Thinking Of You.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
A sensação que eu tinha é que o Lobinho ficou mais pesado, bom ele tinha essa mania de pular em mim do nada quando estávamos aqui, mas se ele quiser continuar com isso vai ter que emagrecer um pouquinho.
Ele começou a lamber meu rosto, era difícil abrir os olhos, com o sol brilhante na sua face e um cachorro enorme e pesado encima de você, dei risada com ele me lambendo realmente fazia cócegas.
—Chega Binho! Chega!- Disse empurrando o cachorro de cima de mim e tentando me levantar.
—Só o que me faltava a pancada foi tão grande que ela não tá falando nada com nada- Alguém com uma voz rouca e aveludada o que eu achava sexy, mas o que não diminuía a forma arrogante com qual ele falava.
O cachorro saiu de cima de mim e eu consegui me sentar e abri os olhos, aos poucos eu já não via tudo embaçado.
—Ei garota você tá bem?- Pude sentir na sua voz a sua irritação aumentando, se ele estava tão irritado porque se importava se eu estava ou não bem?- Pronto só falta ter ficado tapada.
Virei como raiva em direção à voz, que cara chato! Como assim tapada? Eu não era obrigada a responder ele! Mas quando olhei para o dono da voz perturbadoramente linda e irritante, quase que minha raiva vai embora.
Perfeito, seria a palavra para descrever o garoto a minha frente, ele tinha a pele alva, com cabelos um pouco compridos vermelhos fogo, e os seus olhos cinza, tive medo de olhar muito tempo era como se eles me invadissem e descobrissem todos os meus segredos.
O garoto vestia uma calça jeans, camisa branca gola v com uma jaqueta de couro preta, e nos pés um all star vermelho.
Não sei como ele aguentava ficar debaixo de toda aquela roupa porque o dia estava particularmente quente.
—Ei vai me responder se tá bem ou não garota?- Aquela grosseria toda na voz me trouxe de volta e junto comigo toda a minha raiva.
—O que te importa se estou bem ou não?- Disse me levantando, limpando a sujeira na minha roupa, olhei para ele e percebi o quão maior ele era que eu.
—Foi porque o meu cachorro pulou encima de você, baixinha- Definitivamente esse idiota estava querendo me tirar do sério, mas espera um momento... O cachorro dele me derrubou?
Olhei para o seu lado e havia um cachorro totalmente negro e bem grande, um pouco maior que o Lobinho talvez, e com certeza mais pesado, agora sim entendi o porquê do peso a mais.
—A tá, estou bem, pensei que havia sido o meu cachorro que tivesse pulando encima de mim- expliquei talvez ele entendesse um pouco da minha confusão, levei os dedos ao lábio e assoviei.
De longe pude ver o meu cachorro correndo na minha direção, ele veio rodou entre as minhas pernas e se sentou do meu lado olhando para o outro cachorro.
—Se você está falando que tá bem então tá, mas achei que tinha quebrado uma meia dúzia de ossos você é tão pequena e magrela- Disse me olhando de cima a baixo.
Eu senti o meu sangue ferver, esse cara me irritava tanto, a sua beleza e sua grosseria era equivalente, e olha que ele era muito bonito.
—Não se preocupe fósforo gigante eu estou ótima, vamos Lobinho- Prendi a coleira no pescoço do meu cachorro e sai.
—Você me chamou de que?- Acho que ele demorou um pouco pra entender o “elogio”.
—Tá surdo? Pois se está eu não ligo, não vou ficar repetindo a mesma coisa várias vezes- Disse por cima do ombro e continuei a andar deixando um ruivo mal humorado para trás.
Cheguei em casa ainda com fumaça saindo pelos ouvidos, não sei o que estava acontecendo comigo não era de me estressar assim tão fácil e tão rápido, mas eu vou falar aquele garoto era insuportável.
Nem percebi quando já estava dentro de casa pisando firme.
—Ei, ei vai com calma, assim vai assustar as crianças- Megs estava no sofá com as três crianças ao seu lado.
Nico estava na poltrona jogado como um pano velho.
Fui até as crianças e dei um beijo em cada uma.
—O que foi Tia Mei?- O pequeno Murilo me questionava.
