Notas iniciais
CUPCAKES DO MEU CORAÇÃO! Desculpas novamente, e obg por não abandonarem a fic, sei que é chato esperar tanto tempo e sei que prometi muitas vezes que postaria, mas foi realmente um final de ano dificil... Agradeço a todos que comentaram meus pedidos de desculpa, leitores fantasmas aparecendo, e leitores maravilhosos me mandando msg, qualquer duvida não exitem mandar msg que eu irei responder! Esse cap tem um casal diferente, espero que gostem viu!

Melissa estava exausta, não sabia se era pelo dia, pela viagem ou o remédio que a fez dormir durante a viagem.

Abraçou a jaqueta de couro preta, um forte odor exalava dela, couro, perfume forte e marcante, mas bom. Ela pensava consigo, se sensualidade e tesão tivessem um cheiro especifico, seria aquele, o cheiro do Castiel.

Ela passava o dia magnifico com os amigos e a família na praia em sua mente aos poucos.

Era engraçado ver todos ali juntos, especialmente Ambre que por mais que tivesse sendo atazanada pelo Armin, ela via o sorriso e a expressão serena da amiga.

Percy passou o dia tentando ensinar o pequeno Nico a nadar, coitado, só era o Percy solta-lo na água que o garoto se afogava e quando o moreno o pegava no colo ele se avermelhava e se debatia no colo do maior causando um ciclo sem fim, Annabeth que estava ali perto observava curiosa a cena, seus olhos cinza espertos pareciam estar montando um quebra cabeça muito difícil, seus olhos brilhavam com algo que só ela entendia.

A única coisa estranha ali era o silencio de Alexy e Kentin, geralmente são os mais barulhentos juntos com a Rosa é claro, mas ambos estavam calados, ignorando um ao outro, mas quem quer que olha-se via tristeza, depois a garota ficou sabendo que foi porque Kentin viu Alexy e Ambre juntos, não juntos de verdade, e ele estava triste por isso e Alexy estava triste por saber que Kentin ainda gostava de Ambre depois de tanto tempo. Nada se podia fazer a respeito, eles teriam que se entender.

Seus pais namoravam felizes em um canto mais afastado, era bonito ver o quanto se amavam depois de tantos anos, são raros casais ainda ficarem juntos e serem felizes para sempre.

Eram muitos casais espalhados pela praia na verdade, Rosa e Leigh, Charles e Silena, Percy e Annie (Nico se afogando do lado), esses eram os oficiais, mas também tinham aqueles que iam dar certo tipo Megan e Nathaniel, Piper e Jason, Leo e Calipso (Ela estava claramente fugindo dele), Ambre e Armin (Ambre já tinha cansado de gritar e brigar, agora ela ignorava o moreno), mas o casal mais engraçado e improvável do dia era Thalia e Lysandre (Eles não estavam flertando, estavam quase se matando, todos nós já havíamos cansado de tentar parar a briga desnecessária deles, nem eles sabiam o porquê brigavam) e não sei se pode se chamar de casal, mas Violette e Miguel estavam juntos, ambos desenhando, Violette estava provavelmente desenhando toda a cena, já Miguel estava com o olhar penetrado na garota que mal percebia que estava sendo desenhada.

E Melissa estava debaixo de um guarda sol enorme, com uma camisa preta que quase chegava aos joelhos, um chapéu de palha, seus braços abraçavam os joelhos, ela tinha os fones enterrados no ouvido escutando Korn no ultimo volume, ela estava furiosa, além de mal curtir a praia direito não podia ficar como o resto das meninas, de biquíni.

O que aconteceu explicarei a seguir: “Após Castiel sair do quarto a pequena tomou banho e saiu do banheiro encontrando a amiga Ambre na cama, que disparou várias perguntinhas sobre os gemidos que ela escutou, a garota feito pimenta explicou por cima os acontecimentos e a loira riu e disse que assim que escutou voltou para a mesa e tentou segurar todos lá o máximo possível.

Depois com muita dó da pequena emprestou um biquíni já que o da outra havia sido levado por um Ruivo ciumento, o que ela colocou era vermelho e provocativo, estilo Ambre.

