rick, deixando uma perna de cada lado do corpo dele.
– Não que eu não queira, meu amor, mas Alexis e minha mãe podem chegar a qualquer momento. — Ela não se importava de estarem no chão da sala do loft, apenas queria que ele a tocasse.
– Richard Edgar Alexander Rodgers Castle, você não me quer? — Ela levantou, deixando-o totalmente frustrado.
– Não, não. — Rick seguiu a esposa até a porta do quarto.
– Então, você não me deseja mais. — Ela o encarou, as lágrimas ameaçando molhar seu rosto.
Castle tentou explicar-se, em vão, Beckett já havia batido a porta na sua cara.
– É melhor eu arrumar o quarto de hóspedes. Pelo visto, não volto tão cedo para a minha cama. — Ele murmurou enquanto catava e dobrava as peças de roupa espalhadas pela sala.
***
Castle parou em frente à porta de seu quarto, criando coragem para falar. Respirou fundo e, mesmo com a porta fechada, começou.
– Eu sei que você não está dormindo, Kate. Eu só quero dizer que nunca deixei de te desejar, hoje mais cedo eu queria te amar, mas não no chão e sim na nossa cama. Eu- Eu já disse isso inúmeras vezes e não vou deixar de dizer, jamais: Eu te amo, Katherine. — Ele apoiou a mão direita no tampo de madeira envernizada e inclinou-se para frente. — Eu sou escritor, mas estou sem palavras, que ironia. Você ve o que faz comigo, Senhora Castle?
Rick pode ouvir uma risadinha, e ele sorriu por isso.
Cinco segundos, a porta estava aberta e eles estavam entregues nos braços um do outro."
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