—É Tia, você está tão brava, brigou com alguém?- Julia também estava curiosa.
—Brigou com alguém Mei? Talvez tenha sido com o Loiro aguado do vizinho?- Nico que á alguns segundos não estava nem ai se interessou pela conversa, um sorriso sarcástico dançava sobre seus lábios.
—Não briguei com o Nathaniel, hoje ele teve que sair com o pai dele- Murmurei.
—Então brigou com quem?- Até Megan queria saber, mas que povo curioso, era de família.
—Com um tal cabeça de fósforo- Todos olharam pra minha cara sem entender, bom e quem entenderia?- Foi com um idiota no parque, e eu não briguei só não fui com a cara dele.
Não queria mais dar explicações fui até as escadas desci e fui em direção ao meu quarto.
Entrei e bati a porta, me joguei na minha cama e respirei fundo, eu estava sendo idiota de me estressar com tão pouco, ele nem deveria mais tá lembrando-se de mim e eu aqui brava porque ele me chamou de baixinha e magrela.
Eu precisava relaxar, fui até o meu guarda roupa e abri a segunda gaveta pegando debaixo de algumas roupas uma chave, peguei a roupa que eu precisava no meu guarda roupa, uma caixa debaixo da cama e fui me trocar.
Coloquei a cabeça para fora do quarto para ver se havia alguém no corredor, e então sai, fui em direção à porta ao lado e abri com a minha chave.
Entrei coloquei a caixa no chão e tranquei a porta de volta, não queria ninguém ali, olhei para aquela sala, fazia um tempo que eu não entrava ali sentia tanta falta, muita falta mesmo. Andei até um pequeno rádio no canto da sala e liguei.
...
Sai da sala cansada e suada, havia ficado mais de uma hora, e eu ainda tinha que tomar banho e fazer o almoço.
E assim o fiz, tomei um banho demorado o que aliviou todas as minhas tensões, subi e comecei a fazer o almoço.
—Eu fui te chamar e ouvi a musica saindo daquela sala, fazia tanto tempo que você não entrava lá- Megan disse encostada no balcão da cozinha.
—É, fazia mesmo.
—Você sente muita saudade?
—Sim, muita, mais não posso fazer nada.
—Eu sei, mas sinto falta de vê-la... -Não deixei que terminasse a frase.
—Eu sei, mas como eu disse não posso fazer nada sobre isso.
—Mas da próxima vez que entrar me chame- E com isso Megan saiu da cozinha.
Balancei a cabeça para tirar aquele pensamento, as coisas eram tão complicadas, porem não ia ficar lamentando, não podia fazer isso, não por mim, mas por meus pais, Megan e Nico, e amigos envolvidos, eu precisava estar bem por eles.
Almoçamos todos juntos, as crianças fizeram a maior zona com a macarronada, foi engraçado, depois tomamos sorvete e sentamos no sofá para assistir um filme.
O filme que estava passando na TV era Uma noite no Museu, eu gostava daquele filme, era divertido.
Em um momento do filme o Cowboy disse: “Ocê é só um gigante pernudo do capeta... Como é que ocê vai saber dos fatos da vida?”.
“Gigante pernudo” pensei comigo mesma, isso me lembrou do ruivo do parque, talvez eu deva chama-lo disso na próxima vez que nos encontrarmos... Espera! “Na próxima vez que nos encontrarmos?” Mentira que eu estou pensando na próxima vez que encontrar com ele? Sinceramente algo de muito errado esta acontecendo comigo hoje, como posso pensar nele? Ele me estressou até o ultimo fio de cabelo com 1 minuto de conversa!
Continuei assistindo o filme, até ouvir meu celular tocando na cozinha, corri para atendê-lo.
—Alô?
—Alô? É isso que você me diz depois de ter me largado a semana inteira aqui que nem um trapo, como se eu não vale-se nada pra você? Sua piruá mal agradecida, depois de anos me dedicando a você... -Dei risada com a encenação dramática do meu amigo do outro lado do telefone.
—Alexy, sabe que eu te amo, e também sabe que eu to de babá essa semana por isso ainda não fui te ver.