Assim que todos chegaram à praia, os garotos estavam todos de bermuda exibindo o excelente físico, a não ser Lysandre e Leigh que vestiam camisas abertas, Castiel que cobria o peito com uma camisa negra e Alexy que estava de sunga branca, por Deus, deveria ser proibida a venda disso!

Logo as garotas começaram a tirar saídas de praia, excerto Violette que vestia um short jeans e camisa leve, com um chapéu de palha na cabeça, branca demais para um sol forte como aquele, e Thalia que preferia ficar com um short de praia também.

Assim que Melissa tirou, pensou que ia ser atropelada por marmanjos, o pai, o irmão, Alexy e o Castiel vinham todos em sua direção com olharem raivosos, menos Alexy é claro, parecia estar vendo o que ele sempre quis, batia palmas e saltitava.

O primeiro alcança-la foi Castiel, o olhar dele deu medo nela por um instante, queixo trincado, punhos cerrados e sua tempestade particular trovejava em seus olhos.

No meio do caminho ele fez umas das coisas mais sensuais que a garota se lembrava de ter visto, ele tirou a camisa enquanto andava, o mundo ficou mais lento, a camisa ia subindo revelando aquele abdome malhado, aquela entradinha, assim que a camisa subia revelava o pouco de pelo que tinha no peito definido, cada movimento era um choque que ultrapassava o corpo da garota, mas logo ela acordou quando a camisa entrou na sua cabeça.

—O que pensa que esta fazendo?!- Reclamou quando ele tentava colocar os braços dela dentro da camisa.

—Te vestindo ou vai ficar nua por ai?- Ele olhou sarcástico pra ela, mas ainda muito irritado.

—Se você não percebe estou numa praia, e todas estão de biquíni- ela tentava tirar a camisa, mas sem muito êxito.

—Só que você não é todo mundo- ele trincou os dentes, era um rosnado?

—Olha aqui Castiel- ela apontou o dedo no nariz dele- Você não manda em mim!

—Ele não, mas eu sim- Senhor Rafael Di Angelo Helts parou do lado do Castiel, seus olhos azuis queimavam com a irritação que sentia, Nico parou do outro lado um, os três cruzaram os braços e a garota olhou aquilo estupefata.

Procurou o amigo saltitante, mas o viu dando meia volta meio cabisbaixo.

—Parem de palhaçada, parecem que não sabem o que é uma praia, e só pra constar só estamos nós aqui, família e amigos!- A garota rebateu.

—Não importa- o pai da garota disse.

—Deixa eu te ajudar- Nico disse pro Castiel e cada um enfiou os braços dela em uma manga da camisa- Prontinho.

Ela olhou em volta, a maioria nem estava ligando pra bagunça ali, mas Megan ao perceber recolocou sua saída de praia para alivio de Nathaniel que estava vermelho como um pimentão.

—Tá ok, tá ótimo, tá tudo bem, satisfeitos?! Agora sumam da minha frente e parem de estragar meu dia com essa cara feia e emburrada de vocês- Ela sacudia os braços fervorosamente enquanto falava, era quase um tic.

Os três bufaram juntos e começaram a dizer que eram lindos, belezas raras da natureza e tudo mais, mas a garota nem se importou, sentou na cadeira de praia e colocou seus fones.

Percy arrastou o Nico para a água, Rafael foi para junto de sua mulher que ficou muito brava com a sua atitude de pai coruja e Castiel puxou uma cadeira ali do lado da pequena, ela olhou pra ele de esgueira e ignorou, ele só sorriu.

Ficaram ali, Castiel a olhando furtivamente e Melissa o ignorando, mas estava sendo difícil para a garota o ignorar aquele corpo e toda vez que se olhava avermelhava e o garoto ria achando graça a irritando mais e mais.

Ficaram ali um bom tempo, nessa brincadeira, Melissa já não estava com tanta raiva, gostava de usar a camisa do Castiel, gostava do cheiro dele.

—Vem emburrada vamos dar uma volta- Castiel estendeu a mão, Melissa podia muito bem fingir que não estava escutando, mas já fazia um tempo que havia baixado o volume alto da musica.

—Porque eu deveria?- Perguntou sem olha-lo.

—Porque eu quero dar uma volta, quero dar uma volta com você ou você vem comigo ou te jogo nos ombros e te levo comigo- Castiel disse ameaçadoramente.

Melissa o olhou boquiaberta, mas antes de formular alguma resposta o Ruivo pegou sua mão e a saiu puxando, e a garota se deixou ser puxada, mesmo a contra gosto, talvez, não tão contra assim.

Atravessaram a praia, todos pareciam se divertir, que mal perceberam a ausência dos dois a não ser Alexy e Kentin que estava debaixo do mesmo guarda-sol, mas ignorando uma ao outro.

O esverdeado não estava mais suportando ser ignorado, se aquele cabeça de tigela do Kentin continuasse com isso ele lhe rasparia a cabeça.

Alexy estava usando uns óculos escuros e uma sunga branca muito reveladora pensava Kentin, porque ele tinha que ser tão extravagante? Porque ele estava agarrado com Ambre ontem? Não sabia que ela era sua inimiga? Que ele a detestava? Como amigo dele ele também deveria detesta-la! Ele considerou aquilo como um ato de traição da parte do amigo, se lembra muito bem quando Alexy prometeu sua lealdade e disse que sempre estaria com ele.

“...Kentin estava triste, abalado, de coração partido em mil pedaços e um sentimento infeliz lhe dominava, ele amava Ambre, lhe dera fores e chocolates e o que a Loira fez? Jogo tudo de volta em seu rosto, ainda jogara seu suco em sua cabeça e gritou palavras horríveis antes de empurra-o contra o chão e humilha-lo na frente de todos ali, então ele levantará e correrá, ouvia gritos distantes, reconhecia a voz de Melissa, não queria que a amiga brigasse com a Loira de novo por sua culpa, Melissa sempre passava mal e desmaiava de nervoso depois que se afastava, mas não podia voltar lá, seu coração estava a frangalhos.

Ele correu o mais rápido que pode, como não era nenhum atleta talentoso esbarrou em tudo o que pode, caiu diversas vezes até chegar meio que inteiro até o jardim, continuou correndo até a estufa e foi para o canto onde tinha belas rosas, ali não seria incomodado, então deixou as lagrimas inundarem o rosto.

E foi assim que Alexy o encontrou, naquela época tinha cabelos azuis claros e usava lentes rosa, estava como sempre muito bem arrumado, muitas cores, mas combinavam com ele, era como um arco-íris colorido, belo e harmonioso, Kentin o olhou com os olhos cheios de lagrimas, estava tão triste, mas seu coração saltou por ver o amigo ali o olhando, quando pensou que não seria incomodado ali sabia que a única pessoa que o podia encontrar era Alexy e ele não era um incomodo, nunca seria, e naquele momento mais do que nunca ele precisava do amigo.

—Você tinha razão, eu devia ter escutado você, ela é um monstro- Kentin disse em meio à lagrimas.

—Kentin você tem que entender uma coisa — Alexy disse sério se ajoelhando a sua frente- Eu sempre tenho razão.

O moreno o olhou, piscou algumas vezes e por fim sorriu, tinha tanto orgulho do amigo, com apenas treze anos era tão bonito, feliz, seguro de si e de sua sexualidade, ele era gay assumido e não deixava que isso fosse um problema, não deixava ser pisado e humilhado por ninguém, às pessoas amavam Alexy, ele tinha uma aura bonita e brilhante.

—Quando eu crescer quero ser que nem você- Kentin disse surpreendendo Alexy.

—Gay?- O azulado perguntou espantado.

—Não- o menor riu- Forte, sem medo do que os outros pensam- Tirou os óculos fungando.

—Aqui- Alexy estendeu algo que Kentin não enxergou por ser praticamente cego e estar com os olhos cheios de lágrimas- Deixa que eu faço isso.

Sentiu o amigo passar um lenço por seu rosto, era um tecido macio quase tão macio quanto os dedos de Alexy que roçavam de leve na sua pele, homens geralmente tem a pele áspera, mas não Alexy.