—Sei bem disso amiga... — Ouço um barulho e um gritinho agudo do Alexy, e a voz do telefone não é mais manhosa, e sim mais firme e bonita- Hei Mel?
—Armin?
—Sim, sou eu, então eu sei que você está de babá essa semana, mas eu não aguento mais o Alexy e essas duas garotas aqui no meu ouvido, reclamando... — Ouço a voz da Annabeth no fundo dizendo que é mentira e ela pode viver muito bem sem mim, o que é mentira.
—Desculpe te causar tantos problemas Armin, sei como é difícil aguentar esse povo ai- Ele ri do outro lado, Armin era o irmão gêmeo de Alexy, era a versão do Alexy com cabelos escuro, olhos sem lentes e menos colorido.
—Tudo bem Mel, mas converse com o Alexy pelo menos e faça-o se comporta, estou com “the last of us” e to tentando jogar, mas com esse povo todo aqui fica difícil.
—AH Armin não acredito que você tem esse jogo? Você tem que me emprestar!- Imporei.
—Claro, quando eu fizer final te empresto.
—Ah que bom, estava doida pra jogar.
—Ele é muito bom, tem uma parte em que voc... -Eu ouvi mais gritos, e barulho de coisas caindo.
—Armin? Tá tudo bem?- Silencio- Alô?
—Oi Mel- A voz da minha amiga Annabeth.
—Hei Annie
—Preciso tanto falar com você- Disse dando um suspiro.
—Annie?- Me surpreendi Annabeth não é uma pessoa muito sentimental, não costuma esboçar seus verdadeiros sentimentos.
—Não que eu esteja com saudade nem nada- Ela se apressou dizendo- Mas prefiro a sua opinião a do Alexy ou da Rosa, sem falar no Armin ele é pior que eu.
—Tudo bem- Dei risada com os gritos indignados dos meus amigos pelo comentário da Annabeth- Mas isso tem haver com o Per..
—Não fala o nome dele que dá azar!- Annabeth sempre foi à equilibrada, mais só era falar em uma pessoa que começa com “P” que ela perde a linha, sabe o que eu acho? É o amor.
—Ok, ok, entendi qual é o seu problema- Ouvi uma breve discussão sobre quem ia falar no telefone e mais barulho.
—MEL!- Um grito mais alto que o do Alexy quase me deixou surda, era a Rosalya.
—Oi Rosa
—Ah amiga que saudade, o Alexy te liga e só fala besteira, ai o Armin pega o telefone e vocês começam a falar daqueles jogos e não param mais, ai o Alexy pulou encima do Armin pra pegar o telefone e a Annie tomou dos dois, ai eu também quis falar um pouco- Como sempre Rosalya relatou tudo e sem parar para respirar.
—Não sei por que esse alvoroço, todos parecem crianças- Brinquei.
—Olha quem fala a nanica- Ela me retrucou rapidamente.
—Não venha com essa, já estou cheia de me chamarem de pequena por hoje- resmunguei.
—Quem te chateou amiga?
—Um garoto no parque.
—E ele era bonito pelo menos?
—Muito- deixei escapar, e a Rosa deu um gritinho histérico do outro lado da linha- Ma-mas isso não importa ele era um simples idiota e por mim não volto vê-lo nunca mais!
—Acho que alguém ficou mexida, tá se importando demais pra um simples idiota do parque o qual nunca mais vai revê-lo.
—Você é muito sonhadora Rosa.
—Sim, a sonhadora sou eu aqui né?
—Sim senhora.
—Mel o Alexy quer tomar o telefone de mim e o Armin também!
—Faz assim, meus pais viajaram, busque suas coisas e avise a galera ai, hoje vão dormir aqui em casa.
—Oba festa do pijama!- Ela berrou, consegui ouvir os gritinhos alegres do Alexy, um “Tanto faz” da Annie e um “Vou pegar meus jogos novos” do Armin.
—Bom então até mais tarde, manda um beijo pro pessoal.
—Beijo amiga, até- E desligou o telefone.
Isso ai, eu precisava de uma noite com as meninas e o Alexy pra relaxar, o Armin eu sei que ia se instalar na sala com o Nico e jogar, até gostaria de me juntar mais tenho certeza que não vão deixar.