Balançou a cabeça jogando os pensamentos estranhos para o canto da mente, deveria estar pensando em Ambre e em como foi má com ele e não na pele macia do amigo.

—Escuta, eu sei que sou lindo e maravilhoso, mas você não tem que ser como eu, você tem que ser como você, você é incrível Ken- Disse o amigo o fazer encarar aquelas orbes rosa, como o amigo estar longe ficava borrado em sua visão, por isso se aproximou o máximo para vê-lo nitidamente — Você tem uma coragem incrível, só direcionou isso para o lado errado, você é uma pessoa doce e verdadeira, Ambre é uma cobra e não merece o seu coração puro.

Alexy olhou o menor ali na sua frente, tão pequeno, corpo magro, cabelo de tigela horroroso, suéter verde que não o valorizava nadinha, rosto inchado e vermelho por causa do choro, mas não podia evitar, ele o amava, amava aquele cabelo tigela horroroso, aquele suéter fora de moda e seu rosto tão perto do seu, ele estava hipnotizado por aqueles olhos verdes brilhantes por causa do recente choro.

Passou seu lenço importado mais uma vez no rosto salpicado de sardas do amigo, toca-lo era bom, os meninos eram amigos de Alexy, mas ele percebia muito bem que evitavam que ele o toca-se ou ficavam muito tempo no vestiário quando ele estava, mas Kentin não dava a mínima para sua opção sexual e nunca recuava ao seu toque, ele simplesmente não conseguiu evitar se apaixonar por aquele ser tão puro e inocente.

Ele tinha vontade de aprontar poucas e boas pra Ambre, como se não bastasse ela mexer com a Melzita dele ainda tinha que humilhar Kentin, ela merecia ser jogada na lama.

Alexy levantou os olhos para o amado e viu que seus olhos estavam cheios de lagrimas, o queixo tremia com o futuro choro.

—Pare de chorar pela Ambre, ela não merece nem uma lagrima sua- Alexy ralhou.

—Não estou chorando por ela- Kentin resmungou.

—Está chorando porque agora? Machucou-se?- O Azulado começou a revira-lo procurando machucados recentes.

—Não- Kentin negou com a cabeça- Estou chorando de alegria.

—Alegria?- Alexy o olhou incrédulo- Bateu a cabeça quando caiu? Porque estaria chorando de alegria cabelo de tigela?

—Porque eu tenho um amigo tão bom quanto você- Kentin disse corando levemente e abrindo um sorriso que quase fez Alexy desmaiar.

—Ken-Kentin – Alexy gaguejou, estava tão perplexo, sentiu seu coração se aquecer aos poucos e aquele calor passou para seu corpo todo.

Alexy se jogou encima de Kentin o abraçando, ambos quase caíram, Kentin não sentia tanta dor no coração agora, Alexy amenizava a dor era quase como se cura-se ela.

—Ken, escute que eu só vou falar uma vez, sempre estarei com você, mesmo quando não me quiser mais eu sempre estarei aqui por você, serei fiel e te protegerei, sei que não é muito, mas tentarei ao máximo- Alexy não queria soltar Kentin, não quando o menor o abraçava de volta.

E ali sentados abraçados no canto da estufa Kentin sabia que não importava quantas vezes seu coração quebra-se, Alexy iria cura-o somente com um abraço.

—Você promete não me abandonar?- Kentin choramingou.

—Prometo- Alexy respondeu.”

E agora ali sentados um do lado do outro sem se falar o incomodava, muito mesmo, mas Alexy havia o traído, agarrar a Ambre aquele pesadelo Loiro era imperdoável, ok, talvez não tão imperdoável assim, mas merecia um gelo do tamanho de um iceberg.

Ele olhou para o lado e viu Alexy levantar e ficar de costas para ele, não conseguiu evitar mirar as costas do amigo, ombros largos, cintura fina, tinha mais bunda e perna que muita garota por ai, ele não tinha um pelo sequer no corpo e sua pele parecia mais macia do que nunca, mais macia que qualquer tecido importado, mais macia do que qualquer menina que ele tenha tocado, que não eram poucas, a pele de Alexy poderia se comparar a uma nuvem.

Kentin saiu de seus devaneios assim que foi atingido por um punhado de areia no peito, pulou da cadeira.

—Você é um estupido maldito Ken- Alexy apontava pra ele com os olhos brilhando de raiva.

—Você taca areia em mim e eu sou o estupido?- Kentin levantou irado.

—É sim, um menininho magrela que não cresceu- Alexy estava irritado, nunca explodiu assim com Kentin, agora ele iria dizer poucas e boas para o moreno, seu óculo caiu por causa de sua agitação.

—Eu não sou magrelo muito menos menininho, o que deu em você?- O garoto de olhos verdes estava confuso e irritado.

—Cansei de você e de suas infantilidades! Você só vive de passado, não esquece, você não a esquece nunca seu animal- Alexy estava prestes a chorar sentia os olhos arderem, Kentin não estava melhor, sentia-se mais traído do que nunca, ouvir aquelas palavras de seu melhor amigo doía- Você não é um homem é só uma criança chorona que faz tudo que o papaizinho manda- O esverdeado cuspiu as palavras.

—Quem é você pra vim falar se eu sou homem ou não seu viado rodado!- Assim que disse aquilo se arrependeu no mesmo instante.

Kentin olhou para o amigo prestas a se ajoelhar no chão e se desculpar de todas as maneiras possíveis, mas o que viu partiu o coração, lagrimas grossa escorriam pelo rosto dele, Alexy nunca havia chorado quando era insultado por garotos idiotas que o enchiam saco por ser gay, ele se virou e saiu andando para dentro da casa, deixando Kentin se sentindo um lixo para trás.

O moreno olhou em volta e agradeceu por estar longe da maioria das pessoas, mas isso não significava que ninguém tinha visto e ouvido aquilo, Megan, Nathaniel, Thalia, Lysandre, Ambre e Armin, que vinha calmo em sua direção.

Armin lhe acertou um soco bem dado do lado esquerdo do rosto o fazendo cair no chão, mas logo em seguida estendeu a mão para o moreno.

—Desculpe cara tive que fazer isso pelo meu irmão- Armin disse quando o ajudou a levantar e Kentin simplesmente aceitou sua punição, estava quase pedindo por mais- Só não te bato mais porque Alexy me mataria, você pegou pesado com ele, sabe, se fosse qualquer um falando ele não ligaria, mas deve ter doido pra cacete ouvir isso de você, agora vai atrás dele.

Kentin se virou pra ir atrás do amigo, sentia uma dor muito forte no coração, como nunca sentira antes, nem quando Ambre o humilhou, o que ele sentia por Alexy não chegava aos pés do que já sentiu por alguma outra pessoa.

Sentiu alguém segurar firme o seu pulso e olhou para trás encontrando a Loira.

—Que é?- Perguntou mal humorado.

—Ontem, na escada, era só uma brincadeira- Ela disse séria- Alexy estava fazendo ciúmes no irmão, não estava me agarrando por que gosta de mim nem nada do tipo- explicou.

—E o que eu tenho a haver com isso?- perguntou grosso.

—Ambos sabemos que essa sua irritação era ciúmes- Disse presunçosa.

—Não tenho ciúmes de você Ambre- Kentin disse irritado, queria ver Alexy e se desculpar, não perder tempo com Ambre.

—Não é de mim que estou falando- Ela disse e ele entendeu, entendeu algo que não tinha entendido até agora, estava com ciúmes de Alexy, seria possível?- Vá atrás dele e explique que não gosta de mim, diga pra ele por quem está apaixonado- dizendo isso virou as costas e saiu desfilando.

Mas sobre que diabos aquela garota estava falando? Ele não estava apaixonado por ninguém! Seu coração se apertou mais e ele correu para dentro, não sabia o porquê mais foi direto para a sala de jogos, Alexy detestava jogos, mas gostava dos quadros do Elvis que tinha ali.