Fui até a sala e sentei no sofá.
—Hoje as meninas e os gêmeos vão vim passar a noite aqui- declarei.
—Oba o Armin tem uns jogos novos que eu quero, vou falar pra ele trazer- Disse o Nico pegando o celular e mandando uma mensagem para o amigo.
—Mais crianças- Disse a Meg bufando.
—Ei olha como fala dos meus bebês!
—Vou me trancar no quarto, vocês são muito problemáticos- E com isso fazia a maior cara de tédio.
—Megan você parece uma velha, só reclama- resmunguei e ela revirou os olhos.
—Se eles vão vim mesmo é melhor ir ao mercado comprar mais coisas, esse povo só come- Megan falou.
—Tem razão- Levantei do sofá e fui á cozinha pegar dinheiro-Vou ir lá agora.
Quando sai pelo o portão, olhei para a casa do lado ainda estava muito curiosa com os novos moradores, mas também não ia ficar que nem uma velha fuxiqueira curiando a vida dos outros, uma hora ou outra eu vou conhecê-los e só questão de tempo.
E assim segui o meu caminho, o clima estava muito bom, não estava tão quente quanto mais cedo, estava mais refrescante, ameno.
Andei por algumas ruas do meu bairro observando o local, eu gosto de morar aqui, é tudo muito perto, escola, shopping, mercado, parque, hospital... E isso era bom, mas às vezes eu me cansava disso e ia para o outro lado da cidade nem que fosse para andar de bicicleta, era raro, mas acontecia.
Avistei de longe o comercio desejado, entrei e fui para a parte das guloseimas, adolescentes juntos só comem besteira.
Peguei um cesto e fui jogando dentro salgadinho, bolachas, chocolate, balas de variados tipos.
Segui para o corredor seguinte em busca dos sucos e refrigerantes. Conferi se tinha tudo que nos precisaríamos para a noite e segui o corredor em direção a o caixa.
Passei por aquelas batatas maravilhosas “Pringles!”.
Procurei o meu sabor preferido, logo eu o avistei, mas fiquei brava, porque sempre tinha alguma coisa que eu queria na prateleira mais alta que eu nunca alcançava?
Comecei a me esticar para alcançar, depois de algum tempo eu estava pulando tentando pegar.
Ouvi uma risada e parei olhei em volta procurando ver quem ousava rir de mim, mas só havia uma senhora no corredor que nem estava ligando para a retardada aqui, decidir qual marca de molho de tomate ela iria levar parecia mais interessante pra ela.
Dei com os ombros e continuei a minha batalha para alcançar um Pringles de creme de cebola, quando estava prestes a desistir uma mão se esticou e me entregou o meu precioso salgadinho.
—Aqui- não precisava olhar para saber o dono da voz melodiosa que acabara de me ajudar.
—Obrigada- murmurei me virando para o loiro, eu estava agradecida, mas ao mesmo tempo chateada odiava ter que ser ajudada, principalmente quando o assunto era o meu tamanho.
—Você tá’ bem?
—Estou sim, mas e ai? Como foi o golfe?
—A foi... Legal- foi o que disse mais a cara dizia outra, levantei uma sobrancelha como se o questionasse novamente- Ah foi um saco só tinha gente mais velha, dizendo coisas chatas e me perguntando sobre faculdade.
—Nossa Nath, deve ter sido horrível, odeio esse assunto também mal terminei a escola e já ficam me perguntando sobre faculdade!
—Pois é, mas a caminhada foi boa? Conseguiu sobreviver um dia sem mim?- A brincadeira me fez rir.
—Nem tanto, um cachorro desconhecido pulou encima de mim e depois o dono dele ficou de grosseria comigo e me insultando- Disse alimentando aquela raiva que eu havia criado pelo anjo ruivo.
—Te insultando?!- Nathaniel parecia meio bravo.
—Sim, ele me chamou de pequena e magrela, ficou me enchendo o saco perguntando se o enorme cachorro dele não tinha me quebrado.
—Que idiota, ele provavelmente nunca viu uma garota bonita- Depois de dito isso senti meu rosto esquentar- Mas enfim, posso saber por que comprar tanta besteira?
Nathaniel apontava para a minha cesta de gororobas.