A porta estava encostada apenas entrou devagar sem fazer barulho e viu Alexy de costas para ele, olhando para os três quadros de Elvis sentado encima da mesa de sinuca.

—O QUE VOCÊ ESTÁ OLHANDO?-Alexy gritou e Kentin se encolheu, demorou um pouco para perceber que não estava falando com ele e sim com o quadro do ídolo- Acha que só porque tem esse cabelo lindo fora de moda pode ficar sorrindo torto pra mim?

—Ele é Elvis, pode tudo- Kentin disse se aproximando.

Alexy deu um pulo na mesa de sinuca, sabia que Kentin estava ali, se recusava olha-o, não queria chorar mais na frente dele, era vergonhoso demais.

Kentin sentou-se encima da mesa de sinuca ao lado de Alexy, dois palmos distantes.

—Ei Elvis, tudo bem?- Kentin disse olhando para o típico quadro do cantor.

—Como se o grande Elvis fosse responde-lo – Alexy murmurou emburrado o coração mesmo machucado não parava de palpitar.

—Se você me der licença grande Rei, mas gostaria de ficar a sós com esse garoto aqui do meu lado, oh, entendo, vai ser rápido garanto, muito obrigada- Kentin fingia a conversa enquanto Alexy tentava não sorrir.

—Senhor Presley não vá, não me deixe aqui em esse ser repugnante- Alexy disse e Kentin sentiu o peito apertar mais ainda, Alexy o achava repugnante, sentiu uma imensa vontade de chorar.

—Garanto que é rápido- murmurou engolindo o choro.

Alexy o olhou, fazia tempo desde que tinha ouvido a voz embargada do amigo ali do lado, viu a face do lado direito bem avermelhada, como se tivessem batido nele.

Gonzalez desceu da mesa de sinuca e se colocou de frente para Alexy, quase entre suas pernas, tão perto que os joelhos do outro encostavam de leve em sua cintura.

—Alexy, me perdoa, eu não queria dizer nada daquilo, você me irritou, ficou dizendo aquelas coisas e também teve aquela cena de ontem... — Alexy bufou alto e bateu as palmas da mão no peito nu de Kentin.

—Sim, claro a cena de ontem, não sei se percebeu eu sou gay, gosto de homens, amo homens, sinto atração por homens, então não se preocupe que eu não quero a Ambre, foi só uma brincadeira, se você a quer...- Dessa vez que interrompeu foi Kentin, dando dois passos para frente, agora sim estava entre as pernas nuas do esverdeado.

—Não quero a Ambre- Disse sério e Alexy o olhou com receio e só viu verdade- Não quero a Ambre- repetiu- E faz muito tempo que não a quero, desde aquele dia, a Ambre hoje não é nada para mim, não ficaria com ela nem que me servissem ela na bandeja com biscoitos, então pare de achar que eu estava com ciúmes dela!

Alexy piscou algumas vezes, ele tinha tirado a lente por causa do choro, estava confuso agora, ele sabia quando Kentin falava a verdade e ele estava falando.

—Se você não estava com ciúmes dela, porque todo esse auê? Porque estava bravo comigo?- Alexy exigiu saber.

—Porque eu estava com ciúmes oras bolas- Kentin olhou para baixo envergonhado, Alexy ficava mais bonito sem lentes, cor dos olhos dele era a sua preferida- Estava com ciúmes de você, não da Ambre.

Alexy ficou sem fala, e olha que ele quase nunca ficava sem fala, Kentin com ciúmes dele?

—Não é a primeira vez, eu sinto ciúmes o tempo todo, quando Lysandre ou Dake chegam perto de você, ou quando falam de você, quando você me da tchau para sair em um encontro, quando abraça outras pessoas, quando sorri- Kentin imaginou o sorriso de Alexy em sua cabeça e sorriu também- Eu não sei o que acontece comigo, meu coração dói- Kentin levantou os olhos para Alexy e o viu de lábio entre abertos e olhos arregalados.

Kentin estava tão perto, apenas poucos centímetros de Alexy, sentiu choques elétricos ao perceber que as pernas dele tocavam de leve seu tronco, deu pra sentir minimamente o quão macias eram, queria toca-las, queria toca-lo, queria abraçar Alexy e sentir seu corpo colado ao dele, que pensamentos eram esses? Olhou novamente o amigo e mirou sua boca, entreaberta, não tinha muita carne, mas era uma boca bonita, nunca ficava ressecada, ás vezes brilhava com algo que ele passava.

Sem pensar Kentin deu um passo, agora estava a três centímetros do rosto de Alexy, sentia o hálito fresco dele, seu coração batia tão rápido que se perguntou se iria ter uma taquicardíaca.

—Meu coração fica estranho quando estou perto de você e quando penso em você também- assumiu- Neste mesmo momento parece que ele vai saltar de dentro de mim direto para suas mãos, mas eu não ligo desde que sejam as suas mãos, porque nelas eu sei que ficarei seguro- Kentin não sabia mais o que estava dizendo nem de onde surgia isso, mas não parava de falar- Você aceita meu coração Alexy?

Alexy quase engasgou, tinha certeza que estava sonhando, nem em seu melhor sonho isso acontecia, o que queria saber se tudo que Kentin estava falando significava o que ele estava achando.

—Alexy, não me recuse, não me abandone, você me prometeu que não faria isso- Kentin se sentia desesperado, Alexy só exibia choque e o moreno não sabia mais o que fazer, ele tinha acabado de descobrir duas coisas, a primeira, ele amava Alexy, segunda, ele era gay.

Depois de aceitar suas descobertas as abraçou de corpo e alma, olhou no fundo dos olhos azuis únicos de Alexy e o beijou.

O esverdeado ficou imóvel nos primeiros segundos do beijo, ele tinha certeza absoluta de estar sonhando, então aproveitaria esse sonho até ele acordar, fechou os olhos aproveitando aquele toque.

Kentin sentiu-se melhor como nunca, se ele tivesse beijado Alexy antes, não teria beijado nem metade das garotas que beijou, o beijo dele era simplesmente divino, o fazia se sentir completo.

O esverdeado colocou os braços timidamente sobre os ombros do amigo e o puxou para mais perto, o moreno sentia uma descarga de mil volts, ergueu as mãos e começou pelos joelhos do amigo, como imaginava, macias como nuvens, ele subia as mãos pelas coxas, em seguida o abdômen, subindo até o rosto do garoto, quando o ar se fez necessário eles se afastaram um pouco colando as testas, puxavam o ar com dificuldade, o maior segurava o rosto do outro perto o bastante para outro beijo caloroso.

—Sabe Le- O moreno disse- Acho que eu te amo.

—Eu te amo Ken, há muito, muito tempo- Alexy sorriu, era bom finalmente dizer aquilo, por mais que fosse um sonho- Não vou te deixar nunca, aceito o seu coração e você cuida do meu.

O coração de ambos se encheu de amor e ali eles ficaram se deliciando um dos lábios do outro.

Os pés de Melissa ardiam na areia quente, mas Castiel não diminuía o passo.

—Castiel!- Melissa gritou pela milésima vez, mas pelo menos essa ele parou.

—Que foi?- ele se virou pra ela, era tão alto que fazia sombra sobre a garota.

—A areia está quente! Não estou de chinelo que nem você!- Castiel olhou para baixo e viu os pés da garota, ela trocava de pé o tempo todo.

Castiel virou de costas e agachou, olhou para Melissa que também o olhava sem entender.

—O que está esperando? Anda, sobe ai- O Ruivo ordenou.

—Nas suas costas?- Melissa perguntou inclinando a cabeça para o lado direito.

—Sim, anda antes que eu decida te arrastar como antes.

A garota não esperou ele falar duas vezes, subiu nas costas dele e passou os braços pelos seus ombros e as pernas na cintura dele, ele levantou a segurando firme, não precisava de esforço nenhum para carregar Melissa, era leve como uma pena.

—Ei- A morena cutucou a bochecha do mais velho- Pra onde estamos indo?

—Não sei, o mais longe possível- deu com os ombros.

—Por quê?

—Porque eu quero criar mais lembranças com você- disse em voz baixa.