—Os gêmeos, a Annie e a Rosa vão dormir lá em casa, e eu provavelmente tenho que alimenta-los com besteiras a noite toda.
—Ah entendi, seus pais devem adorar a casa cheia, seus primos, amigos...
—Até gostam, mas eles estão viajando, foram resolver umas coisas na casa da praia- Olhe para a cesta dele e também vi bastante besteira dentro- E essa sua cesta ai? Não está muito saudável também.
—Ah sim, mas não é pra mim, é pra Ambre, Piper, Charlotte, Li e a Calipso estão lá em casa acampadas no portão ansiosas para verem os novos vizinhos- coitado do Nath.
—Tadinho de você Nath.
—Você nem imagina, então eu decidi vim aqui comprar besteira pra ver se elas se acalmam um pouco- Eu realmente estava com dó do fofo a minha frente.
—Então... Porque você não vai lá em casa?- Melissa Miranda Helts que merda está fazendo?- Vai estar todo mundo- Para! Para! Para, vai dar merda!- E você aproveita pra conhecer meus pequenos.
—Tem certeza?- NÃO!
—Claro Nath, vai ser divertido.
—Ok, você já está indo pro caixa?
—Sim e você?
—Não ainda falta pegar umas coisas, mas pode ir indo, depois eu vou deixo as coisas em casa e vou pra lá.
—Então tá, até Nath.
Passei as compras no caixa e fui pra casa.
Entrei em casa e fui pra cozinha, não acredito que eu chamei o Nath aqui, é como jogar uma ovelhinha inocente no meio dos lobos!
—Mei!- Nico gritava na minha frente balançando os braços.
—O que é? Não sou surda!
—Não? Tem certeza? Porque eu estou te chamando a um tempão e vou tá ai olhando pro nada!
—A Nico o que foi?!
—Posso comer?- Ele levantou um saquinho de ursinhos de goma.
—Não, é pra mais tarde- Tirei da mão dele e guardei dentro da sacola.
—Que saco!- disse Nico fazendo um bico imenso.
—Vocês não sabem conversar sem gritar não?- Megan entrou na cozinha resmungando.
—A culpa é da Mei que fica viajando e não me ouve!- Nico reclamava.
—Eu estava só pensando em outra coisa, e do mesmo jeito você fala como se prestasse muita atenção em algo quando tá jogando esquece tudo e todos- retruquei.
—Ei, chega vocês dois- Meg suspirou e sussurrou em seguida- Vocês são tão problemáticos!
Eu e Nico reviramos os olhos com a frase dela.
A campainha tocou.
—Já chegaram? O Armin disse faz 5 minutos que ainda estavam em casa- Nico disse.
—Não são eles, é o Nathaniel- respondi.
—Vo-você não disse que ele vinha- Começou a gagueira da minha irmã mais nova.
—Eu encontrei agora com ele no mercado e o chamei, ele tá sofrendo em casa com a Ambre e a alcateia dela.
—Sério Melissa? Tinha que ser justo ele?- Nico parecia indignado.
—Nico, não começa, ele vai ficar aqui e eu quero que ele se divirta, não quero você enchendo ele- depois me virei pra Megan- e não quero você o evitando, ele comentou que faz meses que não te vê, pare de se esconder, ajam naturalmente ok?
Os dois assentiram e eu ouvi a campainha tocar novamente.
Subi correndo as escadas chegando à garagem, cheguei ao portão e o abri já falando.
—Nossa Nath! Que rápido pensei q...
Minhas palavras se foram assim que vi que não era o Nathaniel no portão e sim dois garotos lindos como anjos, um com os cabelos castanhos bem cortados, olhos azul escuro, um sorriso contagiante, ele era grande e forte além da incrível beleza, tinha uma barba rala que o deixava mais charmoso, um homem já.
Mas o problema de eu estar paralisada dos pés a cabeça não era esse anjo moreno, e sim o Anjo ruivo que estava ao seu lado com um sorriso de lado e seus olhos cinza como a tempestade brilhavam.
Seu sorriso aumentou e ficou mais lindo ainda.
—Ora, ora se não é a baixinha invocada, será que você é a minha nova vizinha?
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