O coração da garota deu uma cambalhota artística e ela agradeceu por Castiel não conseguir olha-la dali, estava certamente corada.

—Porque lembranças comigo?- Murmurou contra o pescoço do garoto.

—Porque tudo que tem haver com você são os meus melhores momentos- Castiel estava irritado novamente ele sempre dizia essas coisas emocionais quando estava com a Pequena.

Melissa escondeu o rosto na curva do pescoço do Castiel, como ele podia dizer coisas assim tão naturalmente? Ele queria que ela enfartasse não é possível!

Caminharam mais um pouco, mas já estavam bem além da pedra a qual se encontraram na noite passada.

—Aqui esta ótimo- Castiel disse, ali havia algumas pedras, algumas piscinas de água feitas de quando a maré estava cheia.

—Acho que nunca andei para cá, no máximo até a caverna- Melissa comentou, descendo das costas do maior.

—Quanto tempo tem essa casa aqui?- Castiel perguntou.

—Acho que faz uns 10 anos- A garota respondeu coçando o queixo.

—E nunca andou até aqui? Sua anãzinha- O Ruivo lhe bagunçou os cabelos.

—Eu sempre vou para o outro lado e quando venho para o lado de cá fico só até a caverna- Explicou.

Castiel se aproximou dela e pegou a barra da camisa dele e tirou dela.

—Pronto, agora não tem ninguém aqui pra te comer com os olhos, a não ser eu- Castiel a mediu de cima a baixo.

Melissa sentiu-se esquentar sob o olhar do maior, ela queria se cobrir.

—Devolva- Ela esticou um dos braços enquanto o outro cobria os seios.

—Agora você quer? Nada disso- Ele negou.

Ele jogou a camisa na areia, tirou os chinelos e estendeu a mão para a garota.

—Vem, vamos nadar- Ela sorriu pegando na mão dele e ambos correram para o mar.

Os dois passaram um bom tempo nadando, se divertindo e brincando, jogando água um no outro, era uma casal bonito de se ver, a felicidade estava tatuada em suas faces.

Voltaram perto do almoço que foi servido tarde devido o horário que acordaram, logo após o almoço todos se ajeitaram e foram embora.

Assim que chegaram em casa, Castiel já estava lá, havia ido de moto apesar dos protestos do pai da garota.

Ela saiu para dar boa noite para o Ruivo.

—Então, boa noite- Melissa sorriu.

—Boa noite Pequena- Castiel pegou a mão dela e a puxou contra o peito dele, a garota estava com o rosto um pouco amassado da viajem por dormir com o rosto contra a janela.

A morena sentiu-se arrepiar por conta da frente fria que chegava a cidade, mas não teve tempo de sentir frio, Castiel a cobriu com sua jaqueta.

—Não precisa Cast, já vou entrar pra casa e ...

—Pode usa-la como desculpa para me visitar- Ele piscou e ela riu com a malandragem do garoto.

—Vou pensar- Ela sussurrou contra os lábios quentes dele.

Os dois se beijaram com paixão, cada vez que se beijavam era mais intenso e dentro deles crescia algo desconhecido.

—Melissa!- A garota ouviu o pai chamar e ambos se afastaram dando pequenos beijos.

—Tchau- Deu um ultimo beijo dessa vez no rosto do maior e correu para dentro de casa.

Castiel sorriu, fazia muito tempo que não se sentia assim, completo, na verdade achava que nunca havia se sentido assim, nem com Debrah, nem com ninguém, e ele não deixaria a Pequena dele ir, podia ser egoísmo da parte dele, mas não queria ficar sem ela, não quando ela o fazia tão feliz.

Notas finais
E ai? Curtiram ALexy e Kentin? Confesso que fiquei um pouco emocionada escrevendo sobre ele, garanto que o próximo capitulo não demorará! Gente, tem leitores aqui que não conhecem Percy Jackson, nem HDO, por isso qualquer duvida sobre os personagens, gostos, manias, ou qualquer coisa que não entenderem podem perguntar que eu irei responder, sei que pode parecer confuso pra quem não conhece. XOXO, Bruta!